...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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15
Mai
10


Imagem do KAOS

Deus foi moderno e generoso, com Portugal: não ao fim de sete, mas de quatro, dignou-se puxar o autoclismo, e terminar com o gorgulho, no sifão.
Agora, que a coisa acabou, e posso voltar a respirar, confesso que tinha, pendurado, nesta parede atrás de mim, um cronómetro, que, segundo a segundo, me dizia quanto mais tempo ainda iria durar esta insuportável náusea.

Fez-se o vómito, e a náusea foi-se, mas por cá deixou semente.

Comparável à vinda de Ratzinger a Portugal, só o episódio das Bodas de Canãa, em que, sentada à mesa, quando questionada a Galileia Câncio se mais vinho havia, os servos lhe encolheram os ombros, dizendo que vazias estavam as ânforas.
Cristo era um pragmático, como em tudo, e, para evitar o que milénios depois aconteceu a Maria Antonieta, não se atreveu a dizer aos convivas que papassem brioches, mas foi à medicina homeopática, onde, como toda a gente sabe, basta que haja um cheirinho do princípio ativo, que, mal se misture coma água, reganha toda a sua alma e essência, e fez passar por vinho água de lavar garrafas. A verdade é que foi milagre, e as pielas de Canãa não só satisfizeram a gente reles que por lá andava, e que empochou litros e litros de água, convencidos de que se tratava de Dão Meia Encosta, como passou para a História, como exemplo de como fazer muito, sem quase nada.
Evidentemente, os tempos eram outros, e Ratzinger, que está visivelmente muito mais para lá do que para cá, e que, desacreditado mundialmente, teve de se vir banhar, para renascer, como um leproso, no Ganges do povo mais ignaro da Europa, veio à nossa Canãa para transformar o pouco vinho que ainda havia em água da mais choca, enfim, diretamente engarrafada da Ribeira dos Milagres, em dia em que o Dias Loureiro está de soltura.
Tivémos vários milagres, o primeiro, o do Benfica, que dançou, como um solzinho, a anunciar que o Papa vinha cá; depois, Ratzinger chegou mesmo, sem ter sido necessário desencadear o "Plano B", já com Aura Miguel ajeazada, e de sela no lombo, caso a Islândia se lembrasse de vomitar a sua bancarrota, na forma de cinzas vulcânicas, e fazemos aqui uma pausa de solidariedade, porque o relincho que Aura Miguel soltou, quando soube, que, afinal, não ia ser montada pelo Papa, entre Roma e Lisboa, é memorável, é uma coisa linda, e brevemente disponibilizarei o mp3 que conseguimos gravar: é algo entre aquela gravação mono da Callas, na "Casta Diva", e a gargalhada que a Clara Pinto Correia solta, naquele dia em que foi fazer de hipopótamo ao "Dança Comigo", enfim.
O segundo milagre, mais profundo, foi pôr um país laico, republicano e socialista a preparar merendas para um líder espiritual de uma seita, atualmente duvidosa, e gastar uns centavos, para mostrar que, apesar de pobres, continuávamos servis e honrados. Eu, um romântico, à espera de que o outro, mal pusesse os Pradas em Figo Maduro, fosse algemado, e levado para a Judiciária... não, toda a gente ajoelhou, beijou o chão, e mostrou que era crente, coisa que nos fica bem, e é incomensurável com o tratamento abaixo de cão dado ao Dalai Lama, que, saiba eu, nunca fez autos-de-fé, nunca andou a anatemizar abortos, perseguir bonzos bichas, nem a encavar criancinhas,
ah, sim,
esse foi o Terceiro Milagre, e, eventualmente, o melhor de todos, porque ficou explicado porque é que meia Classe Política, Industrial e Cultural não tinha sido indiciada no "Casa Pia"... não, não era milagre do Tribunal da Relação, mas a Santa com Cara de Saloia que tinha chamado o assunto diretamente a si. Parece que se sentou em cima de uma azinheira,  e, enquanto o solzinho dançava, foi riscando a lista telefónica toda, até só ficar o nome do "Bibi".
"Este fica", disse ela, e assim se fez, e Deus viu que era bom.

Portanto, ficámos a saber que a Pedofilia fazia parte do Terceiro Segredo de Fátima, e, agora, sou eu a lamentar que a visita de Ratzinger tenha sido visita de médico, porque, bem conversada a coisa, e ouvido Vítor Constâncio, também o BPN e o BPP teriam sido encaixados no Terceiro Milagre, e mais a "Independente", a "Moderna", o "Freeport", a Maddie, o "Furacão", o "Apito Dourado" e até, por que não?, o negócio "PT/TVI".

Acho que isto é um pouco Parménides: no fundo, tudo se pode incluir no Terceiro Segredo de Fátima, e devíamos ter aproveitado a boleia, embora os nossos ilustres comentadores devam perceber a mensagem, e juntar às justificações de tudo o que é injustificável, em Portugal, em mais uma categoria, para além das causas naturais e dos milagres da fé, que são agora as coisas devidas aos "franchisings" do Terceiro Segredo.

Como diriam os Brasileiros, bem larga deve ser a buceta do Terceiro Segredo...

O restos são rodapés: Ratzinger, que já não consegue distinguir uma barata de um anjo de Rafael, lá levou umas caixas de doces de ovos e umas fitas do Bonfim, fabricadas em Boleiqueime. Não sei como se diz Boliqueime em Alemão, mas deve ser tão foleiro como em Português, e foi lindo ver aquele Presépio, o Jumento presidencial, a vaquinha corcunda e as crias, em duas gerações de palhinhas, a serem apresentadas ao cota, responsável por 50 anos de divórcio entre a sociedade civil e as aberrações dogmáticas de um bando de jarretas pedófilos e de consciência pesada. Só faltou a estrela e os Reis Magos, mas Don Juan Carlos estava internado, e o Estrela da Amadora recusou-se a vir participar em vergonhosas teatradas.
As pontes foram lindíssimas e houve duas tolerâncias de ponto a suportá-las, com a contrapartida de se deixar cair a terceira travessia do Tejo, e regredirmos ao tempo do "nós cá somos mais modestos", do Maior Português de Sempre, enquanto se aproveitava o Benfica e o Ratzinger para um ensaio geral do que vai ser o atirar de Portugal para condições de vida equivalentes às de meio século atrás.
Pequeníssimo milagre, foi ter-se perdido a tusa de adjetivar e insultar Sócrates: Sócrates parece agora uma vela castanha, meio derretida, daquelas da bruxaria de Fátima, e o mais espantoso, não sei se é milagre, se o solzinho a dançar, cheio de ecstasy, é que está tudo flácido: Sócrates, o Partido, ou a sombra de partido que ainda se encosta nele, e a sombra de uma sombra, que é um outro partido, chamado PSD, que, em dois meses, se converteu na mera muleta da muleta de Sócrates. Passos Coelho, um crente, aprendeu, com Ratzinger, a pedir perdão, e suponho que, doravante, sempre que sejamos estrangulados, a retórica política, falsa e obscena, passará a ser substituída por uma coisa bem mais afetuosa, que é  o Perdão: perdoa-me diminuir-te o salário, perdoa-me continuar a pagar balúrdios ao monhé Zeinal Bava, perdoa-me ter deixado ir Constâncio para o BCE sem ter sido vergastado primeiro, perdoa-me não ires ter Subsídio de Natal em 2010, perdoa-me, enfim... etc...
Portanto, não sei mais o que dizer, mas queria fazer um elogio à Igreja Portuguesa, visivelmente cismática, e ao nosso Cardeal Patriarca, que teve a ombridade de votar contra a eleição de Ratzinger, e que continua a amparar, na sombra, o enorme desastre social, iniciado pelo Pai do Monstro, Cavaco Silva, e vivido agora, pelo Monstro do Filho, Sócrates, e deixar, ainda, dois mimos: o primeiro, para o Camarada Saldanha Sanches, a quem dediquei o minuto de silêncio em que vocês têm estado de boca fechada, a ler os horrores que eu escrevi atrás; o segundo, para o meu poetrastro preferido, um carrapato chamado Manuel Alegre, a única coisa que ainda insiste em andar em bicos de pés, num pântano onde já só se vêem olhos e pontas de cabeças, como no Inferno de Dante. Parece que a criatura, o grande democrata, o generoso, o livre pensador, o regenerador da Coisa Podre, quer iniciar a sua desgraçada descida ao Hades, com um processou generalizado (!): odiou que se tivesse lançado, na Net, o boato (?) de que se punha, com a sua voz avinhada da Rádio Argel, a revelar, aos terroristas escarumbas, onde estavam as tropas portuguesas. Na altura, li a história e achei divertida. Achei que, mesmo falsa, até se enquadrava bem no percurso de um medíocre, que chamou ao criminoso internacional, José Eduardo dos Santos, Presidente dos sem pernas e com minas, o "Afonso Henriques Angolano".
É pena não existir Deus, porque devia ter-te caído imediatamente um raio em cima, ó meu pobre rimador de rimas feitas, mas não te preocupes, porque estás bem a jeito, e muito a tempo.
Contas feitas, talvez até faças, também, parte do Terceiro Segredo de Fátima...
Keep it cool, baby :-)

(Quarteto pagão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:09
04
Set
09

Imagem do KAOS

30 de Abril de 1945: "As tropas soviéticas tomam o edificio do Reichtag, e içam a bandeira da União Soviética em Berlim. Para os russos, este é o momento mais significativo da vitória. A esta hora, a pouco mais de 500 metros deste lugar, Hitler está a almoçar, pela última vez [...] Hitler almoça com as suas duas secretárias e o cozinheiro vegetariano. O criado Erwin Jakubek, recordou mais tarde que a última refeição era constituida por esparguete com um molho leve. Hitler fez novas despedidas, tendo dito a Gertrud Junge "Agora, as coisas chegaram ao fim". As tropas russas encontram-se a 500 metros da chancelaria e do abrigo de Hitler. Eva Braun abraçou a secretária e disse por sua vez: "Muitas saudades minhas para Munique. E fique com o meu casaco de peles como recordação. Sempre gostei das pessoas que vestem bem." O coronel Otto Gunsche está de guarda junto à porta da antecâmara que conduzia aos aposentos de Hitler. Nesta altura chega Magda Goebbels, que pede para falar com Hitler. Gunsche não a consegue persuadir e bate à porta. Hitler estava de pé na saleta, e Eva Braun, estava na casa de banho. Hitler ficou aborrecido com a intromissão e diz "Já não quero voltar a falar-lhe". Otto Gunsche sai dos aposentos. Ouve-se um tiro. Martin Bormann foi o primeiro a entrar no quarto, seguido do criado Linge.

Hitler estava sentado numa cadeira e Eva Braunn estendida num divã. O rosto de Hitler estava coberto de sangue. Havia duas pistolas. Uma delas era uma "Walther PPK" e pertencia a Hitler. A outra, uma pistola pequena que Hitler costumava trazer sempre na algibeira.

Niguém pronunciou uma palavra. Só na sala de conferências é dada a noticia: "O Fuhrer está morto".

16:00 - Os dois corpos são envolvidos em lençóis e colocados numa pequena depressão à entrada do abrigo, perto de um misturador de cimento. Deitou-se gasolina sobre eles, e depois lançou-se fogo"

Acho que Manuela Moura Guedes, para o bem e para o mal, está no imaginário de todos nós. Nos tempos de outrora, o marido serviu brilhantemente o Poder, enquanto gestor da televisão pública. Muitas águas correram desde esse dia, e aconteceu-lhe o mesmo que às mulheres de esquina: o Tempo tornou-as marias elisas, e o degradar das condições de informação no território português, sufocado pela máquina de intoxicação e "marketing" do Agente Técnico de Enegenharia José Sócrates fez-nos quase que esquecer ter havido um tempo de maiores liberdades.

De Manuela Moura Guedes relembro aquele breve interregno governamental, que teve Durão, Portas e Ferreira Leite à frente, e onde, de facto, começou a fase final do declínio português, e relembro-o por uma razão hoje quase apagada: a Manuela foi um dos rostos que mais contribuiu para a divulgação da situação de existência de uma Rede Pedófila infiltrada nos mais altos mecanismos do Estado. É verdade que não foi só ela, como poderão rememorar aqui, mas foi, enquanto memória, também ela, e isso paga-se caro, e bem caro.

Curiosamente, embora nos antípodas das minhas ansiedades políticas, senti que, por um breve instante, naquele período, parecia que a Justiça estava a funcionar, em Portugal. Segue de aqui um enorme abraço para o meu amigo, João Guerra, que nos devolveu, por momentos, a ilusão de que íamos ficar a saber, de vez, a porcaria que regia Portugal. Erros nossos, má fortuna, horror ardente.

A ingenuidade do Casal Moniz não era ingenuidade, e dizem mesmo as más línguas que o "Casa Pia" foi um excelente momento para derrubar o monopólio da Produção que a sinistra teia de Carlos Cruz detinha no setor televisivo. Como estarão lembrados, até as películas públicas tinham sido usadas por essa gente para filmar Pornografia e Pedofilia, ou seja, fomos nós que pagámos os infinitos milhões de Carlos Cruz, e Manuela Moura Guedes, com todos os seus tiques e insuficiências, foi, então, um dos corajosos rostos dessas denúncias.

Hoje, calaram a Moura Guedes, como vão calando tudo o que ameace pôr em causa o Crime que governa Portugal. É o margaridamoreirismo, em todo o seu esplendor, mas não se fica po aí, e invade todos os lugares onde a livre opinião se expressa. A nossa escala é outra, mas também já passámos por tudo o que era porcaria, infiltrados, censuras, calúnias, comentários de psicopatas, a típica figura do "troll", da mulher mal fodida, e até aquele espantoso mural, que agora antecipa "The Braganza Mothers", como sendo um potencial sítio de transmissão de vírus (!)...

É verdade: nós transmitimos o Vírus da Verdade, e isso desagrada a muita gente, desde a Maçonaria, o "Lobby" Pedófilo, as ressentidas da Opus Dei, a vérmina infiltrada, os invejosos, os dementes, e todos aqueles que, desde a Santa Inquisição, sonham com um mundo de ficções menores, em vez da pura e dura realidade, e que desconhecem existir o direito do "Outro".

A verdade é que há muito que me começou a faltar a paciência. Este texto é, evidentemente, de solidariedade para com todas as formas de Liberdade de Expressão, venham elas de setores alinhados mais à Direita ou à Esquerda, e, especificamente, dedicado a Manuela Moura Guedes: é-me totalmente indiferente, desde que essas ideias, justamente, não colidam com a possibilidade de expressão de todas as outras. Hoje, mais uma vez, presenciámos que ainda nos falta um longuíssimo caminho até à Maturidade da Opinião, coisa que criou, e tipificou, as sociedades avançadas, como, por exemplo, a Inglesa, onde é muito difícil fazer passar gato por lebre, e, quando querem que passe, dá direito a demissões ministeriais e quedas de governo, de um dia para o outro.

Como diz a fraquíssima Margarida Rebelo Pinto, "não há coincidências", e não há, e esta veio mesmo a calhar, para eu antecipar um texto que estava reservado para meados da Campanha Eleitoral: o heterónimo "Arrebenta", algures nascido nas caixas de comentários do "Expresso", onde pontificou, desde 2001, introduzindo a variedade e exuberância, e de lá corrido, em 2005, quando se atreveu a fazer campanha cerrada contra aquele horror que é Cavaco Silva, entendeu que tinha chegado ali o fim do seu tempo útil. Os seus leitores e apreciadores, entenderam o contrário, e ofereceram-lhe o Blogue Eleitoral "The Great Portuguese Disaster 1985-1995", cuja função findou com a desastrada eleição do Ogre de Boliqueime, sendo ainda hoje um um dos ossuários mais visitados da Blogosfera. Poderia ter aproveitado essa segunda deixa, mas, mais uma vez fui incentivado para avançar para o primeiro "The Braganza Mothers", que se afundou naquilo que de pior a natureza humana consegue produzir. O resto já vocês conhecem, e lá fomos sobrevivendo, no meio dos ataques, das sabotagens, dos insultos da canalha, mas sempre sustentados pela força dos nossos leitores, e dos adversários que nos respeitam como tal.

Enquanto autor do heterónimo, e a pretexto do episódio Moura Guedes, de aqui lanço um desafio e um ultimato: caso, nas Eleições de final deste mês, saia um Governo com esta aberração chamada Sócrates à frente, minoritário, amuletado pelo Bloco de Esquerda, a fazer o pino, de costas, de lado, ou pintado de ouro, não voltarei a escrever uma linha que seja. Você imagina-se a escrever num país governado por um cacique revalidado nas urnas?... Eu... não. Há limites para a paciência, e não me apetece andar a fazer de parvo para um povo que perdeu totalmente o respeito por si mesmo. Quanto a mim, há, felizmente, muitos mais lugares de diários exercícios de estilo do que andar a deitar pérolas a porcos. Enterro este meu Álvaro de Campos, e sigo para a minha paisagem de Caeiro.

Pois, talvez custe ler isto, mas é mesmo assim. Muito Boa Noite.



(Desabafo de quem anda farto desta merda de país, no "Aventar", no "A Sinistra Ministra", no "Arrebenta-SOL", no "Klandestino", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")

publicado por TC às 00:59
21
Jun
09


Imagem do KAOS

Começa hoje o Verão e só me está a vir à cabeça uma expressão portuguesa que se encaixa nas que mais detesto, e é... "ser corno". Do meu ponto de vista, só lhe encontro uma vantagem: só se é corno uma vez na vida, todas as restantes são meras réplicas.

O Sr. Sócrates, que deambulou por Universidades fanhosas em tempos em que era fácil passear por lá e "ir fazendo cadeiras", o Sr. Sócrates, a quem insistem em hoje chamar Engenheiro, consta, que não vi, portanto, estou à vontade para falar, que quer agora passar por cordeiro manso. Ora isso do querer passar por manso comigo não pega, porque, com ele, já fui corno manso uma vez, e, como não sou pessoa de gostar de réplicas: quando mudo, mudo de vez.

O Sr. Sócrates, que nós descobrimos tardiamente ser um ser invertebrado, sem personalidade, com o caráter traumatizado por estigmas indeléveis, o "boneco de plástico", como muito bem então a Imprensa Española lhe chamava, quer agora fazer o número do bebé chorão, que faz "buá", sempre que é apertado. Acontece que a única coisa que eu lhe apertava com gosto era o pescoço, e rápido, sem ter tempo de ele poder fazer "buá".

O que eu escrevo tem a gravidade de poder ser lido e subscrito por milhões de Portugueses. Depois das eleições mais inteligentes de sempre, faz agora duas semanas, o Sr. Sócrates e o partido esfarelado, e vergonhoso, que ele criou deveriam ter tirado uma dramática conclusão: há votos que voltaram às bases, e nunca mais de lá sairão. Nunca mais haverá um Comunista a pensar que talvez haja um voto útil na "Esquerdice"; os oscilantes do PSD perceberão que agora não se pode nunca mais oscilar, e é enfiar os corninhos em baixo, e marchar, marchar, na direção da Castanha Pilada; do CDS, nada há a dizer: nunca sofreram tanto vexame continuado, como das áreas do Rato, e vai de aqui uma vénia ao Candal, que os ratos levaram para junto de sei, e que não faz cá falta nenhuma: inaugurou, há uns quantos anos, a política baixa do PS, ainda nem nós sabíamos que eles eram capazes disso, e lá epigramou um célebre Manifesto Anti-Portas. Espero que tenha na morrido na ignorância de que lhe faltava escrever um outro, bem mais vasto, o Manifesto Anti-Sócrates, sempre com a agravante de que o Portas fez, faz e fará o que sempre bem lhe apeteceu, nunca inventiu câncios, e não precisa de cortinas de fumo de banhos turcos, nem de vapores de "jacuzzis", para que não reconheçam a cara pública daqueles grunhidos... O Bloco de Esquerda, por sua vez, é um caso à parte: agrada-me que ganhe força, e que tome forma, para se poder assentar, calmamente, nas pastas ministeriais, pelas quais sempre ansiou: enquanto os Portugueses não tiverem essa espantosa visão, nunca acreditarão, pelo que espero que venha depressa, bem sabendo que lá sentirei a difusa sensação de ter perdido mais quatro anos da minha vida a pregar aos peixes.

O problema do Partido de Sócrates, outrora conhecido por "Partido Socialista" é um problema grave, porque mexe com a nossa idiossincracia, e nós não toleramos ser traídos. Somos um bando de filhos da puta, mas lá achamos sempre que os diferendos se poderão resolver, bem no limite da confusão, com uma palmadinha nas costas. Sócrates veio mostrar que não, e que estava mesmo a humilhar, voluntariamente e a agredir, cada um de nós e cada qual, e que achava ainda que estava a fazer bem, e repetia, e até pedia, com cara de cona mansa, que lhe dessem oportunidade de continuar.

Os Portugueses têm de perceber que, quando voltarem às urnas, não estarão a votar num P.S: estarão a votar numa associação criminosa que é capaz de fechar universidades, quando pairam suspeitas sobre diplomas por elas emitidos, que destrói provas e acha isso naturalíssimo, que telefona com ameaças e pensa que a isso se chama Comunicação Social, que gasta milhões a polir bonecos de plástico para palcos dos programas da manhã da TVI, que consegue subverter o Estado de Direito, para não levar a julgamento suspeitos de Pedofilia, que constrange, pressiona, e acha natural que se interrompam, paredes dentro, investigações internacionais sobre a vida financeira e privada do homem que goza do estatuto de Primeiro Ministro, entre um infinito rol de coisas mais.

As Novas Fronteiras, hoje em dia, são uma reunião da Camorra Napolitana, com a ressalva para um punhado de totós que lá esteja, e está uma, pelo menos, de quem eu gosto muitíssimo, e a quem peço, desde já, desculpa por este texto, mas os Portugueses tinham mesmo de ser alertados para que as "Novas Fronteiras" só atiraram mais dejetos cá para fora, na figura do pimenteiro Vitorino, a alegria das saunas "bear", mas mais uma das formas da infelicidade decadente de que este país se revestiu.

Eu quero ter a certeza de que..., quando..., se..., alguma vez..., me apetecesse votar PS, não estava a pôr a cruz na ponta do icebergue de associações secretas, que, na sombra, manipulam estes fracos fantoches de feira felliniana; não me apetece votar em traficantes de drogas e armas; quero saber que, de uma vez por todas, não estou, com uma cruz, a validar uma criatura, Vítor Constâncio, que, no mínimo, já devia estar demitido; não quero pensar em Educação, e imediatamente me aparecer à frente uma coruja frustrada, que nunca conheceu o pai, e era acordada, de manhã, na Casa Pia, com baldes de água fria, para ir fazer bordados para tristes recantos cheios de umidade: isso não é Educação, são os traumas de uma vida inteira, que nunca deveriam extravasar a dor de quem os sentiu; não quero saber de Valter Lemos, e dos crimes cometidos à sombra do Gang de Macau, nem da "Mariana-dos-lindos-olhos", que, quanto mais velha se torna, mais cobarde, vingativa e medíocre se revela. Não me apetece saber que há um Paulo Pedroso preparado para ir protagonizar um dos mais obscenos momentos da nossa Vida Pública, e sacar 2 a 3% de votos em Almada, desprestigiando, ao mesmo tempo, o Estado de Direito, a Democracia, e a Inteligência do Homem Comum Português. Quando votar PS, quero ter a certeza de não estar a validar os rostos da sombra de uma qualquer Loja Maçónica, que já o tinha decidido antes de mim, e a quem eu vou fazer o frete de fingir que valido, por sufrágio, uma decisão preparada nas trevas. Não quero mais ouvir falar de Ferro Rodrigues, nem de Carrilho, nem de Vital Moreira.

Comigo, estão muitos milhões de Portugueses, que votarão em qualquer coisa, desde que não se chame PS, já que o PS se tornou naquilo tudo anteriormente descrito, e tem hoje uma só uma cara, chamada JOSÉ SÓCRATES.

Este teatro de fim de estação foi um péssimo boneco, ou como diriam as más línguas, a única coisa na qual Diogo Infante o não soube instruir...

Enquanto não se livrar destes flagelos, há batalhões de votos que o PS terá perdido para sempre. Creio que, lá no fundo, haveraá quem disto saiba, mas, quando há um demente à frente de um Governo, todos nós sabemos que isto termina sempre num "bunker", com o Führer a disparar, contra sua própria vontade, contra uma testa que nunca valeu muito, e com o seu último venezuelano, nu, e de buraco na cabeça, a esvair-se em sangue do chão, da última despedida erótica.

Estes são os milhões de votos perdidos para sempre do PS. Com muita honra neles me incluo, ao assinar este texto, que quero lapidar.


(Pentagrama do adeus que agora é demasiado tarde, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

publicado por TC às 01:32

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