...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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05
Abr
10
Que se lixe a AR.
Que se lixe o povo português.
Que se lixem as leis do país.
Que se lixe o país.

Este Sr. pode tudo!!!


"Sócrates assinou 21 projectos de casas quando era exclusivo da AR"

Ele diz que não foi remunerado!!!
Pois...

Era, afinal, um mecenas...
...um bem feitor.

Pagou impostos do que "não recebeu"?

Que se lixe este país!!!
publicado por TC às 12:01
17
Mar
10

José "Trocas-te"...........hihihihihihihi........


Primeiro-ministro apresentado em cerimónia pública como José "Trocas-te"

Fica marcada a apresentação do primeiro- ministro, precisamente, no momento em que José Sócrates se preparava para apresentar a Estratégia Nacional de Energia, no Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em Lisboa. José Sócrates dirigia-se para o palco, quando a voz off masculina, que apresentou o chefe do governo, anunciou que a palavra iria ser dada ao primeiro-ministro de Portugal, José "Trocas-te". Foi formal e forte, sem qualquer hesitação, que a voz off anunciou o primeiro ministro pelo nome que o programa Contra-Informação dá a Sócrates. A iniciativa terá apanhado de surpresa os elementos do gabinete de Sócrates, que foram indagar o ocorrido. (in RTP)
publicado por TC às 18:43
28
Mai
09
Assistimos recentemente à confraternização entre o canalha primeiro-ministro espanhol, que despreza os Direitos Humanos, e o seu homólogo português, não menos espezinhador dos mesmos direitos.

Este caso foi muito bem criticado pelo Porco em Pé do PSD, aquele que guincha desalmadamente no parlamento como um ordinário, ajudando a que este seja reconhecido como a Lavandaria Nacional, embora as suas alusões não terem sido todas adequadas. É o oportunista de aproveitamento político que tudo come em qualquer grau de podridão. Como um porco.

Continuando, nada de admirar que um pulha aprove um seu igual e que com ele confraternize. A continuidade destes factos está na origem de grande parte do evidente atraso de Portugal em quase tudo desde o tempo em que o Mário Soares chamou irmãos àquela escória de selvagens indignos que formam a quase totalidade da população dos nossos amaldiçoados vizinhos. Note-se que os malditos são os castelhanos e que o termo Espanha engloba povos como Catalães, Galegos e Bascos, por eles colonizados e que não têm os mesmos sentimentos nem os mesmos princípios, nem cometeram os mesmos crimes hediondos.

A jornaleirada repelente e os sórdidos políticos corruptos nacionais não deixam de nos atirar à cara com os maus exemplos da escumalha castelhana. Porquê? A resposta parece evidente, é intuitiva, sugestiva e bem provada: mostram-nos os maus resultados como se de bons se tratasse para não reclamarmos pela miséria nacional em relação aos países mais avançados de União Europeia. Se não são canalhas, então o que são?

Na verdade, os nossos vizinhos são tudo o que existe de pior na Europa e em certos pontos até em toda a humanidade. Não se trata apenas de corroborar com os factos de que a Amnistia Internacional os acusa anualmente em todos os seus incumprimentos dos Direitos Humanos, das más políticas sempre aqui citadas e agora comprovadas pelo estado da economia nesse país. Era um progresso balofo e sem bases sustentáveis. Não são casos a copiar, são tudo casos a evitar.

Com efeito, as agressões contínuas aos Direitos Humanos, incluindo o assassínio e a tortura são moeda corrente em Espanha e que não melhoram de ano para ano. A sua página na AI sobre os crimes de Espanha é muito mais longa que aquela que reflecte as misérias de Portugal. Este facto não deve, porém, dar azo a qualquer tipo de orgulho nacional desapropriado, mas fazer reflectir como exemplo a não seguir.

A Espanha maldita é um dos raros países europeus que persistem no colonialismo, desrespeitando a Carta das Nações Unidas e todas as organizações internacionais relacionadas com os Direitos Humanos e dos povos. Juntamente com os EUA e Israel é acusada pela Amnistia Internacional de abastardar a definição de terrorismo em alguns artigos do Código Penal espanhol pudesse incluir actos que não seriam apropriadamente compreendidos por essa categoria (sic). A intenção é de ludibriar, permitindo ao estado esconder a perpetração de crimes inqualificáveis contra a humanidade.

Quanto ao passado, não se compreende que tanto espalhafato publicitário se faça sobre a morte dos meros seis milhões de judeus durante a II Guerra Mundial, relativamente aos mais de oitenta milhões assassinados pelos castelhanos nas suas colónias. Os malditos chegaram a exterminar povos inteiros. Então, esses seres humanos não têm mais direito ao reconhecimento que os judeus por serem num número mais de 12 vezes superior? Será a raça maldita cispensada de pedir perdão aos descendentes dos sobreviventes? Porque se continuam a esconder os crimes dum povo bárbaro? Para lhe permitir a continuação dos seus crimes contra humanidade? Para lhes permitir de exterminar os Bascos? Para lhes permitir de matar os imigrantes ilegais?

A questão da real malvadez não se limita exclusivamente aos políticos. O povo animalesco revela os mesmos sentimentos nas demonstrações contra aquilo que querem fazer passa por terrorismo basco. Querem paz, como dizem? Pura mentira, simples falsidade, pois que se fosse verdade tomariam facilmente as mais que evidentes e simples medidas para que assim fosse. Serão tão estúpidos que não possam compreender que se lhes derem a independência a que têm direito se acabam as sequências da revolta dum povo massacrado? Ou querem fazer o mundo compreender que se tomassem essa decisão os ataques de defesa dos Bascos continuariam? Que risota! Como se pode ser tão estúpido a ponto de pensar que ninguém compreende a apresentação dum caso às avessas. No entanto têm-se servido dessa desculpa e há mesmo estúpidos que acreditam e interessados que fingem acreditar. As demonstrações do povo espanhol revelam estupidez crassa.

De espantar, ainda, é que parecem estar convencidos de que se conseguirem dominar a revolta da resistência basca, terminarão com o problema! Acreditarão verdadeiramente que vão assim resolver o problema? Esperarão que os filhos dos bascos que assassinaram não seguirão as pégadas dos pais? A história, tanto antiga como moderna, revela-nos uma outra verdade.

Veja-se um resumo dos crimes maiores dos castelhanos, aqui.
Veja-se aqui o relato do Frei Bartolomé de las Casas, missionário sevilhano e bispo de Chiapas, no México, sobre as inimagináveis e inconcebíveis torturas do mais selvagem povo sobre a terra, aquele que de longe ultrapassou os temidos Mongóis.

Um outro post relacionado sobre uma faceta do terrorismo no mundo. Um outro sobre a traição do Sócrates.

Odiar um tal povo não é ser racista, mas colocar acima de tudo os Direitos Humanos, a verdade, a justiça e a honestidade, valores hoje bem murchos em Portugal, substituídos por valores-lixo de rascas, se virmos onde nos levaram, onde o número de traidores iberistas cresce a olhos vistos. Talvez não seja de admirar se nos lembrarmos do alto grau da desinformação nacional e das palavras de Victor Hugo: a ignorância é a mãe da estupidez. A internet está literalmente infestada de lixo espanhol que todos os imbecis teimam em reexpedir para tudo quanto é e-mail. Não nos bastará já o nosso próprio lixo? Não, pois que queremos importar todo o mais que encontramos para podermos justificar o que se diz de Portugal: a estrumeira da Europa.


Adenda29-5-09 14h50

Para quem preferir rescrever a história (costume que se tem vindo a enraizar) e desmentir a queixa/pedido do missionário ao rei espanhol, segue-se um pequeno extracto. São apenas algumas das suas frases numa descrição pormenorizada que em 46 páginas num ficheiro PDF.

Todas estas universas e infinitas gentes a todo género crió Dios los más simples, sin maldades ni dobleces, obedientísimas y fidelísimas a sus señores naturales e a los cristianos a quien sirven; más humildes, más pacientes, más pacíficas e quietas, sin rencillas ni bullicios, no rijosos, no querulosos, sin rencores, sin odios, sin desear venganzas, que hay en el mundo.
...
En estas ovejas mansas, y de las calidades susodichas por su Hacedor y Criador así dotadas, entraron los españoles, desde luego que las conocieron, como lobos e tigres y leones cruelísimos de muchos días hambrientos. Y otra cosa no han hecho de cuarenta años a esta parte, hasta hoy, e hoy en este día lo hacen, sino despedazarlas, matarlas, angustiarlas, afligirlas, atormentarlas y destruirlas por las extrañas y nuevas e varias e nunca otras tales vistas ni leídas ni oídas maneras de crueldad...
...
Daremos por cuenta muy cierta y verdadera que son muertas en los dichos cuarenta años por las dichas tiranías e infernales obras de los cristianos, ºinjusta y tiránicamente, más de doce cuentos de ánimas, hombres y mujeres y niños; y en verdad que creo, sin pensar engañarme, que son más de quince cuentos.
...
La causa por que han muerto y destruído tantas y tales e tan infinito número de ánimas los cristianos ha sido solamente por tener por su fin último el oro y henchirse de riquezas en muy breves días e subir a estados muy altos e sin proporción de sus personas (conviene a saber): por la insaciable codicia e ambición que han tenido, que ha sido mayor que en el mundo ser pudo...
...
Entraban en los pueblos, ni dejaban niños y viejos, ni mujeres preñadas ni paridas que no desbarrigaban e hacían pedazos, como si dieran en unos corderos metidos en sus apriscos. Hacían apuestas sobre quién de una cuchillada abría el hombre por medio, o le cortaba la cabeza de un piquete o le descubría las entrañas. Tomaban las criaturas de las tetas de las madres, por las piernas, y daban de cabeza con ellas en las peñas. Otros, daban con ellas en ríos por las espaldas, riendo e burlando, e cayendo en el agua decían: bullís, cuerpo de tal; otras criaturas metían a espada con las madres juntamente, e todos cuantos delante de sí hallaban. Hacían unas horcas largas, que juntasen casi los pies a la tierra, e de trece en trece, a honor y reverencia de Nuestro Redemptor e de los doce apóstoles, poniéndoles leña e fuego, los quemaban vivos. Otros, ataban o liaban todo el cuerpo de paja seca pegándoles fuego, así los quemaban. Otros, y todos los que querían tomar a vida, cortábanles ambas manos y dellas llevaban colgando, y decíanles: "Andad con cartas." Conviene a saber, lleva las nuevas a las gentes que estaban huídas por los montes. Comúnmente mataban a los señores y nobles desta manera: que hacían unas parrillas de varas sobre horquetas y atábanlos en ellas y poníanles por debajo fuego manso, para que poco a poco, dando alaridos en aquellos tormentos, desesperados, se les salían las ánimas.
...
Una vez vide que, teniendo en las parrillas quemándose cuatro o cinco principales y señores (y aun pienso que había dos o tres pares de parrillas donde quemaban otros), y porque daban muy grandes gritos y daban pena al capitán o le impedían el sueño, mandó que los ahogasen, y el alguacil, que era peor que el verdugo que los quemaba (y sé cómo se llamaba y aun sus parientes conocí en Sevilla), no quiso ahogarlos, antes les metió con sus manos palos en las bocas para que no sonasen y atizoles el fuego hasta que se asaron de despacio como él quería. Yo vide todas las cosas arriba dichas y muchas otras infinitas. Y porque toda la gente que huir podía se encerraba en los montes y subía a las sierras huyendo de hombres tan inhumanos, tan sin piedad y tan feroces bestias, extirpadores y capitales enemigos del linaje humano, enseñaron y amaestraron lebreles, perros bravísimos que en viendo un indio lo hacían pedazos en un credo, y mejor arremetían a él y lo comían que si fuera un puerco. Estos perros hicieron grandes estragos y carnecerías. Y porque algunas veces, raras y pocas, mataban los indios algunos cristianos con justa razón y santa justicia, hicieron ley entre sí, que por un cristiano que los indios matasen, habían los cristianos de matar cien indios.


Um site Porto Riquenho publica o mesmo texto e testemunha do silêncio que se tem querido impor a esta malvadez.

Nesta página há imensos links para outros testemunhos nos mais diversos sites. Só corroborando com a dita malvadez se pode querer ignorá-los.
publicado por TC às 23:25
11
Jul
08
O Sr. mente, mente, mente...
Com muita pompa e forrobodó da propaganda o nosso 1º veio mostrar um acordo com a Nissan para a produção em Portugal de Veículos Eléctricos (EV). Eu até estava a achar interessante a ideia pois já era sem tempo de se optar por um transporte que já circula em muitas estradas da Europa à uns anos.

MAS.....

Depois "acordei" para a realidade ao ouvir o aldrabão. ELE disse que "está a estudar a forma de que os VE venham a pagar apenas cerca de 30% do IA dos restantes veículos..."

MAS.....

Na legislação em vigor os EV (veículos eléctricos pros burros que ainda acreditam nesta merda de governo) pagam ZERO de imposto automóvel!!!!!!

ZERO!!!!

Esta é a forma de criar um imposto de 30% e fazer propaganda de que se vai retirar 70% de algo que não existe. Pensem comigo: 70% de 0 é Zero. É este o desconto para os EVs.

Então eu traduzo as palavras do Pinóquio: "estou a estudar a forma de criar um novo imposto pois se esta merda for para frente tou f*****.... vou perder o meu tacho.... a GALP não vai gostar nada.... mas compensa com a EDP.... e depois crio um sistema de troca de baterias com aluguer à GALP.... é isso.... isto é bom negócio....."


Agora umas perguntas que vi num local que realmente se interessa pelos EV:
1. O que é que foi assinado exactamente (memorando???) Qual foi exactamente o compromisso? E prazos?
2. Que frota é que a Nissan vai apresentar? Micras e Clio VE ou aqueles de três lugares? São veículos urbanos ou mais generalistas? De onde saiu a tal autonomia de 200km? Existem mais especificações, nem que seja como objectivos a atingir?
3. Como é que funciona este tratamento das baterias como se fossem bilhas de gás?? É este o sistema que propuseram aos israelitas ou é um acordo daqui para incluir Galps e afins? Fará sentido restringir outras companhias a este formato para combater as críticas de autonomia?

4. Esta infraestrutura publica de carregamento seria gratuita ou paga? Aparentemente na Dinamarca e em Londres planeiam que seja gratuita até os VE's serem 15% da frota total.

Actualização do post:
Hoje dia 11 já há algumas notícias referentes a este facto. A QUERCUS já disse que o Pinóquio mente. No JN e no Público.
publicado por TC às 00:26
18
Jun
08
Sr. Sócrates, só deus sabe o desprezo que tenho por si, não enquanto político, porque até faz bem o seu papel: veste-se como aqueles fácies aflitivos e retardados do Interior sonham, desde as botas de Salazar, presta-se bem às anedotas, nas quais somos exímios, e tem conseguido manter este país razoavelmente no lugar que ocupa, desde que deixou de poder pilhar os outros povos. Pior do que o desprezo do homem público é o desprezo que sinto pelo homem humano, aliás, desumano, porque você parece feito de um poliestereno reles, reciclado e semi-rígido -- não não tome isto como uma insinuação sobre o seu pendor anal, estamos mesmo a falar de matéria consubstancial, como se diria no Primeiro Concílio de Niceia, o plástico, que, em si, é o plástico de si, que se revela Natureza, e prolonga em Acto -- um poliestereno que só consegue despertar piedade.
Hoje, à hora do Buzinão, como sempre, eu estava onde não devia, e até lhe vou dar alguns dados pessoais: estava sentado diante da Comadre -- acho que é assim que se diz -- do Cônsul do Dubai, em Londres, sim, imagine, para o que me haveria de dar hoje..., e ela debitava-me uns argumentos que não sei se servirão à E-Ko, se ao Pedroso: O Dubai, e Oman, assentam, até à extremidade do território Persa (e suponho que Afeganistão incluso), num gigantesco colchão de gás natural, que os que têm meios SUGAM, e os que não têm meios vêem sugado. Parece que ao ritmo de cada quarto de casa com ar condicionado, poderá durar 5 anos... O Dubai é uma espécie de Brave New World, onde coabitam as coisas mais estranhas do Mundo, desde as visitas reles do Hermann José e do "marido", ao tal hotel de 6 ******, que a miserável Torre Vasco da Gama, tenta imitar em Lisboa, até aos endinheirados, que lá vão fazer todas as porcarias que o Corão os inibe de fazer nos seus estados atrofiados e medievais, que Israel, de quando em vez, com a América pela mão, tenta atirar para a frente, enfim, para uma frente que só convém a alguns, mas que é, "malgré-tout", um "aggiornamento" forçado.
Não é isso que me traz aqui: Sr. Sócrates, conhecido nalguns meios, pouco letrados, pelo "Engenheiro", gostava de que o senhor tivesse visto o que eu vi hoje, à saída do Metro de Sete Rios. Eram dois rapazitos -- eu sou mau a dar idades -- talvez entre os 12 e os 14/15 anos, que não estavam mal vestidos, naquelas librés coloridas, que tentam imitar a Guarda Suiça, mas em vermelho, com uns emblemas de colégios inexistentes, não percebi bem se aquilo era Feira do Relógio, se uma relativa abundância bruscamente colapsada. Um deles passou por mim, mas como a Mariazinha bem sabe, das várias vezes que comigo se cruza, perto ex-Pavilhão do Rei D. Carlos, geralmente levo o telemóvel na orelha, não porque goste, mas porque, infelizmente, ultimamente tenho tido uma sequência de matérias bem graves para tentar gerir, em simultâneo, e nem ouvi o que me disse, excepto... "50 cêntimos". Depois de aquilo me ter ficado no subconsciente, olhei para trás, e confirmei que eram mesmo dois, erráticos, e zanzantes, e, quando desliguei, voltei a passar perto, para tentar perceber o que era. O mais velho, com um buço tipo o da Ministra da Saúde, pediu-me ajuda para comer, eu disse que já o amigo, irmão, suponho, o tinha feito, e acabei por dar 50 cêntimos a cada um (Faz cá falta a Allegra Geller do Carvalhido, para dizer que se deveria passar imediatamente a mão pelo botão direito do rato, e ler claramente que se tratava de Pedofilia...). Não, não era Pedofilia: era uma bota que não batia com a perdigota, como se aqueles dois tivessem sido subitamente deslocalizados de um determinado patamar socio-económico e lançados na realidade do País das Maravilhas do "Engenheiro". Ainda me virei para trás, com toda a gente a ver, porque, nisso, já nos comparamos com a Europa -- ninguém pára.... -- e acrescentei: espero que não me tenham estado a mentir.
Sr. Sócrates: gostava de que tivesse ficado ao meu lado, com o seu ar de pessoa sensível, universalmente reconhecido, e os tivesse visto contar as moedas que tinham na palma da mão, para as meterem naquelas máquinas frias, e impiedosas, que costumam caçar dinheiro, para, de facto, tirarem... dois bolos. Cá do alto, e o meu alto é relativo, porque é a exacta Distância Zen do Mundo, eu já estava com mais duas moedas na mão, caso as máquinas falhassem: há certas expectativas que é impossível deixar defraudar, e nós temos de ser, nesses minuciosos instantes, os pequenos deuses locais "ex-machina", que devem assegurar o regular funcionamento dos fatais pormenores invisíveis.
Sr. Sócrates, não pode imaginar o peso que sobre mim teve aquele vidro, que separava os putos dos seus pequenos objectos de prazer. Deixe que lhe diga que, para si, uma besta exaltada, hipócrita e amaricada, capaz de vender a alma ao diabo em prol de uma magra "carreira política", sempre com a mesma desgastada aparência do fato que quer passar por caro, e talvez seja, mas não o inibe de ter a mesma penca de saloio, do merceeiro da minha defunta vovó, nem o sotaque das brenhas, que mostra que frequentou pouco as grandiloquências das vozes graves dos nossos poetas, Sr. Sócrates, até por isso gostaria de que tivesse estado ali, pudesse ter visto a minha camisa de linho azul, com 7 000 km de viagem, e que, como os seus fatos -- vamos a medições, cão, por cão, cão e meio... -- daria, pelo valor, para esvaziar a vitrina inteira. Eu sei que um pensamento destes nunca lhe passaria pela cabeça, nem a si, nem a mim, mas hoje passou-me mesmo, pelo meu remorso pessoal, da facilidade com que eu satisfaço um capricho e que levou a que aqueles putos-do-deus-dará tivessem de andar a contar cêntimos, para poderem cumprir um pequeno sonho. Para si, não há pequenos sonhos, há pesadelos extensíveis e retrógrados, que insistem em ter o rosto das centésimas, mas tudo isso é falso: a infelicidade que o Sr. conseguiu, nos seus três miseráveis anos de Governo, estender a uma população inteira é indescritível, e não tem fronteiras nem perdão... e, ah, sim, não se vá já embora, porque que ainda lhe quero contar o resto... Depois de cumprido o pequeno milagre, aqueles filhos dos homens, ora condenados a serem sombra de gente, avançaram para mais um acto do Enorme Descampado em que o quotidiano se lhes tornou, erraticamente quebrado o galho do mundo frágil em que teriam vivido. Se quer que lhes diga, na manhã deste Buzinão, algo deve ter colapsado irremediavelmente no seu pequeno mundo, e os pais, que, na véspera ainda poderiam ter cumprido o ritual dos pólos de marca, talvez tenham deixado cair a brutal sentença do "hoje não temos mais dinheiro para vos dar...", vá, eu sei que dói, mas oiço ainda o resto: depois do bolo, passaram pelo café da esquina, onde pára o homem comum, e pediram, cada um, um copo de água, e -- eu vi! -- pediram à brasileirita do balcão, se podiam despejar lá dentro um dos pacotes de açúcar do café (!), e despejaram, e beberam. Como sabe, isso faz bastante mal à saúde. Brevemente irão fazer as Provas do 9º Ano, onde a execrável Bruxa que você insiste em chamar de Ministra tanto aposta, e irão ter o sucesso que se imagina, como, brevemente, estarão aptos a utilizar todos os quadros interactivos do mundo, e a comunicar a Realidade por teoremas e estrofes de Camões. Não era esse todavia o rumo do resto do seu dia: com a casa destroçada, todo o Mundo se lhes tornava numa Rota de São Brandão, e avançaram, quaisquer navegadores da Terra Incógnita, para afrontar a barreira seguinte, porque, para aqueles que nada têm, tudo é, subitamente BARREIRA, e atravessaram a cancela do Metro, muito colados a alguém que tinha enfiado o bilhete na ranhura... Do outro lado, já se erguia o olhar severo da vigilante, porque, neste país execrável que você construiu, há uma metade que sofre e outra metade que vigia, e pune, os que sofrem. Ainda parei, não fosse a funcionária interpelá-los, e eu ter de interpor a caução de cobrir mais aqueles bilhetes na direcção de um qualquer Desconhecido.
Gostava de que tivesse estado ao meu lado, Sr. Sócrates. Perdi, ou ganhei, como queira, nisto tudo, meia hora do meu fim de dia, e fi-lo friamente, nada comparável com aquele seu esgar de comoção, que acompanhou a assinatura, nos Jerónimos, com a outra tarada a gemer, desafinada, daquele texto, tão importante para a sua "carreira política".
Deixe que lhe diga que eu, refinadíssimo filho da puta, que por si nutre a maior indiferença política, e o maior desprezo, enquanto nascíturo humano, é por estas e outras coisas que ainda me animo a escrever aqui, diariamente, todas as provocações, e vos marco, com selo de fogo, toda a indignidade da vossa imensa agonia, a que chamam "governação". Isto Sr. Sócrates, era taõ-só uma pequena amostra urbana do gigantesco desastre para que conduziram Portugal.
Gostaria de que tivesse assistido a isto comigo, o Sr., no seu "Armani", eu, na minha caríssima "Richard's", com a diefrença de que você talvez não tivesse visto nada, e eu estivesse, com a minha pena, a grafar-lhe já um sinistro epitáfio: "Esta é a minha ditosa Pátria, diariamente em ti vaiada..."
(Hexágono em "Arrebenta-Sol", "A Sinistra Ministra", "Democracia em Portugal", "KLANDESTINO", "The Braganza Mothers" e "The Twingly Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:37

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