...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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30
Set
10
Desde há algum tempo que assistimos à agressividade verbal de ignomínias em defesa ou conquista dos tachos pelos partidos. Não passam disso, para além de demonstrarem o desinteresse deles pelo país, pelos resultados obtidos.

A pouco e pouco o Pedro Coelho vai tirando a máscara de santinho carunchoso com que pretende enganar os incautos na óbvia intenção de lhes sacar votos, interesse único dos políticos de todas as cores, pelo que quem o julgava isento desse sofisma de certo já perdeu a ilusão ou é tolo. Aguardemos e veremos ainda a concretização dos restantes prognósticos sobre ele e o seu partido como anteriormente aqui expostos.

Ora se a máfia mais importante do partido degenerado anuncia há alguns anos a mudança de direcção do partido e que ele próprio afirmou várias vezes antes de ser padrinho daquela família, como acreditar ou mesmo até compreender que desde esse dia tenha mudado de intenção, como passou a afirmar. Só um falsário e impostor pode assim proceder. O seu propósito mais caro é o de alargar o fosso entre ricos e pobres, fazer cada um pagar pela saúde e descontar para a sua reforma.

Se assim não fosse, se fosse verdade que queria implantar um sistema de saúde solidário e universal completamente privado, de certo falaria nele e o explicaria abertamente, porque existe na Europa, como na Suíça, para o qual o estado não versa um centavo, salvo para os casos sociais, que nesse país se sabe serem poucos. Esse exemplo demonstra como um estado pode seguir uma política 100% capitalista, embora social e democrata. De certo que não é a um tal sistema a que o alarve se refere, pois que é um exemplo a copiar, mas demasiado democrático para o seu gosto e que diminui o fosso nacional entre ricos e pobres, o maior da Europa, causado principalmente pelos vencimentos da corja corrupta de políticos.

Após ouvirmos o Sócrates anunciar as suas medidas coxas contra a crise, algumas perguntas e observações têm lugar. Paralelamente, a seguir a cada tópico e em itálico, segue-se a análise do discurso do palrador do PSD após o anúncio destas medidas pelo Sócrates, em que algo simplesmente ressalta à vista. Não tinha a que se agarrar nem reclamações lógicas a apresentar, pelo que foi um discurso vazio, à toa, oco. Como reclamar eficientemente quando a maioria das medidas eram do seu agrado?

Um erro crasso foi o abandono dos investimentos do estado, pois que sem eles, no estado actual duma indústria quase inexistente, não haverá progresso financeiro e ajudará ao aumento do desemprego. Vê-se como as demonstrações de trabalhadores europeus insistem a este propósito por conhecerem que isto os empobrecerá. Também eles reclamam do dinheiro entregue aos bancos, enquanto em Portugal não só se faz isso como ainda os seus impostos não sofreram senão um aumento ridículo.

O palrador do PSD, em lugar de contestar o abandono dos investimentos públicos, que serviriam para algum lucro e evitar um maior desemprego, ainda queria que o estado abandonasse todos aqueles em que apenas participasse.

Ridícula, de 5%, foi também a baixa anunciada nos vencimentos dos que trabalham para o estado a todos os níveis. Esperava-se que se baixassem esses ganhos dos que mais recebem, alguns escandalosamente. Que os mais bem pagos sofressem um justa baixa na ordem dos 30%. São os que mais ganham que mais devem contribuir e não aqueles que menos têm.

O palrador do PSD aprovou sem mencionar que era ridiculamente pouco. Disse que havia mais onde cortar, mas ainda não foi desta que concretizou nem propôs. Melhor calado que repetir tal revelação de contrariedade por sofisma.

Seria também de esperar que os vencimentos dos políticos e cargos governamentais tivessem sido ajustados ao nível europeu proporcional. Se fizermos as contas como deve ser, os nacionais estão ao dobro dos países ricos europeus. De lembrar que as contas não se fazem como os burlões nos dizem: jamais se comparam directamente, mas a parte que representam relativamente ao custo de vida e à média nacional, isto em e para qualquer país ou caso.

Falar num ajuste dos vencimentos dos governantes, isso então nem pensar, pois que o partido espera vir a lucrar com esse tipo de roubo aos cidadãos.

Não foram tomadas medidas para democratizar o sistema de cálculo de pensões, como era a ocasião de o fazer, de modo a que tenha alguma semelhança com os dos países democráticos, em que existe um máximo e um mínimo. As pessoas podem receber mais, mas para isso contratam seguros e planos de reforma como também existem em Portugal. Não há justificação para que o recebam à conta da restante população.

O palrador do PSD falou muito, mais que os dos outros partidos (porquê?!), mas não neste problema por se tratar de assunto democrático, portanto sem sentido para um partido que hoje repudia a democracia.

O aumento dos IVA é injusto, mal aplicado por ser igual para todos, afectando sem distinção os mais ricos e os mais pobres.

O palrador do PSD desaprovou, como era de esperar, mas não fez qualquer referência ao aspecto democrático, evidentemente. Reprovou, mas não disse onde queriam que o estado fosse buscar o dinheiro. O Coelho tem berrado que nem um bode contra as despesas do estado, geralmente com plena razão, mas jamais apresentou um plano ou proposta à parte a tal redução ridícula dos vencimentos gerais de 5%, de que o governo se serviu por falta de melhor. Sem interesse político corrupto não se compreenderia também que os adeptos economistas portugueses que ouvimos contrariassem as opiniões de todos os seus colegas internacionais, sem excepção, os quais não se têm calado no sentido de se aumentarem os impostos. Como justificar a opinião destes economistas do PSD? Se o país não se encontrasse no lamentável estado económico em que está ainda se lhes poderia conceder algum crédito, mas sendo como é não têm o mínimo, pois que eles mesmos contribuíram eficazmente para o mal actual.

Alguém reprovou €10 milhões que o governo já começou a estoirar com as comemorações dos cem anos dos assassinos da carbonária?

A não esquecer que os recentes aumentos dos juros que todos pagam em Portugal se devem à ganância do Coelho e acólitos pela conquista dos tachos, que com a sua vociferação contra um aumento de impostos fizeram aumentar o descrédito financeiro internacional no país e assolaram os especuladores contra ele. Tão claro que nem necessita de detalhes justificativos. O Coelho sacrificou, assim, todos os portugueses à ávida mesquinhez do seu partido. Ninguém lerá a imprensa estrangeira, já que a nossa, em aberto conluio, só nos desinforma? Os corruptos sabem que os pacóvios os ouvem, babados, em lugar de se interessarem pela realidade.


Há ainda mais sobre o aumento dos impostos. O estado a que se chegou não foi por acaso nem se podia ter originado em meia dúzia de anos. Ninguém pediu contas ao Cavaco pela destruição da indústria, das pescas ou da agricultura, nem pelo roubo, desperdício e mau uso dos fundos europeus de coesão, precisamente destinados a evitar a crise actual. Em lugar disso, os papalvos demonstraram-lhe reconhecimento, elegendo-o. Por demais, todos os governos que se lhe seguiram apenas contribuíram, sem excepção, para agravar a situação em lugar de tentar salvar o país do buraco em que o Cavaco o meteu. Como sempre, ninguém prestou contas dos seus actos ao povo desmiolado que não é soberano nem mostra querer sê-lo. Se o povo renuncia a ser o soberano e se submete aos desígnios da corrupção e da ganância políticas, então que acarrete com as consequências, que pague o preço sem reclamar. Sejamos realistas: ou democracia ou aceitação das consequências, não só políticas, mas também económicas e sociais.

Visto as circunstâncias se manterem imperturbavelmente, como poderá a conclusão sobre este assunto variar? Ou se aceita o estado actual como consequência dum sistema que não é democrático ou se actua para provocar a mudança que se almeje e se creia necessária.

Como acreditar que algo mudará um dia, quando a população se esforça para a sua manutenção? Para que tudo se preserve eternamente basta continuar como até agora e ir votando nos mesmos, levando ora um partido ora outro ao governo para que se encham à vez. Não é isso o que eles pretendem? Não é por isso que se atacam mutuamente? Quando menos democracia, mais ouvimos os políticos. Quanto mais democrático o país, menos valor se lhes reconhece e menos importância tem quem estiver no governo, pois que o povo é o soberano que o controla. Num país democrático não existe tal expressão ridícula como «órgãos de soberania» visto que o único soberano é o povo. É um caso bem expressivo da «democracia» portuguesa. A imaturidade política ainda não permitiu que se compreendesse que, como em todo o mundo, sem controlo dos políticos pelo povo não pode haver democracia.

A igualdade democrática não pode ter lugar neste habitat. O fosso entre ricos e pobres e as enormes diferenças sociais continuarão os maiores da Europa e do mundo civilizado e democrático; a justiça podre perdurará e não se matará a galinha dos ovos de ouro da corrupção política, mas haverá paz social. Pelo que se observa só pode ser isto o que o povo português pretende. É também a opinião dos observadores internacionais sobre o país. Por isso que a aura que Portugal tem criado é absolutamente justificável. O presidente Roosevelt, dos EUA, disse uma vez «Se tiver que escolher entre a rectidão e a paz, escolho a rectidão.» Frase incompreensível para a mentalidade geral nacional de carneiros, corrupta e podre e com princípios e valores rascas concretizados na geração a que se deu esse nome no tempo da presidência do Mário Soares, os pais da miséria humana que hoje pulula pelas escolas nacionais, agridem os professores e não lhes permitem ensinar os seus desgraçados rebentos. Que esperar?


Adenda

Algumas horas após a publicação deste artigo, o Fundo Monetário Internacional confirmou a afirmação acima (já mencionada em posts anteriores) de que estas medidas adicionadas à suspensão dos investimentos iriam suspender, por sua vez, o crescimento económico e aumentariam o desemprego. Não era difícil de preconizar e para tanto bastaria usar o nosso próprio discernimento em lugar de emprenhar pelos ouvidos com os discursos dos impostores corruptos e o encobrimento sistemático dos vigaristas que tudo nos escondem e implementam a ignorância nacional, a jornaleiragem dos mérdias.


Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).

publicado por TC às 19:34
27
Ago
10

Se ele insiste, provavelmente somos de verdade, pois que aceitando as patranhas que nos enfia e a falsidade que revela temos mesmo que ser. Doutro modo, como explicar aceitarmos que sejam os mais pobres a pagar a crise?

Os mais pobres que paguem! O cobarde não o diz abertamente, mas as raras soluções que aponta não podem ter outro desfeixe. É a ideia de base a concluir do que ele fala quando menciona que o governo deve reduzir as despesas jamais menciona reduções nos vencimentos e todos os outros ganhos dos políticos, nas benesses, pagamentos de viagens, ajudas de custos (ex.: casos do ministro das finanças e da pega deputada que diz que vive em França), dos automóveis novos (este ano foram mais de M€ 75) para governantes e pessoal dos seus gabinetes, as mobílias renovadas a cada mudança de governo, acabar com as múltiplas instituições parasitárias e outros antros de roubo dos partidos, nem os ordenados monstruosos dos dirigentes de departamentos do estado.

Quantas centenas de milhões ou biliões não se economizariam se isto fosse posto em prática? Até hoje, nenhum imundo corrupto, político ou jornaleiro tocou neste importante assunto ou tentou apresentar cálculos sobre estas despesas (roubos) que tentam esconder.

Já se ouviu o Coelho fazer esta proposta ou outra similar? Afinal, ele não acordou e votou também com os outros oportunistas que apoiaram em uníssono (com uma única excepção) a tal lei dr financia,emto dos partidos para aumentar as suas fortunas, mas que felizmente o Cavaco vetou?

A enorme disparidade entre mais ricos e mais pobres, o fosso que os separa, de longe o maior na União Europeia, tem sido objecto da maioria dos e-mails de tema político que circulam pela Internet, o que revela a grande preocupação dos portugueses a esse respeito. Um deles, para ser curto, menciona

... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os norte-americanos;
- mais 22,5% do que os franceses;
- mais 55 % do que os finlandeses;
- mais 56,5% do que os suecos.


Já alguém ouviu o Coelho fazer a mínima referência a esta disparidade, uma enorme desgraça anti-democrática? O Sócrates, idem. Qual é a diferença entre estes dois neoliberais? Um mente com mezinhas em lugar de financiar a Seg. Social e a Saúde; o outro quer destruí-las por completo e cavar o tal fosso ainda mais profundamente. Entre o mau e o pior é só escolher.

Ninguém reclama com voz suficientemente forte e convicta. Estar-se-á à espera que os ladrões matem a sua galinha dos ovos de ouro? Que desgraçada mentalidade.

Precisamos de propostas efectivas e adequadas, não de criticas babosas dirigidas a desmiolados. Não pode ser esta a intenção honesta do Coelho, pois que se fosse não teria desperdiçado a ocasião de falar na justa baixa dos ganhos dos políticos e cargos oficiais e despesas correlacionadas. Fala apenas no ar, sem a necessária precisão. Nunca apresenta propostas honestas, adequadas, concretas e reais.

Já alguém o ouviu ter a mais genial ideia concreta que existe para diminuir o desemprego daqueles que trabalham? Ela é bem simples, basta seguir o que se passa em qualquer país com um mínimo de democracia. Pelo que se constata, em Portugal nem esse mínimo há. Correr com toda a canalha de parasitas partidários que assalta os lugares de administração do estado como se do espólio duma batalha ao estilo do Grande Khan se tratasse, a cada vez que o governo mude de partido e lá permanece até que outro partido tome posse dos tachos e mude as moscas. Fazer ocupar todos esses lugares por gente competente, por concurso público. Competente? Isto não condiz com político corrupto e inepto, pelo que poucos desses parasitas conseguiriam um lugar por concurso.

Os políticos só devem ocupar os lugares dos gabinetes ministeriais, ponto final. Porque é que é assim em todo o mundo e em Portugal os corruptos roubam os empregos à população? Porquê?

Já alguém ouviu o Coelho fazer esta proposta para diminuir o desemprego?

Sendo o estado o maior empregador a nível nacional, de certo que o emprego diminuiria sensivelmente para os trabalhadores e que a administração, dirigida por gente competente seria muito mais eficiente.

As suas críticas são despropositadas, mas mesmo que não o fossem não levam a lado nenhum. O que precisamos é de propostas sensatas, de soluções comprovadas que conduzam ao que os outros países alcançaram. Porém, o vigarista só ladra aos porcos.

Afinal, do Pedro Coelho, o mínimo, ou o melhor que se possa dizer é que não é melhor que os outros corruptos, que defende a corrupção e o abuso, que é um tachista igual. Enfim, um vigarista e aldrabão, um mentiroso e autêntica moeda falsa. O comum dessa gentalha a quem os pacóvios portugueses continuam a permitir que os roubem, aprovando as suas estratégicas lavagens cerebrais e marketing político selvagem dirigido a mentecaptos. Mentecaptos, por não terem nem a capacidade elementar de distinguir entre o útil e o falso, entre a realidade e a mentira, entre o conveniente e o que produzirá desgraça.

Em lugar de propostas bem formadas, o miserável vigarista de meia tigela pica as mentalidades atrasadas com o fantasma do aumento dos impostos, para assustar todos. Muito mais efectivo, fácil e que não compromete os roubos, ganhos ilícitos, impunidade e tantos outros tachos e privilégios injustificáveis de que o partido pretende sacar proveito quando estiver no governo (a sua galinha dos ovos de ouro), que lá chegará com estas ideias e desgraçará ainda mais este povo devido à sua imbecilidade, credulidade e imaturidade política e democrática. Mais um grande passo para trás. Pedro Passos Coelho, o homem dos passos para trás que volta para a toca.

Menos 5% e apenas sobre os ordenados dos parasitas – aventurou o infame aldrabão.

Vejam-se os seguintes artigos recentes e tire-se a conclusão sobre as suas mentiras e falsidades, sobre a podridão que ele esconde sob a sua máscara. Esclarecimentos sobre alguns temas bastante elucidativos que nos têm sido maliciosamente escondidos, como quanto tempo têm durado as constituições em países democráticos ou como os países europeus resolveram o problema do deficit da saúde, alguns há já quase vinte cinco anos, mas ninguém cá o sabe e por isso os políticos se aproveitam em nada fazer ou apresentam ideias escandalosas como o Pedro Coelho ou o Cagão Feliz fazem há muito e agora mentem negando descaradamente o que têm afirmado e apregoado em entrevistas.

  1. Atraso Planeado

  2. Grande Pata em Pequena Poça

  3. A Desgraça do PSD

  4. Sem Alternativa

  5. Discurso Vazio dum Sonso Vigarista

  6. Pedro Coelho Contra os Direitos Humanos

  7. Redução do Deficit Método Neoliberal

  8. Pedro Coelho Chamou Estúpidos aos Portugueses.
    Mais uma Vez. Terá razão?

Já alguém ouviu o energúmeno falsário apresentar soluções ou propostas concretas no interesse nacional? A única foi a da tal redução dos 5% a gozar os que estão a pagar a crise provocada pelos governos do Cavaco. Críticas desonestas e interesseiras apenas para os seus autores e sem propostas com soluções de interesse nacional, que as guarde dentro da comua.

Se os dados apresentados pelo Sócrates sobre a evolução da conjuntura económica são pura fantasia de aldrabão, a resposta do Coelho e a sua falta de respostas só podem demonstrar a sua irresponsabilidade e má fé. Sobretudo quando as suas críticas não são dirigidas aos autênticos crimes que o primeiro cometeu contra a sociedade. Porquê? Porque os planos do segundo são ainda mais destruidores. Não há escolha.


Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).

publicado por TC às 10:40
25
Ago
10

O mais falso, vigarista dissimulado, manhoso e obstrutor de medidas destinadas a reduzir eficientemente os crimes na estrada, que por isso os incentiva, assassinando os utilizadores, só pode ser o responsável máximo no alto da pirâmide, como em tudo.

O ministro do interior tem obrigação de zelar pela diminuição das mortes na estrada, mas o seu modo de abordar o problema está provado ser aquele que mais mortes poderá causar. Faz praticamente o contrário, em tudo diferente das medidas tomadas nos países europeus que na década de 1950 tinham um número de mortes dos mais elevados.

As medidas adoptadas foram de dois tipos. Civilizar as pessoas na condução e corrigir a sinalização de modo a torná-la informativa e simultaneamente adequada, tornando-a quase intuitiva, donde fácil de seguir, lógica e credível.

Em Portugal, no que respeita à sinalização, após os curtos ou longos documentários de erros, confusões e outras barbaridades que nos têm mostrado através dos anos, não se tem verificado interesse da parte dos responsáveis da sinalização nem mesmo pela fiscalização. À parte estes erros, existem outros não menos importantes sempre com a sinalização. São aqueles que convidam ao desrespeito dos próprios sinais. Entre estes destacam-se os limites de velocidade estupidamente afixados. Nos outros países a velocidade máxima é fixada com uma margem de 10Km/h abaixo da máxima sem perigo, como margem de segurança. Em Portugal, pelo que se observa, as velocidades máximas sinalizadas devem ser atribuídas de acordo com um lançamento de dados, ou então segundo a opinião de qualquer perturbado mental a quem o irresponsável do serviço se lembrou de perguntar que limite deveria fixar. Em alguns desses sinais, a disparidade entre o lógico e o afixado é verdadeiramente descomunal.

Que poderá isto originar nos condutores, senão a noção correcta de que essa sinalização não tem qualquer utilidade? Conduz-se sem realmente se saber a que velocidade se deve adaptar em circunstâncias com sinais de limites, pelo que na maioria dos casos não se dá a mínima importância ao sinal, a não ser que poderá haver alguma diferença do restante percurso, mas nem isso é sempre certo. A desobediência à sinalização é deste modo eficientemente favorecida e estimulada.

Que tem feito o ministério desse banha da cobra de ministro no sentido de corrigir a enorme quantidade de sinais nestas condições ou nas restantes acima mencionadas? Deste modo, tem prestado o seu melhor contributo para a manutenção das mortes, dos acidentes e de outras dificuldades com origem nestas causas. O alarve tem feito o contrário que se fez nos países para reduzir drasticamente as mortes na estrada e acidentes em geral. Está a matar as pessoas.

Quanto à outra parte, a do civismo e da educação dos condutores, jamais o assunto foi abordado. Pior, visto ser a causa número um da grande maioria dos acidentes e ninguém o mencionar, tudo leva a crer que até a polícia deva estar proibida de tocar no assunto. Nos outros países, as autoridades, associações e clubes automobilistas, anúncios em jornais e revistas, etc., jogaram forte nesse ponto para obterem os resultados necessários. Mesmo depois das grandes campanhas que produziram drásticas diminuições do número de acidentes, prosseguiram o esforço com lembretes sobre o comportamento na condução na óbvia intenção duma redução contínua. Sempre com êxito.

É este o fulcro da questão e a origem da grande maioria dos acidentes: o civismo e o comportamento de quem conduz, tanto na estrada como quando bebe.

É bem conhecido o ditado que em Portugal se encobre e que diz que «é na estrada que se vê o civismo dum povo». Pelo que todos os que conduzem conhecem, do modo como os portugueses em geral conduzem, dificilmente poderiam ser mais incivilizados e mal educados. Evidentemente, o civismo não se limita ao modo de conduzir, e a educação está patenteada em todas as situações da vida ou quase. Ao longo das últimas décadas, um povo política e democraticamente imaturo desenvolveu a crença aberrante e catastrófica de que democracia era fazer (ou poder fazer) tudo que der na gana de qualquer abrutado, em que os direitos dos outros estão sempre depois dos seus, muito depois; que só se devem respeitar os direitos alheios desde que eu faça o que me aprouver. Ora aqui está o princípio básico da má educação e da falta de civismo no seu mais puro estilo selvagem. Como quase todos assim se comportam, passou a ser a característica geral nacional.

Esta característica e os hábitos que a definem estão tão arreigados no espírito das pessoas que elas estão sincera e estupidamente convencidas de que são realmente democráticas e civilizadas. Foram assim amestradas pelas oligarquias políticas que aplicaram o princípio basilar do marketing, que diz «se tu és OK, eu sou OK». Traduzindo para política, «se te crês honesto, civilizado e cumpridor, mesmo que não o sejas, eu também assim pareço para ti, pelo que votarás em mim». A corja jornaleira procedeu de modo idêntico com a intenção de encobrir a podridão política concomitante com a de vender papel. De lembrar que, contrariamente àquilo de que esses mesmos nos têm querido convencer, de que a Abrilada foi a conquista da liberdade para todos, a realidade é que ele foi-o apenas para esses dois grupos, pois que a restante população nada ganhou com o golpe, basta ver o estado em que ambos em conjunto puseram o país.

Foi deste modo que um povo, na sua generalidade de bons sentimentos, honesto, civilizado (pelo menos para a época) e trabalhador foi moldado por esses dois bandos que o transformaram naquilo que actualmente são: uns pobres diabos miseráveis pedantes, pobretões por não terem cabeça para conseguir o que lhes faz falta, mal educados dissimulados, incivilizados e mesmo ladrões (até do material de escritório dos seus locais de trabalho se apossam). Não se compreende que reclamem pelo comportamento dos políticos, sendo como eles. Não foram todos criados por pais idênticos e em escolas idênticas. Por isso que não são iguais, mas idênticos. Isto tornou o povo no mais atrasado, incivilizado, calão e de maus fundos da Europa, não obstante crerem-se o oposto. Obviamente, sem reconhecimento do que está mal nada se pode melhorar.

Pelos discursos dos políticos, pelo modo como utilizam o marketing político e como disso se servem, sabemos que eles sabem o que vale população, pois que quase sempre conseguem enganá-la com sucesso e ela jamais consegue dominá-los nem obrigá-los a cumprir os seus deveres de procurarem o bem da população.

O mesmo faz o dito ministro do interior. Só que neste caso o resultado é mesmo mortes, centenas, milhares de mortes, de inválidos, de gente para sempre infeliz. As proporções são bastante variáveis, mas pode supor-se 1 morto para 4 feridos graves e 12 ligeiros. É o criminoso número um nacional por não tomar as medidas adequadas para reduzir o número de acidentes, como é seu dever. Estupidificante, nem os que ficam aleijados nem as famílias dos assassinados reclamam. Ridículo, apenas pedem dinheiro, como se tais calamidades pudessem, ser pagas.

Para o ministro-assassino, a culpa é sempre da velocidade ou do álcool e nada mais conta, mas isso é muito relativo. Quanto ao abuso álcool, é coisa que depende directamente do tal civismo, pelo que sem que a origem da falta seja devidamente reconhecida e atacada, nada mudará. Não é com o medo, nem com e a caça à multa, nem com os grandes espectáculos de circo de repressão para papalvo ver que algo mudará, que assim que os espectáculos diminuem de frequência tudo volta ao mesmo, a experiência assim no-lo conta. Sem civismo, todos os que bebem assim seguirão.

A questão da velocidade é absolutamente relativa. Os livros de estudo de condução dos países que primeiro dominaram a questão dos acidentes rezam que a velocidade deve ser relativa às condições de condução, do clima, da estrada e do estado do condutor e do veículo. É nisto que se baseia, por exemplo, a velocidade ilimitada nas auto-estradas alemãs sem que o facto aumente o número de acidentes. Nem todos têm capacidade para fazer a avaliação necessária, donde o limite em Portugal tem alguma justificação, embora haja outros factores a considerar.

Daí que dizer dum modo curto que a velocidade provoca os acidentes é só mencionar uma parte da história. O resto esconde-se. A sua relatividade, assim como o civismo, jogam mais uma vez o papel principal.

Uma sinalização correcta e logicamente concebida é essencial para a segurança rodoviária. O civismo, a base duma circulação mais segura e com menos acidentes da responsabilidade dos condutores , tem sido sempre preterido pelos políticos. O ministério do interior, por armar circos e o seu ministro fazer discursos babosos escamoteando os factos, sacudindo o pó do fato enquanto isso vai matando gente, é um assassino.


Sobre o mesmo assunto, aqui e algures:



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publicado por TC às 14:43
29
Mar
10
Durante o decorrer das eleições para chefe do bando de associação de criminosos conhecido como PSD, fomos assaltados pelas reportagens e pelos discursos paranóicos de ladrões à conquista dum grande tacho. Em Portugal, continua a crer-se que democracia é permitir aos corruptos que vendam a sua banha da cobra e se aproveitem de todas as ocasiões para fazer campanha política, seja sob que disfarce seja.

Não foi um caso isolado, é o costume com a mesma propaganda nojenta de todas as máfias oligárquicas políticas. Sob a bandeira das suas eleições, as alusões dos candidatos ao seu acto eleitoral limitou-se a pequenas, curtas e isoladas referências. O fundo expandido dos seus discursos baseou-se apenas em propaganda política de ataque a outros partidos, sem qualquer ligação com o evento. Aproveitaram a ocasião que lhes foi oferecida sobre uma bandeja pela jornaleirada imunda para pura propaganda partidária.

Que interesse tem para o país tal diarreia verbosa de banha da cobra e de marketing corrupto, impregnado de falsidades, da parte dessa canalha? Ninguém vai tampouco votar, senão os mafiosos. Portanto, nada do que fazem não tem o mínimo interesse por o povo permanecer completamente à parte do acontecimento.

Os sabichões e crentes mentecaptos que digam em que país democrático se passa semelhante palhaçada e abuso permitido aos políticos e aos jornaleiros? Em que país as eleições internas dos partidos ocupam a maior parte dos noticiários nacionais televisivos, já de si maiores que os de todos os outros países, para nos impingirem o seu excremento? Jornaleirada que em lugar de nos dar notícias, fabrica-as, fazendo tão frequentemente montagens para os telespectadores dementes. Dementes porque as aceitam e estúpidos por pensarem ser democracia. Em que país democrático se ouvem os políticos vender a sua trampa corrupta em todos os noticiários? Em que país democrático lhes é dado tanto tempo de antena?

Os jornaleiros insultam-nos com este procedimento e outros do género. Fabricam notícias e escondem o importante. Porque o importante para um povo que vive enganado é precisamente mostrar-lhe a realidade. Este procedimento, nas circunstâncias vigentes, é literalmente classificável como malvadez. Têm assim contribuído para os piores males nacionais: desinformação, dissimulação dos procedimentos condenáveis dos políticos. Consequentemente, têm engendrado a ignorância a nível nacional. Será, então, apenas malvadez ou algo bem pior e inqualificável?

O que se passa em Portugal – neste aspecto como em tantos outros – simplesmente não existe em nenhum país democrático. Contudo, ainda há embrutecidos que imaginam viver numa democracia. É impossível crer em tais balelas sem que se seja de verdade profundamente ignorante e atrasado. Nem se vê como são feitas as leis que permitem privilégios anti-democráticos, que garantem impunidade e irresponsabilidade face ao roubo e a decisões que desgraçam o país? Que dão direito às quadrilhas de se apoderarem do nosso dinheiro. Democracia? Onde? Aqui não, parvalhões atrasados que têm sido gozados através de décadas.

Este e outros artigos publicados nos blogs do autor.


publicado por TC às 19:00
10
Fev
10
A apresentação da candidatura do pior, mais ordinário, mais rasca, mais sacana e mais antidemocrático político nacional mostra o estado da mentalidade do povo. De outro modo, um animal que berra, gesticula e esperneia como um capado na Lavandaria Nacional, que mais mente e é impostor nas suas alocuções, que vomita as maiores irracionalidades, jamais ousaria avançar com tais pretensões. Aliás, foi o mesmo atraso mental, anteriormente citado, que o elegeu ao PE.

No enaltecimento ao seu partido ao anunciar a sua candidatura, obliterou completamente o que originou a miséria, a pobreza e a desgraça actuais. Como se destruíram as indústrias, a agricultura e as pescas. Como os seus pares enriqueceram roubando descaradamente os fundos europeus e extraviando o restante, provocando uma inflação de mais de 5%. Foi obra!

Tudo isto se passou enquanto os outros países aproveitaram os mesmos fundos para se prepararem para o futuro. A falha de Portugal neste ponto produziu a miséria que se conhece. Os paspalhos que viveram esse tempo já se esqueceram de tudo! Deixaram que lhes lavassem a memória e emprenham agora pelos ouvidos em lugar de usar a sua própria mioleira.

Acreditando na passividade dum povo embrutecido por uma jornaleirada desinformadora, tem razão em pretender poder ganhar a simpatia dos tolos.

Um facto é certo e a pouco e pouco os políticos o reconhecerão, pois que as circunstâncias o transformarão no seu interesse. Afinal, só os interesses deles para eles contam. A miséria que levou tantos anos a implantar-se não vai desaparecer por toque de varinha mágica. A miséria implantou-se para durar décadas, mais tempo quanto aquele que demorou a implantar-se.

Todos estes factos eram bem previsíveis na altura. Outras consequências seriam impossíveis dado o sistema que os governos do Cavaco seguiam. Não era preciso ter qualquer dote especial para o compreender, mas apenas não emprenhar pelos ouvidos, observar e comparar o que se passava em Portugal com os outros países. Parece que ninguém viu, mas isto foi escrito logo depois de ter acontecido e encontra-se há anos publicado na internet.

Portanto, o que diz o título do presente não pode ser considerado como uma novidade, mas apenas uma continuidade lógica e normal, tal como aquando da preparação da nossa miséria. Porque será que o povo tão atrasado prefere ser dominado pelas corjas de ladrões corruptos e desinformadores reles? Será por masoquismo?

Este e outros artigos também publicados nos blogs do autor (1 e 2).


publicado por TC às 21:45

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