...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

Posts mais comentados
subscrever feeds
tags

todas as tags

Pesquisa personalizada

29
Mar
10
Fala-se hoje em democracia como sendo o governo para o povo e com o povo, mas a prática mostra decisões autocráticas contra o povo sem consideração por este. Há cinco anos, foram prometidas reformas na Justiça, na Educação, na Saúde, na administração pública, o que criou esperanças num Portugal melhor porque eram desejadas reformas profundas desde havia vários anos.

Porém, as esperanças foram goradas porque, em cada um desses sectores, o que se decidiu nos gabinetes foi uma guerra aberta contra os servidores do Estado que deviam ser parte activa na concretização das reformas. Deviam ter sido ouvidos e convencidos a colaborar nas soluções melhores para os beneficiários de tais serviços públicos. E esses servidores saberiam o que mais interessava mudar.

Já em 1933, a Constituição da República dizia que «a soberania reside em a Nação». Mas tal foi esquecido e nem o 25 de Abril veio esclarecer os governantes de que governar é uma actividade para o povo, com o povo e nunca contra o povo que é soberano. «O povo é quem mais ordena» dizia-se na canção.

Mas os políticos são duros de ouvido e não compreendem as verdades sublimes nem que sejam ditas a cantar! Isso fica bem evidente no que se passa em Valença, onde o «povo manifestou-se contra anunciado fecho da Urgência». Com efeito, segundo a notícia, «mais de uma centena de pessoas exigiu, ontem, sexta-feira, em Valença, o funcionamento, durante 24 horas por dia, das Urgências do centro de saúde local. Comissão de utentes promete endurecer formas de luta caso a tutela "insista em não atender à pretensão de Valença".

Será que o governo vai mandar os doentes a TUI, na Galiza, tal como fez às parturientes alentejanas ir dar à luz em BADAJOZ? Para que é que os portugueses pagam impostos, se têm de recorrer ao País vizinho?

Faz bem o povo em se manifestar, porque os políticos têm interesses pessoais e partidários a defender e só alteram as suas decisões caprichosas se forem pressionados e tal tem sido visto, no âmbito da saúde, em vários pontos do País. O Povo soberano tem que acordar e manifestar o seu mal-estar e reclamar as medidas adequadas para termos um Portugal melhor. Os governantes precisam de aprender a Pensar antes de decidir.

Entretanto, chegaram notícias mais recentes:

Há realmente que gerir da forma mais rentável os recursos existentes. Mas não se pode esquecer o apoio a casos verdadeiramente urgentes. Convém prever e tornar eficaz tal apoio.

O INEM está em condições para realizar essa tarefa? Os responsáveis nunca devem esquecer que o SNS foi criado, em boa hora, para apoiar as pessoas com problemas de saúde. Tal objectivo não pode ser descurado, embora deva ser atingido por forma mais económica mas sem perder eficácia.
publicado por TC às 10:02
21
Nov
08
A felicidade é algo de muito subjectivo, também expressa pelos termos alegria, júbilo ou contentamento e, por isso difícil de medir e comparar. Trata-se de um sentimento humano de bem-estar, euforia, empolgação, paz interna, sendo o seu oposto a tristeza. Os sentimentos, de uma forma genérica, são informações que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivem.

Segundo o artigo do DN, «Só búlgaros e letões são mais infelizes que os portugueses». Dada a subjectividade do tema, esta conclusão não é um palpite, mas resulta de um inquérito sobre a qualidade de vida dos europeus A felicidade média da população da UE - calculada a partir das respostas de 35 mil cidadãos europeus em idade adulta, de 31 países europeus - ronda os 7,5 pontos, na escala de um a dez. Os portugueses nas respostas ao inquérito situaram-se na cauda da Europa dos 15 onde a media é de 6,9 pontos. Mais infelizes, depois dos portugueses, apenas os letões e os búlgaros. Os três países no topo da lista da felicidade da EU são Dinamarca, Suécia e Finlândia.

O inquérito agora divulgado por uma Agência da UE está integrado num estudo da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound), ontem divulgado.
O estudo evidencia, como é do sentimento geral, que indivíduos com ordenados elevados, emprego seguro e um nível elevado de educação são os que se dizem mais felizes na vida. Pelo contrário, as pessoas que não podem pagar pelas necessidades básicas, não podem deixar de se considerar infelizes.

Para poder chegar a conclusões numéricas, o inquérito foi realizado em 31 países em toda a Europa entre Setembro de 2007 e Fevereiro de 2008 e abrangeu aspectos como qualidade de vida, atitude face ao futuro, condições de vida e de experiência de vida, grupos sociais e demográficos, idade, rendimentos, relações familiares e saúde (acesso, distância a hospitais e a médicos, seu custo, atrasos), e outros.

Daqui se conclui que o rectângulo lusitano constitui um óptimo desafio para os governantes e demais políticos mostrarem o que valem na consecução do objectivo de elevar a posição de Portugal entre os seus parceiros europeus. É certo que os sentimentos pertencem ao mais íntimo das pessoas, mas tais sentimentos, como mostra o referido estudo, dependem de muitos factores cuja melhoria está ao alcance de governantes e autarcas. Os portugueses devem observar mais os actos do que as palavras dos seus eleitos, a fim de concluírem do seu grau de desempenho das funções que lhes foram delegadas. As árvores avaliam-se pela quantidade e qualidade dos seus frutos, e é assim que os cidadãos devem olhar para os eleitos.
publicado por TC às 17:53
09
Jul
08
O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Beraldino Pinto, não admite perder o helicóptero de emergência que o ministério da Saúde lhe tinha prometido. Se o "heli" for cancelado, o autarca considera que os protocolos celebrados com o Ministério da Saúde devem ser anulados e repostos os serviços encerrados, voltando à situação de antes deste Governo. Um contrato não pode vigorar se uma das partes recusa cumprir os compromissos assumidos.

O presidente do INEM admitiu, em declarações à "Antena 1", que podem ser desnecessários os helicópteros de emergência previstos para o Alentejo, Trás-os-Montes a Beira Alta.

Para maior esclarecimento do problema ler aqui, aqui e aqui.

Certamente, os transmontanos veriam o problema resolvido se imitassem os «poderosos» da Região Oeste que, sob a ameaça de «birrinhas» (ver post anterior), obtiveram o chocolate de apenas 197 milhões de euros. Ou será que o número de eleitores de Trás-os-Montes não é tão significativo como o daquela região? O que conta são os votos. É esse o factor que conduz à desertificação do interior: poucos votos levam a ausência de benefícios e, depois, a população emigra e reduz mais os eleitores, e a espiral de atraso agrava-se cada vez mais.

Será que a promessa do helicóptero de emergência não significa mais para a gente de Bragança de que a promessa de um aeroporto na Ota tem para os habitantes do Oeste?
publicado por TC às 10:55

links

Ganha dinheiro na Net

L-Image-4_1-216x54

tags

todas as tags

blogs SAPO