...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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27
Ago
08
O computador "Magalhães"- uma aldrabice que a Televisão não descobriu

Que muitos jornalistas são preguiçosos, ficando-se pela comunicação dos press releases e conteúdos de dossiers de imprensa, que outros elaboraram, mas eles assinam, já o sabíamos de há muito!... Que tal atitude permite e promove a manipulação do jornalista por interesses escuros e oportunistas, e, por via disso, a manipulação do público em geral, que ainda vai dando crédito aos ditos profissionais da comunicação, já o supúnhamos!... Que cada vez há mais jornalistas com contratos de trabalho a prazo ou sob regime de prestação de serviços por recibo verde, é um facto que tem consequências na liberdade 'condicionada' do jornalista: - para ganhar o mínimo e ser viável, o jornalista tem de abdicar da sua interpretação e aceitar ajustar-se aos requisitos editoriais para que, sendo publicadas as suas peças, ele seja remunerado na proporção. Também já o sabíamos!
Mas, ao promover jornalistas 'escravos' como poderá exigir-se-lhes que procurem e comuniquem a verdade em que acreditam e que, desse modo dêem o seu imprescindível contributo para a liberdade, para exigência cidadã sobre os poderosos, para a denúncia dos manipuladores? Não será mais fácil, cómodo, rentável e seguro obedecer aos ditames dos pequenos e dos grandes poderes? Como pedir a alguém que, em nome da liberdade colectiva, abdique do pão individual? Somos quase todos escravos, embora alguns com certas regalias. Provisórias, contudo!...
O Sindicato dos Jornalistas continua ambivalente: - ora, como sindicato, representa os interesses laborais; ora, como ordem, decide o acesso à carteira profissional e regula a deontologia na actividade jornalística. A garantia da liberdade de imprensa é, dizem, sinónimo do princípio do anonimato das fontes. Contudo, nos tempos que correm, qualquer visão leninista sobre a imprensa é extemporânea e inútil até para entender os problemas que minam a base da credibilidade, valor maior de qualquer jornalista que se preze e se recuse a ser boneco manipulado na feira de vaidades fátuas e interesses gordurosos.
Estamos a ser manipulados! E não há quem o denuncie! Ao menos tenhamos consciência disso.
O que se segue é um abominável exemplo de manipulação e de péssimo trabalho do jornalismo madraço e servil.
Mesmo que se considere estúpido/a, no mínimo, finja-se ofendido/a se lho chamarem! Se estiver atento, caro/a leitor(a), descobrirá muitos outros exemplos de como no dia-a-dia lhe vão impingindo patranhas e embustes.
Ria-se! Vale a pena! Recorde o riso da mulher de Trácia: - olhe para o chão!... não para o feérico que lhe apontam, mas não existe.

Magalhães - o mais escandaloso golpe de propaganda do ano

Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do "Primeiro computador portátil português", o "Magalhães".

A RTP refere que é "um projecto português produzido em Portugal".

A SIC refere que "um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel" e que a "concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico."

Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro.

O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.

As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o "Magalhães" é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: "Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto."

Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.

A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...

A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.

Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que já fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo. Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista.

Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.

*Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla*- esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.
publicado por TC às 22:29

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