...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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30
Ago
08
Independentemente de ideologias, temos que concordar que Portugal tem vindo a ser mal governado e, para evitar um colapso dramático, é imperioso implementar mudanças estruturais no regime. Isto já não se resolve com mudanças de pessoas, ou de partidos, mas sim com um pacto de regime com um código de conduta assinado por todos os partidos em que fiquem bem claros princípios de comportamento dos governantes e das oposições.

Por exemplo, há que reduzir ao mínimo, em casos bem definidos, as nomeações por critérios de «confiança política», sem concurso público, destinadas apenas a favorecer os amigos do clã. Tais nomeações, não tendo em conta as competências, têm delapidado os dinheiros públicos e arrastado o País para uma crise crónica de difícil cura. O concurso público, com condições bem definidas, privilegia as competências e permite admitir os melhores cérebros do País, independentemente da família ou da terra de nascimento. O facto de poderem ser de partido diferente é superado por «contrato por tarefas», em que o admitido se compromete, por escrito, a realizar as tarefas fixadas segundo método pré-definido, com isenção e rigor, e em caso de infringir este compromisso, passa a poder ser demitido com justa causa. Em caso de a evolução do serviço tornar convenientes outras tarefas, o compromisso receberá um aditamento.

Há também que restabelecer a confiança do povo nos seus representantes, com base nas acções honestas destes, em benefício dos interesses nacionais, com preocupações de poupança de recursos e de aumento de eficácia.

Impõe-se uma drástica redução da quantidade de assessores bem como dos contratos para «estudos» feitos com amigos partidários que só têm a finalidade de enriquecer os «compadres». Gastam-se milhões de euros em «estudos» encomendados para justificar uma decisão tomada por palpite. E, para dar mais aspecto de razão encomendam-se outros pareceres com igual finalidade a outros compadres. Vantagem só há para a bolsa desses «especialistas» amigalhaços. E o contribuinte pagou os impostos e vê que nada melhora porque o dinheiro é desbaratado nestas «brincadeiras».

Nesse código deve também constar a preocupação de reduzir os custos de funcionamento da máquina administrativa, em instalações, equipamentos de escritório e de transporte, mordomias, etc.

Com um tal código de conduta, o regime tornar-se-á mais honesto e eficaz na busca dos mais altos objectivos nacionais e, logicamente, o País poderá começar a desenvolver-se de forma séria e sustentável.

Além desse pacto assinado por todos os partidos com assento na AR, os grandes investimentos que produzam efeitos para além da legislatura actual, devem merecer a aprovação da oposição, a fim de que, se houver mudança de partido no Governo, os projectos continuem a ser realizados.

Com este esquema devidamente aprofundado e honrado por todos, os políticos passarão a merecer a confiança dos eleitores e os esforços serão orientados para bem de Portugal e não teremos recursos esbanjados em benefício de políticos corruptos, à procura de «tachos dourados», de «reformas múltiplas e milionárias» e de «enriquecimento ilegítimo».
publicado por TC às 22:00
28
Ago
08
Imagem generosamente dedicada, a mim, pelo KAOS

Tinha decidido não o fazer, antes de 1 de Setembro, mas a força das circunstâncias leva-me a quebrar o silêncio, tão-só porque Aníbal, o peso-morto que vegeta em Belém, deu público início a inconfessáveis manobras perigosas.

Se eu tivesse de escolher uma figura na qual descarregar todas as responsabilidades e peso pelo Desastre Europeu Português, essa figura chamar-se-ia Aníbal Cavaco Silva.

Nos seus bons tempos, que foram péssimos para mim, tempos de fraude, de desvio de Fundos Estruturais, de ladrões, pedófilos, incompetentes a ocuparem os mais altos postos do Estado, do novo-riquismo a chocar pessoas, que, como eu, detestavam tudo o que aí se incarnava, Cavaco Silva lançou as sementes de tudo o que presentemente sofremos. Foi o criador da mancha da Droda, da impunidade dos Dinheiros Sujos, do Vale-Tudo dos amigalhaços políticos.

Aníbal começou como euro-céptico, até descobrir que "Europa" rimava com Milhões, Politicamente cobarde, e humanamente igualmente cobarde, o homem-das-mãos-que-suam, que se fazia transportar numa viatura blindada (!), com medo de que lhe "fizessem a folha", e que agora manda interditar o espaço aéreo do palheiro onde foi passar as suas saloias férias de 2008, com ridículos "Jesus Christ Superstar" pelo meio, Aníbal, o filho do Homem da Bomba, muito conhecido das feiras baixas do Algarve interior -- "O meu filho é o maior político de Portugal!... (sic.)", berrava ele na funesta campanha presidencial de 2005, onde o desanquei até onde puderam as minhas forças pessoais -- Aníbal prepara-se para começar a estrebuchar no sentido que (ainda) menos nos convém.

Esse Cavaco está AQUI satirizado para sempre, e não vale a pena sonharmos com outro, porque o presente está apenas mais velho, afectado por acidentes neurológicos, mas nunca esquecerei aquela mãozinha medrosa, que na marquise da noite das Eleições, só se atreveu a abrir o vidro, depois de contada e reconfirmada a trágica contagem eleitoral. Ainda lhe podiam dar um tiro de misericórdia. Na mesma situação, à mesma hora, já Soares, com todo o seu penoso currículo, teria feito um discurso ecoante por toda a Europa.

Aníbal é o mesmo que, em 1985, traiu esse mesmo Mário Soares, e se lançou numa aventura chavista, apoiado por um Partido de má memória, alicerçado noutro valente traste do panorama português, um tal de Ramalho Eanes, que começou como General e acabou como lambe-botas da Opus Dei. Essas mesmas forças, agora, com outra cara, um tal de M.M.S. -- "Movimento Mérito e Sociedade" -- que começa já a mandar "atirar a matar", estão-se a preparar para tomar de assalto os lugares do Poder. Não são os únicos: juntem-lhe Ferreira Leite e o M.E.P., e só faltarão movimentos Neo-Fascistas, como em França e Itália, assim por alto.
Um dos problemas que estamos a atravessar chama-se OPUS DEI e as gentes que apoia na sombra, mas isso é apenas a ponta de um icebergue.

Foi ela, que, na sombra, ajudou a eleger, em 2006, o Incómodo de Belém.
Aníbal cumpre todos os requisitos da Opus: é discreto, medíocre, e sabe SERVIR. Na hora da verdade, não tem excrúpulos em dar golpes baixos. Eles aí estão.
Aníbal é uma permanente ausência dos momentos críticos da Sociedade Portuguesa, e só intervém com comunicações, promulgações e vetos de conveniência, da conveniência retrógada dos sectores que representa: a última, foi uma tal Lei do Divórcio, que já alastrou pela Europa de Vanguarda, excepto cá, porque o casamento, em Portugal, é para procriar.

Muitos duvidaram desta longa mansidão do Sr. Profesor de Boliqueime, pois eu não.
Professor do raio que o parta: muita da minha escola de resistência a ele o devo, e nunca o esquecerei.
Ele agora voltou, e agora volto também eu.
Fala-se de Violência, e já há meses a nossa equipa era consensual em que a "coisa" tinha de esplodir por qualquer lado, e, ou estoirava em bloco, e havia uma reviravolta do "Status", ou ia alastrar em mancha de óleo, esquina a esquina, porta a porta, homem contra homem, mano a mano.

Isso é o que se quer apresentar como estando a acontecer, ora, eu duvido profundamente de que tal corresponda à real Verdade.
Tal como o Sr. Sampaio, outro dos Trastes de Belém, está em curso uma preparação de um Golpe de Estado Parlamentar, para desencadear, nas populações a iminência da necessidade de uma reviravolta governamental. Sampaio e as forças que o acolitavam foram sinistras no seu acto, e, em três meses, atiraram para a rua um gajo que se arriscava a pôr em causa as jogadas do Sistema, e colocaram no Poder, com Maioria Absoluta, um Servo das Forças Externas, e nós aplaudimos.
Sócrates já cumpriu o seu dever: vendeu o que restava da Identidade Nacional, por um punhado de folhas, chamado Tratado de Lisboa, e usualmente conhecido, nos meios esclarecidos, por "Tratado de Bilderberg". Nele, o cidadão e os pequenos estados ajoelham-se, perante as conveniências de uma porcaria, chamada Pântano do Desenvolvimento, Sufoco da Inflação e Paralisia dos Mercados. O Fim do Iluminismo.

Em Bilderberg não há lugar para o indivíduo, mas apenas lugar para a Máquina dos Interesses.
Sócrates cumpriu o seu ridículo papel, e está na hora de o pôr a andar.
Os métodos são sempre os mesmos, Medo, Instabilidade e Insegurança.

São velhos, em Portugal, assim que me lembre, desde o tempo de D. Miguel, em que os acólitos do Absolutismo, andavam pelas ruas, e espancavam, até à morte, quem se lhes opusesse. Hoje, chamam-se "encapuzados" (como insistem em grafar e pronunciar os aprendizes de analfebetismo da Comunicação Social...), "carjackers" (como pretendem os que julgam não saber viver numa América pequeníssima, e desconhecem o Português-Língua), os sequestradores, os assaltantes de bombas e velhinhas, os infindáveies, e súbitos, sincronizados, salteadores de balcões de bancos e correios.

Os métodos, meus senhores, são sempre os mesmo: a "coisa" começa sempre pelos Verões, e é designada por "Verão Quente". É, nada mais, nada menos, do que a Camorra profunda que realmente gere isto tentar dar um piparote nos fantoches políticos que já não lhes servem convenientemente os interesses circunstanciais, através de meios clássicos. Sócrates ascendeu ao Poder no meio de um País devastado por incêndios criminosos. Através da sua "máquina de controlo dos meios de Comunicação Social", ou de quem, por ele, a manipula, e bem, escondeu-se, do país, que, até Julho, a área florestal ardida dupicara (!), relativamente ao ano transacto. Você lembra-se de ver a televisão em chamas, como se fez, quando se tratou de correr com Santana Lopes?... Eu não vi, nem me lembro, portanto, a arma dos fogos estava obsoleta e excluída, era preciso pensar em algo de melhor, que batesse à porta de todos os cidadãos.

Portugal é um país de "gente-a-mando": a mando para mandar matar um segurança de discoteca, a mando para fazer calar um traficante que pode pôr em risco as caras insuspeitas dos jantares do "Eleven", a mando para assustar quem sabe o que não deve sobre as redes pedófilas que imperam em todo o Estado Português, nos jogos das armas, da carne humana, dos circuitos em que somos apenas oleodutos das Mafias Russa e Turca, dos "off-shores", blindados por detrás de sorrisos de solário sapiente, como o sinistro Borges, da Ferreira Leite e do palerma do Constâncio.

Escapou à máquina de Sócrates que lhe pudessem tirar o tapete sem ser através do método clássico dos... "Incêndios".
Antigamente -- ontem -- para os saloios e saloias que acreditam no Ídolo de Fátima -- eu partia esse ídolo à martelada, se alguma vez lá fosse!... -- os fogos bastavam.

Subitamente, "Suddenly this Summer", as Forças das Trevas decidiram pôr em campo os homens a mando da Violência.

Há, para a minha crença, um EXCESSO de sincronia de "encapuzados", de salteadores e agressores, de gente a atacar em lugares simbólicos, como Poço de Boliqueime -- a fossa onde o outro nasceu -- ou os escritórios de advogados, como o de Vitalino Canas, outro de bom currículo, do P.S. Não nos espantemos que o próximo assalto seja à caixa registadora dos Jerónimos...

Esses cavalheiros de baixa extracção -- [a mando de] --- cumprem ordens de outros que tais, com a diferença de que a extracção é a mesma, mas os lugares de chegada diversos: são os mais altos postos da Decisória Política, Económica e Financeira da Cauda da Europa, que, no centro dos ares condicionados, desencadeiam as operações de campo.

Diz Aníbal que nos falta muito para atingir a Média Europeia. É verdade: devia ter-se lembrado disso há 20 anos, quando dispôs de todos os meios para o fazer, e só conseguiu que Portugal, que já estava na Cauda de Fora da Europa, passasse a estar na Cauda de Dentro da Mesma. Tudo o resto foram sequelas e consequências. o Pântano do Presente.

Como Sampaio fez o jogo sujo de Sócrates, Aníbal prepara-se agora para fazer o jogo daquele Horror chamado Ferreira Leite, só que, hoje, nós já conhecemos o cenário, os sintomas e os métodos.

Sr. Aníbal Cavaco Silva, desiluda-se: a sua Rainha é uma megera, estúpida, empedernida, e, como Vossa Excelência, com todas as más provas dadas. Já a conhecemos em todos os papéis falhados: chegou a sua Secretária das Finanças, e teve de correr com ela, porque tinha das Finanças uma visão de merceeira, que, desde então, se agravou. Foi sua Ministra da Educação, e ajudou a que a Educação se tornasse no Chiqueiro em que se tornou. Devia haver uma Modalidade Olímpica que fosse "Luta de Mulheres na Lama", onde pudéssemos saborear o nocaute entre Ferreira Leite e Lurdes Rodrigues, bem boas uma para a outra. Lembram-se de um tal de Coelho, que tinha cara de Coelho, de onde Coelho era alcunha e não apelido, que chegou a Secretário de Estado da Educação, sem sequer ser licenciado?... Eu lembro: faz-me lembrar o Gás Sócrates, mas em mau. É hoje representante, com nível de Deputado Europeu, da desgraçada República Portuguesa, ou seja, de mim, escritor, e de si, leitor atento.

Que se desiludam as forças a mando com um novo Golpe de Estado de Verão.

Este texto vem para incendiar atmosferas: nós sabemos que é fácil mandar matar e assustar, que o digam facínoras como Pinto da Costa, Valentim Loureiro, Cónegos Melos ou José Eduardo dos Santos. Eles andam aí, e deram ordem de soltura a bandos de idiotas que pensam que estão, por 200 € (confirmem o valor) a tentar semear pelo país uma atmosfera de Pavor.

Não há Violência: há tão-só uma manipulação da Violência para perturbar um ciclo político, terrível, que execramos, mas, constitucionalmente, legítimo.

Na sombra, as forças que nos governam, e cujos verdadeiros rostos desconhecemos, e desconheceremos, estão, mais uma vez, a tentar demonstrar que o exercício das Urnas é uma mera gracinha, que, de tempos a tempos, se concede ao ignaro Português. Afora isso, quem manda são eles.

Este é um apelo a toda a Blogosfera, e da Blogosfera à Atmosfera: Cidadãos, conterrâneos, pessoas que ainda sentem e pensam, neste destroçado rectângulo de tão ilustres passados: a hora é de cavar trincheiras, de desconfiar e de lutar até ao fim.

NÃO PASSARÃO!

(Pentágono em "Arrebenta-Sol", a "Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers")

publicado por TC às 02:40
27
Ago
08
O computador "Magalhães"- uma aldrabice que a Televisão não descobriu

Que muitos jornalistas são preguiçosos, ficando-se pela comunicação dos press releases e conteúdos de dossiers de imprensa, que outros elaboraram, mas eles assinam, já o sabíamos de há muito!... Que tal atitude permite e promove a manipulação do jornalista por interesses escuros e oportunistas, e, por via disso, a manipulação do público em geral, que ainda vai dando crédito aos ditos profissionais da comunicação, já o supúnhamos!... Que cada vez há mais jornalistas com contratos de trabalho a prazo ou sob regime de prestação de serviços por recibo verde, é um facto que tem consequências na liberdade 'condicionada' do jornalista: - para ganhar o mínimo e ser viável, o jornalista tem de abdicar da sua interpretação e aceitar ajustar-se aos requisitos editoriais para que, sendo publicadas as suas peças, ele seja remunerado na proporção. Também já o sabíamos!
Mas, ao promover jornalistas 'escravos' como poderá exigir-se-lhes que procurem e comuniquem a verdade em que acreditam e que, desse modo dêem o seu imprescindível contributo para a liberdade, para exigência cidadã sobre os poderosos, para a denúncia dos manipuladores? Não será mais fácil, cómodo, rentável e seguro obedecer aos ditames dos pequenos e dos grandes poderes? Como pedir a alguém que, em nome da liberdade colectiva, abdique do pão individual? Somos quase todos escravos, embora alguns com certas regalias. Provisórias, contudo!...
O Sindicato dos Jornalistas continua ambivalente: - ora, como sindicato, representa os interesses laborais; ora, como ordem, decide o acesso à carteira profissional e regula a deontologia na actividade jornalística. A garantia da liberdade de imprensa é, dizem, sinónimo do princípio do anonimato das fontes. Contudo, nos tempos que correm, qualquer visão leninista sobre a imprensa é extemporânea e inútil até para entender os problemas que minam a base da credibilidade, valor maior de qualquer jornalista que se preze e se recuse a ser boneco manipulado na feira de vaidades fátuas e interesses gordurosos.
Estamos a ser manipulados! E não há quem o denuncie! Ao menos tenhamos consciência disso.
O que se segue é um abominável exemplo de manipulação e de péssimo trabalho do jornalismo madraço e servil.
Mesmo que se considere estúpido/a, no mínimo, finja-se ofendido/a se lho chamarem! Se estiver atento, caro/a leitor(a), descobrirá muitos outros exemplos de como no dia-a-dia lhe vão impingindo patranhas e embustes.
Ria-se! Vale a pena! Recorde o riso da mulher de Trácia: - olhe para o chão!... não para o feérico que lhe apontam, mas não existe.

Magalhães - o mais escandaloso golpe de propaganda do ano

Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do "Primeiro computador portátil português", o "Magalhães".

A RTP refere que é "um projecto português produzido em Portugal".

A SIC refere que "um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel" e que a "concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico."

Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro.

O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.

As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o "Magalhães" é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: "Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto."

Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.

A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...

A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.

Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que já fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo. Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.

Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.

*Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla*- esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.
publicado por TC às 22:29
19
Ago
08
Há uns tempos que me preocupa a mania doentia de alguns falsos intelectuais inventarem palavras grandes para dizerem o mesmo que outras mais pequenas, que vêm nos dicionários, sem com isso darem mais força à ideia e até se arriscarem a dificultar a compreensão.

Será a mania do novorriquismo, de se mostrar um carro grande para parecer mais rico do que os que usam um pequeno? Ou será um complexo que os leva a pensar que, dessa forma, passa despercebida a pequenez do seu cérebro?

Hoje aparecerem três desses abortos linguísticos que me levam a romper com o adiamento de me referir ao assunto:
Em vez de contratar….. dizem ou escrevem contratualizar
Em vez de deslocar…... dizem ou escrevem deslocalizar
Em vez de grave….. …. dizem ou escrevem gravoso

Gravoso até existe, mas não tem o mesmo significado de grave. Significa pesado, oneroso, vexatório, que produz gravame. Quanto aos outros dois neologismos não encontro vestígios no dicionário. Mas há muitos mais casos e alguns vão aparecendo em função da vaidade do orador.

Gostava que alguém me explicasse a origem destas anomalias. Será vontade de colaborar com o governo na campanha de inovação, no simplex, ou no choque tecnológico? Não me parece porque até está em contradição com essas palavras curtas. Como se explica que um intelectual que diz deslocalizar em vez de deslocar, cai na asneira de dizer a palavra simplex de apenas duas sílabas? O simplex deve fazer-lhe muita azia e, possivelmente, é por esta razão que tal projecto não tem dado resultado. Teria sido mais moderno e consentâneo com as tendências intelectuais actuais dizer simplificalização, em vez de simplex.

Nisso admiro o tradicionalismo brasileiro que ainda emprega termos dos tempos do Eça, que nós já esquecemos e que ainda traduzem as mesmas ideias de antes.
publicado por TC às 11:22
17
Ago
08
A notícia «Bombeiro detido por suspeita de fogo posto» no Público de hoje, embora pareça estranha, não se refere a caso tão raro como se possa pensar. O texto é o seguinte:

«Um bombeiro pertencente aos voluntários de Marvão (Portalegre) foi ontem detido por suspeita de ter ateado um incêndio, ontem de madrugada, no Parque Natural da Serra de São Mamede, disse à agência noticiosa Lusa fonte policial. "O autor já confessou o crime e encontra-se no posto da GNR de Marvão para ser posteriormente entregue à Polícia Judiciária", revelou a fonte da GNR.

«Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros de Marvão, João Crespo, disse desconhecer a detenção, apesar de saber que tinha prestar declarações. João Crespo salientou tratar-se de um homem "pacato, humilde e trabalhador".

Há pouco mais de quinze anos, encontrava-me numa situação que me permitia contactos quase diários com um comandante de bombeiros por quem criei muita admiração. Perante uma notícia como esta, fiquei a pensar que muitos bombeiros poderiam ter ido para esta actividade por terem prazer em ver fogos e que, quando estes rareassem, as saudades (tipo ressaca) os levassem a atear um. Ser pirómano é uma tara como a toxicodependência ou outra. E perguntei ao comandante se, na admissão de bombeiros, eram feitos exames de índole psicológica para detectar pirómanos. A resposta foi pronta e espontânea. «Temos tantas necessidades e hão pouca oferta que acolhemos todos os que apareçam». Isto explica muita coisa e mostra quanto amadorismo existe em actividades de tão grande importância e sensibilidade.
publicado por TC às 11:12
12
Ago
08
De Bragança, no extremo nordeste do País, o tal interior que os sucessivos governos têm desprezado, chega uma notícia positiva que bem pode servir de exemplo ao resto do País. Não se trata de aluguer de quintas a terroristas para treino e descanso, como muitos temem que venha a acontecer no interior abandonado e ignorado pelos governantes.

Em Bragança, desde há quatro anos, a Câmara Municipal de Bragança emprega reclusos dos estabelecimentos prisionais do distrito de acordo com um protocolo assinado com a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, que permite contratar reclusos em regime aberto para realizar trabalhos de limpeza de florestas e manutenção de espaços verdes, equipamentos municipais e arranjos urbanísticos em todo o concelho. Estes trabalhos proporcionam-lhes uma ocupação do tempo a troco de um vencimento, que lhes será útil quando deixarem a cadeia.

Desta forma, são visados vários objectivos importantes, desde fazer face a tarefas necessárias para benefício público, de outra forma sujeitas ao desleixo, até à reabilitação pelo trabalho, evitando os inconvenientes da ociosidade e criando o sentido de utilidade, vindo a facilitar a reinserção social após o cumprimento da pena.

Tratando-se de reclusos, há trabalhos menos concentrados como os de limpeza e manutenção dos espaços verdes da cidade, limpeza de bermas de estradas e matos, em que há necessidade de serem vigiados por guardas prisionais, mas de forma subtil, a fim passarem despercebidos e não criarem qualquer tipo de estigma social. No entanto os que são integrados nas equipas da própria autarquia que se dedicam a realizar trabalhos como arranjo e construção de passeios, marcação de sinalização horizontal nas ruas, e outros trabalhos de manutenção dos espaços públicos na área urbana e rural, não carecem de vigilância específica.

Também tem havido notícias de estabelecimentos prisionais noutros pontos do País em que funcionam oficinas de formação profissional, a que muitos reclusos se entregam com dedicação, conscientes de que desta forma poderão integrar-se na sociedade e ganhar honestamente a vida.

Tais iniciativas contribuem para evitar que a prisão seja uma escola de vícios e de crime e passe a ser uma escola de civismo, de formação profissional. Deve ser salientado que noticias positivas deste género devem merecer da parte da Comunicação Social o maior realce.
publicado por TC às 17:26
09
Ago
08
Votar não define democracia. Justiça social, sim, porque é ela que permite a existência da igualdade ou que para ela mais contribui.

Uma ditadura com justiça social é mais democrática que uma dita democracia onde se promovem as diferenças e os privilégios de todo o género, como em Portugal. Contudo, ainda há quem – parvamente ludibriado pelo marketing banha da cobra dos que com isso ganham – acredite que Portugal é uma democracia. No estado actual nem uma democracia podre é.
publicado por TC às 14:41
07
Ago
08
Imagem do KAOS
A "Estação Burra" já não é o que era, e, às vezes, uma pequena notícia é capaz de nos tirar do torpor, e tirou-me.
Diz o "Diário de Notícias" que Berlusconi, um vadio ordinário, decidiu mandar substituir o quadro que estava na sua salinha de Conferências de Imprensa, onde se representava uma "Verdade", do séc. XVIII, com o peito à mostra, por uma réplica (!) com as maminhas tapadas...
Eu sei, e ele também sabe, e todos nós sabemos que é uma vera chatice, de cada vez que o rosto-mor da Mafia Italiana bota faladura, lhe aparecer, por detrás uma iconográfica Verdade, com as mamas de fora: é uma rábula imediata, ao nível da parábola do rei-vai-nu. Berlusconi sabe que está nu, tão nu que se lhe consegue ver a filigrana dos ossos e os arredores todos só com uma mirada.
Faz aquilo que Fátima nunca fez, e ninguém, desde os Anos Castanhos das décadas de 20 e 30 do século passado se atreveu, que é tornar-se num miraculado, reles até à quinta casa, e inimputável, já que, como naquela célebre frase do Senado Italiano (têm de procurar, porque eu estou de férias), mesmo que Benito, perdão, Berlusconi mate a própria mulher, nunca poderá ser acusado (!).
A isto chama-se "Civilização" e a Itália está a começar a deitar as cartas de um novo baralho, já há muito anunciado por Sarkozy, Sócrates, Durão, Bush e outros crápulas afins.
Como César, mas um césar de palheiro, "Silvio" Mussolini colocou o exército nas ruas para patrulhar o problema da Imigração (!), o que deixa supor que quem tenha cara de imigrante possa imediatamente ser sujeito a comodidades como aquelas que os Chineses ofereceram aos jornalistas ocidentais, os Judeus diariamente concedem aos Palestinianos, Mugabe pratica no seu coio discretamente sustentado pelo Bloco dos Exploradores de Riquezas Naturais, José Eduardo dos Santos faz às visitas non-gratas, Bush cultiva em Guantanamo, e Fidel, antes de estar em coma induzido, oferecia aos seus melhores amigos. Eu sei que falham nomes na lista: o Maior Português de Sempre mandava-os fritar para o Tarrafal, e agora emerge uma Cultura, que breve será cartilha nas escolas, de que se-não-tens-a-mesma-cor-do-que-eu-vou-te-já-denunciar-porque-podes-ser-um-imigrante-disfarçado. (Uma ideia para Lurdes Rodrigues, claro)

Em Socio-Política isto tem o mesmo nome do que na Culinária, e chama-se "Sopa-da-Pedra", anti-dietética e capaz de fazer estoirar qualquer estômago delicado.
Ora, eu sou um estômago delicado, e sei bem quantos açúcares pairam naqueles pratos da "Casa das Sopas", desde que me ofereceram um pacote da base com que "aquilo" é feito, e eu nem quis acreditar, ao ler a composição: era um misto da carga calórica de meio quilo de sorvete com os óleos, as gorduras e mais uma série daqueles célebres "E-mais-uns-números" que faziam as minhas colegas de Química deitar as mãos à cabeça.

Berlusconi é um sabujo, e a Itália está a caminho de se tornar num Estado-Pária: o primeiro ensaio foi Nápoles, cidade de luz maravilhosa, e tão desgraçada como as ruínas de Lisboa, que esteve meses sem recolha de lixo, e ninguém deu por isso. Suponho que em Portugal, onde as vizinhas fazem a triagem recicladora atirando tudo pela janela, como desde a Idade Média -- são sábias, desculpem-me lá: elas já sabem que quando o saco estoirar nas traseiras dos quintais, os vidros vão para um lado, o plástico voa para a esquerda, o papel gorduroso para a direita, e os resíduos orgânicos imediatamente serão devorados pelos "pitt-bulls" e os lulus-lambe-ratas das donas da rua do lado. A isto chama-se separar, para reciclar, sem grande investimento,
mas isto era apenas um comentário em "voz-off", porque o que me fez realmente saltar a tampa foi a censura da mama da outra, tão-só porque isso me faz lembrar eras sinistras, santas inquisições e fariseísmo, na sua quinta-essência.

Do ponto de vista social, quando os sistemas entram em agonia, refugiam-se no moralismo: o II Império, como uma "Olympia" em cada quarto, também punha as saias até aos pés, e impedia os dignitários de se coçarem (!) defronte do Príncipe de Marly, meio-irmão de Napoleão-o-Pequeno, enquanto, no outro lado do Canal da Mancha, a pseudo-viuvinha se escondia em Balmoral, entregue nos braços de um cocheiro, e depois descaiu nas lascívias de grupo dos bandos de indianos com quem andava amigada em "time-sharings" e "swings", ah, sim, enquanto cá fora, era oficialmente um luto que durou quarenta anos, e acabou nas bebedeiras-para-esquecer de Eduardo VII, em Paris, no Jack-o-Estripador (porque quanto mais carregares na tecla da repressão moral, mais a explosão dos arredores se dará...) e numa Guerra Mundial, sem precedentes.
Em moralidade, somos canónicos, e é um velho produto que poderemos sempre exportar: tradicional, genuíno e generalizado. No interior de cada um de nós, jaz, em crisálida, uma mãe-de-bragança, sempre dispota a vir para a rua, aos gritos, a apontar o dedo e a dizer: "foi-aquele!..."

Sendo objectivo, Benito Berlusconi fez muito bem me tapar a mama daquela pintura, por duas razões: a primeira, pelo que vi na foto, de raspão e mázinha, porque o quadro não presta; a segunda, porque o peito da mulher é para amamentar, não para estar a ser exibido, em directo, nas televisões mundiais, sempre que o mafioso regurgita faladura. A moda, obviamente, veio para ficar: está tudo em Foucault: "Il ya eu, au cours de l'âge classique, toute une découverte du corps comme objet et cible du Pouvoir", e entre a Opressão e a Libertação, jogaram-se todos os pequenos poderes. Em suma: em terminologia médica, um ciclo de Sístole/Diástole, no qual entrámos agora na época da contenção... para os outros. Um gajo, que enriqueceu a vender programas badalhocos de televisão, com gajas completamente descascadas, com cara de tipo ordinário e passe L123 de casas de alterna, uma espécie de Pinto da Costa, mas dotado de um lustre e de uma potencialidade que só séculos de Mafia, genuína, poderiam assegurar, e com o velho "pathos" italiano, e o "Glamour", sim, esse inegável, é verdade que Berlusconi, rasca, tem o verniz de uma Cultura que produziu séculos e séculos de extremo bom-gosto, aliás, a Itália, mesmo nas crises, sempre foi sumptuosa, e Berlusconi tem, ao contrário de Pinto da Costa, essa radiação inata do verniz do corpo negro: estamos no cenário de Milão, que dita a Moda do Supra-Sumo, e nós, aqui, na perpétua Cultura do Garrafão.

Por mim, já sabem que sou bastante radical: sempre que cheira a Moral, saco logo do revólver, por uma razão bastante simples, que, como Nietzsche já preconizara, me coube em sorte. É muito difícil viver acima da Moral, e o esforço que implica essa irreversível ascensão já o sofri penosamente, ao longo da minha existência de exilado interior. Implica um código próprio de valores, pessoal e intrasmissível, por vezes partilhado, mas só por osmose. Petrónio, "arbiter elegantiorum", sabia quanto isso custava, e tinha toda a razão. Afora isso... sim, sou. na vida real, um ferrenho ferreira-leitista: acho que o casamento é para procriar; que a maminha da Verdade italiana ou é para dar de mamar, e então têm de pintar ali uma boquinha sequiosa de anjinho rafaelita, ou TAPAM-NA JÁ, e a pilinha, objectivamente, é para urinar, sim, pois é.
Olha, a propósito... Berlusconi, olha lá para aqui... 'tás a ver?... Já a tirei para fora: abre lá a tua falsa boquinha... Upa!..., vê lá se não te mancha o fato Armani!...
(Pentágono no "Arrebenta-Sol", no "A Sinistra Ministra", o "Democracia em Portugal", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )
publicado por TC às 01:57

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