...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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07
Jul
10






Imagem do Kaos

É verdade, como diria Gertrud Stein, 40 graus são 40 graus, 40 graus, 40 graus, 40 graus, 40 graus... e isso mexe muito com o miolo, pelo que vou supor que seja devido a isso que me vou sentar a teclar, pela segunda vez, num curto lapso de tempo, para defender o "Engenheiro" José Sócrates, mas o que tem de ser tem muita força, independentemente de qualquer termómetro.

O caso da compra da "Vivo" pela "Telefonica", já o disse, nada tem de ingénuo, e é uma pura tentativa de conseguir, no séc. XXI, aquilo que 500 anos de deriva e conquista não conseguiram: que a América Latina apenas se expressasse em Castelhano.
Acontece que não gosto de Castelhano, ao contrário do Italiano e do Francês, línguas de música e de salão, e do Inglês, bom para campónios, ou do Alemão, excelente para falar com os cavalos, como dizia Frederico, o Grande.

Não me vou estender hoje muito.

Quando, naqueles textos que provocaram duas terríveis guerras no séc. XX, Marx falava do Grande Capital, ainda vivia numa época com escala, ao contrário deste miserável canteiro mundial, em que nos encontramos, e em que ganharam muitíssima mais pertinência as expressões "pequeno capital", "capital minúsculo" e "capital irrelevante".

Vamos hoje falar de "capital irrelevante" e de cérebros minúsculos.

Quando Cristo foi vendido por 30 dinheiros, suponho que Judas tivesse o seu BPP da altura em vista, e já soubesse que essa miséria ia render 10% ao mês, como na defunta Dona Branca. Suponho que deva ter usufruído pouco da quantia, atraindo, para a História, um dos boatos mais miseráveis de sempre, a de que a morte do cidadão Jesus se devera a uma coisa abstrata, mas ótima, para depois martirizar ao longo dos séculos, chamada Povo Judeu.

Quem matou Jesus não foi o Povo Judeu, foi o pequeno capital e os minúsculos corações do imediato, que, hoje em dia, se servem nos rodízios de picanha, e nunca de lá deveriam ter saído.

As assembleias de acionistas da PT estão cheias dessas misérias de picanha e "pochette" mirrada, em busca de um T3 mais espaçoso e de umas Caraíbas da "Marsans", passadas em Paço d'Arcos, mas eu hoje estou pouco para ironias, está muito calor, e o país doente: das pessoas com visão e capital, apenas Ricardo Salgado se mexe e esperneia, pelas razões que ele bem sabe, mas eu, Europeu, Cidadão do Mundo, e natural de Portugal, gostaria hoje de ver acontecer um pequeno milagre caseiro, que passo a explicar. A "Telefonica", central de chamadas para Tóquio, se bem me lembro, começou por oferecer 7 000 000 000 € pela "Vivo". Ora, a bem dizer, eu não faço a mais pequena ideia do que sejam 7 000 000 000 de euros, porque sempre fui fraquinho em cálculos, mas, quando sobem de 7 000 000 000 para mais uns milhões, eu começo a perceber que é a rasteira alma de Vítor Constâncio, a pairar ali, na forma de centésimas, pelo que entro imediatamente no espírito da coisa: se os acionstas do imediatismo da PT andam a mendigar centésimas, então, vamos negociar à centésima, e apelar a esses cavalheiros, que se reclamam de grandes fortunas e patrimónios de Portugal.

Vocês, que, a bem ou a mal, tanta coisa acumularam, Belmiros, Amorins, Berardos, banqueiros sérios e da treta, ainda continuam a ter escrito no B.I. "Português", ou já apagaram isso?... Se não apagaram, façam-me então um pequeno favor: já que os pequenos corações dos miseráveis capitais dos minúsculos acionistas da PT querem mais qualquer coisinha, você juntem-se todos, e ofereçam à "Telefonica" os tais 7 000 000 000, mais uns milhões, mais umas unidades e cubram-lhe a oferta. Invertam o negócio, e proponham-lhes comprar, em nome de Portugal e de 900 anos de História, por 715 000 000 de euros, mais um cêntimo, a parte que a "Telefonica" detem na "Vivo". Quando a "Telefonica", honestamente aceitar, e os acionistas, de coração aberto, perceberem que vão lucrar mais um cêntimo, tudo se resolverá, como no dia da Jerusalém Celeste.

A esse miserável cêntimo, para que se não chame sempre "Constâncio", até podemos nós já dar um nome de batismo: vamos chamar-lhe, e tão só por nostalgia... "Portugal".

(Pela náusea, marchar, marchar, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:46
17
Mar
10

José "Trocas-te"...........hihihihihihihi........


Primeiro-ministro apresentado em cerimónia pública como José "Trocas-te"

Fica marcada a apresentação do primeiro- ministro, precisamente, no momento em que José Sócrates se preparava para apresentar a Estratégia Nacional de Energia, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. José Sócrates dirigia-se para o palco, quando a voz off masculina, que apresentou o chefe do governo, anunciou que a palavra iria ser dada ao primeiro-ministro de Portugal, José "Trocas-te". Foi formal e forte, sem qualquer hesitação, que a voz off anunciou o primeiro ministro pelo nome que o programa Contra-Informação dá a Sócrates. A iniciativa terá apanhado de surpresa os elementos do gabinete de Sócrates, que foram indagar o ocorrido. (in RTP)
publicado por TC às 18:43
13
Out
09
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<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a href="http://img27.imageshack.us/img27/2690/socratescavacoferreiral.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img $r="true" border="0" height="409" src="http://img27.imageshack.us/img27/2690/socratescavacoferreiral.jpg" width="420" /></a><br /></div><br /><div align="center"><br /></div><div align="center"><br /></div><div style="text-align: right;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri; font-size: xx-small;">Imagem do <a href="http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/">Kaos</a>, que ainda não percebeu que isto está mesmo bué da mau...</span><br /></div><div style="text-align: right;"><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Há um fragmento da biografia de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Fouch%C3%A9">Fouché</a>, por Stephan Zweig, que eu vou citar de cabeça, porque não encontro o livro, em que ele diz, que "passada a Revolução e o Terror, o dinheiro, que tinha estado escondido, começou a aparecer por toda a parte". Vem isto a propósito de um fenómeno, de que já terão dado conta, que foi a reentrada, de há quinze dias para cá, dos carros de grande cilindrada, no cenário rodoviário português. A tipologia é sempre a mesma: um gajo, ou de má catadura, ou platinado do Estoril, ou, ainda, uma galinha, de telemóvel colado às quinquilharias, e a provocar eminências de desastre, em cada esquina.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Na essência, só falta neste palco Vítor Constâncio, vir falar de algumas milésimas de recuperação, para o novo governo ter 100 horas de estado de graça, antes de caírmos na Real, que é muiiiiiiiiito má.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Ontem, estava com demasiado champanhe e alguns drunfos, de maneira que não dava para escrever uma linha direita e hoje acho que ainda menos, de maneira que vamos às tortas, já que se adequam mais ao estado de miséria da Nação.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Comecemos pelos vencidos, o Bloco de Esquerda (de Oportunistas) de quem as pessoas já se começaram a descolar, e ainda vão descolar mais, quando assistirem ao que vai acontecer nas próximas Cortes; o segundo é o "Partido das Paredes de Vidro" que bateu com a cabeça nas suas próprias paredes de vidro, e, doravante, ou entra no ciclo da História ou se arrisca a transformar num mero bando de Zés "Magalhães" e de Zitas Seabras, com todo o respeito que tenho pelo PCP, que ocupa, no meu imaginário, o mesmo lugar do António Calvário e dos belos dias de virgindade de Maria Elisa.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Os vencedores, pelo seu lado, são muitos, e todos dependem da perspetiva que nos dê mais tusa. Pessoalmente preferi o champanhe, já que aquilo me tirou a tusa toda, mas parece que não foi consensual: o Norte, com Porto e Gaia casados numa maré laranja -- quando eu vi o <a href="http://www.rea.pt/forum/index.php?topic=4835.msg1098#msg1098">Valente de Oliveira, a "Lola", aquele que se demitiu de ministro, quando rebentou o "Casa Pia",</a> a clamar vitória, percebi tudo... Mas isso é secundário: lá em cima, ameaçam, agora, com o espetro do atraso que têm no País -- ir lá, à Cidade Negra, é como ir, cá, à Rua dos Fanqueiros... -- ameaçam, dizia eu, fazer pressão no Governo "dialogante" do "Engenheiro", que é tão engenheiro quanto dialogante, por mais maquilhagem que ele tente agora pôr nas fauces. Aconselho-lhe Lurdes Rodrigues, como nova Ministra dos Assuntos Parlamentares, para dialogar com a Oposição. Vamos todos adorar.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Quanto ao Caciquismo, o mote foi logo dado matinalmente, quando um labrego, que pensava estar ainda no tempo de Camilo Castelo Branco, entrou por uma urna adentro e disparou um balázio num gajo casado com uma adversária, enquanto ela gritava "não me mates, que sou tua mãe!!!..." Acho que isso se passou em Ermedelo (?), que não faz parte das novas estações da Linha Vermelha de Metro, de maneira que desconheço, e continuarei a desconhecer, através das eras, onde fique, ou seja. O País, sim, reconheci-o imediatamente, e era o país dos gajos que lá estavam eleitos há 30 anos, e conseguiam vantagens de 30, 40 e 50% sobre os adversários, onde se mostra que o caciquismo de proximidade continua intacto desde os tempos de Eça de Queiroz: primeiro estranha-se, depois, entranha-se, e é como aquelas agências locais da Caixa Geral de Depósitos, onde todos têm os mesmo apelidos, e depois estendem os vícios às Juntas de Freguesia, às Assembleias e às Presidências do que quer que seja. Fialho de Almeida teria adorado, tal como eu gostei. É gente para ficar lá para sempre, e moldar o seu buraco geográfico à sua imagem e forma, como Deus. Em resumo, muito pançudo, muito pai incestuoso, muito padre pedófilo, muita dona da rua e muita mulher de bigode, como nos tempos d'El Rei. Com o tempo, são como "elas", e tornam-se... sérias.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Temos depois os casos deploráveis, como gente honesta, Fátima Felgueiras e Ferreira Torres, que não conseguiram voltar ao seu pequeno poiso. Como já muitas vezes manifestei o meu apoio, acho que com a Madame Felgueiras se foi particularmente injusto, porque o branqueamento de dinheiros que ela praticava era típico de todas as Câmaras PS, só que esta teve, coitada... "azar". Basta ter "ouvisto" 30 segundos o fradeca jesuíta, a falar "axim" e a dar graças a deus, que a vai substituir, para perceber imediatamente o pequeno Manoel de Oliveira que os espera. Graças a deus, agora digo eu, que o cu é só, e só, deles...</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Depois dos casos deploráveis vêm os infinitamente deploráveis, e aqui entramos nos vencedores da noite, o meu favorito, Valentim Loureiro, que, até fisionomicamente, se parece comigo, e que tem enormes afinidades com o meu eu profundo: lemos Proust aos 15 anos, adoramos as peças de piano tardias, de Brahms, dedicamo-nos à cultura de bonsais, e sabemos, de cor, toda a genealogia de infortúnios da Casa Imperial dos últimos Paleólogos, de Constantinopla, da Acaia e Trebizonda. É, em resumo, um ídolo meu, íntimo, e só tive pena que a filha, caneca, não viesse agarrar-se a ele, como quando foi preso, aos gritos e beijos de "ai mê rico pai, mê rico pai!!!..." Fica para a próxima.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Isaltino, um caso de estudo, e que devia ser geminado com Obama, fez questão de dizer que tinha sido eleito, depois de condenado, pelo Concelho, em todo o País, que primeiro erradicou as barracas, com maior grau de literacia, menos desemprego, mais escolas, mais jardins, mais segurança, mais empresas de tecnologia de ponta, melhor nível de vida e conforto... e aqui já estava toda a gente babada, e lá se irá coligar, como previsto, com a "<a href="http://braganzamothers.blogspot.com/2009/10/pegajosa.html">Pegajosa</a>", para não variar. É um exemplo de um caso de sucesso, do "crime de proximidade", uma das invenções do Socratismo. De qualquer maneira, começo os meus parabéns pelo Isaltino, cuja vitória é uma afronta pessoal a um Sistema Jurídico que umas vezes diz que "sim" e outras diz que "não". Como a Felgueiras, o Isaltino é daqueles que também teve... azar.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Depois dos casos infinitamente deploráveis, vêm os inexplicáveis à luz da Razão, que é perguntar como é que, em Almada, houve 25% de pessoas a votar em <a href="http://videos.sapo.pt/aWCBzS2SIhahWzoftzgZ">Paulo Pedroso</a>, mas eles lá saberão: devem fazer parte daqueles que a 13 de Outubro vão ajoelhados a Fátima, e depois aproveitam para fazer um broche nos sanitários, com as câmaras a filmar tudo.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Os vencedores de mérito próprio são Macário Correia, a quem o Portas uma vez insultou, dizendo que era filho de uma vendedeira da praça, se não me engano, e que conseguiu uma Maioria Absoluta com 20 votos, ou lá o que é que foi, Ferreira Leite, que mostrou que nos nomentos mais difíceis ainda é possível fazer um discurso de Estado, por contraposição com os gagejos e banalidades do boçal de Vilar de Maçada (ia sem powerpoint e sem teletexto, coitado...), e onde se prova que, quer se queira, quer não, o Berço ainda conta; o Marcelo, que parecia uma gata aluada, já a pensar em quem iria trair em seguida, e que se portou, como sempre, muito bem, no seu papel de Lucrécia Bórgia, e... bem... bem... por fim, <a href="http://www.pedrosantanalopes.net/">Santana Lopes</a>, que reentrou, por mérito próprio e para raiva de toda a gente, pela porta grande do Centro da Política.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Pela minha parte, também entrei num novo ciclo da minha vida eleitoral: depois de uma brevíssima fase em que votei por paixão, e da fase seguinte, em que votei sempre contra qualquer coisa, e da breve primavera em que julguei votar "útil", cheguei agora à derradeira fase do cinismo, que é votar "porco" e votar "sujo", ou seja, escolher aquele quadradinho que eu sei que vai provocar mais estragos e deixar mais gente furiosa. Assim fiz nas Legislativas e assim fiz em Lisboa, círculo por onde voto, e peço imensa desculpa a António Costa, pessoa a quem, contrariamente ao que muita vez parece transparecer no que escrevo, tenho em boa conta, tirando o pormenor de ele acreditar que não há pedófilos em Portugal, <a href="http://www.correiomanha.xl.pt/pesquisa.aspx?pesquisa=Pedofilia&amp;source=tags&amp;contentid=03F31529-6312-451C-9AF6-E6BBDE0A51A5">olhe que há, senhor doutor, olhe que há...,</a> e trocava 100 maus caráteres, tipo Sócrates, por um gajo bonacheirão e verdadeiramente inteligente, como o Costa: temos, em comum, virmos de uma família de escritores, e gostei de trabalhar com o pai dele, Orlando Costa, um gajo bem digno, risonho e elegante.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">De aqui, pois, os meus parabéns ao filho.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Atirado por Sócrates, para não lhe fazer sombra no Largo do Rato, conseguiu, pelos seus próprios meios, passar de Presidente da Câmara do Martim Moniz (60 000 votos que o elegeram...), para Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. É uma vitória e uma ameaça para o lugar de Primeiro Ministro, que o indigno Sócrates se arrisca a não preencher muito tempo. Ao contrário de Sócrates, poderíamos ter, com António Costa, um regresso ao bom nível humano e à boa educação do Guterrismo.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Há neste louvor, todavia, um terrível senão, e é evangélico: Cristo, quando se sentou à mesa da Última Ceia, tinha um Judas, preparado, lá na ponta. A Primeira Ceia de António Costa, como bem compreenderão, está já pejada, ao início, de muitos mais judas do que convivas...</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;">Boa Sorte.</span><br /></div><div style="text-align: justify;"><br /></div><div style="text-align: center;"><span style="color: #000033; font-family: Calibri;"><span style="font-size: x-small;">(Eu sei que muito ansiosamente esperado, no "</span><a href="http://aventar.eu/"><span style="font-size: x-small;">Aventar</span></a><span style="font-size: x-small;">", no "</span><a href="http://sol.sapo.pt/blogs/Arrebenta"><span style="font-size: x-small;">Arrebenta-SOL</span></a><span style="font-size: x-small;">", no "</span><a href="http://sinistraministra.blogspot.com/"><span style="font-size: x-small;">A Sinistra Ministra Isabel Alçada</span></a><span style="font-size: x-small;">", no "</span><a href="http://democraciaemportugal.blogspot.com/"><span style="font-size: x-small;">Democracia em Portugal</span></a><span style="font-size: x-small;">", no "</span><a href="http://kldt.blogspot.com/"><span style="font-size: x-small;">Klandestino</span></a><span style="font-size: x-small;">" e no sempre livre e rebelde "</span><a href="http://braganzamothers.blogspot.com/"><span style="font-size: x-small;">The Braganza Mothers</span></a><span style="font-size: x-small;">")</span></span><br /></div>
publicado por TC às 01:04
02
Fev
09
Imagem do KAOS
Sim, é verdade que tenho andado muito caladinho, e isso é sempre péssimo sinal, mas desenganem-se os farejadores de escândalos, porque, como cavalheiro que sou, desta vez, tenho estado a cumprir voto de silêncio, por respeito a uma pessoa, que muito admiro, e que é Dona Adelaide Monteiro, ex-Pinto de Sousa, abençoado ventre que concebeu sem pecado o (ainda) Primeiro-Ministro de Portugal.
O meu conhecimento de Dona Adelaide é bastante antigo, acho que ainda vem do tempo da casa da minha avó, Av. Almirante Reis, em que um dia tocou aquela saudosa campainha, e eu vim espreitar pelo ralo: eram duas simpáticas velhinhas, tipo a irmã do Cesariny, e, quando abri a porta, uma delas disse-me logo: "Sabe que o Mundo vai acabar?...", e eu -- a gente, nestas circunstâncias, nunca sabe que o é mais polido responder... -- disse, "pois", e imediatamente derivei para uma pequena palestra de astrofísica, sei lá, a de que de aqui a não sei quantos milhares de milhões de anos, o Sol, uma anã-laranja, da Classe G2, iria abandonar os arredores da Sequência Principal, e começar a derivar ainda mais para os extremos, deixando de consumir Hidrogénio e Hélio, e passando a devorar Carbono, e coisas ainda mais indigestas, tornando-se numa Gigante Vermelha, e expandindo o seu perímetro algures para entre a órbita da Terra e de Marte, o que queria dizer, mais coisa menos coisa, que era o mesmo que ficar a viver perto de um forno crematório, mas não do lado de fora da porta, mas mesmo de dentro...
Acho que a velha não gostou da minha história, sobretudo quando eu puxei a coisa para o lado político, e lhe disse, acintosamente, "claro que, nessa altura, a não ser que haja algum político filho da puta que se lembre de estender a idade de reforma indefinidamente, nem eu, nem as senhoras cá estaremos..."
Confesso que nunca compreendi a expressão que se lhe espelhou no rosto, e só alguns anos mais tarde me trouxe uma resposta elementar, tipo a Sovenco, onde foram sócios fundadores Sócrates, Vara, a Felgueiras, e um outro camelo, que vendia cartas de condução, e que constituiu explicação para toda a Metafísica Futura.
Mais tarde, sempre que mudava de casa, até à minha atual residência, no Palácio do Correio-Mor, aquela cara ia-me acompanhando, sempre com o mesmo discurso, "sabe que o Mundo vai acabar amanhã?...", e eu lá lhe ia dando razão, de acordo com a teoria científica então mais na moda, e corremos tudo, juro, desde o Buraco de Ozono, ao Aquecimento Global, à Sida, ao Ebola, ao Tsunami, à Colisão do Cometa, do Asteróide e mesmo da Profecia Maia. Então, nos arredores de 2000, já era eu que a queria convencer a ela de que ia ser naquele ano, mas ela ficou muito indignada, porque isso eram "crenças papistas", ou seja, o Mundo podia acabar em qualquer dia, exceto no preconizado pelas crendices cristãs!...
Como podem imaginar, este debate académico arrastou-se décadas, ela, no fundo, queria vender-me a revista, e eu dizia que não precisava da revista para nada, porque assinava a "Science et Vie", a "National Geographic", e a "American Scientific", que sempre ficam uns furitos acima da "Sentinela", uma espécie de programa da Bocarra Guimarães, em forma de folheto.
O salto quântico, enfim, deu-se quando eu identifiquei, numa daquelas simpáticas velhinhas, a mãe do "Engenheiro" Sócrates, tinha a Maioria Absoluta acabado de ser alcançada, e foi então que os papéis se inverteram: em vez de serem elas as melgas, passei eu a parasitá-las, e, quando elas se queriam ir embora, eu pedia-lhes para ficarem um bocadinho mais, até que me atrevi a perguntar a Dona Adelaide, "olhe lá, isso do Fim do Mundo tem alguma coisa a ver com o seu filho ser agora Primeiro-Ministro?..."
Nunca esquecerei a lágrima dolorosa, que se soltou do canto do olho daquela mãe: era uma resposta muda, e uma sentida confissão, de um coração que sofre.
Como eu a percebo: uma coisa era andar a lanzoar, a lanzoar, em redor de um Apocalipse abstrato, outra o ser o próprio fruto do seu ventre a vir incarnar a Bagunçada Final, e foi aí que o meu coração se apiedou dela. Passámos a estar mais tempo juntos, ela confessava-me que, no fundo, o Mundo ia acabar por causa do filho dela, mas não só, porque havia mais gente interessada no negócio, e eu, a sacar nabos da púcara, "... está, no fundo a querer dizer, sem dizer, que Maria de Lurdes Rodrigues também está metida nisso?....", e ela só fazia que sim, que sim, com aquela cabeça de crente, e lá me dizia que pior do que a Lurdes era o Mariano, dos lindos olhos, que a andava a picar constantemente, mas o mal já vinha de trás, com aquele horror de Leonor Beleza, que tinha feito transfusões de sangue, coisa que é fatal para qualquer Jeová, quanto mais, com sangue contaminado. E dizia ela: "essa mulher foi o Anticristo que a promoveu!... Anda no Altar do Diabo, na Fundação Champalimaud, parece que foi o Pé de Cabra que lá a pôs!...", e como eu a percebia, e passávamos ao Dias Loureiro, ao Vítor Constâncio, ao Pinto da Costa, ao Ferro Rodrigues, ao Carrilho, ao Paulo Pedroso, àqueles nomes todos da televisão, e eu a sacar informação, "portanto, tem a certeza de que vão todos estar lá, no dia do Fim?...", "Sim, estarão", respondia ela, "todos sentados num grande sofá cor-de-sangue, a assistirem ao "Equador", a coisa mais cara que a TVI já produziu, quer dizer, se excluirmos as injeções de botox da Manela Boca Guedes...", e eu, "aquilo fica-lhe muito feio, não fica?..., porque a boca agora está a meter-se toda para dentro, cheia de pregas, parece um buraquinho, deus me perdoe, parece aquela terceira visão que todos temos, entre as nádegas..."
O Mundo acabar assim ainda ia ser pior.
A semana passada, quando eu decidi enveredar pelo silêncio, as nossas confissões já estavam pelo "Freeport": sim, era tudo verdade, já o serem todos meio-irmãos queria dizer que havia antepassados a fazer filhos por fora, uma vergonha, e que os primos eram todos iguais, aquela história dos dinheiros dos volfrâmios tinha sido toda inventada, e o dinheiro vinha todo das "off-shores", das "luvas", e das percentagens das comissões das Estações de Saneamento, que o Zé (o filho) e o Vara geriam, enfiando aquilo, muito disfarçadamente, através dos "sacos-azuis" das Autarquias-Rosa, para não dar muito nas vistas. E eu perguntava, "e era muito dinheiro?...", e ela, "Era, sim: o meu meio-irmão, o Júlio, sempre que via as notas chegar, começavam a tremer-lhe as mãos, tanto que este povo horroroso, o povo português, que trata sempre mal quem tanto o acarinha, começou logo a espalhar que o meu irmão estava lelé da cuca, e tinha Parkinson, o que é completamente falso, ele não pode é ver maços de libras que fica logo cheio de arrepios e com os dedos a transpirar!..."
Quando uma mulher se abre assim, em confissões, eu seria um canalha em vir desbobiná-las aqui, não acham?, por isso tenho sido respeitoso e silencioso.
Depois fomos à história do prédio do Heron-Castilho, prédio de que eu gostava muito, aquele ar decadente, Art-Nouveau, com umas carrancas de estuque muitas francesas-de-portugal, e um belo dia, já tinham fechado a célebre cada de banho das mamadas, que ficava por cima da Loja das Meias do Edifício Castil, aquilo começou a crescer para cima, tudo em espelhados, com uma antena de metal horrorosa, no topo, parecia uma antena de televisão depois da passagem das botas chungosas das claques do Dragão, e ela confessou-me morar lá, com o filho, a ex-nora, que tinha partido, com um candeeiro, um braço ao Zé, no dia em que descobriu que ele gostava de "mulheres" musculadas, másculas, com testículos e tez venezuelana, a mãe do Hermann, e o Quique Flores, a quem -- dizem as más-línguas dos seguranças -- o filho dela andava agora de amores, ou, pelo menos, tentar.
"Pois o que consta é que vocês eram três mulheronas, a velha, española, dona do prédio, a Dona Adelaide, e aquela vossa amiga, nossa conhecida comum, e que vocês passavam as tardes nos Chás das Vicentinas, da Rua de São Bento...", e ela ria, "... e que a Dona Adelaide a melgava todos os dias, todos os dias, com essa sua história do Fim do Mundo, do Fim do Mundo, que o melhor era mesmo vender-lhe o prédio inteiro, antes de que a Coisa estoirasse, sempre podia voltar para España e viver até ao Dia do Juízo, de perna traçada, ao som de zarzuelas, e a folhear revistas de toureiros sexy, com tendências homófilas..." e ela ria, e dizia-me, "ainda um dia me há de explicar quem lhe contou essa história toda!...", e eu punha uma cara séria, e respondia, como o Cavaco: "Assunto de Estado, portanto, só lho revelaria em Fátima, aos pés da Senhora de Cara de Saloia, pela minha rica saúdinha!..."
Depois, fez-se um silêncio, e eu perguntei-lhe, "explique-me lá uma coisa... com essa coisas das sisas, das escrituras, das mais-valias, ninguém vai acreditar que um prédio daqueles tenha custado só 60 000 contos... Sim, eu percebo que tenha conseguido enganar a velha española, mas como é que depois enganou o Fisco Português?... É aí que entram as "off-shores" do seu meio-irmão?... Ou seja, vendia para fora, e depois recomeçava a vender, cá dentro, os andares isolados, cada um ao custo do prédio inteiro?... Dona Adelaide, ajude-me, pela alminha de Jeová, a que se me faça luz...."
Infelizmente, é nestes momentos que nós caímos da cama, porque, tocou o telemóvel, e, quando eu reconheci a voz pegajosa e bichenta, percebi logo que era o filho... Nem dez segundos decorreram, desde que ela lhe dissesse com quem estava a falar, para que, do outro lado, se ouvissem uns gritos estridentes, como deve ter ouvido o José Manuel Fernandes, do "Público": era o Homem de Lata, a soltar a Mulher de Porcelana, que lá tem metida, dentro de si.
A velha fez-me uma careta, e disse que a conversa ia acabar já ali, e acabou. Mas acabou mesmo, e acho que para sempre.
Agora, um pouco mais a sério: o Caso "Freeport", as vergonhosas posições do Procurador-Geral da República e da Dona Cândida, que já arquivou o "Caso do Diploma" -- não que o caso fosse novidade: podem reler aqui, como sempre se fizeram licenciaturas, em Portugal, e como o "Diploma" de Sócrates era, afinal, só... mais um -- e um Presidente da República que anda a jogar golfe e a papar missas em Fátima, em plena crise com repercussões internacionais, como esta, deixa, mais uma vez, visível que teremos de ser nós, Cidadãos, ofendidos no nosso orgulho de Nação quase milenária, a não cruzarmos os braços.
Meus amigos, esta cruzada é importante, e vamos ajudar a resolvê-la, para que os nossos sucessores não vejam em nós tão-só um cobarde povo de bananas, governado por um filho-da-puta, só deus saberá se não, como Chavez a sonhar perpetuar-se até 2049...
Cruzes, canhoto!...
Obrigado, e boa noite.

(Pentatlo, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:47
14
Jun
08
Imagem do KAOS
Por espantoso que pareça, depois de um glorioso "Dia da Raça", tivémos um ainda mais glorioso dia do Estampanço. Em 1830, Carlos X foi deitado abaixo, nas "Trois Glorieuses", mas os tempos são agora outros, e os Espantalhos de Bilderberg, como não têm ossos, nem dignidade, nem qualquer tipo de verticalidade, iriam precisar de "centaines de glorieuses" para serem deitados abaixo. Por mim, podem ficar: são como musas, e inspiram-me os melhores textos.
O primeiro bloco do encómio vai para o Povo da Irlanda, velha raça celta, e pátria de três dos mais brilhantes aforistas, cínicos e génios da Literatura Séria, Wilde, Shaw e Joyce. Gosto de pensar que tenho um pouco de cada um deles, e isso deve-se, certamente, a também estar entalado num recanto periférico, e estagnado, da velha Europa.
A Irlanda, hoje, provou que é possível devolver a Europa aos Cidadãos, retirando-a das garras dos fabricantes de futuros lassos, e entregando-a, de novo, à incógnita da Dúvida e da necessidade de reflexão. Os "fora" irlandeses, um dos países que, brilhantemente, "deu o salto", dentro da Família Europeia, imediatamente se encheram de textos de felicitações de todos os cantos do Hemisfério Civilizado, América incluída, e, curiosamente, caso lá queiram ir verificar, há um enorme cepticismo contra aquela "Coisa", equivocamente chamada "Tratado de Lisboa", que ninguém, no seu estado normal de sanidade mental se deu ao trabalho de ler, mas que, com a intuição e a gravidade que nos concedem milénios de maturidade continental e histórias atribuladas, sabe estar cheio de rasteiras, daquelas mansas, que se abrem quando menos se espera...
A minha expectativa cultural, política e económica é muito escassa: sou um mero cidadão europeu, residente em Portugal, futura região autónoma da Galiza, com Alcalde y tudo, a morar numa cidade que se desfaz por todos os lados, ao ponto de se terem de tapar as rachas, os rebocos desfeitos e os acabamentos precocemente envelhecidos com muitas bandeiras herdadas das festividades da República. O pior é quando chove a a bandeira fica reduzida à haste, e toda a desolação reemerge, impante e fatal, para nosso desconsolo de olhar sofrido e comum...
O segundo encómio vai para o KAOS, que andou, tal qual eu, na zona do não-vale-a-pena-mesmo-batermo-nos-por-mais-nada, e, de repente, camionionistas, o Saloio de Boliqueime, mais o Saloio da Cova da Piedade e o Saloio de Vilar de Maçada começaram a tremer nas perninhas de Pastéis de Tentúgal, e a coisa começou a transbordar.
Começou... e começou é uma das palavras mais frágeis que conheço. Eu, Iluminista, e por consequência, Europeísta, dou, de repente, comigo a celebrar estridentemente o fracasso de um pretenso "avanço" da Construção Europeia. Pois, mas a verdade é que, entre dois ou três meses, num súbito acelerar da porcaria, me chegaram subitamente rumores das tais alíneas que ninguém leu, mas LÁ ESTÃO, e vou exemplificar-vos: uma, central, é a da destruição do Sistema de Ensino. Paira no ar que Portugal poderá ficar medusado num patamar académico que não lhe permitirá dar mais do que Licenciaturas (de Bolonha), e os Mestrados e Doutoramentos vão ter de ser tirados... lá fora. Cá dentro, com a destruição da Coluna Vertebral da Formação mínima, arriscamo-nos -- e um dos grandes canalhas associados a isso é o escroque Valter Lemos, o da Reforma do Sistema de Macau e das golpadas dos Politécnicos... -- a poder apenas fazer a formação de "profissionais", gente habilidosa de mãos, para tratar de canos, instalações eléctricas, montagens de "Meo"s e "Netcabos", arranjo de motores de alta cilindrada, e acompanhamento de velhinhas alzheimerizadas, mas com brutas contas em certos bancos sérios... O resto vai para os colégios da fradaria e para aqueles que não sendo da fradaria têm nomes de Santos e geram a perpetuação das elites. Sem ofensa, ou.... aliás, com ofensa, não é por acaso que o Clã Soares anda a ampliar o seu "Colégio Moderno", bem para cima das velhas árvores da mamada, na Alameda do Campo Grande. Fosse viva a Amélia das Marmitas, e havia já grande escândalo de muleta, lá à porta, ó, se havia...
Em França, parece, já se sonha com percursos formativos alternativos, como as maravilhosas Novas Oportunidades, mas até coisas mais arrojadas, como dar diplomas em gares de metro e comboio, estações de serviço e átrios de Centros Comerciais (!). Para quem pensa que estou alucinado, pesquise.
A parte seguinte é ainda melhor: aparentemente, tudo eram favas contadas. Os Bilderbergers, depois de terem fingido que se iam reunir em Atenas, estiveram, afinal, muitos caladinhos, concentrados, há uma semana, perto de Washington, D.C., "Caput Mundi", para mostrar que a coisa, desta vez, ia mesmo arrancar para o duro. Com o indispensável Balsemão, seguiram "the next-ones", António Costa e Rui Rio, o que nada deixa de bom para os palhaços que os antecederam, um dos quais, ainda no lugar de Primeiro-Ministro da Bandeira de Conveniência Portugueses. Dia 1 de Julho arrancava a duvidosa Presidência Francesa, com Sarkozy, o mais perigoso de todos os políticos europeus, à frente.
Estes cavalheiros não brincam em serviço, e mandaram um dos nossos, ainda mais saloio do que os anteriores, para Saragoça, inaugurar o que se apresenta como uma festa, mas, curiosamente, é tudo menos uma festa: é a Expo-2008, cujo tema é a ÁGUA -- ouviram bem?... a Água -- que, depois da especulação sobre o preço dos combustíveis e dos alimentos, vai ser a próxima fronteira de especulação que esses filhos da puta, que estão a desmantelar a nossa parca felicidade, irão abrir. Suponho que o Bimbo de Boliqueime nos tenha representado decentemente, já que sobre o Referendo Irlandês "ainda não tinha opinião (!)", aliás, como dizem os homens do táxi, a única opinião que ele alguma vez terá é de que está à espera do fim do seu 2º Mandato, para levar mais uma reforma para casa. Não será com o meu voto, aliás, como nunca, em circunstância alguma, seria. Falta-me saber se a Maria, como noutras ocasiões, foi beijar a mão (!) da Rainha Sofia...
O grave, no meio disto, é mesmo a Água.
Já se imaginou, mergulhado num sistema, onde será levado a matar o seu vizinho, por causa de um copo de água?... Pois é o próximo "virtual/real game" para o qual você vai ser convidado, mansamente, sem que disso se aperceba, e com o tema a entrar "naturalmente" pelos meios de Intoxicação Social. Espere só que toque a sineta do tema, que nisso eles serão lestos, assim como você desconhecia que Bilderberg estava reunido em Washington. Malhas que o Império tece, e continuará a tecer.
Célebre ficou a frase, naquele ridículo debate parlamentar, entre a Moça de Vilar de Maçada e Senhora de Mota Amaral. Não havia debate: era um trocar de rosas, entre duas madames, com os mesmos gostos em tudo -- e aqui vou entrar nas inconfidências, mas, de vez em quando, tem mesmo de ser, lá me desculpem as fontes do Protocolo de Estado, de onde vem a informação... -- incluindo o tipo de enfarda... perdão, guarda-costas, sólidos, bem desenhados e capazes de esconder um segredo. Aliás, o debate era tão musical, e com aquelas vozes tão bem timbradas no feminino, que só me faziam lembrar o Duplo Concerto de Brahms, com a Tinhosa de Vilar de Maçada a fazer o timbre do violino mal contido, e a Virgem das Ilhas a do violoncelo já com os "esses" muito abertos e esgaçados, uma longa vida dedicada à Harmonia..., e foi mesmo nesse enlevo de alma, já a deixar antever o Centrão Seguinte que a "outra" se descaiu com "o Tratado ser muito importante para a sua carreira política..." Como mantemos uma relação amorosa muito profunda e antiga, imediatamente reportei o facto na "Wikipédia", como poderão confirmar no texto, e depois no "histórico" das alterações. Suponho que ele me irá agradecer eternamente, mas eu também lhe agradeço eternamente muitas coisas que impiedosamente tem feito a 10 000 000 que, como eu, estamos confinados à Cauda da Europa, e aos rasgos de humor da sua miserável soberba. Até a Câncio, essa insólita pendureza do nosso imaginário ali veio à baila...

Que se foda.
O ensaio geral das 65 (!) semanais avançou logo, e ainda nem o Tratado de Bilderberg estava em vigor. Sabe Deus que eu não sou do Bloco de Esquerda, e ainda mais sabe Sócrates que tem em mim um dos mais ferozes franco-atiradores contra a sua mentira, porque fui dos enganados que o pôs lá... Acontece, e paga-se, mas de ambas as partes, ó, se paga.
O carinho seguinte vai para os Sindicatos, que, como já aqui referi, estão incluídos, numa das oclusas alíneas do Tratado de Bilderberg, hoje chumbado pelos Povos Livres da Iralanda, não como representantes das classes que deveriam defender, mas como "cooperantes com os Governos". Procure, se quiser, e leia a Realidade recente, se tiver dúvidas...
O resto é o conselho de um espírito livre, Europeu, Português, na plena posse dos seus direitos cívicos, e com talento para a escrita, como é publicamente reconhecido: Sr. Sócrates, a quem tratam, piedosamente, pelo "Engenheiro", o Senhor já saiu desta arena muito debilitado politicamente, aquando do vexame da sua "Licenciatura", que tentou apagar da "Wikipédia", mas lá ficou, estigmatizada para sempre, como uma vergonhosa marca de fogo, indigna de um Chefe de Governo Europeu. Se tivesse vergonha na cara, demitia-se JÁ, como consequência do fracasso da jóia da coroa da sua carreira política (!), mas sei que vai continuar, por isso, lhe deixo aqui o conselho, maduro, pensado e lapidarmente escrito: o seu Ministro Amado, também conhecido, em certos meios, pelo "Homem da América" (a invenção não é minha, é dos tais... meios...), teimoso e ridículo como você mesmo, a galope daquele ser indescritível que preside à Comissão Europeia, defendem a continuação da ratificação do Tratado de Lisboa.
Estamos plenamente de acordo, mas, para que se cumpra a Europa da Cidadania, e se veja, se, por acaso, ela confirma, ou infirma, os objectivos da Europa dos Interesses, essa ratificação deverá passar a ser feita, um a um, nos restantes países, não em Parlamentos herméticos, mas Referendo a Referendo, para que possamos ter uma visibilidade final.
Muita boa noite, e parabéns por mais esta sua derrota.
( edição pentagonal no "Arrebenta-SOL", "A Sinistra Ministra", o "Democracia em Portugal", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )
publicado por TC às 03:00

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