...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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29
Jun
10




Imagem do Kaos

O Augusto Santos Silva parece uma cadela nojenta, que, em tempos, deu o nó com a Lurdes Rodrigues, mas, depois de baldeado, aquilo rebentou, ficando ela com a cabecinha, e ele com os restos do pescoço... Quer isto dizer que, quando mandaram o cão de água português, para lamber as bordas da Michelle, já cá havia um sabujo, ainda mais rafeiro e servil, que devia ter ido, em vez dele, e não foi.

Eu sei que o Afeganistão tem as maiores reservas de ópio, e que, sem ópio, não há "cavalo", o que é fundamental para desmoralizar certas franjas da juventude, que, sem desvirilização, arriscavam-se a atacar o Pentagrama Mundial, ditado por Bilderberg: menos empregos, mais gente assustada, menos resposta, mais usura e mais miséria... para alguns.

A Cimeira dos G20, coisa que me interessa tanto como os golos da Seleção, na África do Sul, chegou a um consenso sobre um limite dos endividamentos das respetivas economias. Endividamento são números, e nesses números, não há qualquer margem para a balança das emoções reais em que tudo se move.
Eu explico: prefiro ter, nas mãos, um objeto que me dê prazer, e um buraco no cartão de crédito, do que ter o cartão de crédito, objeto que só me serve para me aumentar os prazeres, a zeros, e viver num vazio de emoções.
Eu sei que isto não é o cenário ideal, porque, na realidade, como Cidadão Europeu, eu deveria estar num Estado que me garantisse o suficiente para eu poder viver no grau de conforto que associo à Europa, porque, se assim não for, mais vale que vá para o Afeganistão, e ficar à altura da maneira como sou tratado, e esses G20, ou lá que merda é essa, em vez de andarem a fazer contas amealhadas, deviam olhar para os respetivos interiores e perguntar se tinham cumprido os sonhos de Igualdade, Fraternidade e Liberdade previstos pelo Iluminismo, e os indicadores todos de desenvolvimento humano que distinguem as sociedades avançadas daquelas que as avançadas não deixaram avançar. Aparentemente, numa lógica da estagnação, onde, quem já tinha de ter o que era para ter com ele ficou, e quem não tinha trata de o distribuir da forma mais desigual possível, o que não é crime, evidentemente, desde que não desiquilibre os défices.

Objetivamente, um russo mafioso pode acender um charuto do Fidel com uma nota de 100 dólares desde que esses 100 dólares não sejam retirados diretamente do Orçamento Americano, um orçamento de guerra, como nem Reagan, nem Bush II ousaram, e que é defendido pelo Nobel da Paz, grande organizador de bailes tribais, no seu Salão Oval do Quénia.
Sou grande apreciador de etnicidades, desde que não estejam à frente de uma das mais poderosas nações do Mundo, a comandar friamente o crime no outro extremo da Esfera, e a pedir ao Augusto Santos Silva que envie cobaias para as plantações do Ópio.

Os chamados "Americanos", na realidade, "riqueños", desesperadamente em busca de nacionalidade, alistam-se, para virem de lá sem uma perna ou duas, mas com as restantes americanizadas. Nós, Portugueses, felizmente não precisamos disso, e a história é ganhar mais uns milhares de euros, enquanto a barriga de retaguarda fica à espera de que o paizinho morra num bilhar de bombas, ou a despistar-se num caminho de cabras. O Augusto Santos Silva não pede mais, e felizmente que não, porque pouco mais temos para lhe dar.

Eu sei que os ortodoxos dirão que o Afeganistão está cheio de armas de destruição maciça, e está: basta que algumas levantem a burka, e mostrem os teclados desdentados, para imediatamente o pessoal se pôr a fugir...

Estão-me a perguntar onde é que isto encaixa no défice dos G20: encaixa e bem. Os países compradores de armas comprometem-se agora a não comprar armas nenhumas aos produtores, e os produtores de armas passarão a fazer diretamente plantações de ópio no Vale da Morte, para consumo interno e exportação, em vez de andarem a fabricar cada vez mais pernetas e mutilados, que a Michelle, a Maria de lá, costuma condecorar com um suspiro, como convem a uma ficção.
Suspíria.

(Quarteto dos G20 corridos com uma G3, no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:24
05
Jun
10


Imagem do Kaos

Hoje estou satisfeito, porque a televisão deu-me uma prenda lindíssima, e disse que "Obama estava furioso", com a BP.
Furioso, na Teoria dos Rancores, é uma coisa muito séc. XVIII, com sequelas pelo XIX, como aquela Violeta das Camélias, que ainda cantava, já a esvair-se em sangue, e as heroínas de Puccini, a rastejarem pelo chão, mas a soltarem ainda gemidos, em sobreagudos.
Tudo isto é Arte, e gosto de que Obama fique furioso, quando eu já não solto mais do que uns sorrisos cínicos, e ele estava furioso, porque uma empresa de petróleo lhe rebentou uma veia, e estava a despejar "gasoil" no Mediterrâneo Americano, enquanto, na Casa Branca, um Beatle, já senil, cantava "Michelle, ma belle", olhando para a chimpanza que agora faz o papel de First Lady na Paródia Americana.

Fosse o Bush, e teria caído o carmo e a trindade.

O interessante disto é que tem um lado científico, como Cameron bem mostrou, no seu "Avatar", e, para que o avatar Obama possa estar "furioso" é porque, num buraco qualquer, há uma multinacional, pior, um "Trust" de megaempresas, que tem uma alma qualquer a sonhar, com solavancos freudianos, enquanto o seu boneco caneco circula pelos palcos do Mundo.

Eu vou passar à explicação seguinte: a Europa é um Continente muito doente, que nunca se livrou do seu Maio de 68, e que continua a acreditar nas histórias da carochinha, desde que lhe cheirem a Maio de 68, uma coisa que tem atualmente cem anos de idade, e está tão em sintonia com a contemporaneidade como a esposa do Sr. Aníbal, de Boliqueime.

A América, e quando eu falo de América, falo dos Senhores da Sombra, que vão substituindo fantoches, umas vezes chamados Reagan, outras, Clinton, outra, Bush, e, agora, Obama, perceberam que a dinâmica do Desastre Mundial tinha de ser, aliás, como a Cartilha de Bilderberg ensina, chefiada por um condottieri de meia tigela que tivesse os ingredientes todos, para o resto do Mundo não rosnar. Tinha de ser de "Esquerda" (cof, cof, cof), não podia ser branco, tinha de ter humores, parecer um self made man, ma non troppo, e uma energia enorme, alimentada por uma desmesurada vaidade. Isso foi o que a "Empresa" decidiu, e lá enfiou a coisa do costume no casulo, fez as conexões cerebrais, e, do outro lado, houve um estremeção, e saiu aquela coisa feia, obscena e oca, a quem chamaram, na língua indígena, Obama.
Maa Obama.

A Europa, os selvagens que continuam a viver nas raízes da Grande Árvore de 68, adorou, e achou que vinha ali um Messias Caneco, baixou as calças, disse, anda, que hoje é grátis, engraçou-o, encrençou-o, cristiano ronaldizou-o, deu-lhe o Nobel da Paz (!), e deixou que o Avatar cumprisse o plano da "Empresa", aliás, elementar: tudo o que Bush sonhou, mas sem Bush, porque esse estava completamente desacreditado, como convinha, na construção de um qualquer cenário salvífico.

Os custos da produção de armas americanas atingiu o seu zénite; foram enviados para proteger as Rotas da Droga do Afeganistão mais futuros bocados de rapazes a menos; apalpou o cu à Rainha de Inglaterra, recebeu o Messias da Pedofilia, Ratzinger; foi pedindo desculpa; pôs os Americanos a pagar uma coisa que ninguém sabe o que é, mas fazia parte do seu Sonho Mexicano, e custava triliões... aos contribuinte; deixou que, no Alabama, por exemplo, se se suspeitar de que um tisnado é imigrante, tenha de mostrar "os papéis", como no tempo das SS, e a máquina judaica de propaganda deu os Óscares todos a uma das maiores merdas da História do Cinema, o "Estado de Guerra", realizado por uma qualquer Eisensteina, ou Leni do "Triunfo da Vontade" dos Bastidores de Obama.

Como todos os pavões, foi depois gozado na sua vaidade, e atiraram-lhe com manchas de petróleo, nos seus Armanis do Illinois.

A coisa não fica por aqui, porque o avatar Obama tinha, como missão, o assassinato, à queima-roupa, do mais velho sonho da Europa: uma moeda que rivalizasse com o dólar maçónico, e pudesse ser usada em transações mundiais.
As duas anteriores tentativas tinham falhado: quando o velho De Gaulle sonhou pôr o Franco Francês a ser utilizado como moeda de troca do Petróleo, os Senhores das Sombras exportaram-lhe de Berkeley uma revolução estudantil, que o fez fugir de Paris, e colocar a Île de France sob Lei Marcial, enquanto se esquecia da sua fracalhota moeda.
A História é dura, mas é assim.
A vez seguinte, já em pleno Euro, quando o criminoso Saddan Hussein teve a  mesma ideia, levou imediatamente em cima com um ignóbil enforcamento, e uma guerra sem fim.
Ou o Petróleo, e o Ópio, continuavam a ser pago em Dólares... ou nada.
Parece que os Chineses acabarão por negociá-lo em yuans, mas isso está ainda na forja, e será pós-obamiano, ou seja, quando já não restar pedra sobre pedra do Hemisfério Ocidental.

A senil Europa, enfeitiçada por um gajo que não é o tal Presidente Negro, do I have a dream, anunciado nos livros todos de profecias de Cohen-Bandit, porque preta é ela, e ele é só caneco, ou seja, misto de duas raças, às quais nunca serve em tempo inteiro, porque a genética tanto lhe dá para uma, como para outra, como estava previsto na encomenda do avatar à "Empresa", não percebeu que vinha ali o alien destruidor da Moeda Única, através de termómetros de bancarrotas, de dívidas públicas, de agências de rating e de merdunças afins, e continuou a abrir noticiários com ele "zangado", e a sua Michelle ma Belle, a Maria Americana, e a tribo toda invadida de avatares, porque Obama foi, tão só, o último, na sequência dos Berlusconis, dos Gordons Browns, dos Durões, dos Blairs, dos Sarkozys, das Brunis, todos eles corpos compósitos e geneticamente modificados de velhas almas de velhas sombras, que dormem nas profundezas da "Empresa". Quem não se avatizava, era polaquizado...

Das duas, uma: ou a Europa acorda, ou é acordada, e levanta as armas contra o mais perigoso inimigo que alguma vez lhe foi posto à frente. Aparentemente, continua entretida com o seu Verão Indiano, enquanto os produtores de armas criam as crises das Coreias, colocam em risco a ténue fragilidade da ponte entre o Ocidente e o Mundo Muçulmano, que é o Caso Turco, e se preparam para "passeatas" soissantehuitehardes, em lanchas, com jornalistas, fotógrafos, putas e realizadoras de cinema brasileiras (?). Falta levarem a Senhora de Fátima e o Mourinho, mas lá chegaremos. Países em bancarrota não deveriam ter tempo para ir passear, sem olhos, em Gaza, como poderia Huxley ter dito.Vão passear para terrenos de guerra, e sonham com apanhar com flores. Vieram de lá com as saias todas cheias de buracos. Israel já percebeu quem é Obama e a quem serve. Mordeu, por agora, as patas aos imbecis europeus.
Por mim, devia ter ido diretamente morder os... avatares, mas em plena Casa Branca...

(Afinal, o quarteto era de Obamas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:54
27
Jan
10



Imagem do Kaos

Tenho andado relativamente caladinho, porque a Realidade está a rodar a um tal ritmo que me tem custado digerir algumas das últimas efemérides.
A primeira, porque superlativa, refere-se ao Futebol coisa da qual não pesco um corno, embora saiba que passa por recrutamento sistemático de pessoal das barracas, branqueamento de capitais, através da "compra" (?) milionária de suburbanos de meio neurónio, para passarem de Clube em Clube, sem que ninguém perceba bem por quê, nem para quê, exceto para fazer rolar gigantescas massas de dinheiro duvidoso, vindo do tráfico da Droga, dos Corpos e do Plutóno.
Sei que a coisa mete subornos, muitos construtores civis, conúbios entre Câmaras e Mafiosos, circuitos de Putas e de Rapazes, importados clandestinamente, para pagarem favores de cama -- "fruta", como diz o Jorge Nuno, meu amigo de há longos anos -- e que isso vai gerando uma teia de corrupção, de rabos presos, que, geralmente, acaba em tiros pela noite, execuções sumárias e gente que desaparece.
Regra geral, como é preciso arranjar culpados, há um que está sempre de serviço, uns Brunos "Pidás", uns Mários Machados e, claro, o Vale e Azevedo, que está para o Futebol como o "Bibi" está para o "Casa Pia": sempre que há uma bronca, ele é o perseguido e castigado, para os outros poderem continuar em paz, a "trabalhar"

Socialmente, a coisa é mais elementar e catártica, porque é pretexto para que os mal casados espanquem as mulheres, sempre que o favorito perde, e para que se gere a enorme empatia homossexual coletiva, que vai desde os jatos de mijo comparado, dos urinóis públicos do estádio, ao balneário, e aos desejos, sublimados na cerveja, de mamar na picha mole do Cristiano Ronaldo, ou de sonhar apanhar no cu do Figo, coisas tipicamente portuguesas, e, portanto, naturais, daquelas que fazem o solzinho dançar, o país regredir e o casamento procriar.

A semana passada, eu, que não pesco boi de Futebol, acabei por ver, aliás, ouvir... acho que três das tais Escutas do Pinto da Costa.
Aquilo é de muito baixo nível, como os orgasmos da Clara Pinto Correia, os plágios do Miguel Sousa Tavares, ou a bandeira de croché, da Maria de Centro/Esquerda de Boliqueime, mas fez-me ficar, na boca, com um sabor a pouco, porque se aquilo são amostras, então o que seria a ementa completa?...
Isto parece humor, mas não é: ouve-se ali falar de pagamentos com "fruta", equivalente aos "robalos" de Armando Vara, e, para um leigo, como eu, em Futebol, da escolha (!) de árbitros, para condicionarem resultados de jogos, e do célebre currículo à força do execrável Mourinho, agente da Mafia Russa, entre outras preciosidades.

Para mim, cidadão comum, embora diferenciado, aquilo era matéria mais do que suficiente para desmontar a camorra toda, da qual Pinto da Costa é apenas um dos rostos mais reles e conhecidos, e aqui passamos já para um segundo patamar de gravidade: ou aquelas escutas são falsas, ou os tribunais que as impugnaram ou taxaram de "irrelevantes" são espaços duvidosos, não frequentáveis e que nos apavoram sobre a inexistência de um Estado de Direito, a definição de Democracia, e mostram que entre isto e as leis do Haiti pouca variância vai.
A coisa piora, quando nos recordamos que, em Portugal, não se fala de outra coisa senão de Escutas. Das do "Casa Pia", ficou a encenação de curtíssimos minutos, quando queríamos ouvir TUDO, aliás, no estado em que as coisas estão, e depois de ter ouvido o Jorge Nuno ao telefone, mais a sua Carolina Salgado, outra badalhoca, no nível da Maria Elisa, a ser entrevistada, eu, cidadão português, do séc. XXI, reservo-me o direito de ter acesso a todo este tipo de coisas, abafadas debaixo de uma capa sorumbática e lúgubre, chamada "Segredo de Justiça", que já se percebeu que é o nome que se dá à cortina de silêncio debaixo da qual "eles" têm tempo de maquinar e fazer ajustes diretos, para que tudo acabe sempre em... nada.

Lembra-se da "Moderna"?... Lembra-se da "Independente"?... Lembra-se do "Casa Pia"?... Do "Apito Dourado?"... Do "BPN", branqueado por uma boca da servidão, chamada Sónia Sanfona?... Do "Freeport", e das escutas mandadas queimar pelo Bode do Supremo Tribunal de Justiça?... Lembra-se de outras tantas coisas iguais, de que nos vamos esquecendo, no meio do permanente escândalo e perplexidade que nos vão provocando?...
Pois nós queríamos saber tudo, ouvir tudo, e ter o direito de nos pronunciar sobre este pantâno de lama e excrementos em que nos mergulharam.

O Primeiro Ministro Grego confessou que o seu País tinha ido à bancarrota por causa da Corrupção, que é o nome oficial que as coisas que atrás descrevi têm nas sociedades civilizadas.
Acho que ele tem razão, e ainda vou acrescentar algo mais grave: em Portugal, a coisa é muito pior do que na Grécia, e vamos vê-lo muito brevemente.

(Trio da "fruta", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:04
14
Jun
08
Imagem do KAOS
Por espantoso que pareça, depois de um glorioso "Dia da Raça", tivémos um ainda mais glorioso dia do Estampanço. Em 1830, Carlos X foi deitado abaixo, nas "Trois Glorieuses", mas os tempos são agora outros, e os Espantalhos de Bilderberg, como não têm ossos, nem dignidade, nem qualquer tipo de verticalidade, iriam precisar de "centaines de glorieuses" para serem deitados abaixo. Por mim, podem ficar: são como musas, e inspiram-me os melhores textos.
O primeiro bloco do encómio vai para o Povo da Irlanda, velha raça celta, e pátria de três dos mais brilhantes aforistas, cínicos e génios da Literatura Séria, Wilde, Shaw e Joyce. Gosto de pensar que tenho um pouco de cada um deles, e isso deve-se, certamente, a também estar entalado num recanto periférico, e estagnado, da velha Europa.
A Irlanda, hoje, provou que é possível devolver a Europa aos Cidadãos, retirando-a das garras dos fabricantes de futuros lassos, e entregando-a, de novo, à incógnita da Dúvida e da necessidade de reflexão. Os "fora" irlandeses, um dos países que, brilhantemente, "deu o salto", dentro da Família Europeia, imediatamente se encheram de textos de felicitações de todos os cantos do Hemisfério Civilizado, América incluída, e, curiosamente, caso lá queiram ir verificar, há um enorme cepticismo contra aquela "Coisa", equivocamente chamada "Tratado de Lisboa", que ninguém, no seu estado normal de sanidade mental se deu ao trabalho de ler, mas que, com a intuição e a gravidade que nos concedem milénios de maturidade continental e histórias atribuladas, sabe estar cheio de rasteiras, daquelas mansas, que se abrem quando menos se espera...
A minha expectativa cultural, política e económica é muito escassa: sou um mero cidadão europeu, residente em Portugal, futura região autónoma da Galiza, com Alcalde y tudo, a morar numa cidade que se desfaz por todos os lados, ao ponto de se terem de tapar as rachas, os rebocos desfeitos e os acabamentos precocemente envelhecidos com muitas bandeiras herdadas das festividades da República. O pior é quando chove a a bandeira fica reduzida à haste, e toda a desolação reemerge, impante e fatal, para nosso desconsolo de olhar sofrido e comum...
O segundo encómio vai para o KAOS, que andou, tal qual eu, na zona do não-vale-a-pena-mesmo-batermo-nos-por-mais-nada, e, de repente, camionionistas, o Saloio de Boliqueime, mais o Saloio da Cova da Piedade e o Saloio de Vilar de Maçada começaram a tremer nas perninhas de Pastéis de Tentúgal, e a coisa começou a transbordar.
Começou... e começou é uma das palavras mais frágeis que conheço. Eu, Iluminista, e por consequência, Europeísta, dou, de repente, comigo a celebrar estridentemente o fracasso de um pretenso "avanço" da Construção Europeia. Pois, mas a verdade é que, entre dois ou três meses, num súbito acelerar da porcaria, me chegaram subitamente rumores das tais alíneas que ninguém leu, mas LÁ ESTÃO, e vou exemplificar-vos: uma, central, é a da destruição do Sistema de Ensino. Paira no ar que Portugal poderá ficar medusado num patamar académico que não lhe permitirá dar mais do que Licenciaturas (de Bolonha), e os Mestrados e Doutoramentos vão ter de ser tirados... lá fora. Cá dentro, com a destruição da Coluna Vertebral da Formação mínima, arriscamo-nos -- e um dos grandes canalhas associados a isso é o escroque Valter Lemos, o da Reforma do Sistema de Macau e das golpadas dos Politécnicos... -- a poder apenas fazer a formação de "profissionais", gente habilidosa de mãos, para tratar de canos, instalações eléctricas, montagens de "Meo"s e "Netcabos", arranjo de motores de alta cilindrada, e acompanhamento de velhinhas alzheimerizadas, mas com brutas contas em certos bancos sérios... O resto vai para os colégios da fradaria e para aqueles que não sendo da fradaria têm nomes de Santos e geram a perpetuação das elites. Sem ofensa, ou.... aliás, com ofensa, não é por acaso que o Clã Soares anda a ampliar o seu "Colégio Moderno", bem para cima das velhas árvores da mamada, na Alameda do Campo Grande. Fosse viva a Amélia das Marmitas, e havia já grande escândalo de muleta, lá à porta, ó, se havia...
Em França, parece, já se sonha com percursos formativos alternativos, como as maravilhosas Novas Oportunidades, mas até coisas mais arrojadas, como dar diplomas em gares de metro e comboio, estações de serviço e átrios de Centros Comerciais (!). Para quem pensa que estou alucinado, pesquise.
A parte seguinte é ainda melhor: aparentemente, tudo eram favas contadas. Os Bilderbergers, depois de terem fingido que se iam reunir em Atenas, estiveram, afinal, muitos caladinhos, concentrados, há uma semana, perto de Washington, D.C., "Caput Mundi", para mostrar que a coisa, desta vez, ia mesmo arrancar para o duro. Com o indispensável Balsemão, seguiram "the next-ones", António Costa e Rui Rio, o que nada deixa de bom para os palhaços que os antecederam, um dos quais, ainda no lugar de Primeiro-Ministro da Bandeira de Conveniência Portugueses. Dia 1 de Julho arrancava a duvidosa Presidência Francesa, com Sarkozy, o mais perigoso de todos os políticos europeus, à frente.
Estes cavalheiros não brincam em serviço, e mandaram um dos nossos, ainda mais saloio do que os anteriores, para Saragoça, inaugurar o que se apresenta como uma festa, mas, curiosamente, é tudo menos uma festa: é a Expo-2008, cujo tema é a ÁGUA -- ouviram bem?... a Água -- que, depois da especulação sobre o preço dos combustíveis e dos alimentos, vai ser a próxima fronteira de especulação que esses filhos da puta, que estão a desmantelar a nossa parca felicidade, irão abrir. Suponho que o Bimbo de Boliqueime nos tenha representado decentemente, já que sobre o Referendo Irlandês "ainda não tinha opinião (!)", aliás, como dizem os homens do táxi, a única opinião que ele alguma vez terá é de que está à espera do fim do seu 2º Mandato, para levar mais uma reforma para casa. Não será com o meu voto, aliás, como nunca, em circunstância alguma, seria. Falta-me saber se a Maria, como noutras ocasiões, foi beijar a mão (!) da Rainha Sofia...
O grave, no meio disto, é mesmo a Água.
Já se imaginou, mergulhado num sistema, onde será levado a matar o seu vizinho, por causa de um copo de água?... Pois é o próximo "virtual/real game" para o qual você vai ser convidado, mansamente, sem que disso se aperceba, e com o tema a entrar "naturalmente" pelos meios de Intoxicação Social. Espere só que toque a sineta do tema, que nisso eles serão lestos, assim como você desconhecia que Bilderberg estava reunido em Washington. Malhas que o Império tece, e continuará a tecer.
Célebre ficou a frase, naquele ridículo debate parlamentar, entre a Moça de Vilar de Maçada e Senhora de Mota Amaral. Não havia debate: era um trocar de rosas, entre duas madames, com os mesmos gostos em tudo -- e aqui vou entrar nas inconfidências, mas, de vez em quando, tem mesmo de ser, lá me desculpem as fontes do Protocolo de Estado, de onde vem a informação... -- incluindo o tipo de enfarda... perdão, guarda-costas, sólidos, bem desenhados e capazes de esconder um segredo. Aliás, o debate era tão musical, e com aquelas vozes tão bem timbradas no feminino, que só me faziam lembrar o Duplo Concerto de Brahms, com a Tinhosa de Vilar de Maçada a fazer o timbre do violino mal contido, e a Virgem das Ilhas a do violoncelo já com os "esses" muito abertos e esgaçados, uma longa vida dedicada à Harmonia..., e foi mesmo nesse enlevo de alma, já a deixar antever o Centrão Seguinte que a "outra" se descaiu com "o Tratado ser muito importante para a sua carreira política..." Como mantemos uma relação amorosa muito profunda e antiga, imediatamente reportei o facto na "Wikipédia", como poderão confirmar no texto, e depois no "histórico" das alterações. Suponho que ele me irá agradecer eternamente, mas eu também lhe agradeço eternamente muitas coisas que impiedosamente tem feito a 10 000 000 que, como eu, estamos confinados à Cauda da Europa, e aos rasgos de humor da sua miserável soberba. Até a Câncio, essa insólita pendureza do nosso imaginário ali veio à baila...

Que se foda.
O ensaio geral das 65 (!) semanais avançou logo, e ainda nem o Tratado de Bilderberg estava em vigor. Sabe Deus que eu não sou do Bloco de Esquerda, e ainda mais sabe Sócrates que tem em mim um dos mais ferozes franco-atiradores contra a sua mentira, porque fui dos enganados que o pôs lá... Acontece, e paga-se, mas de ambas as partes, ó, se paga.
O carinho seguinte vai para os Sindicatos, que, como já aqui referi, estão incluídos, numa das oclusas alíneas do Tratado de Bilderberg, hoje chumbado pelos Povos Livres da Iralanda, não como representantes das classes que deveriam defender, mas como "cooperantes com os Governos". Procure, se quiser, e leia a Realidade recente, se tiver dúvidas...
O resto é o conselho de um espírito livre, Europeu, Português, na plena posse dos seus direitos cívicos, e com talento para a escrita, como é publicamente reconhecido: Sr. Sócrates, a quem tratam, piedosamente, pelo "Engenheiro", o Senhor já saiu desta arena muito debilitado politicamente, aquando do vexame da sua "Licenciatura", que tentou apagar da "Wikipédia", mas lá ficou, estigmatizada para sempre, como uma vergonhosa marca de fogo, indigna de um Chefe de Governo Europeu. Se tivesse vergonha na cara, demitia-se JÁ, como consequência do fracasso da jóia da coroa da sua carreira política (!), mas sei que vai continuar, por isso, lhe deixo aqui o conselho, maduro, pensado e lapidarmente escrito: o seu Ministro Amado, também conhecido, em certos meios, pelo "Homem da América" (a invenção não é minha, é dos tais... meios...), teimoso e ridículo como você mesmo, a galope daquele ser indescritível que preside à Comissão Europeia, defendem a continuação da ratificação do Tratado de Lisboa.
Estamos plenamente de acordo, mas, para que se cumpra a Europa da Cidadania, e se veja, se, por acaso, ela confirma, ou infirma, os objectivos da Europa dos Interesses, essa ratificação deverá passar a ser feita, um a um, nos restantes países, não em Parlamentos herméticos, mas Referendo a Referendo, para que possamos ter uma visibilidade final.
Muita boa noite, e parabéns por mais esta sua derrota.
( edição pentagonal no "Arrebenta-SOL", "A Sinistra Ministra", o "Democracia em Portugal", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )
publicado por TC às 03:00

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