...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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26
Nov
09
Após ter sido feita a tentativa de silenciar mais um...
...a sua publicação foi negada em Portugal...
...ninguém o vende (medo???)...
...mas o LIVRO do momento está aí.

O DISSIÊ SÓCRATES
Por António Balbino Caldeira

(Clica na imagem)

Comprem!

Divulguem!



Ao que parece a Amazon ainda não sofre pressões dos "durões" de Portugal.

Ainda há por este mundo fora Editoras livres.

Ainda há por este mundo fora distribuidoras livres.

Ainda há por este mundo fora Livrarias livres.

Ainda bem.
publicado por TC às 14:36
25
Nov
09
APANHARAM OS GAJOS...Copiado do Baninha
publicado por TC às 22:28
04
Abr
09
Na sequência do post «Freeport. Há pressões ou não?», referem-se três textos integrados no semanário Sol que vêm trazer algumas achegas às cogitações que o post poderia ter sugerido. Trata-se de Alberto Costa fez pressões em nome de Sócrates, Conselho Superior do Ministério Público vai abrir inquérito e Ministro da Justiça nega pressões sobre magistrados.

Como os crimes de corrupção não estão devidamente cobertos pela legislação vigente, apesar dos esforços feitos pelo então deputado engenheiro João Cravinho, e devido aos interesses dos políticos no poder, não é fácil confirmar os conteúdos daqueles três artigos, embora sejam inteiramente coerentes com a lógica dos comportamentos a que nos habituaram, dos atropelos à verdade, já no post bem visíveis, e aos interesses em jogo.

Ao contrário dos dois magistrados corajosos, há muitos servidores obedientes e reconhecidos que preferem ocultar a sua personalidade e dignidade a correr o risco de sofrer represálias. Para a maior parte dos actuais políticos, o pior risco é deixarem de merecer o apoio do seu dono (his master’s voice), porque isso os deixaria entregues à sua competência que vale zero (ou pouco mais), como diria por outros termos Guerra Junqueiro.

E um líder partidário no poder é tentado a usar e abusar desse pragmatismo dos seus servos, mais subservientes e interesseiros.

Este estado de coisas aumenta o valor intrínseco dos militantes que, apesar de tudo, ousam manter a dignidade, como temos ouvido a Mário Soares, Manuel Alegre, Manuel Maria Carrilho, Henrique Neto e Víctor Ramalho, os quais não abdicam da sua maneira de ser e da sua opinião pessoal sobre as realidades da política nacional e partidária. Não receiam manifestar as suas opiniões quando divergentes e politicamente menos correctas.

Um amigo enviou-me por e-mail a entrevista dada pelo advogado Dr. José António Barreiros que se transcrevo:

Entrevista de Dr. José António Barreiros a "O Independente", de 28/10/2005
Publicação verbojuridico, 29.Outubro.2005

José António Barreiros. O Advogado José António Barreiros quebra um silêncio de 16 anos e aceita falar sobre como demitiu, em Macau, o actual ministro da Justiça, na sequência de tentativas de pressão sobre um juiz feitas por Alberto Costa.

«QUISERAM PARA MINISTRO QUEM EU NÃO QUIS PARA DIRECTOR DE SERVIÇOS»

Qual a razão verdadeira por que demitiu Alberto Costa em 1988 do cargo que ele
desempenhava em Macau, director dos Assuntos de Justiça?

A razão verdadeira é a que está escrita. Achei que estava quebrada a confiança pessoal,profissional e política na pessoa dele e que a Administração Pública de Macau não podia conviver com um tal dirigente, que tinha tido uma "conduta imprópria" como a dele. Isto mesmo face aos critérios de Macau.

Mas o governador Carlos Melancia revogou o seu despacho.

É verdade, mas não na parte em que o demitia, só na parte em que eu dizia por que o tinha demitido. Foi uma situação única, caricata, mas sintomática. O governador parecia incomodado com o que eu dizia no despacho de demissão. Mas o que eu escrevi na fundamentação do meu despacho foi a mera cópia do que concluiu o inquérito disciplinar que ele próprio mandou instaurar: que Alberto Costa tinha contactado o juiz, à revelia da tutela, alegadamente para o elucidar sobre os aspectos técnico-jurídicos e económicos do caso; e esclarecimentos que, em seu entender, justificariam uma revisão da sua decisão ou decisões sobre a situação prisional dos arguidos e, eventualmente, a sua cessação e subsequente soltura.

E porque haveria o governador de estar incomodado, a ponto de se dar ao trabalho de
revogar a fundamentação do seu despacho, mesmo não revogando o despacho?

É uma longa história. Mas uma coisa boa resultou para Alberto Costa desta actuação bizarra do governador: que ele, recorrendo para os tribunais administrativos do despacho do governador, que o demitia sem fundamentação, ganhasse a causa, com razão, e fosse contemplado com uma lauta indemnização. Bem lhe pode agradecer.

Mas de que história se tratava?

A história que toda a gente veio a conhecer e com a qual ninguém se incomodou: o processo em causa desembocava, então, nos meandros da aquisição pela empresa Emaudio de uma participação no milionário negócio da televisão de Macau. Ora, se pensarmos em quem eram os sócios da Emaudio, os interessados e os beneficiários no negócio...

E quem são?

Não me peça pormenores. Tudo isso faz parte de uma história a que ninguém quis ligar, em que todos, hipocritamente, viraram a cara para o lado. Digamos, o senhor Robert Maxwell, que está sepultado no Monte das Oliveiras, em Israel, e os seus amigos portugueses. Grandes amigos e amigos grandes.

Envolvendo...

Envolvendo quem estava no negócio e todos aqueles que tinham a obrigação de se terem
preocupado com essas e outras questões que vieram a seguir e que as deixaram passar em claro, mesmo quando foram escândalo público. Eles estão aí.

Acha que Alberto Costa estava ao serviço desses interesses?

Não tenho que achar o que ninguém achou. Ele disse que tinha ido falar com o juiz para esclarecimento técnico-jurídico recíproco, a nível académico, e sobretudo face a
"perplexidades" de amigos dele, um dos quais, segundo ele denunciou, assessor da
Presidência da República. Pelo que, no seu entender, tudo se passou numa base de
amizade, confiança pessoal, etc.

Mas o juiz não considerou isso...

Pelo menos na manhã seguinte queixou-se por escrito, por envolver um funcionário sob
minha tutela. E tinha Costa ido, por duas vezes, como cidadão ou como director, falar com o juiz - não foi falar com um amigo mas sim com um juiz em funções - por causa de um processo-crime a seu cargo em que havia duas pessoas presas preventivamente. Aliás, o juiz não era amigo dele. Ele é que vinha por causa das "perplexidades" dos seus próprios "amigos". Enfim, eis uma curiosa maneira de considerar a magistratura: considerar normal que um dirigente da administração pública fale com juízes com processos com presos a cargo, para os fazer rever decisões nesses processos e depois dizer que isso foi feito a nível académico e a título particular. E foi isto o que sucedeu.

Abandonou o PS por causa do caso Alberto Costa?

Sim. Escrevi uma carta a Vítor Constâncio, então secretário-geral, a relatar o que vi em Macau e, ao regressar, onde andavam muitos socialistas e ao que andavam. Nem tive resposta. Ou melhor: o chefe de gabinete dele respondeu-me a dizer que o PS "nada tinha a ver com Macau"! Hilariante.

E o PS tinha a ver com isso?

Não sei se deva confundir o PS com os negócios, os interesses e as ambições de certas
pessoas, por mais bem colocadas que estivessem dentro do partido. O PS foi, aliás, o único partido em que estive, inscrito em 1974 por proposta de Francisco Salgado Zenha. Desde que saí não voltei nem voltarei a qualquer partido. Concorri a Sintra pelo PSD, mas como independente. E hoje estou a anos-luz da política e destes políticos.

Mas ficou agastado com a história...

Não tinha que ficar. A consequência directa de ter demitido Alberto Costa foi ser demitido Pelo Presidente da República, Mário Soares, alegadamente a meu pedido. É verdade que foi a pedido: não queria continuar. Mas é também verdade que já ninguém me queria ali. Cada um de nós foi - desculpe o óbvio igual a si próprio. E não pense que tive orgulho no que fiz. Tive vergonha de ter de conviver com isto e de assistir ao que se seguiu.

Mas o que se passou na realidade?

O inquérito disciplinar mandado instaurar pelo governador considerou que a conduta de
Alberto Costa não integrava uma "pressão sobre magistrado", de onde não era fonte de
responsabilidade disciplinar ou criminal mas uma simples "conduta imprópria" da parte dele. Claro que o hoje ministro tenta desvalorizar a conclusão do inquérito dizendo que é uma simples" opinião". Isto na parte em que diz ter sido uma conduta imprópria da sua parte, porque quanto ao resto - o não ser infracção disciplinar - já acha que é o seu certificado de boa conduta. Do que ninguém se livra é dos factos.

Surpreende-o vê-lo agora ministro da Justiça?

Já poucas coisas me surpreendem. Mas, ao ter visto na altura que no rol de testemunhas de Alberto Costa no processo disciplinar estavam Jorge Sampaio, Jorge Coelho, Jaime Gama e António Vitorino, percebi logo o que ainda hoje entendo muito bem: aquele rapaz tinha futuro na política. Um grande futuro.

Mas eram testemunhas abonatórias...

Claro, e numa fase em que o processo nem sequer acusação tinha. Eram pessoas que,
segundo ele, podiam testemunhar o seu "perfil moral, profissional e cívico". Por isso indicou também dois juízes e um procurador-geral-adjunto.

Quem?

Acha que isso interessa?.. Note, eu não quero confundir. Uma coisa são os amigos
"perplexos" do dr. Costa, por causa dos quais ele foi falar com o juiz, outra as pessoas que se prestaram a ser citadas como testemunhas de carácter. Houve quem me escrevesse depois a explicar-se, alegando que não sabia ao que ia. Felizmente guardo tudo em lugar seguro, o pior dos quais ainda é a minha memória.

Seja franco, pensa que ele tem perfil para ser ministro da Justiça?

Quiseram para ministro quem eu não quis para director de serviços. São critérios. Mas o problema não é ele ser ministro agora. O problema é ele ter sido deputado, ministro da Administração Interna e sei lá mais o quê. Acho que quem permite isso e com isso coexiste que responda. Eu respeitei-me, demitindo-o. Ponto final.

Não pensa que isto está agora a ser agitado por causa da greve dos magistrados?

Não imagino o seu jornal ao serviço dos grevistas... Acho que isto preocupa muitos
magistrados, o saberem o currículo do ministro que lhes coube desta, embora alguns
"quadros" tenham uma postura mais complacente...

Está a referir-se a quem?

Aos que gostam, a nível sindical, de negociar com dirigentes fracos ou enfraquecidos. Esses,quando dialogam com o poder, fingem ignorar os defeitos e exaltam mesmo discretamente alguma virtude, na mira do melhor para as suas reivindicações...

Isto aconteceu há muito tempo...

Isso de Macau, pois a complacência com a criatura é de hoje. Pois foi. Aliás, curiosamente, no "site" do Ministério da Justiça, S. Exa. omite esta sua função de director do Gabinete dos Assuntos de Justiça em Macau, de que o demiti. No "site" do PS é que vem esta parte do seu currículo. Muito interessante, não acha?

Posso perguntar-lhe por que motivo aceitou falar agora?

Porque, finalmente, a nível dos factos, se sabe agora tudo - e está tudo documentado -, para que quem quiser julgar julgue por si. A revelação pelo blogue Verbo Jurídico do acórdão do Tribunal Administrativo é o ponto final. Nada fica à mercê de especulações. Percebe-se enfim quem é quem. Alberto Costa escreveu um dia um livro a que chamou "Esta não é a Minha Polícia". Eu, que ando pelos corredores da Justiça, posso dizer: este não é o meu ministro. Só que sei porquê - e explico. Neste momento talvez seja uma boa altura para se explicar. Talvez haja quem, finalmente, queira ouvir, pelo menos parte da história. Não é que algo mude. É só para não fazerem de conta.

Um outro amigo enviou este texto:

O ministro Alberto Costa é um indivíduo cujas declarações não merecem credibilidade. E explico porquê.

Há uns anos a esta parte, quando foi ministro da Administração Interna, houve um problema grave em Évora com a PSP, ligado ao envio para prisão preventiva, para junto dos restantes detidos, de um guarda que, em perseguição de gatuno, através de disparo que fez ricochete no chão, acabou por lhe causar a morte.

Os polícias fizeram uma manifestação junto ao tribunal, o que originou que a juíza se enchesse de medo e recusasse sair das instalações, dando como resultado a recusa por parte dos polícias de andarem armados.

O dito ministro, convocou o Comandante Geral da PSP - Ten.Gen. Gorge Gabriel Teixeira (nessa altura ainda não era Direcção) e deu-lhe instruções para ir a Évora resolver o assunto (o que não era preciso, pois que ele já tinha decidido lá ir) e bem assim, que lhe apresentasse uma PROPOSTA sobre a actuação da PSP, dentro de 3 dias.

O assunto foi resolvido em Évora e dentro dos 3 ditos dias, o Comandante Geral dirigiu-se ao MAI para apresentar a Proposta pedida.

Só que foi recebido por representante do ministro, que o informou não valer a pena pretender falar com o ministro para apresentar a Proposta pois que o ministro já despachara... a sua exoneração do Comando da PSP.

Como acreditar num sujeito destes ?

M.G.
publicado por TC às 19:00
06
Fev
09
Image KAOS
É meia-noite e é hora da historinha para adormecer internautas.
Era uma vez um passarinho -- eu devia ter ido para ornitólogo, porque há sempre uma história que me chega através de um passarinho... -- e esse passarinho contou-me que esta porcaria toda, em redor de Sócrates, não é senão o princípio de outras ainda piores, que aí vêm.
Não, o passarinho não se chama Felícia Cabrita, porque essa tem uma envergadura de asas que não faz mesmo nada o meu aviário, mas vamos supor que eu tinha estado numa capoeira... não, capoeira também é uma imagem muito feia... pronto, vamos esquecer o passarinho,
"consta-se de que"
o badochas a quem chamam "Senhor Engenheiro" adora uma das coisas que eu mais detesto: dinheiro, e que, à pala de adorar dinheiro, disse-me o passarinho, está metido em muitas mais trafulhices do que esta do "Freeport", e aí já a história me começou a interessar. Aliás, o tom das coisas, ultimamente, com os figurantes do costume a meter os pés pelas mãos, e os disparates a sucederem-se a um tal ritmo que só seria possível num país de analfabetos, Novo-Oportunizados e Licenciados "Independentes", já deixava antever isso. E incluo nesta crítica o Sr. Manuel Alegre, que devia voltar rapidamente a Argel, e converter-se ao Islamismo, deixando terreno livre para gente nova, de quem tanto andamos ávidos.
Eu tinha uma teoria, melhor, uma hipótese, que agora ganha corpo de tese, e que é a seguinte. Como se costuma dizer, cão que muito ladra não morde. Ora, desde que ganhou corpo a monstruosa coligação de interesses, despudor e falta de nível a que se resume a atividade do Governo do Senhor "Engenheiro", com o diário lançar de suspeitas, insultos, chantagens, desacreditações profissionais e de classe, pessoais, minúcias "ad hominem", cartas anónimas, incitamentos à delação, à coação, à pressão superficial, epidérmica, e, depois, dérmica, óssea e subliminar, à perseguição cirúrgica, enfim, a todos estes pequenos confortos a que a História, em breve, resumirá o período negro, designado "Socratismo", sempre tive uma suspeita, que era a seguinte: só alguém, que vive sob a pressão do Medo, se atreve a desencadear um processo tão vasto de desagregação dos niveis mais elementares de civismo, de dissolução dos elos de solidariedade para com o próximo e de desacreditação de tudo quanto ainda tinha um mínimo de dignidade ética, numa sociedade já tão fragilizada como a Portuguesa. Por outras palavras, Sócrates e os seus sequazes eram uma mentira a prazo, com diversas espadas de dâmocles, suspensas sobre o seu destino político e humano, e, portanto, convinha-lhes lançar, sobre uma população inteira, a suspeita de que quem estava a viver à margem da lei, que era imoral, oportunista, era ela, e que, portanto, devia ser PUNIDA.
Ora, por acaso, só uma estreita fatia da nossa população, graças a deus, passou pelos baldes de água fria da Casa Pia, como a Sinistra Ministra; nem todos têm, na consciência, o peso de terem tirado um curso à pala de postalinhos e "angústias" confessadas a criminosos com poderes de emissão de diplomas, e muito poucos de entre nós têm força para pagar páginas de revistas e de jornais, a fingir que a nossa sexualidade, seja ela qual for, não é a que é, mas a que nós gostaríamos que fosse, e ainda menos têm influência e atrevimento para telefonar para jornalistas, ameaçando com sanções, caso venham a público os pequenos/grandes podres do nosso passado.
Não, isso são tão-só maneirismos de minorias, e tão-só numa sociedade doente podem passar impunemente, a coberto da pretensa validação de maiorias absolutas.
Claro que quem está a teclar estas palavras é uma pessoa que pertence às "Forças Ocultas", tem as costas muito bem protegidas, recebeu rios de dinheiro do BPN para emitir opiniões falsas e falaciosas, e está, como nunca foi atingido em nada da sua dignidade pessoal, profissional e cultural, a desencadear uma campanha gratuita e maldosa, cuja única finalidade é atingir a figura do Primeiro-Ministro, pessoa exemplar em tudo o que em si contem; caráter, currículo e postura política.
Até nisso o Cidadão Sócrates teve azar comigo: pertenço àquela larga fasquia de idiotas que, com o seu voto, o colocou no lugar em que colocou, e é dessas pessoas que ele mais deve temer o discurso, as críticas e a oposição cerrada. Na sua maioria, não são nada para além de mentes com o dom de pensar e escrever, e dotadas de uma qualidade que se chama juízo moral, coisa velha, desde Kant, mas que não perdoa: uma vez atraiçoadas, atraiçoadas para sempre, e, quando vêm à liça, não é porque tenham qualquer prazer sádico, como este Governo demonstra ter, em cada um dos seus atos ofensivos do Povo Português, mas, sim, de que a nós próprios concedamos o direito de repor, interiormente, um equilíbrio, que permita a nossa sanidade pessoal, e nos permita continuar a existir, enquanto seres sociais e com devir.
Simplificando: é um facto que cometemos um erro politico, e fomos enganados numa opção eleitoral. Pretendemos, portanto, abrir agora espaço, nesta arena de sufoco, para que a alternativa e a reposição da legalidade, política, moral e emocional, se tornem possíveis.
A História mostra que nenhum tirano é eterno, nem nenhuma mentira duradoura o é para sempre.
A segunda parte desta reflexão vai para coisas mais pragmáticas: evito, por razões que se começaram a tornar evidentes, frequentar a televisão, ou coisas afins. Hoje aconteceu, por acaso, cair num daqueles programas que abomino, a "Quadratura do Sistema", a qual, já por si, é um produto inquinado do Debate, já que só tem três pernas, numa panóplia política onde existem cinco. Como diriam os canónicos Comunistas, trata-se de uma mesa redonda de "Direita", queira lá isso dizer o que disser, mas a verdade é que o espetro político ali se esgota no PS.
Isto, todavia, eram apenas os preliminares, porque o que verifiquei é que o tom da linguagem, as tergiversações, as temáticas, o nível insidioso, a mergulhar no pessoal se pareciam muitíssimo com o praticado no "Braganza", desde que, no início de 2006, veio subsituir o Blogue Eleitoral, anti-Cavaco, "The Great Portuguese Disaster", por sua vez, com origens em 2005.
De repente, e para surpresa minha, vejo o "tisnado", da Câmara de Lisboa, a falar de insinuações sobre as relações de Sócrates com um qualquer -- que toda a gente sabe que não é um qualquer, mas um canastrão de nome bem conhecido na nossa praça... -- ator, e mais um diploma que foi manchado (?), quando qualquer pessoa com formação em Engenharia sabe que as notas, tiradas noturnamente, pelo discente de Vilar de Maçada seriam impossíveis, nos Cadeirões em que ele as sacou, e etc. e tal, ou seja, de repente, o debate político, por mau que já fosse, ainda conseguiu descer ao nivel da linguagem mordaz, satírica e acusatória que aqui praticamos.
Qualquer um outro se vangloraria de ter conseguido impor um estilo de pronúncia, que tivesse alastrado à Coisa Pública. Eu só o lamento, porque não foi a linguagem nem a permanente chacota que, de repente, se tornaram sérias, mas o patamar da Política que drasticamente desceu, de tal modo, que se conseguiu posicionar no nível da nossa permanente caricatura.
Foi um gato que fedorizou.
O restante deste texto, para que se não prolongue muito, vai regressar ao factual: a semana passada, a "Lux" -- acho que era a "Lux" ou uma porcaria semelhante -- trazia, em primeira página, que "Sócrates se refugiava, em plena crise, nos braços da namorada (!)"
Qualquer pessoa que conheça um punhado de bichas bem informadas -- e eu eu conheço umas duas ou três, tipo peso-pesado -- sabe que essa história da "namorada" é chamar abertamente imbecil ao português comum, o qual não tem, e não deve ter, de suportar toda a casta de histórias que circulam sobre as "performances" sexuais de Sócrates, que até parece serem muitas, variadas, incontroláveis e alheias a mulheres. Está no direito dele. Não está é no direito de que isso suba ao patamar do debate político, nem de que páginas inteiras de revista recebam o sermão encomendado de contar falsas histórias da carochinha. Certas mulheres, a soldo, prestam-se a tudo, mas isso é um problema delas, e nós também já tivémos disso na nossa flutuantente equipa. O exemplo oposto é a nova Primeiro-Ministra Islandesa, lésbica assumida, coisa que só honra as sociedades avançadas: nenhuma sombra de segregacionismo, sobretudo sexual, e toca a andar.
A cereja, todavia, terá agora vindo numa dessas novas revistas-cor-de-rosa -- não sei o nome: foi a Laura "Bouche" que me telefonou, a dizer que isso andava por tudo quanto era bancada de jornais -- onde o Sr. Sócrates era apresentado como o novo Cristo do Sofrimento, o Bom Jesus de Vilar de Maçada, com umas coisas inconcebíveis, um autêntico desgraçado, perseguido, com a irmã morta, só deus sabe em que azar, a mãe cega (?), um tio encontrado amarrado numa cadeira, morto, e com as calças pelos tornozelos (!), enfim, tudo isto ao nível da comoção da varina, o que me leva a crer que, quando a máquina de propaganda se presta a descer tão baixo é sinal de que enormes petardos estão aí, em vias de estoirar.
Por acaso, coincide com o que o tal passarinho me disse.
Talvez seja no sábado, quando os grandes semanários lançam as suas bombas.
É bem feito: quem com ferro mata com ferro morre.
Em tudo isso, o que me inquieta, dado o estado de desastre do país, e o que mais me preocupa, é ter de urgentemente começar a pensar antecipadamente em quem é que vou ter de votar, mal esta porcaria expluda. E quando aqui digo "eu", na realidade, estou a pensar num outro plural... nós.


(Desabafo pentatónico, no "</span>Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

publicado por TC às 02:00
02
Fev
09
Imagem do KAOS
Sim, é verdade que tenho andado muito caladinho, e isso é sempre péssimo sinal, mas desenganem-se os farejadores de escândalos, porque, como cavalheiro que sou, desta vez, tenho estado a cumprir voto de silêncio, por respeito a uma pessoa, que muito admiro, e que é Dona Adelaide Monteiro, ex-Pinto de Sousa, abençoado ventre que concebeu sem pecado o (ainda) Primeiro-Ministro de Portugal.
O meu conhecimento de Dona Adelaide é bastante antigo, acho que ainda vem do tempo da casa da minha avó, Av. Almirante Reis, em que um dia tocou aquela saudosa campainha, e eu vim espreitar pelo ralo: eram duas simpáticas velhinhas, tipo a irmã do Cesariny, e, quando abri a porta, uma delas disse-me logo: "Sabe que o Mundo vai acabar?...", e eu -- a gente, nestas circunstâncias, nunca sabe que o é mais polido responder... -- disse, "pois", e imediatamente derivei para uma pequena palestra de astrofísica, sei lá, a de que de aqui a não sei quantos milhares de milhões de anos, o Sol, uma anã-laranja, da Classe G2, iria abandonar os arredores da Sequência Principal, e começar a derivar ainda mais para os extremos, deixando de consumir Hidrogénio e Hélio, e passando a devorar Carbono, e coisas ainda mais indigestas, tornando-se numa Gigante Vermelha, e expandindo o seu perímetro algures para entre a órbita da Terra e de Marte, o que queria dizer, mais coisa menos coisa, que era o mesmo que ficar a viver perto de um forno crematório, mas não do lado de fora da porta, mas mesmo de dentro...
Acho que a velha não gostou da minha história, sobretudo quando eu puxei a coisa para o lado político, e lhe disse, acintosamente, "claro que, nessa altura, a não ser que haja algum político filho da puta que se lembre de estender a idade de reforma indefinidamente, nem eu, nem as senhoras cá estaremos..."
Confesso que nunca compreendi a expressão que se lhe espelhou no rosto, e só alguns anos mais tarde me trouxe uma resposta elementar, tipo a Sovenco, onde foram sócios fundadores Sócrates, Vara, a Felgueiras, e um outro camelo, que vendia cartas de condução, e que constituiu explicação para toda a Metafísica Futura.
Mais tarde, sempre que mudava de casa, até à minha atual residência, no Palácio do Correio-Mor, aquela cara ia-me acompanhando, sempre com o mesmo discurso, "sabe que o Mundo vai acabar amanhã?...", e eu lá lhe ia dando razão, de acordo com a teoria científica então mais na moda, e corremos tudo, juro, desde o Buraco de Ozono, ao Aquecimento Global, à Sida, ao Ebola, ao Tsunami, à Colisão do Cometa, do Asteróide e mesmo da Profecia Maia. Então, nos arredores de 2000, já era eu que a queria convencer a ela de que ia ser naquele ano, mas ela ficou muito indignada, porque isso eram "crenças papistas", ou seja, o Mundo podia acabar em qualquer dia, exceto no preconizado pelas crendices cristãs!...
Como podem imaginar, este debate académico arrastou-se décadas, ela, no fundo, queria vender-me a revista, e eu dizia que não precisava da revista para nada, porque assinava a "Science et Vie", a "National Geographic", e a "American Scientific", que sempre ficam uns furitos acima da "Sentinela", uma espécie de programa da Bocarra Guimarães, em forma de folheto.
O salto quântico, enfim, deu-se quando eu identifiquei, numa daquelas simpáticas velhinhas, a mãe do "Engenheiro" Sócrates, tinha a Maioria Absoluta acabado de ser alcançada, e foi então que os papéis se inverteram: em vez de serem elas as melgas, passei eu a parasitá-las, e, quando elas se queriam ir embora, eu pedia-lhes para ficarem um bocadinho mais, até que me atrevi a perguntar a Dona Adelaide, "olhe lá, isso do Fim do Mundo tem alguma coisa a ver com o seu filho ser agora Primeiro-Ministro?..."
Nunca esquecerei a lágrima dolorosa, que se soltou do canto do olho daquela mãe: era uma resposta muda, e uma sentida confissão, de um coração que sofre.
Como eu a percebo: uma coisa era andar a lanzoar, a lanzoar, em redor de um Apocalipse abstrato, outra o ser o próprio fruto do seu ventre a vir incarnar a Bagunçada Final, e foi aí que o meu coração se apiedou dela. Passámos a estar mais tempo juntos, ela confessava-me que, no fundo, o Mundo ia acabar por causa do filho dela, mas não só, porque havia mais gente interessada no negócio, e eu, a sacar nabos da púcara, "... está, no fundo a querer dizer, sem dizer, que Maria de Lurdes Rodrigues também está metida nisso?....", e ela só fazia que sim, que sim, com aquela cabeça de crente, e lá me dizia que pior do que a Lurdes era o Mariano, dos lindos olhos, que a andava a picar constantemente, mas o mal já vinha de trás, com aquele horror de Leonor Beleza, que tinha feito transfusões de sangue, coisa que é fatal para qualquer Jeová, quanto mais, com sangue contaminado. E dizia ela: "essa mulher foi o Anticristo que a promoveu!... Anda no Altar do Diabo, na Fundação Champalimaud, parece que foi o Pé de Cabra que lá a pôs!...", e como eu a percebia, e passávamos ao Dias Loureiro, ao Vítor Constâncio, ao Pinto da Costa, ao Ferro Rodrigues, ao Carrilho, ao Paulo Pedroso, àqueles nomes todos da televisão, e eu a sacar informação, "portanto, tem a certeza de que vão todos estar lá, no dia do Fim?...", "Sim, estarão", respondia ela, "todos sentados num grande sofá cor-de-sangue, a assistirem ao "Equador", a coisa mais cara que a TVI já produziu, quer dizer, se excluirmos as injeções de botox da Manela Boca Guedes...", e eu, "aquilo fica-lhe muito feio, não fica?..., porque a boca agora está a meter-se toda para dentro, cheia de pregas, parece um buraquinho, deus me perdoe, parece aquela terceira visão que todos temos, entre as nádegas..."
O Mundo acabar assim ainda ia ser pior.
A semana passada, quando eu decidi enveredar pelo silêncio, as nossas confissões já estavam pelo "Freeport": sim, era tudo verdade, já o serem todos meio-irmãos queria dizer que havia antepassados a fazer filhos por fora, uma vergonha, e que os primos eram todos iguais, aquela história dos dinheiros dos volfrâmios tinha sido toda inventada, e o dinheiro vinha todo das "off-shores", das "luvas", e das percentagens das comissões das Estações de Saneamento, que o Zé (o filho) e o Vara geriam, enfiando aquilo, muito disfarçadamente, através dos "sacos-azuis" das Autarquias-Rosa, para não dar muito nas vistas. E eu perguntava, "e era muito dinheiro?...", e ela, "Era, sim: o meu meio-irmão, o Júlio, sempre que via as notas chegar, começavam a tremer-lhe as mãos, tanto que este povo horroroso, o povo português, que trata sempre mal quem tanto o acarinha, começou logo a espalhar que o meu irmão estava lelé da cuca, e tinha Parkinson, o que é completamente falso, ele não pode é ver maços de libras que fica logo cheio de arrepios e com os dedos a transpirar!..."
Quando uma mulher se abre assim, em confissões, eu seria um canalha em vir desbobiná-las aqui, não acham?, por isso tenho sido respeitoso e silencioso.
Depois fomos à história do prédio do Heron-Castilho, prédio de que eu gostava muito, aquele ar decadente, Art-Nouveau, com umas carrancas de estuque muitas francesas-de-portugal, e um belo dia, já tinham fechado a célebre cada de banho das mamadas, que ficava por cima da Loja das Meias do Edifício Castil, aquilo começou a crescer para cima, tudo em espelhados, com uma antena de metal horrorosa, no topo, parecia uma antena de televisão depois da passagem das botas chungosas das claques do Dragão, e ela confessou-me morar lá, com o filho, a ex-nora, que tinha partido, com um candeeiro, um braço ao Zé, no dia em que descobriu que ele gostava de "mulheres" musculadas, másculas, com testículos e tez venezuelana, a mãe do Hermann, e o Quique Flores, a quem -- dizem as más-línguas dos seguranças -- o filho dela andava agora de amores, ou, pelo menos, tentar.
"Pois o que consta é que vocês eram três mulheronas, a velha, española, dona do prédio, a Dona Adelaide, e aquela vossa amiga, nossa conhecida comum, e que vocês passavam as tardes nos Chás das Vicentinas, da Rua de São Bento...", e ela ria, "... e que a Dona Adelaide a melgava todos os dias, todos os dias, com essa sua história do Fim do Mundo, do Fim do Mundo, que o melhor era mesmo vender-lhe o prédio inteiro, antes de que a Coisa estoirasse, sempre podia voltar para España e viver até ao Dia do Juízo, de perna traçada, ao som de zarzuelas, e a folhear revistas de toureiros sexy, com tendências homófilas..." e ela ria, e dizia-me, "ainda um dia me há de explicar quem lhe contou essa história toda!...", e eu punha uma cara séria, e respondia, como o Cavaco: "Assunto de Estado, portanto, só lho revelaria em Fátima, aos pés da Senhora de Cara de Saloia, pela minha rica saúdinha!..."
Depois, fez-se um silêncio, e eu perguntei-lhe, "explique-me lá uma coisa... com essa coisas das sisas, das escrituras, das mais-valias, ninguém vai acreditar que um prédio daqueles tenha custado só 60 000 contos... Sim, eu percebo que tenha conseguido enganar a velha española, mas como é que depois enganou o Fisco Português?... É aí que entram as "off-shores" do seu meio-irmão?... Ou seja, vendia para fora, e depois recomeçava a vender, cá dentro, os andares isolados, cada um ao custo do prédio inteiro?... Dona Adelaide, ajude-me, pela alminha de Jeová, a que se me faça luz...."
Infelizmente, é nestes momentos que nós caímos da cama, porque, tocou o telemóvel, e, quando eu reconheci a voz pegajosa e bichenta, percebi logo que era o filho... Nem dez segundos decorreram, desde que ela lhe dissesse com quem estava a falar, para que, do outro lado, se ouvissem uns gritos estridentes, como deve ter ouvido o José Manuel Fernandes, do "Público": era o Homem de Lata, a soltar a Mulher de Porcelana, que lá tem metida, dentro de si.
A velha fez-me uma careta, e disse que a conversa ia acabar já ali, e acabou. Mas acabou mesmo, e acho que para sempre.
Agora, um pouco mais a sério: o Caso "Freeport", as vergonhosas posições do Procurador-Geral da República e da Dona Cândida, que já arquivou o "Caso do Diploma" -- não que o caso fosse novidade: podem reler aqui, como sempre se fizeram licenciaturas, em Portugal, e como o "Diploma" de Sócrates era, afinal, só... mais um -- e um Presidente da República que anda a jogar golfe e a papar missas em Fátima, em plena crise com repercussões internacionais, como esta, deixa, mais uma vez, visível que teremos de ser nós, Cidadãos, ofendidos no nosso orgulho de Nação quase milenária, a não cruzarmos os braços.
Meus amigos, esta cruzada é importante, e vamos ajudar a resolvê-la, para que os nossos sucessores não vejam em nós tão-só um cobarde povo de bananas, governado por um filho-da-puta, só deus saberá se não, como Chavez a sonhar perpetuar-se até 2049...
Cruzes, canhoto!...
Obrigado, e boa noite.

(Pentatlo, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:47

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