...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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30
Jan
10
Pearl Jam - I Believe in Miracles

Eu não acredito.
publicado por TC às 22:20


Imagem KAOS

Durante anos, defendi em hipótese, e reitero agora, diariamente, em tese, que o Sr. Aníbal, de Boliqueime, foi a pior coisa que aconteceu ao Portugal Democrático. Aliás, a República, essa hipóstase dos sonhos parasitários da Maçonaria, só conseguiu produzir totalitarismos: em 100 anos de existência, 48 foram consagrados a um desgraçado, em tudo limitado, exceto na ronha, e que podia ser pai do atual Cavaco; 10+4 passados com Aníbal a permitir a montagem do Polvo que nos afastou, para sempre, do pelotão europeu, e 18 anos de ininterruptos escândalos narcisistas de um Sócrates da época, a quem chamaram Afonso Costa. Se dermos relativo desconto ao desastre da passagem de Durão Barroso pela política, 2 anos e qualquer coisa, já nem me lembro, mais os rompantes de descalabro soarista, sobra muito pouco. É sabido que sou péssimo em contas, mas digamos que quase 90% dessa coisa, chamada "República", podiam ter sido deitados fora, porque não nos levaram a lado nenhum, exceto de país miserável da Europa a Cauda dos 12, e, atualmente, a Cauda dos 27, porque a Turquia ainda não entrou.

Isto, se fosse uma empresa, era a história de um redundante fracasso. Infelizmente, não é a história de uma empresa, mas o roteiro rançoso de 90 anos de história perdidos, no longo declínio do mais antigo estado nação da Europa. Infelizmente, ainda, não há aqui espaço para encolher os ombros, e, hoje, 30 de janeiro de 2010, Portugal tem à sua frente duas das figuras mais nefastas de toda a sua existência, Sócrates e Cavaco.

Quanto a Sócrates, li ontem, com alegria, que, em 2013, já não poderá mais candidatar-se ao posto de Estafermo Governamental, pelo que se supõe que vá ser Reitor da extinta Universidade Independente, se Schwarzenegger, entretanto, não o convidar para "Mayor" de S. Francisco, a Capital Gay do Mundo, onde poderá exibir os seus armanis e o seu nariz de batata, enfim, luxos de transmontano, que nunca conseguiu integrar o espírito da Capital.
Quanto ao senhor Aníbal, do qual se conhece obra feita, e profundamente feita, as célebres estradas de alcatrão, onde se roubava a camada de desgaste, para aquilo durar 2 anos e picos, a vinda, em massa, de mão de obra escrava, para construir as obras pirosas de um Regime obsoleto, a destruição dos canais de Formação Profissional, através do descarado desvio de Fundos Estruturais, Ministros Pedófilos, Secretários de Estado tirados da Marginalidade, incompetentes crónicos, como Cardoso e Cunha, e João de Deus Pinheiro, que lhe branquou, enquanto Secretário de Estado, as faltas injustificadas que o Conde de Nova Goa lhe tinha posto em cima, andava o Sr. Aníbal, muito alegremente, em Campanha Eleitoral, e as aulas que se lixassem, enfim, tirou-lhas, e foi a Ministro da Educação, a tal pasta que qualquer português pode ocupar, e, depois, ainda subiu mais, indo a Ministro dos Negócios Estrangeiros, o célebre "Ministre Portugais des Affaires Étrangères (qui) est étranger à ses affaires", e Comissário Europeu, a coroa de glória do Princípio de Peter Cavaquista.

Vou ter de abreviar.

Entre Presépios e ataques do foro neurológico, muito bem controlados por Lobo Antunes; entre construir casas de banho por tudo o que é o Palácio de Belém, para não se mijar, incontinente, pelas pernas abaixo; entre aquele falar galholho e cheio de perdigotos, e as mãos perpetuamente transpiradas, do gajo que tem pavor de que a multidão, um dia, o defenestre; entre as cólicas do ai jesus que me vão tirar uma vírgula do Poder Presidencial, nos Açores, o episódio ridículo das escutas, preparadas, ou não, pela sua corte de gatos pingados da Servilusa; entre as comunicações ao País sobre aberrações que não interessam nem ao menino jesus, como os votos e os vetos do divórcio, o sr. Aníbal, pouco inteligente, mas chico espertalhão, à algarvia, aprovou tudo e mais alguma coisa da legislação que arruinou, em massa, Portugal, nestes últimos 4 anos. Se quisermos falar de Crime de Lesa Pátria, ele e Sócrates são puros cúmplices, e não se distingue um do outro, numa migalha que seja, exceto um ser paneleiro e o outro nem acreditar que isso possa existir.

"Suddenly last Winter", ou seja, neste janeiro corrente, resolveu o sr. Aníbal convocar o Conselho de Estado, por onde pairam alguns fácies que também já deviam ter ido à barra do Tribunal da História, e, "en passant", vou relembrar Leonor Beleza, também conhecida pelo Paulo Pedroso do Cavaquismo, Almeida Santos, um dos patrões da Teia de Camorras de Moçambique, Jorge Sampaio, que obstruiu sistematicamente as investigações do "Casa Pia", Jaime Gama, nome muito referenciado na Casa dos "Érres", Manuel Alegre, um gajo que diz sempre "não", mas é cara omnipresente nas poltronas do "sim", e mais umas quantas almas que se recomendam pouco, enfim, a fina flor do Polvo, sentada em redor da mesa de bilros, preparada, a preceito, como uma enorme bandeira de croché, pela Maria de Centro Esquerda/Direita/Volver.

Como bem referem os críticos, o Conselho de Estado não foi reunido no momento em que houve um Primeiro Ministro ferido de morte, por falsificação de documentação académica; não reuniu o Conselho de Estado quando Portugal derrapou em todos os índices de desgoverno económico e financeiro, cultural e educacional, e, sobretudo, não reuniu o Conselho de Estado, quando se descobriu que havia uma coisa chamada BPN, que reunia os seus antigos amigos todos, da Primeira Camorra Cavaquista, e que, investigado um pouquinho que fosse, logo deceparia o Estado Podre, separando, para sempre, a Má Moeda da Boa Moeda, como se Boa Moeda ainda houvesse. Abafador, travão de mão, e "freeporteou-se" ali a coisa, porque em Portugal só há gente honesta.
Para a semana, por fim, reunem estas ilustres almas negras do Conselho de Estado, mas desenganem-se, não vão falar do Deficit Grego, nem do nosso Desemprego Espanhol, nem dos salários subsaharianos, nem das trafulhices das Finanças, nem do Ogre Constâncio, nem do BPP, nem do BPN, nem do "Freeport", nem da Justiça, ao serviço dos mafiosos do Futebol. Não, corre por aí a suspeita de que o sr. Aníbal, que levou centenas de leis para assinar, lá na tal Praia dos Tomates, ou do Pulo do Lobo, ou que merda algarvia é essa onde ele passa as férias, e manda bloquear o espaço aéreo (!), o Sr. Aníbal, dizem as más línguas, vai reunir o Conselho de Estado, para ter as costas quentes no veto de uma minusculíssima coisa, de quem já ninguém se lembra, o Casamento "Gay", coisa que a sua Maria nunca conseguiu engolir, mas que é uma prioridade para Portugal, como as angústias da lei do Divórcio, não fosse o sr. Aníbal ser um pau mandado das forças obscuras da Opus Dei, que o elegeram, como contraponto da linhagem maçónica presidencial.

O que é bom, neste texto, é que é totalmente ficcional, como, para a semana, vocês irão poder ver.

(Democratizado, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:43
29
Jan
10
INÊS DE MEDEIROS É FILHA DO MAESTRO VITORINO DE ALMEIDA
É TAMBÉM AGORA DEPUTADA PELO CIRCULO DE LISBOA DO P.S.
CONTUDO, ELA TEM A RESIDÊNCIA EM PARIS E ASSIM SENDO, RECEBE DIARIAMENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 528€ DE AJUDAS DE CUSTO, PARA ALÉM DE VIAGEM PAGA, AOS FINS DE SEMANA, DE E PARA PARIS.
SERÁ QUE O PS NÃO TEM MILITANTES NO CÍRCULO DE LISBOA CAPAZES DE
OCUPAR O LUGAR ?
É ESTE , O PAÍS (SEM VERGONHA) QUE QUEREMOS CONSTRUIR?
POR FAVOR PASSEM A QUEM ENTENDEREM …. não é que vá adiantar alguma coisa, mas fica registada a nossa indignação!
publicado por TC às 14:47
28
Jan
10


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publicado por TC às 11:48


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publicado por TC às 11:47
27
Jan
10



Imagem do Kaos

Tenho andado relativamente caladinho, porque a Realidade está a rodar a um tal ritmo que me tem custado digerir algumas das últimas efemérides.
A primeira, porque superlativa, refere-se ao Futebol coisa da qual não pesco um corno, embora saiba que passa por recrutamento sistemático de pessoal das barracas, branqueamento de capitais, através da "compra" (?) milionária de suburbanos de meio neurónio, para passarem de Clube em Clube, sem que ninguém perceba bem por quê, nem para quê, exceto para fazer rolar gigantescas massas de dinheiro duvidoso, vindo do tráfico da Droga, dos Corpos e do Plutóno.
Sei que a coisa mete subornos, muitos construtores civis, conúbios entre Câmaras e Mafiosos, circuitos de Putas e de Rapazes, importados clandestinamente, para pagarem favores de cama -- "fruta", como diz o Jorge Nuno, meu amigo de há longos anos -- e que isso vai gerando uma teia de corrupção, de rabos presos, que, geralmente, acaba em tiros pela noite, execuções sumárias e gente que desaparece.
Regra geral, como é preciso arranjar culpados, há um que está sempre de serviço, uns Brunos "Pidás", uns Mários Machados e, claro, o Vale e Azevedo, que está para o Futebol como o "Bibi" está para o "Casa Pia": sempre que há uma bronca, ele é o perseguido e castigado, para os outros poderem continuar em paz, a "trabalhar"

Socialmente, a coisa é mais elementar e catártica, porque é pretexto para que os mal casados espanquem as mulheres, sempre que o favorito perde, e para que se gere a enorme empatia homossexual coletiva, que vai desde os jatos de mijo comparado, dos urinóis públicos do estádio, ao balneário, e aos desejos, sublimados na cerveja, de mamar na picha mole do Cristiano Ronaldo, ou de sonhar apanhar no cu do Figo, coisas tipicamente portuguesas, e, portanto, naturais, daquelas que fazem o solzinho dançar, o país regredir e o casamento procriar.

A semana passada, eu, que não pesco boi de Futebol, acabei por ver, aliás, ouvir... acho que três das tais Escutas do Pinto da Costa.
Aquilo é de muito baixo nível, como os orgasmos da Clara Pinto Correia, os plágios do Miguel Sousa Tavares, ou a bandeira de croché, da Maria de Centro/Esquerda de Boliqueime, mas fez-me ficar, na boca, com um sabor a pouco, porque se aquilo são amostras, então o que seria a ementa completa?...
Isto parece humor, mas não é: ouve-se ali falar de pagamentos com "fruta", equivalente aos "robalos" de Armando Vara, e, para um leigo, como eu, em Futebol, da escolha (!) de árbitros, para condicionarem resultados de jogos, e do célebre currículo à força do execrável Mourinho, agente da Mafia Russa, entre outras preciosidades.

Para mim, cidadão comum, embora diferenciado, aquilo era matéria mais do que suficiente para desmontar a camorra toda, da qual Pinto da Costa é apenas um dos rostos mais reles e conhecidos, e aqui passamos já para um segundo patamar de gravidade: ou aquelas escutas são falsas, ou os tribunais que as impugnaram ou taxaram de "irrelevantes" são espaços duvidosos, não frequentáveis e que nos apavoram sobre a inexistência de um Estado de Direito, a definição de Democracia, e mostram que entre isto e as leis do Haiti pouca variância vai.
A coisa piora, quando nos recordamos que, em Portugal, não se fala de outra coisa senão de Escutas. Das do "Casa Pia", ficou a encenação de curtíssimos minutos, quando queríamos ouvir TUDO, aliás, no estado em que as coisas estão, e depois de ter ouvido o Jorge Nuno ao telefone, mais a sua Carolina Salgado, outra badalhoca, no nível da Maria Elisa, a ser entrevistada, eu, cidadão português, do séc. XXI, reservo-me o direito de ter acesso a todo este tipo de coisas, abafadas debaixo de uma capa sorumbática e lúgubre, chamada "Segredo de Justiça", que já se percebeu que é o nome que se dá à cortina de silêncio debaixo da qual "eles" têm tempo de maquinar e fazer ajustes diretos, para que tudo acabe sempre em... nada.

Lembra-se da "Moderna"?... Lembra-se da "Independente"?... Lembra-se do "Casa Pia"?... Do "Apito Dourado?"... Do "BPN", branqueado por uma boca da servidão, chamada Sónia Sanfona?... Do "Freeport", e das escutas mandadas queimar pelo Bode do Supremo Tribunal de Justiça?... Lembra-se de outras tantas coisas iguais, de que nos vamos esquecendo, no meio do permanente escândalo e perplexidade que nos vão provocando?...
Pois nós queríamos saber tudo, ouvir tudo, e ter o direito de nos pronunciar sobre este pantâno de lama e excrementos em que nos mergulharam.

O Primeiro Ministro Grego confessou que o seu País tinha ido à bancarrota por causa da Corrupção, que é o nome oficial que as coisas que atrás descrevi têm nas sociedades civilizadas.
Acho que ele tem razão, e ainda vou acrescentar algo mais grave: em Portugal, a coisa é muito pior do que na Grécia, e vamos vê-lo muito brevemente.

(Trio da "fruta", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:04
26
Jan
10
publicado por TC às 22:02



publicado por TC às 18:48
23
Jan
10
É duro ser Professor em Portugal

Como sabem os Sindicatos dos Professores fizeram recentemente um "acordo" com o Ministério da Educação para alguns pontos do Estatuto da carreira Docente.
Os Professores cederam em algumas coisas e o Ministério noutras.

Agora está a haver nova negociação para a redução dos horários lectivos dos docentes de forma a aumentar a QUALIDADE do ensino.
Em todos os jornais online surgem comentários ridículos de pessoas que de EDUCAÇÃO sabem zero mas não se coíbem em exprimir as maiores barbaridades, dando seguimento à falsa propaganda feita pela anterior dona da pasta da Educação... para descredibilizar os professores...
"...são os mais bem pagos da Europa..."
"...são os que trabalham menos horas..."

É MENTIRA!!! CAMBADA DE IGNORANTES!!!

Tendo surgido várias notícias a comparar os salários dos professores portugueses com os restantes colegas europeus e a indiciar que éramos bem pagos, aqui se demonstra a "verdade" desse facto.

Quanto às horas que os Professores Portugueses passam nas escolas:
Retirado do MUP - Movimento Mobilização e Unidade dos Professores
OCDE
Professores portugueses têm dos horários mais carregados

Segundo o relatório 'Education at a Glance 2009', da OCDE, professores nacionais passam mais tempo nas escolas do que média da UE e OCDE. Apesar de calendário mais curto.
Os professores do ensino público português dão mais horas de aulas por ano (684 a 855) e passam mais tempo na escola (1261 horas) do que a maioria dos colegas da OCDE e da União Europeia (a 17). Isto, com um calendário escolar mais curto. Ou seja: têm menos dias de trabalho anuais. Mas acabam por fazer mais horas. Os números constam do relatório Education at a Glance 2009, da OCDE, e baseiam-se em dados de 2007.
O estudo atribui às escolas portuguesas 171 dias de aulas em todos os ciclos, contra médias que chegam aos 187 dias na UE e da OCDE. Na realidade, o número oficial de dias de aulas no ensino obrigatório português é de 180. E o valor avançado corresponderá a uma média ditada pelo facto de as aulas do 9.º ao 12.º anos acabarem uma a duas semanas mais cedo por causa dos exames nacionais.
Em todo o caso, o ano lectivo português é indiscutivelmente mais curto. Serão os professores compensados com mais dias de férias do que os colegas estrangeiros? Mário Nogueira, líder da Fenprof, defende que não.
E acrescenta que para quem tem alunos nos exames nacionais o trabalho até é maior: "Em época de exames, passam todo o dia nas escolas, entre vigilâncias de provas e as aulas que dão aos seus alunos de outros anos, por exemplo do 7.º e 8.º anos", afirma.
O mesmo relatório avança outro indicador mais favorável aos professores portugueses. De resto, até aparentemente contraditório com os restantes: o tempo de trabalho "estatutário" (com e sem serviço) em Portugal é de 1432 horas anuais. Um valor inferior em quase duas centenas de horas às médias de OCDE e da UE.
Mas Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do meu Umbigo, defende que esse dado estará ligado à forma como é contabilizada a chamada componente individual de trabalho - o número de horas dedicadas a tarefas como preparar aulas e corrigir testes.
"É possível que noutros países essas horas entrem na contagem do tempo total e em Portugal não, porque entre nós esse trabalho é geral mente feito em casa", explica. "Já em alguns países nórdicos, por exemplo, há uma tradição de não levar trabalho para casa."
Mário Nogueira admite a mesma explicação: "Se os professores portugueses dão mais aulas e passam mais tempo ao serviço da escola, é óbvio que não trabalham menos do que os outros", diz. E acrescenta: "Aliás, se os professores fizessem todas as 35 horas semanais na escola, provavelmente não teriam tempo para cumprir todas suas as tarefas administrativas. Nem as escolas teriam espaço para os acolher ao mesmo tempo."
Carlos Pato, líder do Sindicato de Professores no Estrangeiro e docente no Luxemburgo confirma que os colegas deste país "têm cargas horárias menos pesadas", aproveitando os intervalos "por exemplo, para fazerem as reuniões que em Portugal acontecem para lá dos horários dos professores e que muitas vezes não são contabilizadas".
Ministério da Educação e sindicatos estão actualmente a negociar a revisão dos horários. Já a reorganização do calendário escolar não está, pelo menos para já, em cima da mesa.
In Diário de Notícias.

COMENTÁRIO: É engraçado que de Futebol e Educação todos sabem muito e todos opinam. Nunca vejos estes espertos a darem as suas opiniões quando se trata de um artigo de Enegia Nuclear ou Arte Contemporânea...
publicado por TC às 02:53
22
Jan
10



Imagem do KAOS

É uma vergonha viver em Portugal.
Eu, que nada percebo de Futebol, nem tenho tempo para andar atrás de vídeos do "Youtube", ainda só vi uns pedacitos daquela porcaria.
Pessoalmente, porque acho medíocres os "Gatos Fedorentos", acho que foi mais uma manobra publicitária deles, mas muito fraquinha, ainda mais fraquinha do que de costume: pagar a uns imitadores, pôr umas fotografias estáticas, e tecer enredos em redor de situações disparatadas é do mais fácil que há, e só joga contra eles.
Enquanto artista, tenho de confessar que me sensibilizaram muito mais os orgasmos fingidos de Clara Pinto Correia, porque, apesar do fingimento, do velhadas a fotografar, e do estado de decadência humana do modelo, nós ainda tínhamos pé, ou seja, ainda sabíamos que era ela, mais uma vez, a tentar dar nas vistas, com os escassíssimos recursos que lhe restam. Como já alguém disse, agora, só lhe falta ladrar.
Ficam aqui, portanto, duas notas negativas, uma, obviamente, para os "Gatos Fedorentos", que, mais uma vez, lançaram, para o "Youtube", um subproduto, que, brevemente, vamos descobrir que nos saiu dos bolsos, "as usual".
A segunda nota negativa é para o Procurador da República, que nos representa, e representa a putativa presença de um Estado de Direito em Portugal: um homem, com tal cargo, não se pode deixar enganar por meia dúzia de "skteches" teatrais de nível zero, produzidos por atores de segundo nível, nem andar a ronceirar por bastidores de programas reles de televisão, e, muito menos, não pode vir, com ar sério, anunciar, para os Órgãos de Comunicação Social, o lançamento de "investigações" (!). Longe vão os tempos em que Orson Welles apavorava os Americanos, com leituras, graves, pausadas e manuel alegrizadas, na rádio, de "A Guerra dos Mundos".
O que fica a seguir, e só como rodapé, é uma breve salva de palmas para os imitadores, porque, embora os enredos tenham sido medíocres, por alguns momentos julguei mesmo estar a ouvir vozes conhecidas, como a do "Jorge Nuno", mas, depois, com um bocado de atenção, vê-se que não é ele, não se vê?...
Agora, Dr. Pinto Monteiro, talvez devesse esquecer o lado da brincadeira, porque se tratou de uma brincadeira, e tentar ver se, no meio daquelas ficções todas não haveria, por acaso, sei lá, uma pontinha de verdade, porque, para os "Gatos Fedorentos" conseguirem juntar algumas peças daqueles "puzzles", e montarem umas rabulas, só deus saberá se não haveria ali alguma ponta de verdade, e isso seria mau, PÉSSIMO, porque os Portugueses já andam tão inquietos que poderia ser desastroso que se sentissem a viver num cenário ainda mais inseguro e sórdido do que aquele em que estamos mergulhados.
Vá lá, eu sei que não é a sua função, mas faça-nos um comunicado, a dizer que tudo aquilo não passou, realmente de uma manobra publicitária, uma parvoíce de mau gosto, cheia de fraco humor negro, gente que precisa de faturar uns euros, e que o País não é assim, e que os "Gatos Fedorentos", se não têm mais do que fazer, que brinquem com a pilinha uns dos outros.
Eu agradeço, e acho que, comigo, agradecem muitos mais Portugueses

(Quarteto, no "Arrebenta-SOL, no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:13
21
Jan
10
A catástrofe sismológica no Haiti provocou a desgraça, o sofrimento da fome, dos ferimentos e do aumento da miséria. No seio dum povo manso e dócil, ainda que já muito pobre, geraram-se quadrilhas de assalto, roubo e extorsão. Observa-se também como a polícia do país se comporta.

Nos países mais democráticos e ricos europeus, o crime, a todos os níveis, é dos mais baixos do mundo. Raramente se vê um polícia na rua, a polícia não tem comportamentos loucos e desorientados pondo-se aos tiros como no farwest do século XIX e sabe como lidar com a população.

Em Portugal, as polícias são incompetentes a todos os níveis, tanto no que se refere às suas relações com a população como à sua competência na investigação e em encontrar os procurados pela justiça. Julga e mata cobardemente em lugar de prender, ou seja, sem ser em defesa própria de risco de vida. A justiça, ainda, desempenhada (hoje) por uma maioria de juízes incapazes e incompetentes.

Nesta conjuntura, há políticos — incluindo o Portas e o judeu aldrabão e vigarista do ministério do interior — que apregoam uma necessidade de manter mais polícias na rua e de tomar medidas mais pesadas contra os criminosos filhos da desgraça em que as consequências da corrupção política os colocaram. Este palavreado tem-lhes angariado votos. E continua a angariar. Os políticos sabem tirar proveito deste atraso mental

Haverá melhor prova do monstruoso atraso mental da população em geral, que a cega matando-lhe as células do raciocínio e do julgamento, completamente desmiolados, estupidificados pela educação e exemplos que os pais rascas lhes deram e pela instrução inadequada e ineficientemente que lhes injectaram num sistema de ensino que cria ignorantes dando-lhes canudos sem equivalência nem valor em países adiantado? Os médicos portugueses até no Haiti foram considerados como apenas capacitados para fazer amputações.

A corrupção política dos parasitas, mostrando o seu desmedido desinteresse pela nação, sabe como aproveitar-se da profunda ignorância e atraso mental nacionais para lhes sacar votos. Provou-sp mais uma vez pela melhoria dos resultados do Portas e a eleição do Rui Rio nas ultimes eleições, os inimigos número 1 do povo, segundo o que dizem e propõem. São os princípios básicos que têm gerado e aumentado o fosso entre ricos e pobres. Num dos países em que esse fosso é maior, só a mais crassa estupidez e masoquismo podem explicar a escolha e aprovação dos eleitores pela sua própria degradação, pobreza e miséria. Ponham-se é os políticos na rua, dispam-nos, espoliem-nos tirando-lhes tudo o que adquiriram por roubo e aguardem a ver se terão a mesma capacidade para o roubo como demonstram nas posições que ocupam.

Rédea curta nessas hordas de associações de criminosos e obediência ao povo soberano. Qualquer outro meio só servirá para manter a situação. Não se viu já como é, há décadas do mesmo a sustentar ladrões que enriquecem com a nossa miséria?

Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).


publicado por TC às 14:47
20
Jan
10
Transcreve-se, pela sua intenção, oportunidade e grande interesse para o País, o artigo de Fernanda Ferreira (Ná), com muito dinamismo e capacidade de persuasão para sensibilizar o povo português.
Este texto é muito oportuno porque estamos exactamente a dois meses do grande dia.
É também muito significativo o entusiasmo dos jovens que são os mais beneficiados pelo bom estado do ambiente. Têm uma vida inteira para passar na Natureza que prepararem com carinho e dedicação.

A dois meses do dia L - 20 de Março
Vamos limpar Portugal



Caros Colegas, leitores e todos os que estão de qualquer forma envolvidos na Campanha Vamos Limpar Portugal.

Peço aos colegas dos outros Blogs e a todos os que já estão em acção que interajam connosco, no sentido de irmos divulgando, ajudando a melhorar e a acelerar todo o processo, uma vez que o dia está à porta.

Para quem ainda não sabe do que se passa, aconselho-os a ir ao site limparportugal, às suas juntas de freguesia, se informem e se inscrevam o mais rapidamente possível.

Como criadora e coordenadora conjunta do Grupo de Vila Nova de Cerveira, posso adiantar-vos que no meu Conselho muito se tem feito, mas que ainda há muito por fazer.
Assim, passo a esclarecer-vos em que ponto estamos e os passos que fomos dando.
O Grupo foi criado por mim própria, e teve inicialmente só um grupo de amigos, dos quais destaco quase todos os meus colegas aqui desta casa maravilhosa (Sempre Jovens). Eles continuam na minha página como amigos e vão contribuindo, especialmente o querido amigo João Soares, com os seus textos que eu vou colocando no Grupo.

Ao grupo de cada concelho só podem pertencer as pessoas do concelho, ou as pessoas de fora do mesmo, mas que nos garantam que efectivamente no dia 20 estarão em Cerveira. Podemos aceitar pessoas de outros concelhos e até de voluntários estrangeiros.
Há um grupo, ainda não quantificado da nossa vizinha Galiza que quer vir colaborar. Ainda nada há de concreto, mas é com grande entusiasmo e orgulho que podemos quase afirmar que teremos um grupo de amigos Galegos.

Como já aqui salientei noutro texto prévio, foram os nossos Escuteiros (a nossa Juventude) liderada por Chefes maravilhosos, que deram o primeiro passo e convocaram a primeira reunião.
Após as duas primeiras reuniões, onde fora nomeados os Coordenadores de Grupo, o Coordenador para a Divulgação e Sensibilização, o Dinamizador Pedagógico (cargos que têm vindo todos na prática a ser assegurados pelas mesmas pessoas, ou seja o Prof. Egas e eu própria), isto por uma questão de maior disponibilidade. Foi ainda nomeado um Responsável pelo GPS para a detecção e sobretudo sinalização correcta das lixeiras. Está nesse grupo o meu marido, José Ferreira, com muito trabalho já apresentado.

Seguidamente (um dia após) conseguimos uma reunião com o Sr Presidente da Câmara Municipal que agendou uma reunião para a mesma semana com todos os Presidentes de Juntas de freguesia (15, dos quais estiveram presentes 13), ainda os Representantes dos Conselhos Pedagógicos das Escolas Públicas e Privadas, a Rádio e Imprensa Local, bem como muitas Entidades que nos podem fornecer toda a ajuda na parte Logística e não só.

Esse foi o ponto de partida. Daí em diante tem sido um não parar. O números de inscritos está na casa dos cinquenta, o que é muito pouco, mas temos os dois grupos de escuteiros que são cerca de 120 jovens.
Diariamente o número cresce, e ainda não sabemos o número de pessoas inscritas nas Juntas (as pessoas que não têm domínio em informática ou simplesmente nem computador têm), terão forçosamente que passar por aí e depois serão inscritas no Grupo para a contabilidade final.

No campo da Divulgação e Sensibilização, o Prof. Egas e eu, acabamos ontem as quatro Sessões no Colégio de Campos. Começamos com os alunos do 7ºano e acabamos nos do 12ºano.
Ficamos muito felizes com a reacção dos alunos, que mais uma vez, com muito orgulho saliento, nos deram uma lição da sua consciência ecológica e vontade de ajudar a tornar o Mundo num sítio melhor, onde se possa viver. Esta acção foi muito gratificante e temos a certeza que resultará em temos de agora e no futuro.
Devo aqui mencionar que o dito Colégio estava imaculadamente limpo. Aqui respira-se educação sem tensão. Admirável!

Entretanto e ainda durante este espaço de tempo, demos (o Egas e eu) uma entrevista na Rádio Local, e temos assegurada a facilidade de usar este meio de comunicação sempre que acharmos necessário.
Foi ainda entregue na Rádio Cultural de Cerveira e Alto Minho um Spot sobre a Campanha que está já a passar com regularidade.
Só mais uma referência importante, os padres das freguesias vão ser contactados para que sejam veículos de divulgação da acção.

Mandei hoje mesmo um artigo para os Jornais locais e conto com a publicação o mais rápido possível.
Uma das equipes foi destacada para contactar empresas que nos possam fornecer sacos plásticos, luvas, pás, etc. Contudo temos assegurada já por parte de algumas Juntas de Freguesia a aquisição de algum material necessário até à verba de 100€.
Como é sabido, não podemos aceitar dinheiro de ninguém, mas tão somente bens. Assim basta fazer uma lista do que precisamos e quem nos quer dar dinheiro fará o favor de nos fazer as compras do que for absolutamente necessário.

A Logística está a cargo da Câmara Municipal, todo o lixo será removido por grupos específicos, para que seja devidamente reciclado o que for possível e o resto segue para o aterro sanitário.
Nesse dia, excepcionalmente, todos os meios de transportes que não sejam os da Câmara, podem transportara lixo sem guias desde que identificados com o dístico Limpar Portugal.

Falta ainda salientar um detalhe importantíssimo, a detecção das lixeiras e monstros (colchões, frigoríficos,etc) que já começou, vai ter dois dias de acção em grupo que cobrirá todas as freguesias. Dias 23/01 e 30/01. Basicamente este trabalho vai ser feito pelos Escuteiros liderados pelos respectivos Chefes de bicicleta e o José integrará o grupo para melhor sinalizar com o GPS as mesmas.
Detectar, sinalizar, dimensionar e identificar o tipo de lixo é elementar.
Curiosamente, à medida que começaram a ser localizadas algumas lixeiras e a serem assinaladas, uma delas já foi removida, o que é óptimo sinal.

Peço desculpa pela extensão do texto, se chegaram até ao fim, já merecem um grande beijo da vossa amiga,
Fernanda Ferreira (Ná)

publicado por TC às 22:06
Soundgarden - Black Hole Sun
publicado por TC às 01:48
18
Jan
10
Opinião






Outra vez não

A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais. Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que ninguém queria ver. Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade. É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias. Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro. Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil. Sejam eles deixar que as delongas processuais nas investigações dos comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas as condições para a prática de censura no comentário político, como é o caso Marcelo Rebelo de Sousa. Desta vez, foi muito mais grave do que o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela. O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária.
Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios. Como disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen again", o que quer apenas dizer: outra vez não. .
publicado por TC às 15:09
15
Jan
10
Não há políticos honestos?                                                         
COMENTÁRIO: Basta ver o "bom" exemplo do Cavaco com 3 ou 4 reformas.... o Pinóquio (pensão vitalícia de deputado + ordenado)... Manuela Ferreira Leite (ex-Banco de Portugal e + algumas?)......
............São tantos!!! Com tão boa moral em tempo de crise!!!...
publicado por TC às 22:46
14
Jan
10
CAVALO NOVO

Cá vai um pequeno filme realizado por uma jornalista da agência lusa, sobre o novo projecto organizado em Viseu. 
A ideia é colocar as empresas viseenses a patrocinar a hipoterapia, diminuindo os custos aos pais!
Ainda está no início...

...mas já há meninos e pais satisfeitos 
Quando quiserem apareçam para dar uma voltinha!

Contactem a Delegação de Viseu da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA - Viseu). 
Ajudem e participem nesta iniciativa.
Força Isabel!!! 
publicado por TC às 14:09
13
Jan
10
Para quem continua a acreditar nas carradas de patranhas e histórias inventadas pela jornaleirada imunda, no puro sentido de desinformar, pois que feitos de relevo para o conhecimento geral da população são preteridos como método, vejam-se as informações existentes na Internet sobre a verdade acerca da selvajaria castelhana.

Não se suponha que aquele povo, de sentimentos selvagem se civilizou assim tanto desde a altura em que desventravam as mães americanas e rebentavam os crânios dos seus recém-nascidos contra os rochedos, espalhando-lhes os cérebros pelas pedras. Abrirem uma pessoa viva à espada era acto comum, tanto como queimá-los ou desmembrá-los também vivos.

Actualmente, continuam a honrar os assassinos máximos da sua raça, a venerá-los e a comemorá-los. Continuam convencidos de que essas acções eram boas práticas, pelo menos se feitas por eles. Isto está comprovado pelas suas diversas atitudes. Nunca reconheceram nem reconhecem a sua malvadez genética, pois que até hoje jamais pediram perdão aos descendentes das suas vítimas. E não foram poucas. Pelas contas mais modestas, algumas da época dos genocídios, estima-se que estes exterminadores assassinaram mais de 80 milhões de seres humanos, apenas para lhes roubarem os seus haveres, as suas terras e o seu dinheiro. O método usado não foi, porém, o dos ladrões vulgares, mas da mais requintada malvadez sem igual na história da humanidade. Este último facto é de certo o mais importante, aquele que nos confirma que a malvadez desse povo não tem igual.

O número de assassinados é de longe, muito longe, o maior de todos os morticínios jamais perpetrados por seres humanos contra seres humanos. É 4 vezes o número dos mortos em cada uma das duas guerras mundiais. É 12 vezes superior ao número de judeus e ciganos exterminados pelos nazis. Não se compreende, pois, que todo o mundo tanto lamente estes mortos e despreze por completo os actos que eclipsam qualquer outro na História da Humanidade. Estamos, pois, em face do acto mais selvagem e bárbaro mundial de todas as épocas, desde que a história existe.

A realidade, porém, não termina aqui. Pensar que este povo se civilizou com o decorrer dos tempos é pura ingenuidade, ignorância devida à desinformação. Tanto se tem falado contra o povo alemão, um povo verdadeiramente heróico, com bons costumes humanos, respeitador e religioso sem beatices, trabalhador. Teve um mau chefe e matou uma grande quantidade de parasitas, esquecendo-se completamente que estes também eram seres humanos e tinham direito a viver como eles. Foi o seu único erro e que durou pouco mais que uma meia dúzia de anos.

A não esquecer que a Alemanha vivia numa miséria que lhe tinha sido imposta por uma enorme dívida sobre a guerra anterior e que esse povo, por ser trabalhador, não suporta a miséria. Não suportou a que lhe foi imposta e quando alguém surgiu que os tirou da miséria, eles aceitaram as suas ideias. No entanto, os castelhanos não assassinaram outros povos durante apenas meia dúzia de anos e tampouco se contentaram com uns meros milhões. Os nazis abusaram fazendo experiências científicas sobre os seus prisioneiros; os castelhanos experimentavam quanta dor aguentava um ser humano quando o estripavam, por exemplo. Que diferença, até na maldade.

É este o povo castelhano. Continua a ser.

Hoje, os canalhas jornaleiros da desinformação escondem-nos que em Espanha se mantêm presos num estado incomunicável, que lhes é proibido comunicarem com advogados, pelo que estes, quando se apresentam no julgamento nem conhecem ao certo o caso nem a própria pessoa que vão defender. É esta a realidade actual nesse país de malditos. A tortura é praticada sempre que o governo assim o decide. É esta a realidade actual nesse país de malditos.

Em 1984, numa convenção internacional das Nações Unidas patrocinada pela Amnistia Internacional, Portugal, entre 144 países (número que cresceu desde então), acordaram e mais tarde ratificaram o compromisso de não repatriar presos para países onde existissem casos de tortura, de cuja lista a Espanha faz parte e que Portugal também assinou. Esses estados são considerados como criminosos. O acordo é oficialmente conhecido como «Convenção das Nações Unidas Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas e Degradantes, adoptada em 1984 por assinatura e ratificação, após longas campanhas realizadas pela Amnistia Internacional e outras organizações.» Até à data, Portugal honrou esse acordo. (Exemplo) Seguem-se algumas notas sobre esse acordo.

A sua adopção contribuiu para tratados regionais, proibindo a tortura, e conseguiu fazer com que esta fosse incluída como crime de guerra e contra a Humanidade no Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

O Comité contra a Tortura analisa regularmente relatórios dos Estados-membros sobre a implementação da Convenção - fazendo pareceres e recomendações a Estados sobre formas de prevenção e punição de acções de tortura e de como compensar as suas vítimas.

Isso exige de cada Estado aderente "adoptar medidas legislativas, administrativas, judiciais ou outras efectivas para a prevenção da tortura"; e deixa claro que "nenhuma circunstância excepcional, qualquer que seja, quer se trate de Estado de guerra ou de ameaça de guerra, de instabilidade política ou de qualquer outro estado de excepção, poderá ser invocada para justificar a tortura"(Artigo2)

O Artigo 3 proíbe o repatriamento (refoulement) de qualquer pessoa para um lugar onde ele ou ela fiquem em risco de sofrer tortura e o Artigo 4 requer que todos os actos de tortura sejam definidos como crime.

Até hoje, 56 Estados assinaram este Protocolo e 34 ratificaram-no ou acederam a ele. O Protocolo mandata peritos internacionais independentes levar a cabo visitas regulares a locais de detenção nos Estados que assinaram o documento, e requer a estes a adopção de mecanismos nacionais de condução de visitas a lugares de detenção, assim como a cooperação com peritos internacionais.
Evidentemente, a Espanha não assinou este protocolo.

Em Espanha, numa tentativa de reduzir o descontentamento sobre a colonização basca, os nacionalistas são mantidos sob prisão por tempo indeterminado. Presentemente, são quase 800. Há menos de quatro anos eram cerca de 500.

Os sites da Amnistia Internacional e da Human Rights Watch cotêm muitos casos sobre a actual selvajaria castelhana. Todavia, quando existentes, as traduções para português escasseiam... Na Amnistia Internacional, o site tem um outro URL e é mantido por portugueses. Ao que parece, estes escamoteiam os casos relatados, pelo que as buscas dever ser efectuadas em inglês, onde se encontra o conteúdo completo.

Na Internet não faltam alusões, menções nem relatos sobre a barbárie castelhana. Querendo poupar tempo em buscas – aliás fáceis – ao fundo desta página encontram-se alguns links directos para alguns dos muitos existentes.

Remarcável que à excepção dos portugueses nenhum documento encontrado considera a Espanha como uma democracia. Os pobres diabos portugueses, que também não têm uma democracia nem sabem o que é, continuam a emprenhar pelos ouvidos.

Repete-se. Portugal tem honrado o acordo que assinou e que inclui a exclusão de expatriação de presos para países que pratiquem a tortura, etc., tal como nos extractos atrás. Contudo, se agora, quebrando as regras e indo contra esta constituição fantoche e acordos internacionais das Nações Unidas e da Amnistia Internacional, o Sócrates, acusado pela Human Rights Watch como traidor dos Direitos Humanos, resolver entregar os infractores da lei nacional à selvajaria da tortura castelhana, tal como se conhece, indubitavelmente nenhum paspalho nacional terá algo entre as pernas que o faça reclamar. Pobre povo de castrados mentais.


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Para quem possa cogitar e julgar encontrar motivos para que lhe permitam deduzir que o autor desta compilação possa ser movido apenas por sentimentos anti-castelhanos, aqui fica o esclarecimento.

1. Tudo o que é apresentado sobre este assunto limita-se à compilação de artigos e tópicos publicados na Internet e ao alcance de todos, de autores de idoneidade comprovada, alguns dos quais ensinam o que escreveram em universidades. Não foi por esquecimento ou por obliteração deliberada que não foram compilados outras opiniões ou artigos que testemunhem que os actos relatados não foram perpetrados sem maldade. Simplesmente, após procura, chegou-se à conclusão de que não existem testemunhos neste sentido. Porém, qualquer pessoa tem a possibilidade de fazer buscas e se algo encontrar agradece-se a informação. Não se verificando qualquer contrariedade ao que aqui foi compilado, é-se obrigado a concluir que o restante é certo. Afinal, é o que nos contam os manuais de história e o monge missionário Dominicano Frei Bartolomeu, bispo de Chiapas, que assistiu aos principais acontecimentos.

2. Na eventualidade de se querer imputar um acentuado sentimento anti-castelhano, este seria absolutamente legítimo e justificado, tanto pelos registos históricos, como pela continuidade do comportamento dessa raça maldita através de todo o tempo da sua existência. Constam ainda nesses registos os mais horrendos tribunais da Inquisição, que reservaram um lugar eterno ao Grande Inquisidor Geral Tomás de Torquemada – um herói castelhano no seu tempo – um sanguinário que torturava e matava mouros, judeus e hereges a fim de lhes sacar as suas possessões que iam direitinhas para os cofres do Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, que na altura viviam numa semi-miséria sem dinheiro para aquecerem os seus castelos no Inverno. Esse povo continua e persiste sem se desviar dos princípios humanitários dos Direitos Humanos e teima em querer dominar os outros ilegitimamente e contra os princípios mundiais, como com os Bascos, que tem massacrado durante séculos. Numa continuidade do seu passado.


Outros posts sobre o assunto ou relacionados:
Terrorismo
A Barbárie Castelhana
Sócrates Acusado de Traidor
pela Human Rights Watch

O Iberista Traidor Contra a
Amnistia Internacional



Leitura oficial de referência

Biografia do Grande Inquisidor Geral Tomás de Torquemada na Wikipedia.
Em Português.
Em Inglês, muito mais completa, com cerca do dobro das páginas da edição portuguesa.

Página com vários links.


Dos sites da Human Rights Watch e da Amnistia Internacional:

A HRW recomenda à ONU um observador para os abusos nas medidas contra-terrorismo em vários países, incluindo Espanha.

Lista de medidas contra-terrorismo em Espanha que violam os Direitos Humanos segundo a HRW e descrição.

“Espanha tem uma longa história de violência política”;
A justiça criminal foi moldada para oprimir os bascos;
Fecho de jornal basco e prisão dos jornalistas;
Anti-terrorismo selvagem provocou mais violência;
Falsas desculpas das autoridades espanholas
Negação de assistência jurídica aos bascos e “incommunicado”;
Discriminação dos bascos perante a justiça.


Espanha: Adicionando o Insulto à Injúria

Portugal e a Espanha são presentemente os únicos países da União Europeia que violam os Direitos Humanos.

Os animais dos pedantes iletrados dos jornaleiros portugueses escondem todos estes factos. Esta vara de porcos tem mantido a população desinformada. Durante o Estado Novo, mesmo com a crítica, o povo estava muito mais informado que hoje por esta canalha de animais imundos. A liberdade de que gozam, afinal, é apenas em nosso prejuízo. Referindo-nos apenas a este ponto e vistos os resultados (que é o que conta), estávamos melhor quando eles não eram livres. Inacreditável.


Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).


publicado por TC às 14:01
Cá vai o vídeo que foi apagado para não se verem os CRIMINOSOS...



Alguém conhece estes ASSASSINOS???????????

publicado por TC às 02:14
12
Jan
10


Querias!!!
publicado por TC às 17:50
11
Jan
10
Ainda hoje, os mais celebrados heróis franceses modernos são aqueles que lutaram contra a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo rebentar bombas por tudo quanto era lado onde estivessem alemães e matá-los. Em Espanha, aos heróis da resistência basca chamam terroristas.

Os heróis da resistência francesa têm sido frequentemente objecto das maiores homenagens ao mais alto nível nacional.

Difícil de acreditar em tão monstruosa maldade e falsidade quando o governo central espanhol, terrorista e opressor, afirma que quer a paz, ou não fosse o próprio povo castelhano o herdeiro das maiores selvajarias, torturas e genocídios mundiais. Se essa descomunal mentira fosse verdade, seria bem fácil de obter a paz, pois que para tanto bastaria conceder a independência ao país que colonizam impunemente. Não seria qualquer favor, mas apenas no cumprimento da Carta das Nações Unidas (Cap. I, Art°. 1, nº 2, assim como noutros lugares) e das normas de todas organizações defensoras dos Direitos Humanos.

Disse o falso do primeiro-ministro castelhano que ia acabar com a ETA. Esta afirmação acrescenta o epitáfio de louco à sua personalidade. Já provou a sua esperteza canalha noutras alturas e com essa demonstrou a sua baixa capacidade de compreensão, a sua falta de inteligência. Ao longo da história não faltam exemplos do contrário, sendo os mais recentes os constatados em Timor, na Palestina ou no Kosovo, onde povos dominados de modo idêntico ao que os bascos sofrem, lutaram pela liberdade ou morte. Sem excepção, observamos que a um aumento de opressão corresponde um aumento de resistência agressiva. É absolutamente lógico que os filhos, vendo como os pais são tratados pelos opressores se tornarão mais revoltados e agressivos do que os próprios pais. Está na natureza humana e não resta a provar. Daí, a afirmação pelo cobarde do castelhano só poderá originar risota por tanta estupidez revelada, ainda que promovida por intrínseca iniquidade. Só passará despercebido a interessados ou estultos.

De acordo com a Carta das Nações Unidas que os malvados castelhanos assinaram, Todos os povos têm direito à autodeterminação. Se esgotadas todas as tentativas pacíficas, esta lhes continuar a ser negada, têm ainda o direito em a exigir seja por que modo for.

Em tudo isto, o povo castelhano não está isento de responsabilidade. O único modo possível de obter a paz e a tranquilidade é conceder a liberdade de direito ao povo colonizado. Não há outro caminho nem alternativa para a paz. Todos os acordos quebrados pelos governos castelhanos o têm provado.

Quando se conhece a populaça estúpida castelhana, que em lugar de se manifestar exigindo do governo essa única solução, se manifesta contra os próprios oprimidos, não podemos deixar de nos recordar dos crimes sanguinários cometidos pelos avós desse mesmo povo maldito. Aquele que mais selvaticamente se comportou ao cimo da terra, duma malvadez incrível, tal como descrita por um dos seus missionários, o Dominicano sevilhano Frei Bartolomé de las Casas, mais tarde bispo de Chiapas, no México, testemunha ocular das inimagináveis torturas e carnificinas por eles perpetradas.

Os incrédulos, os enganados, os desinformados e todos aqueles que desejem tomar conhecimento sólido da verdade deveriam ler as suas crónicas traduzidas em várias línguas e publicadas num grande número de países menos em Espanha. A mais conhecida é decerto aquela que ele intitulou Brevísima Relación de la Destrucción de las Indias. Os crimes relatados e cometidos pela população normal e pessoal dos colonos atingem as raias do inconcebível de tão hediondos. Só lendo-a e conhecendo o renome da honorabilidade do autor nos podemos convencer.

As demonstrações populares a que assistimos presentemente contra os bascos, por parte dos castelhanos são efectuadas pelos descendentes directos dessa raça de malvados. Segundo as instituições humanitárias mundialmente acreditadas, a tortura e incomunicabilidade continuam a ser a regra nesse país de selvagens.

Morte aos malvados! Pelo comportamento dos governos castelhanos, adivinha-se que será infelizmente necessário matar muitos mais até que a iniquidade compreenda e ceda à razão. Em lugar de se celebrarem e honrarem os resistentes como a França fez (e faz) aos seus. A violência dos bascos que se verificou em Barcelona é condenável por os catalães terem também sido conquistados e subjugados pelos mesmos castelhanos. Todavia, sempre que dirigida ao opressor ou aos seus tentáculos é um acto lícito, visto todos os outros terem sido frustrados pela malignidade castelhana. «As causas conduzem à violência, por os poderosos não as quererem resolver e não estarem interessados em fazer cedências.»

Querendo, pode consultar-se uma página com alguns extractos, factos históricos, nomes do principais heróis da perversidade e crueldade e, sobretudo, links para a crónica acima citada, textos, testemunhos, biografia do missionário, etc., clicando aqui.

Facto altamente significativo, a raça de malditos continua a venerar e tratar por heróis os maiores criminosos da humanidade, em lugar de pedirem perdão aos descendentes daqueles a quem assassinaram, que trucidaram e dos recém nascidos a quem rebentaram com a cabeça contra os rochedos.


Em Portugal, a cambada de jornaleiros da desinformação não conta os acontecimentos nem informa imparcialmente. Com efeito, foram eles que conjuntamente com a corrupção política formaram o povo mais mentalmente e monetariamente atrasado da Europa. Para o encobrir passam o tempo a impingir um sentido de orgulho pelos mais baixos valores após terem destruído os do género que educaram, instruíram e levantaram os povos dos outros países. Os portugueses sofrem a miséria humana que de todas as formas lhes foram infligidas por essas duas variantes de ralé e como lhes sugaram a inteligência, tais como: o mais baixo nível de instrução da União Europeia e o maior número de iletrados e incapazes de pensar por eles mesmos, deixando-lhes apenas esperteza para a malandrice, os piores sistemas de saúde e de segurança social, etc. Os embrutecidos por este sistema agradecem com reconhecimento.

Se agora, quebrando as regras e indo contra esta constituição fantoche e acordos internacionais das Nações Unidas e da Amnistia Internacional, entregarem os infractores da lei nacional à selvajaria da tortura castelhana, tal como se conhece indubitavelmente, nenhum paspalho nacional terá algo entre as pernas que o faça reclamar. Pobre povo de castrados mentais.

De notar: tal como anteriormente mencionado sobre as polícias, a GNR mostrou mais uma vez a sua incapacidade desatando aos tiros como tarados. Não serão tarados, mas a falta de treino moderno e adequado e o abandono a que todos os governos os têm votado, fizeram deles o que se vê. Por isso que as armas lhes deveriam ser tiradas até que as ensinem a não só como usá-las, mas mais ainda, a como se comportarem no exercício das suas funções. No estado actual nem tampouco se lhes pode esperar eficiência profissional. Para nada serve uma polícia assim, a não ser para cometer selvajarias, fazer disparates e incapacidade profissional. Nada disto fará baixar o nível de criminalidade, pelo contrário. Agora até têm seguranças para os guardar! Isto não diz nada a ninguém?

Outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).


publicado por TC às 22:28
PROCURAM-SE

VIVOS OU...
Isto está a ficar a LOUCURA de um país!!!
Impossível bum país civilizado acontecer isso e não haver penas de 30/40/50 anos... perpétuas...
publicado por TC às 14:32
10
Jan
10
"Ninguém é preso em Portugal por corrupção"
In Correio da Manhã
Carlos Anjos, inspector da PJ, espera que as penas se alterem para haver corruptos presos em Portugal.

Correio da Manhã/Rádio Clube - Depois de tantos anos atribulados na Justiça, com os casos Freeport e Face Oculta, 2010 poderá ser um ano de mais paz?
Carlos Anjos - Não sei se pode. Estou esperançado que sim e era bom que assim acontecesse. Não só em relação aos processos correntes mas inclusivamente à gestão do próprio Ministério da Justiça, que tem sido, nos últimos quatro anos, mas especialmente nos últimos dois em que se fez sentir o peso de algumas pseudo-reformas feitas pelo anterior ministro da Justiça, foram apenas catastróficos para a Justiça em Portugal.
ARF - Tem esperança que isso mude?
- Tenho. Assistimos com alguma naturalidade ao ruir daquilo que nos últimos quatro anos foi feito e o ruir quase pedra por pedra.
ND - Então é recuperar terreno mais do que construir algo de novo?
- Eu acho que neste momento o que era desejável na Justiça é que recuperássemos terreno construindo alguma coisa de novo. Nós temos de ter forçosamente uma Justiça mais rápida. E sabemos porque é que a Justiça é lenta. Os diagnósticos estão todos feitos. Sabemos nós, sabem os políticos, essencialmente sabe a classe política. Eu costumo dizer que o caso Madoff nunca poderia ser julgado em Portugal com a rapidez que o foi nos Estados Unidos.
ARF - Porquê?
- Porque a nossa lei não permite que aquilo aconteça assim. Nós temos o exemplo do caso Casa Pia. Vamos ter outros exemplos assim. Porque tudo aquilo que é produzido em sede de inquérito em Portugal não vale rigorosamente nada em sede de julgamento. Em sede de julgamento tem de ser repetido tudo aquilo que é feito em sede de inquérito. A nossa Justiça não está a ser preparada para ser rápida.
ARF - Isso é de propósito, não é?
- Não acredito que seja inocentemente ou que as pessoas não vejam isso. Eu não acho que os polícias e os magistrados do Ministério Público e judiciais sejam mais espertos que o legislador. Se toda a gente já detectou os nós górdios do sistema e eles não foram corrigidos é porque se quer que o sistema esteja assim.
ARF - Pois.
- Não se percebe que o inquérito não valha nada em julgamento quando os arguidos têm todos os direitos e garantias na fase de inquérito.
ND - Há um garantismo redundante, é isso?
- Claramente. Nós temos isso no caso Casa Pia. Não percebemos porque é que o julgamento se arrasta há cinco anos.
ARF - Cinco anos.
- Eu não consigo entender, por exemplo, que o processo Portucale, que demorou a investigar ano e meio, está há dois anos sem se conseguir fazer instrução. Esta situação urge ser resolvida. Numa primeira fase o que é mais urgente resolver são exactamente os pontos que chamámos atenção sobre os códigos de 2007 e que iriam parar o sistema. A prisão preventiva, a prisão fora do flagrante delito, o segredo de justiça, tudo isso tem de ser resolvido rapidamente e depois pensar com alguma calma na reestruturação do sistema de fio a pavio, mas com honestidade.
ARF - O que é que quer dizer com isso?
- Ou seja, reestruturá-lo para melhorá-lo. Porque se ficar igual ou pior então mais vale ficarmos quietos.
ND - Mas onde é que está o principal problema? No processo ou está antes na investigação?
- Os problemas acontecem na investigação exactamente pelo processo. Só há investigação cumprindo as regras do processo, porque se não é ilegal. E o processo não nos deixa andar mais depressa. Aliás, acho que a investigação criminal começou nos últimos anos a dar sinais de impotência, sinais maus para as pessoas honestas e para os criminosos.
ARF - Sentem-se impunes?
- Não há nada pior para um sistema que é alguém que comete um crime apresentar-se voluntariamente e ser posto em liberdade duas horas depois.
ND - É por isso que se diz que os polícias não gostam dos tribunais?
- Não, não sinto que os polícias não gostem dos tribunais. Os polícias não gostam é de algumas das leis que se fazem que têm de cumprir e que os tribunais também aplicam. Mas dessas leis ninguém gosta, polícias e juízes.
CONTINUA... (para ler mais cliquem em baixo. DDHHHAAAA)

ND - Ninguém gosta das leis.
- A partir de 2007, com a reforma penal e outras, o que o Governo anterior conseguiu foi unir os profissionais do foro, à excepção da Ordem dos Advogados, todos a remar para o mesmo lado. Não me lembro de tamanha união. Em tudo.
ARF - Na investigação não há grandes deficiências por parte do Ministério Público?
- Há. Aí não é a lei. São mais as pessoas. Não há magistrados do Ministério Público suficientes para dirigir todas as investigações. Sejamos claros. E portanto o Ministério Público escolherá aquelas que são mais importantes. É complicado para os polícias saberem porque é que o Ministério Público tem comportamentos diferentes em vários processos. Em uns está empenhado, em outros só pede informações e há os em que delega na PJ o processo e fica satisfeito com tudo o que recebe.
ARF - Há comportamentos muito distintos?
- Estes comportamentos distintos geram por vezes algum atrito. A questão mais complicada para nós é que não há uma hierarquia no Ministério Público, como nós temos na PJ, e que nos diga quais são os processos prioritários. Para cada magistrado o processo dele é prioritário e essa pressão cai para a polícia, que não tem meios para tratar todos os processos como prioritários.
ARF - Agora não há uma lei que define essas prioridades?
- Temos. Quando saiu ainda tive alguma esperança que o Governo assumisse algum ónus nessa lei da prioridade e o Governo foi pelo caminho mais fácil. Declarou prioritários todos os crimes.
ARF - Todos?
- Todos. E quando se diz que todos são prioritários nenhum é prioritário. Estamos como estávamos, com a vantagem de termos uma lei que antes não tínhamos. Mas nada mudou. Devia era haver opções políticas, mas o Governo não teve essa coragem.
ARF - Há casos, como o dos submarinos, em que o Ministério Público avoca os processos e depois nunca mais acabam. Isto acontece muitas vezes?
- Não acontece muitas vezes, acontece em alguns casos mediáticos e acontece essencialmente com o DCIAP. O caso Portugale avançou e o dos submarinos não. Com o mesmo Governo e as mesmas pessoas. O DCIAP avocou o caso dos submarinos e a PJ ouve falar em buscas, só sabe das coisas pela Comunicação Social. Não se percebe este comportamento diferente. E há algumas situações que levantam certas questões contra algumas pessoas do Ministério Público.
ARF - Isso vem dar razão aos que falam em agendas políticas em alguns sectores do Ministério Público?
- Não tenho dados que me permitam dizer isso e quero acreditar que a esmagadora maioria dos magistrados do Ministério Público são pessoas íntegras. Neste momento, por exemplo, o seu sindicato está a tomar posições com grande coragem que contraria essas suspeitas. O que há é processos que, estranhamente, não têm o curso normal que deveriam ter e que a maior parte tem. E quando isso acontece devia haver uma justificação.
ARF - Vão ser anunciadas cinco ou seis alterações ao Código de Processo Penal de 2007. São positivas, é um remendo de emergência positivo?
- É um remendo de emergência positivo. São situações que foram logo detectadas em 2007 por todos os agentes judiciais. Não consigo perceber é como isto foi feito. Já nem tem paternidade.
ARF - E a corrupção? Como é que está a assistir ao debate em curso?
- Tem estado a haver um debate um pouco histérico em Portugal, que se centra exclusivamente no enriquecimento ilícito como se criminalizando o enriquecimento ilícito resolvêssemos todos os problemas da corrupção em Portugal. Nada mais errado e acho que toda a gente anda mal nesta matéria. Sobre a corrupção nós reagimos com leis avulsas. Mas nunca ninguém em Portugal pensou em fazer uma reforma profunda que fosse consistente, que tivesse princípio, meio e fim. Isso nunca foi feito. Fazemos tudo mais ou menos e na lei é igual. Ou fazemos leis perfeitas e que são inaplicáveis ou fazemos coisas para desenrascar o momento.
ARF - Mas também acha que criminalizar o enriquecimento ilícito é inconstitucional?
- Não, os argumentos do PS são errados. Não me parece nada.
ARF - Não há a inversão do ónus da prova?
- Não. O que é proposto neste caso é diferente. Uma pessoa ganha cem mil euros por ano e tem um património de um milhão de euros. Tem de explicar de onde é que lhe vieram os outros 900 mil euros. Mas não vamos fazer do enriquecimento ilícito a resolução do problema. Por uma razão. Todos os anos aumenta a quantidade de dinheiro que sai de Portugal para off-shores. Em 2009 atingiu-se o valor recorde: 1,4 % do PIB. Estamos a falar de muito dinheiro e património que não paga impostos. E há pessoas com um excelente nível de vida que têm o carro, a casa, o barco e outras coisas em off-shores. O que temos é de equiparar o usofruto dos bens à propriedade. De outra forma vamos receber do poder político um presente envenenado. Dão-nos o enriquecimento ilícito, nós não conseguimos resultados nenhuns e daqui a um ano vão-nos pedir contas.
ARF - Apresentam a factura.
- Pedem-nos contas e dizem que nós somos incompetentes porque tivemos aquele meio e não conseguimos descobrir coisíssima nenhuma. À cautela convém dizer às pessoas que esta não é seguramente a fórmula para resolver o problema.
ND - Estas alterações às leis processuais e a outras são feitas a metro ou a pedido de alguém? Há promiscuidade entre o poder e sociedades de advogados?
- Não tenho essa visão tão cáustica. Tenho uma visão ainda mais rebuscada e ainda um pouco mais grave. Nos últimos anos os Governos decidiram recorrer às universidades na feitura de alguns textos legais. E isso seria bom se a academia em Portugal conhecesse a sociedade em que vivemos. Acontece que não conhece. Vivem num mundo que abrange 10 ou 15 % da sociedade e fazem-se leis para esse universo restrito.
ARF - São mal feitas à partida?
- Sai logo coxa do legislador. E quando chega ao Parlamento perde-se muita coisa. Perdem-se vírgulas ou põem-se vírgulas a mais e depois criam-se alçapões nas leis.
ARF - Porquê?
- Eu tenho a minha ideia. Há erros tão crassos e há erros tão óbvios que não pode ser incompetência.
ARF - Será o quê?
- Má-fé, não sei. Honestamente não sei. Agora que é mau para a Justiça portuguesa porque sai toda a gente mal da fotografia não tenho dúvidas nenhumas.
ARF - Falou na histeria sobre a corrupção depois da Face Oculta. Acha que a comissão parlamentar vai dar resultados positivos?
- Tenho medo que isto seja mais do mesmo. Quando João Cravinho levantou o problema o Parlamento reagiu da mesma maneira. Fez uma comissão, organizou uma conferência, discutiu-se a corrupção durante dois dias e o resultado foi zero. O diagnóstico, mesmo no Parlamento, já tinha sido feito há dois anos..
ARF - Agora repete-se a história?
- Neste momento foi criada novamente uma comissão. Mas esta é uma questão da sociedade. Portugal acordou para a pedofilia com o caso Casa Pia e já condena a violência doméstica. O próximo abalo tem de ser contra a corrupção.
ND - Está convencido que isso vai acontecer?
- Estou. Porque tudo o que estamos a assistir, a esta mudança, não é porque os políticos queiram. É porque a sociedade o exige. O que levou os políticos a agirem foi o último inquérito da União Europeia sobre esta matéria que revelou que, em Portugal, em cada cem portugueses noventa e três estavam preocupados com a corrupção. Estamos, de facto, a assistir a uma transformação social.
ARF - Mas os portugueses não têm uma grande condescendência com a corrupção?
- Havia. Essencialmente com a pequena corrupção.
ND - Mas não é essa a raiz de tudo?
- Não é essa que me preocupa essencialmente.
ND - Mas isso é grave.
- Acho que esse tem sido o erro da legislação portuguesa. O próprio artigo da corrupção do Código Penal é feito para essa corrupção. O fiscal da Câmara, o polícia. É para a pequena corrupção. A corrupção que corrói os Estados, a corrupção e os crimes conexos, é a grande corrupção. Mas nas autarquias, por exemplo, o que me preocupa, o Estado deve preocupar-se é com a questão do PDM, dos terrenos que saem de reservas agrícolas e são urbanizáveis.
ARF - A legislação é só para os pequenos?
- É sempre para a pequena corrupção e nunca para a nova corrupção. Mas agora a pressão aumentou, nomeadamente por acção da comunicação social, e há políticos que começaram a ser tocados pelos processos de corrupção. E aí as pessoas começaram a não achar nenhuma piada. Este caldo de cultura começou de alguma forma a ferver e a fervilhar. E o pouco respeito que o Estado dá à corrupção e aos crimes conexos é as molduras penais desses crimes.
ARF - São muito brandas?
- Na última reforma o peculato, o favorecimento pessoal, o branqueamento de capitais são crimes prioritários e de grande complexidade. Mas depois a pena de prisão que lhes pôs não admite prisão preventiva, não dá para escutas telefónicas. É prioritário em quê?
ARF - As pessoas nunca são presas?
- Nunca são presas. Ninguém em Portugal é preso por corrupção. Por exemplo. Se o director nacional da PJ decidir equipar a instituição com computadores, faz uma firma com a irmã, compra-lhe os computadores e tudo o mais e se um dia for descoberto a pena do crime que cometeu, que é favorecimento pessoal, é de três anos. Nem o cargo perde. Este é um exemplo. Mas também há o abuso de poder e a pena é de três anos.
ARF - E não perde o cargo.
- Nada, não perde. E mais. Nunca é preso. Porque para ser preso preventivamente a pena tem de ser superior a cinco anos. Sabe que não vai cumprir pena efectiva e não vai perder o cargo. Muitas pessoas são condenadas a um ano de prisão por esses crimes, com a pena suspensa por dois. Isto não é digno.
ARF - Ou seja, não há corruptos presos em Portugal.
- Não há e dificilmente há com estas leis.
ARF - A comissão parlamentar pode alterar isso?
- À comissão vai analisar isso. Nós dizemos que se deviam alterar as penas para os crimes que já existem, assim como devíamos claramente criar um crime novo, o crime urbanístico, que não existe na nossa legislação. Repare. Na Câmara de Lisboa em 55 casos que foram analisados pela sindicância em 46 houve violação do PDM. Violação grosseira. Todos os processos foram arquivados porque essa violação, no Direito português, é uma mera irregularidade administrativa.
publicado por TC às 23:36
Deputados em Funções a Part-time

In Correio da Manhã

Não acredito...
...não é possível num país tão bom...
...onde os homoPS já podem pedir o divórcio...
...neste país???


Há gente com um Part-time de 4500€?
Não acredito.
publicado por TC às 23:30
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publicado por TC às 19:53
09
Jan
10
Ano novo...
...vida nova...

publicado por TC às 02:28

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