...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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25
Ago
09
Transcreve-se o artigo de Paulo Ferreira, sublinhando a frase final. Nada é dito sobre se os fantásticos resultados são devidos à suspensão da célebre TLEBS ou à guerra com os professores, que chegou algumas vezes ao patamar do «insulto» ou se foram alcançados apesar disso. No fim indicam-se alguns títulos sobre o mesmo tema.

Os caminhos da Educação
JN. 090825. 00h30m. Por Paulo Ferreira

O retrato ontem apresentado pelo Governo sobre os chumbos (taxas de retenção, como agora se diz) verificados no Ensino Básico e Secundário no último ano lectivo é uma maravilha. Como são também uma maravilha os dados relativos às matrículas no nono ano de escolaridade e o número de alunos que concluíram com proveito este grau. Peço desculpa pelo que se segue, mas não há outra forma de ilustrar o sucesso sem recorrer aos números. Aí vão eles.

Taxa de chumbos no Secundário no último ano lectivo: 18%, menos 4% do que em 2007/2008 (em 2000/2001, a taxa de retenção era de 40,2%).

Taxa de chumbos no Básico: 7,7% por cento, menos 0,6% do que no ano lectivo anterior. A taxa de chumbos no Ensino Básico situava-se em 14% no ano lectivo de 2001/2002 (baixou para metade, portanto).

Número de alunos que concluíram o nono ano de escolaridade, no ensino público e privado, evoluiu 50%, entre 2005 e 2009 (de 81 743 para 121 222).

Número de alunos matriculados no nono ano no ensino público e privado cresceu 36%, entre 2005 e 2009.

Número de alunos matriculados no 10.º ano de escolaridade no ensino público e privado aumentou de 114 895 no último ano lectivo, face aos 113 031 de 2007/2008.

Quem esconder uma pontinha de orgulho depois de ler isto não é, verdadeiramente, um patriota. Portugal progride a olhos vistos, pelo menos no fundamental e decisivo capítulo da Educação. As confederações de pais e professores vêem com bons olhos esta realidade. Uns acham que é mérito do esforço acrescido dos alunos, outros julgam que os docentes são a chave deste sucesso. A Oposição, maldosa como sempre, não acredita: trata-se de pura manipulação estatística, diz. A ministra e o primeiro-ministro rejeitam as acusações de facilitismo.

E nós, que devemos nós pensar? Eu, francamente, fico contente com a evolução da coisa. Sim, aceito que os números possam ter sido um bocadinho retocados; aceito que os professores reclamem para si a vitória; e até acredito que os nossos alunos (tantas vezes apelidados de calaceiros) se tenham esforçado um bocadinho mais nos últimos anos.

Aceitando tudo isso de espírito aberto, sobra apenas uma pequena questão. Por que carga de água se alcançaram só agora números tão entusiasmantes nestes níveis de ensino? Todos os anteriores ministros - e são já bastantes... - foram inábeis, incompetentes e incapazes de perceber qual o caminho a seguir para reduzir os chumbos e estancar a hemorragia do abandono escolar? Juro que as perguntas só têm um mísera dose de ironia. Porque, de facto, a coisa é intrigante.

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publicado por TC às 08:07
03
Jan
09
Todos nos devemos lembrar de algumas das vezes sem conta em que Paulo Portas não perde a oportunidade de, fiando-se na ignorância geral, faz discursos que se esforça por serem persuasivos, tentando impingir-nos a idiotice de que mais polícias na rua é uma necessidade por ser a medida correcta e adequada para prevenir o pequeno crime. Não o alto crime planeado dos corruptos, que escapa sempre a também corrupta justiça nacional com dois pesos e duas medidas.

Quem quer que seja que se tenha preocupado a investigar e conhecer o que se passa pelo mundo, nem precisa de ir muito longe para conhecer o que nesse âmbito se passa e tem passado em países europeus. Os exemplos não faltam, mas o PP sabendo que poucos se têm tomado esse conhecimento, atreve-se a mentir descaradamente. Com o mesmo descaramento com que engana os eleitores pelas feiras e praças, tentando convencer os mais pobres a votarem num partido da direita, ou seja, a que se prontifiquem a sacrificarem-se voluntariamente e engordar os mais ricos com as suas migalhas.

O que o PP nos encobre, por evidente conveniência, é a realidade nua e crua. Os países com maior paz social e menos crimes são precisamente aqueles onde existe maior justiça social. Quanto mais atenuada a diferença entre os mais ricos e os mais pobres, maior é a segurança e menos polícias se vêm na rua. O que ele também esconde é que o método de pôr mais polícias na rua é comparável a dar cacetada no pobre que rouba um pão por ter fome. Evidentemente, crime é sempre crime, mas reconhecer as suas causas é admitir a realidade, o que ele não faz. De certo que os que praticam crimes não nasceram criminosos; as circunstâncias, a pré disposição e as oportunidades a isso o levaram. Também aqui se pode aplicar o velho ditado de que a «ocasião faz o ladrão». Isto não pode o PP dizer, porque equivalia a confessar a existência do enorme desnível social que ele tanto se esforça por amplificar: tirar aos pobres para poder dar aos que têm mais. Reflectindo um pouco sobre as suas palavras cada vez que ele fala chegamos sempre a esta conclusão.

Entre o Natal e o Ano Novo veio o Procurador Geral da República anunciar-nos um previsível aumento do crime para o ano que agora se inicia. Baseou ele muito bem a sua previsão no mais que certo aumento da pobreza e da miséria no país. A sua explicação desmentiu assim, mais uma vez, os contínuos embustes do PP consequentes do seu eterno propósito de tirar aos que mais precisam para dar aos que mais têm, aliás dogma de base do seu partido.
publicado por TC às 01:29
18
Out
08

Recebi por e-mail, de pessoa devidamente identificada, o que passo a transcrever, a ser verdade, o que não desconfio, pois existem imagens no vídeo também aqui facultado, estamos perdidos, estamos bem arranjados com esta corja governativa falaciosa sem escrúpulos que com propaganda esta a dizimar Portugal e os portugueses.

Uma amiga, professora, que trabalha no agrupamento escolar do meu concelho disse-me há dias que esta história das Novas Oportunidades é uma grande fantochada. Para adquirires o 12º ano, por exemplo, basta fazer um trabalho (a que chamam Portefólio) contando toda a tua vida pessoal e profissional, desde o nascimento até aos dias de hoje, acrescentando aqui e ali algumas notas (que podes pesquisar na net) sobre a vila onde moras, opiniões sobre qualquer questão que consideres relevante, e nada mais. Para este programa, o Ministério disponibilizou tanto dinheiro que a dificuldade é saber como gastá-lo. O pior é que são milhares de euros que o Agrupamento tem para essa acção mas que não podem ser gastos em nada mais. O objectivo é contribuir para as estatísticas e aumentar o indice de escolaridade de forma leviana. Daí que as escolas tenham tanta dificuldade ao ponto das crianças precisarem de contribuir para o seu almoço com 1 euro diário. Há falta de material, não podem haver actividades para além das curriculares, porque não existe verba disponível. O papel higiénico tem de ser levado de casa pelos alunos… mas isso não interessa nada. Agora, tive conhecimento de mais esta pérola do governo: uma acção de formação para professores sobre o Magalhães. Sim, porque o governo colocou tanta euforia na divulgação do Magalhães que se esqueceu de, em primeiro lugar, explicar aos professores e encarregados de educação, quais os benefícios deste portátil no ensino e como deveria ser incluído no sistema curricular do 1º ciclo. Colocaram o carro à frente dos bois…
A verdade é que esta questão nunca foi ponderada e a prova está nas acções de formação que o ministério vem agora impingir aos professores. Acções que nem lembra ao diabo! Como se não bastasse, convidou para a apresentação do portátil a crianças, numa acção em Lisboa, um indivíduo que está a ser julgado por pedofilia: o sr. Carlos Cruz!!! Se querem saber o que o professor Paulo Carvalho denunciou sobre uma “ridicula” acção de formação sobre o magalhães, não deixem de ler e de ver o vídeo (abaixo). Vão ficar como eu: literalmente de boca aberta.



também publicado no "A mim ninguém me cala - Beezz"
publicado por TC às 18:40

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