...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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01
Out
10
Imagem do Kaos

É sempre bom, quando as coisas se tornam claras. Ontem, o Sr. Sócrates, conhecido por "Engenheiro", o que, em Portugal, é sempre uma prova de parolice e subserviência, como o clássico "Sr. Doutor", da puta que o pariu, veio provar que era, de facto, um mero fantoche, ao serviço de grandes dinâmicas mundiais, nas quais, para todos os efeitos, já não temos lugar, a não ser como capachos, dobradiças e caixotes de lixo. É bom que se saiba isso, e é quase indiferente que seja o seu nariz de batata, travestido de Armanis, a dar-nos a boa nova. Para os entendidos, a boa nova já era muito velha, só estava à espera de uma balda para poder aparecer.

Aparentemente, passámos de um destino de navegadores a clientes de segunda de alfaiatarias, uma, dos anos 50, da Rua dos Fanqueiros, outra, ainda mais miserável, de um gajo "licenciado" nas Novas Oportunidades, que se deslumbra com tecidos que lhe assentam francamente mal.

Vou ser breve, e introduzir já a frase com que se deverá concluir este texto: chegámos ao tempo em que é preciso fazer cortes, mas não nos salários, e, sim, em certas cabeças.

O Sr. Aníbal, de Boliqueime, com a sua corja de Ferreiras do Amaral, de Leonores Belezas, de Miras Amarais, de Dias e Valentins Loureiros, de Duartes Limas, do pedófilo Eurico de Melo, de Durões Barrosos e tantos outros nomes do estrume que já se me olvidaram, inaugurou o derradeiro ciclo de declínio de Portugal, quando vendeu o Estado a retalho, e permitiu que os Fundos, que nos iam fazer Europeus, fossem fazer de forro de fundo de bolsos de gente muito pouco recomendável. A apoteose dessa desgraça teve vários rostos, as Expos, do ranhoso Cardoso e Cunha, e a mais recente, o BPN, onde estavam todos, 20 anos depois, refinados, enfim, tanto quanto o permite o refinamento da ralé, e isso custou ao Estado um formidável desequilíbrio, que a máquina de intoxicação, feita de comentadores de bancada, de ex-ministros que tinham roubado, e queriam parecer sérios, e de carcaças plurireformadas, de escória, em suma, que há muito devia estar arredada do palco da Opinião, nos fez crer ser uma "Crise".

Depois, veio a outra "Crise", a Internacional, cozinhada em Bilderberg, e que se destinava, como se destinará, a criar um Mundo mais pobre, de cidadãos mais miseráveis, cabisbaixos, e impotentes. Nem Marx sonhou com isso: é mais Asimov, Orwell e uns quantos lunáticos de ficção científica reciclada em Realidade, e vamos ter, nós, os intelectuais, de prever e preparar as novas formas de reagir, contra esse pântano civilizacional. A seu modo, será uma Idade do Gelo Mental e Social, minuciosamente preparada, para a qual, aviso já, não contem comigo.

Como na Epopeia de Jasão, depois do miserável Cavaco, vieram os Epígonos, os "boys-Matrix" do Sr. Sócrates, um Matrix de Trás os Montes, o que, já de si, cheira a ovelha, animal que só estimo naquela classe de afetos que São Francisco de Assis pregava, e nada mais. Podem chamar-se o que quiserem, Pedros Silvas Pereiras, a cadela Isabel Alçada, a aquecer os motores para substituir o marido na Gulbenkian, mal ele se reforme; a mulher a dias do Trabalho, os pedófilos dos olhos descaídos e aquele pequeno horror, chamado Augusto Santos Silva, que parece, e é, uma barata de cabelos brancos e alma pegajosa. Esta gente toda convive connosco, quer-nos levar ao abismo, e fala da inevitabilidade de "cortes". Eu também estou de acordo: toda a frota de carros da Administração Pública deve ser vendida em hasta pública -- pode ser aos pretos da Isabel Dos Santos, que adoram essas coisas... -- e passe social L123, para todos os Conselhos de Administração, com fedor de Vara, Cardona, Gomes, ou Zeinal Bava. Os gabinetes imediatamente dissolvidos, e os assessores reenviados para os centros de reinserção social, para aprenderem o valor do Trabalho, e não confundirem cunhas com cargos; os "Institutos", de quem o Vara era especialista, e o Guterres, num súbito fulgor de não miopia chamou "o Pântano"; os "off-shores"; a tributação imediata de todas as especulações financeiras com palco português, feitas em plataformas externas; a indexação do salário máximo, dos tubarões, aos índices mínimos das bases, enfim, uma espécie de socialismo nórdico, não o socialismo da rabeta, inaugurado pelo Sr. Soares, e transformado depois, nesta fase terminal, em esclavagismo selvagem, pela escória que nos governa.

Acontece que, se os Portugueses sentissem que estavam a ser governados por gente honesta, e tivesse acontecido um descalabro financeiro, prontamente se uniriam, para ajudar a salvar o seu pequeno quintal. Na realidade, a sensação geral é a de que há, ao contrário, um bando de criminosos, inimputáveis, que se escaparam de escândalos inomináveis, de "Casas Pias", de "Freeports", de "BPNs", "BPPs", "BCPs", "Furacões", "Independentes", Hemofílicos", "Donas Rosalinas", "Noites Brancas" e tanta coisa mais, que dispõem de um poder de mafia e associação tal que destruíram a maior conquista do Liberalismo, a separação dos Poderes, tornando o Judicial uma sucursal dos solavancos políticos, do rimel das Cândidas e das menos cândidas, das Relações, e das relações dos aventais, das "ass-connections" e das Opus, enfim, de uma Corja, que devia ser fuzilada em massa, que roubou, desviou, pilhou e, agora, vem tentar sacar a quem tem pouco, muito pouco, ou já mesmo nada.

Somos pacíficos, mas creio que chegou a hora de deixarmos de o ser.
Pessoalmente, mas não tenho armas, já escolhi alguns alvos.
Curiosamente, se pudesse, nem seria um Político aquele que eu primeiro abateria, seria uma coisa, uma lêndea, um verme pútrido, chamado Vítor Constâncio, que julga que, por estar longe, fugiu da alçada de um qualquer desvairado que se lembre de ainda o esborrachar com o tacão.
Infelizmente, ou felizmente, nem sou violento, nem tenho armamento em casa, porque é chegada a hora, não dos cortes no bem estar de quem tem pouco, mas nas cabeças que provocaram, ao longo de décadas, o imenso horror em que estamos.
Toda a gente lhes conhece os rostos, e suponho que será unânime na punição.
Por muito menos, há quase 100 anos, deitou-se abaixo um regime, cuja corrupção era uma brincadeira, ao lado do que estamos a presenciar.

Não tenho armas, digo, mas menti, porque, de facto, tenho uma, e que é a pior de todas, o Dom da Palavra, e acabei, esta noite, de voltar a tirá-la do bolso.

Espero que vos faça acordar.

("Aux armes, citoyens", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers" )
publicado por TC às 01:43
04
Jul
10



Imagem do Kaos

Para mim, viajante da Esfera Interior e Exterior, sempre que me olho no espelho, ou o espelho dos outros me coloca a questão, a resposta é "sou Europeu", e, quando a resposta não chega, faço a precisão, de enorme peso heráldico e histórico, "... de Portugal".

Para as pendurezas das aldeias, que saíram de coabitar com os porcos para inestéticos gabinetes com ruidoso ar condicionado de qualquer espelunca pós-moderna, com uma serigrafia de Maluda na parede, que raramente percorrem os passeios a pé, e desconhecem o vagar das ruas, como muito bem define o meu amigo Marcelo, "Lisboa, uma cidade onde se pode andar sempre pela sombra", o peso das pedras antigas, o significado dos brasões, da toponímia, de velhos arcos arruinados e becos estreitos, de lugares marcados por lápides de feitos heróicos e sinistros, para essas pendurezas, e são muitas, Armandos Varas, Megas Ferreiras, Claras Ferreiras Alves, Franciscos Josés Viegas, Ruis Pedro Soares e tantos outros, a Capital nada é, senão a sua aldeia em ponto grande, sobre o flácido impacto do Deslumbramento.

O Deslumbramento, após 15 minutos de dissecação reduz-se ao velho ditado "boi a olhar para palácio", e o palácio continua, e o boi é promovido pelo Princípio de Peter, e vamos voltar ao tema, que é o das espantosas lógicas que nos podem levar a alianças circunstanciais, como aquela em que eu dei hoje, a acordar, e a descobrir que tinha feito com o "Engenheiro" Sócrates.

Compreendo o princípio, que está num maravilhoso conto, "Os Lobos", se não me engano de Kipling... olha, se calhar, não, talvez de Saki, mas isso confirmem vocês, em que momentos de desespero absoluto levam a que adversários irreconciliáveis tenham de dar as mãos, por um princípio de sobrevivência.

Nunca li Marx, a não ser o "18 Brumário", que até parece que Napoleão III também leu, mas nunca cheguei ao fim, porque, então, andava a descobrir Borges, infinitamente mais importante, porque Borges tem de se ler, enquanto Marx está em cada porta de cada Centro de Desemprego, tipo letreiro, e toda a gente se lembra do que ele disse, em linhas gerais do senso comum.

O problema PT-Telefonica-Vivo é um exemplo decadente e acabado de como um retângulo menor pode sintetizar tudo o que de pior Marx previu, e na forma do quintalinho de Fátima e do Futebol: o Grande Capital, apátrida, a jogar no lucro imediato, varrendo impiedosamente os valores, a História, as sensibilidades e o bom senso, porque, se necessário, no dia seguinte poderá encontrar-se a milhares de quilómetros da Terra Devastada.

Depois de anos de conflito, compete-me fazer hoje o elogio de Sócrates, um subproduto das aldeias importadas para a Capital, por se ter dignado levantar o Cetro, para defesa de uma estranha e difusa coisa, que parecia estar diafanizada no séc. XXI, mas subitamente ressurgiu, quando o bom senso, e não era preciso ser muito inteligente para lá chegar, percebeu que a Telefonica española estava a dar um grande golpe de futuro, que era trocar um pequeno rincão de gentalha suburbana e litoral, que não paga as contas de telemóvel, por um mercado potencial de mais de 100 000 000 de utilizadores, numa das mais fascinantes potências emergentes do nosso século, o Brasil. Historicamente, quando a Telefonica oferece uns tostões pela Vivo, está como a corja dos primeiros navegadores, que trocavam ouro e marfim por missangas e crucifixos, o que, não só traduz a radiografia que España faz do estado a que chegámos, como realmente mostra que lá estamos mesmo, e não sabemos, ou fazemos de conta que não.

O Grande Capital, apátrida, tinha de ter uma versão portuguesa, obviamente, menor e mais miserável, com diferente tonalidades: a Grande Nação Monhé, que não é de ninguém, e se pode instalar e gangrenar qualquer parte, representada por Zeinal Bava, num primeiro instante, hábil negociador, que percebeu que a España se estava a tentar apoderar do monopólio das telecomunicações em toda a América Latina, e ainda estrebuchou, na busca de aliados, mas, logo a seguir, quando sentiu a imparável maré dos medíocres, alinhou, e disse que "serviria, quer a Vivo fosse, ou não fosse, comprada (!)", e "servir" quer dizer continuar a ganhar muitos milhões, à custa das infindáveis chamadas para o Fútil, de todos os Portugueses;
o capital dos grandes estrategas, que, mais do que se pensa, estão em apuros, como Ricardo Salgado, que, com o tal encaixe imediato dos milhares de milhões, salvaria o BES do cataclismo que aí vem, quando os bancos forem forçados a ter capitais próprios, e não listagens de números fictícios, que nunca verão em espécies, mas que apresentam como "lucros", e mais não são do que dívidas internas incobráveis, e dívidas externas ao banco mais forte e mais perto;
e, finalmente, uma maralha, sem rosto nem nome, de donas da rua, de saloios de carros "pour épater le voisin", taberneiros da nota no colchão, donos de cafés de rés do chão, e pais de "surfers" nas praias do Brasil, das promoções da "Abreu", enfim, gente com quem nem Marx sonhou, mas que têm, no Bilhete de Identidade, escrito "Português": eles representam uma coisa miserável, chamada "pequeno capital", "muito pequeno capital" e "capital insignificante", que nos diz que o nome de D. Afonso Henriques pode, hoje, chegar a valer 30 dinheiros.

Pode valer para eles, mas não para mim, e, surpreendentemente, também não, para o "Engenheiro" Sócrates, que sabe que incorre, neste momento, em ter o mesmo destino de má morte, com um tiro na testa, de muitos políticos do período medíocre da Primeira República. É pelo seu gesto que, nesta noite, aproveito para lhe fazer um elogio local.


Ignoro o que o moveu: como sou um irremediável romântico, vou fazer o esforço, até que as manchetes dos jornais da próxima semana me desmintam, que, por acaso, ouviu as egrégias vozes de 900 anos de História.
Que bom seria que assim fosse...


(Quatro melancólicas tágides, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 01:39

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