...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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Ao contrário da Economia, da Justiça ou da Saúde, em que são habitualmente chamados a pronunciar-se os profissionais da área respectiva, na Educação todos se sentem habilitados a dar palpites sobre o sector e sobre as reformas que são ou não necessárias. Cada vez mais, o estatuto da Educação se assemelha ao do futebol: como toda gente deu pontapés na bola na infância e na adolescência, acha que domina a arte de colocar a bola no fundo da baliza. Na Educação, também todos passámos pelos bancos da escola e/ou somos pais e, por isso, nos sentimos habilitados a dar palpites sobre Educação e a fazer os mais definitivos diagnósticos sobre o sector.

Basta ligar a televisão ou um qualquer jornal, para vermos políticos, economistas, psicólogos, psiquiatras, advogados, jornalistas ou fabricantes de garrafas a pronunciarem-se de cátedra sobre o assunto. E aqui reside o principal erro que se comete em Portugal em matéria de Educação. Há a ideia generalizada de que este não é uma matéria que exija especialização. Contudo, qualquer professor consciente sabe que, pelo contrário, é um sector que exige uma enorme especialização e experiência.

Há muitos anos atrás, quando um grupo de adolescentes queria formar uma banda de garagem, quem ficava a tocar bateria era quem não sabia tocar nenhum outro instrumento. Hoje a bateria é motivo de teses de mestrado, mas numa época de pouco conhecimento considerava-se que qualquer pessoa era capaz de dar umas batidas nos pratos. Na política portuguesa também é assim: para ministro da Justiça escolhe-se um advogado ou um juiz, para a pasta da Economia escolhe-se um economista, para a pasta da Saúde vai um médico ou professor de Saúde Pública. Para a Educação, vai qualquer um. Não é necessário nem especialização nem o conhecimento do sector. Extraordinário!

Ninguém se lembraria de escolher um veterinário para ministro das Finanças, mas toda a gente achou natural que a economista Manuela Ferreira Leite ascendesse à pasta da Educação. Também toda a gente achou normal que os engenheiros mecânicos Couto dos Santos e Marçal Grilo (este com algum contacto com o sector) passassem a inquilinos do prédio da 5 de Outubro. Ou que David Justino, autarca e professor do ensino superior, ocupasse as mesmas funções.

Nada mais pacífico, por isso, que Santana Lopes tivesse convidado uma especialista de telecomunicações para o cargo, com os resultados trágicos que se conhecem. Posto isto, quem se admiraria ao ver José Sócrates convidar uma professora de Sociologia, sem qualquer currículo conhecido na área do ensino básico ou secundário para o cargo? Aliás, parece que todas as profissões dão excelentes currículos para ministro da Educação, excepto uma: a de professor dos ciclos de ensino respectivos!
...
Mário Lopes.

Vale a pena (MESMO) ler o resto AQUI

COMENTÁRIO: O melhor texto sobre os podres da Educação em Portugal!!! Comprovem AQUI os comentários de quem já leu. Todos os meus colegas que já leram me dizem que aqui está realmente os pontos fulcrais da (des)Educação.
publicado por TC às 00:23
De André a 3 de Dezembro de 2007 às 13:02
Amigo Tiago, o mais grave no meio disto tudo é que, numa época em que tanto se fala da baixa produtividade da nossa economia, ninguém na nossa classe politica enxergar (ou não convém) que tudo é devido à educação!!!! A educação é a base da sociedade!!! Caramba será assim tão dificil perceber isto???? Com educação tudo o resto surge por si só! Formando bons profissionais e cidadãos a sociedade funciona! Veja-se o exemplo dos países nórdicos, exemplos brilhantes, em como a aposta na educação resultou em pleno, e onde a partir desse pressuposto construiram grandes economias! Nada mais me revolta do que ouvir o Sócretino falar em Choque Tecnologico, que é apenas o maior embuste (foram tantos que é dificil dizer qual o maior!) jamais vendido aos portugueses! Onde precisamos de um choque é na Educação!!!! Estou contigo e com todos os professores! Um abraço.
De Mentiroso a 3 de Dezembro de 2007 às 23:43
O problema com a educação em Portugal é nunca se ter adaptado o sistema implantado nos países europeus que se desenvolveram: as crianças passaram a ser educadas por pessoal especializado na formação das suas mentes a fim de evitar que a estupidez, maus exemplos, tacanhez, etc., passassem de pais para filhos, como é natural. Vê-se bem o resultado em Portugal.

O problema com a instrução é bem o que diz este post: em Portugal quem faz as regras são os parasitas corruptos e incompetentes, auxiliados por “grupos de trabalho” = grupos de parasitas amigos e compadrio que ajudam a roubar-nos, mas tão bestas quanto os que os colocaram.

Em Portugal ou se faz mal ou se copia o que está mal nos outros países. Dúvidas? Basta abrir os olhos e ver donde vem a maioria dos exemplos (a Espanha bastarda nem nos sai dos ouvidos) e o estado de lixeira a que o país chegou por coleccionar tudo o que está mal. Este problema é geral e não se restringe ao objecto do artigo; no entanto, aqui, ao fim de anos da mesma ramboia, nota-se bem. Bom, como em tudo, quê!
De José Carrancudo a 8 de Dezembro de 2007 às 17:03
O autor da publicação original, embora faz uma lista bastante completa dos problemas da Educação nacional, faz o mesmo erro de muitos outros autores: confunde as consequências com as razões.

Os problemas listados são uma CONSEQUÊNCIA natural e inevitável dum paradigma falso imposto à nossa Escola há 30 anos, agravado pelos métodos de ensino inválidos. Quanto aos paradigmas da educação, recomenda-se uma leitura atenta e bem pensada do nosso blog (http://educacao-em-portugal.blogspot.com/).

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