...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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Out
09
O Governo será novo...
...com novo Ministro da Educação (espero)...

Para reflectir:


"Todos pensam em deixar um planeta melhor para os nossos filhos... Quando é que pensarão em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
publicado por TC às 20:01
30
Nov
08
Imagem do KAOS
Ninguém me poderia dizer que, há duas horas atrás, eu viria começar esta crónica nocturna com o Espectro Electromagnético, mas a vida leva tantas voltas que me vou deixando andar.
Antes de mais, um pequeno desvio por um tema que agrada a toda a gente: Maria de Lurdes Rodrigues. Pelo fausto e pelo fado, cruzei-me, esta semana, numa das minhas sete vidas, com alguém que me disse conhecer muito bem a senhora, e ser amiga da família... Falou-me de uma pessoa afável, e eu fiquei de boca aberta, enfim, nem por isso: pus aquela blindagem do tempo em que concorria, no Palácio das Necessidades, para integrar o Protocolo de Estado, e fiz um assentir de cabeça, cordato, diplomático e serenador, de quem concordava com todas as palavras. Sou, de facto, suficientemente polido para poder aceitar todas as opiniões e testemunhos, sobretudo, aqueles que são timbrados na voz da primeira pessoa, e esta era só mais uma, embora no limite do suportável. (Deus me perdoe, até email e telemóvel anotei, para reatar estes extremos da minha boa educação, e cumprir uma função de transmissor: suponho que os embaixadores dos Gregos a Xerxes se tenham sentido exactamente na minha pele...)
De Lurdes Rodrigues, que tutela uma zona fragilíssima das franjas sociais, onde os Valores se constroem e os exemplos têm de ser exemplares, tenho a opinião do comum dos mortais, acrescentada, das minhas outras sete vidas, onde sou forçado a teclar no pantanoso terreno da Filosofia da Educação: que Educação se pode dar a uma juventude que assiste, em directo, a uma face específica do Poder Político, que, sistematicamente, desautoriza o papel do Educador, e mostra que os valores DE CIMA podem ser marcados pela arbitrariedade, pela insolência, pela prepotência, pelo insulto, pela traição e pela pública delapidação?...
Embora não o seja, por vezes, enfio-me na pele do Português comum, e começo a pensar: que exemplo poderá transmitir-se aos filhos, quando a imagem do educador é de tal modo denegrida, e fica patente um Sadismo de Estado, filho de baldes de água de infâncias em Casas Pias, de abandonos de pais incógnitos, de complexos de inferioridade de percursos académicos, já evidenciado em frases que fizeram história, como o "tivémos de fazer algumas "maldades" à Função Pública (!)", por acaso, na boca de alguém que também tutelou o Ensino; de outro que diz que "ou a Função Pública cumpre as leis, ou é "trucidada" (sic.)", isto, já para não falar da célebre frase do miserável Cavaco, quando disse que a solução para a Função Pública era "esperar que morressem todos (!)".
Creio que a Função Pública, neste momento, pensa exactamente o mesmo, desse eméritos cavalheiros.
Quanto a Lurdes Rodrigues, depois do desastre da Entrevista ao "Público", que, como é habitual, não li, logo, estou apto a comentá-la, fica-se por coisas extraordinárias, como o confessar que, por detrás daquela figura com ar de viúva de Gato Pingado, está uma alma "anarquista".... Era frase para fazer de Bakunine um novo Lázaro, mas, e isto é um título entrevisto entre duas cabeças de cabeleireiras tardias, um grande título -- adoro grandes títulos de jornais, porque me deixam antever o que lá está dentro, sem ter de ler mais uma linha... -- onde ela diz que "as pessoas estão cansadas, mas ela também está".
Com o cansaço dela posso eu bem, com o meu... cada vez menos, e o meu cansaço já não se chama cansaço, chama-se "náusea" e chama-se também... "repulsa".
Mas voltemos ao Protocolo de Estado, e ponhamo-nos na pele da senhora. Ela vem das Ciências Flácidas, onde há sempre, como Comte previa, uma Expectativa da "Acção": os cenários são desenhados por grandes fluxos históricos, e subitamente, aparece uma mente iluminada, que, julgo, ela se imagine, e isso até poderia ter algo de Estético, como Borges o antecipa -- o Belo, a iminência de uma revelação (que bem que eu estou a falar hoje...) -- mas o verdadeiro problema não está no que ela, Lurdes, se julga, porque, neste momento, não consigo ver nela mais do que uma figura completamente metralhada, que uma multidão de mãos, por detrás do seu cadáver, usando abusivamente de um desgaste político insustentável, a continua a empurrar para a frente.
Lá me desculparão, mas é contra essas mãos cobardes, bastante mais do que contra Lurdes Rodrigues, que hoje vocifero: são os chamados "peões rotativos", o pedófilo do Trabalho, que lhe dá toda a razão, mais o das Finanças, que nos intervalos dos fedorentos Conselhos de Ministros lhe sussurra, "veja lá, que isso das Avaliações tem mesmo de ir para a frente, porque nós não podemos promover todos os excelentes, mas apenas os Afunilados da Excelência", e mais o Augusto Santos Silva, que finge que dialoga com o Parlamento, mas lhe rosna que "tens mesmo de avançar", e mais os Lindos Olhos da "Mariana", que está a usar o Secundário como laboratório de ensaio para o descalabro em que vai lançar o Superior, e mais o Justino, ex-vereador do Isaltino, e Assessor do Presidente da Bandeira de Croché protegida por uma Marquise de Belém, e o próprio Aníbal, em si, a hipóstase mais acabada do atraso cultural, político, financeiro, económico e social de Portugal.
Neste cenário, Lurdes Rodrigues é uma mera sombra de Teatro Tailandês, e todos devemos solidarizar-nos com o seu afastamento, já que mantê-la no cargo é um típico exemplo da violência doméstica de um Governo que enveredou pelo Alcoolismo Crónico, e bate na mulher, a sua Lurdes.
Quanto ao Doppler, é uma velha história de Hubble, um ignaro a quem ainda não tinham ensinado que o Universo era uma plataforma plana, sustentada nas costas de uma tartaruga, perpetuamente navegando no Oceano Primordial. O homenzinho, que não teve a sorte de frequentar o ISCTE, a "Independente" e as Novas Oportunidades, ainda achava que o espectro das galáxias distâncias, ao afastar-se, se distendia, arrastando um desvio das riscas para o Vermelho... -- olhem, sinceramente, não me apetece dar lições de Astrofísica a esta hora, dirijam-se ao "Google" mais próximo... --, pelo que a Política Portuguesa acabou, com a Crise Mundial, por ser apanhada num Efeito Doppler, ou, sendo mais culinário, imaginem um belo bolo de noiva, muito bem preparado, por camadas, que, de repente, apanha um safanão, e aquilo desliza tudo por camadas, na horizontal, deixando os remoques e alicerces à vista.
O Sr. Sócrates e a sua pandilha, apoiados no Great Portuguese Disaster, instalado em Belém, com o advento da Crise (?) Mundial apanharam com uma coisa semelhante àquelas pessoas que, furtivamente coladas com as paredes, subitamente levam com um holofote em cima, e ficam totalmente a descoberto.
Eu explico: neste vai não vai, do resiste não resiste, da manipulação da informação, dos telefonemas histéricos paras redacções dos jornais e televisões, da afinada máquina de controlo da circulação nos circuitos sociais, a meta era 2009. Até lá, reinava Átila e os seus discípulos; depois, com a validação da Segunda Maioria, começava a Cornucópia da Abundância e as generosidades de um Estado Providência de segundas núpcias.
Teve azar: o Cavaquistão desmoronou-se, através de escroque, chamados Oliveira e Costa, Cadilhes, Dias Loureiro e outros tantos, e as tais fortunas privadas, dos Balsemões e anexos, com porta-vozes do calibre do Júdice -- esse é como Deus: é um horror que está por toda a parte... -- e o Estado viu-se forçado a desbloquear fundos só deus saberá se não já do Último Quadro Comunitário de Apoio, para impedir as Grandes Fortunas de fugirem pelo ralo, enquanto o Português Comum penava com todos os estigmas da Cauda da Europa: Iliteracia, Pobreza, Doença, Má Nutrição, Desfasamento Histórico e Índices de Desenvolvimento Humano indignos de uma das Nações mais antigas da Europa.
Passo a passo, Sócrates está agora forçado a tirar, antes de tempo, os seus fraquitos coelhos da cartola: uma vez, a ameaça de nacionalização da Banca do Branqueamento, outras, com Orçamentos de Desatar a Rir de Chorar, outra, mais grave ainda, com tirar completamente o tapete ao Sistema Financeiro, passando, atrever-me-ia a dizer "estalinisticamente", a distribuir directamente dinheiro a empresas, num estatuto de semi-nacionalizadas.
No meio disto tudo, Portas discursa à PCP, e o Bloco de Esquerda encosta ao Oportunismo, com a sua mais maravilhosa epifania, Sá Fernandes.
Sim, eu sei, leitor, o texto vai longo, sobretudo para mim, que o estou a fazer de chofre, pelo que o vamos deixar por aqui, não sem antes vos dar uma palavrinha de esperança: para a semana ainda será pior...

( Gôndola Lúgubre, no "</span>Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers") </span>
publicado por TC às 02:52
16
Nov
08
Imagem do KAOS
O alerta foi lançado hoje pelos Ambientalistas: Maria de Lurdes Rodrigues já não pode sair à rua. Não, não são alterações do "Deficit" (Continua tudo na mesma: o País falido, e Constâncio e os gestores das empresas públicas em dificuldades a ganharem o mesmo). Não, não se trata da Doença dos Pinheiros, e, menos ainda, da Corrupção na Justiça. Não, não são alterações climáticas, são coisas mais no âmbito da sua Cientologia Flácida: é a matriz sociológica de um país inteiro que sofreu uma reviravolta, mercê de uma figura lúgubre e de duas das suas arcadas orelhudas, que se tornaram na paródia de Portugal inteiro.
Quando Salazar teve o acidente da cadeirinha -- abençoada cadeirinha... -- o país das pessoas decentes encarregou-se de lhe fingir que nada tinha acontecido, e, enquanto o cinzento Marcello governava a Cauda da Europa, continuavam a fingir-se (!) Conselhos de Ministros, defronte do Maior Português de Sempre.
Para mim, alma piedosa, educada no São João de Brito, Membro Numerário da Opus Dei, quando me disseram que Dona Lurdes já tinha sido "desenganada" por todos os médicos, e estava por algumas horas, eu avancei, quixotescamente, e disse "tragam-me essa mulher!... Em boa verdade vos digo que nesta hora de angústia alguém haverá que se lhe apresente em face, e lhe diga, Lurdes, levanta-te e caminha, porque a Avaliação não parou!..."
Lurdes estava pálida, notava-se-lhe, no brilho dos olhos, que estava a caminho de contemplar aquela Luz que Deus reserva aos poucos que chamou para junto de si. Para quê, naquela hora extrema, dizer-lhe, então, que os próximos guarda-costas que teria já não seriam nomeados pelas Forças de Segurança do Zé de Vilar de Maçada, mas por Lúcifer, em pessoa?...
"Não, Lurdes, olha para cima, e contempla aquele infinito azul, porque é lá o teu lugar, não na Gehena dos Desvalidos..."
Era bonito ver-lhe nos lábios aquele sorriso: não, não era a versão pirosa do "Titanic", era mais a Eva Braun, que não acreditava que o seu Führer iria, a seguir, enfiar a pistola na boca e disparar.
"Lurdes", dizia-lhe o caniche Valter, "tens a certeza de que vamos mesmo para o Céu, não tens?...", mas perante o silêncio da mulher, em agonia, mais lívido ele ficava. Sim, poderia ter acontecido que entre tanta coisa, ela não tivesse acautelado esse item da própria Avaliação deles, e parecia que tinha acontecido mesmo.
"Deus te perdoe...", soltou o Pedrosa, naquele mesmo tom em que ela pedira desculpa a Portugal por ter transformado Portugal da Educação num Inferno.
Aproximou-se então o Padre, Feytor Pinto, de Valter, e disse-lhe, "nesta hora extrema, tens alguma coisa que queiras compartilhar entre mim e o Pai do Céu?..."
"Padre... só se forem as faltas injustificadas de Penamacor, e não ter tido fôlego, em vida, para as recuperar..."
Só Deus mesmo, o Deus sem rosto, poderia testemunhar de tantas lágrimas que se soltavam, em redor daquele esquife.
O Jesuíta, nosso Confessor, disse então: "esta mulher, cujo despojo aqui vedes, já estava prevista no Filósofo (Para quem não sabe, o Estagirita, Aristóteles, que afirmava que a Lurdes girava em redor do Zé e não o contrário, como "Cûpernïco", muitos séculos depois avançou), e todo o seu Reyno foi o sobrepor da Qualidade à Quantidade: nunca saberemos, por ordem dos Serviços Secretos e de Intoxicação das Comunicações, QUANTAS pessoas saíram às ruas para a crucificar, mas sabemos QUAIS, porque foram, à vez, e em simultâneo, todas, Professores, Alunos, Pais, Sindicatos, Ministros, Deputados, Jornais, Televisões, Especialistas Universitários na Área, Educadores e Técnicos do Mundo Inteiro. Teve, em vida, o que mais nenhuma mulher deste país saboreou, e assim morrerá em plenitude, se Deus quiser..."
E como a hora se aproximava, e já os olhos se reviravam todos no sentido do branco, eu aproximei-me, e disse-lhe: "Lurdes, sabes que te tive sempre como ídolo, e nunca te trocaria por nenhuma das outras pérolas deste país, chamasses-te tu Paulo Pedroso, Pinto da Costa, Proença de Carvalho, Cavaco Silva, Miguel Cadilhe ou Dias Loureiro... Lurdes... eu vou-te contar uma coisa..."
E ela soltou um gemido, que naquela hora soava como uma interrogação.
"... vou-te dizer uma coisa que mais ninguém sabe: aquele merda que se atira ao chão e não se parte, não recebeu o nome de "Magalhães" por causa do Fernão de Magalhães. Ela chama-se "Magalhães", em honra do José Magalhães, Secretário de Estado-Adjunto da Administração Interna, alta autoridade, há muitos anos, para a Internet, e que, quando tu estás a escrever e a ler textos como este e a Net vai abaixo, ou se torna lenta, e o teu telemóvel bloqueia, ou não te deixa enviar sms com a última anedota política do momento, ou fica cheio de ecos, esse, Lurdes, é o Verdadeiro Deus, o Cordeiro de Ouro que deverias ter adorado, não aquela lêndea de Inglês Técnico mal parido, que insiste em que lhe chamem... "Engenheiro".
Suponho, mas isso só a autópsia poderá confirmar, que foi este pequeno golpe maligno que lhe fez parar o bondoso coração, e a chegar a irreversível morte cerebral, que consta na Certidão de Óbito, mas de que ela já padecia há muitos anos.
Paz à sua alma.
P.S. - Para lá da ficção, há a Realidade. Leiam, passem e divulguem: Lurdes Rodrigues, de facto, já não se atreve a sair, e a reunião que tem marcada para amanhã, às 10 h., com os Conselhos Executivos de Lisboa-Capital, para lhe comunicarem que a Avaliação foi suspensa, "sine diae", foi deslocada para outro local, por causa dos ovos. E é justamente por causa dos ovos, que até poderão interessar -- só Deus sabe... -- a alguma alma piedosa, que aqui se revela o lugar secreto do encontro: as antigas instalações da F.I.L., em Alcântara, pelas 10 da manhã, se Deus e o estado de pré-insurreição do País o permitirem... Bem hajam.


(Pentagrama de carpideira, no "</span>Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

publicado por TC às 17:37

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