De Anónimo a 24 de Setembro de 2007 às 18:32
Desde que se fala nesta "pérola", que me pergunto o mesmo.
Ora se:
- Os visitantes são revistados para não levarem droga;
- Os muros da prisão não são permeáveis;
- Não há história de se ter visto aviões ou helicópteros a despejar droga para as prisões.
Assim, só me resta uma conclusão óbvia: Só podem ser os funcionários da própria prisão quem fornece a droga.
Nem mais!!!
De Beezzblogger a 24 de Setembro de 2007 às 20:30
É o maior flagelo do século, sem dúvida, mas enquanto outros países se pretende dar condições para que este flagelo, se torne cada vez mais menor, aqui contribui-se para o narcotráfico, com cães graúdos entalados até ao pescoço num negócio que dá milhões, casas e boas máquinas...

Faz-me lembrar o álcool, quando era proibido, traficava-se, deixou de o ser e a pagar impostos, qualquer pessoa o compra deixou de haver negócio, façam isso com a droga, pois assim acabarão os crimes a ela associados.

Abraços do beezz
De Tiago Carneiro a 24 de Setembro de 2007 às 21:10
Se forem visitar um preso e levarem um volume de tabaco, os guardas é que ficam com ele pois eles é que controlam as vendas.
Se é assim com o tabaco...

Isto não muda porque não interessa que mude!
Dá muito dinheirinho. E como o que está em causa são os criminosos ninguém liga.

Abraço
Tiago
De Anónimo a 24 de Setembro de 2007 às 22:20
O que é que subsidia tanto partidopolítico ???
Tantas campanhas?
De Mentiroso a 25 de Setembro de 2007 às 14:45
Há quem diga que tudo era melhor durante o Estado Novo e há quem defenda a tese contrária. Quem tenha memória e esteja isento de interesses políticos saberá que a realidade está certamente algures entre os dois pólos. Que os adeptos de um lado, de outro ou de ambos gostem ou não, podem mentir, mas não podão alterar a realidade.

Com o caso da distribuição de drogas é idêntico. A experiência foi feita há cerca de 25 anos. Primeiro fora das prisões, depois no seu interior. Depois disso praticamente todos os países europeus a adoptaram. Portugal, seguindo o exemplo dos EUA, será possivelmente o último a adoptar a mezinha. Porque é uma mezinha. Chegou-se à conclusão de que, tal como é impossível de acabar com os drogados e de que eles se contagiem se não lhes derem seringas, também é impossível vencer a corrupção que introduz estupefacientes em todas as prisões do mundo. É bom em Portugal querermos ser diferentes neste sentido, mas de que serve? Por outro lado, a defesa da saúde pública tem sido também uma das preocupações que fizeram adoptar o «erro». As seringas deixadas por todo o lado, nos jardins e junto às escolas são um perigo incomensurável para as crianças e não deve haver quem acredite que haja maneira de o resolver ou evitar com multas ou prisões. Afinal, a outra solução, como em vigor nos EUA, solucionou o problema ou agravou-o? O que lá se passa é ampla e mundialmente conhecido. Não foi devido a essa experiência que na Europa se seguiu outro caminho?

Por muito que sejamos contra, também aqui não se pode modificar a realidade. Não será melhor, neste caso, aceitar a desgraça como ela é e tentar reduzir os seus efeitos perniciosos o melhor que se possa? Não resolve o problema, nada o resolve neste ponto, alivia-o evitando as complicações colaterais resultantes. Também alivia o sofrimento dos drogados, que ninguém está isento de ter na família. Sejamos realistas, ensacaremos a realidade. É a maneira de lutar contra um problema por enquanto insolúvel. É um mal necessário, aliás muito parecido com outro, os políticos; também eles são um mal necessário, como os franceses lhes chamam, desde que não se tenha mão neles.
De A. João Soares a 25 de Setembro de 2007 às 16:18
Neste caso como todos os outros, há vantagens e inconvenientes em cada solução. As diferentes visões dependem da valorização dos factores em causa. Mas, em vez da liberalização total, talvez pudesse haver maneira de resolver caso a caso, para evitar o sofrimento da ressaca, sem contribuir para que o vício se generalize até aos não iniciados. Uma coisa é a manutenção moderada, o tratamento de desintoxicação e a recuperação, outra é a liberalização generalizada.

Continue-se a aprofundar o debate, de forma ordeira e construtiva.

Abraços
De Mentiroso a 25 de Setembro de 2007 às 19:08
A solução de remédio adoptada há tantos anos nunca foi convertida numa liberalização total, mas sob controlo apertado. Se cá for liberalização total, então estamos em face de mais umacópia disforme, como de costume, o que tem colocado o país onde se encontra por acunulação de erros crassos.
De xmiguelman a 1 de Outubro de 2007 às 14:01
isto é sem duvida um grande problema, mas para quem vive ou trabalha dentro dos E. P's..
não se sabe como vai ser feito o control, mas vai ser complicado,porque a segurança vai diminuir.Qualquer recluso terá acesso a uma "arma" (seringa) e aqueles que os rodeiam vão sem duvida alguma correr riscos, sejam guardas ou reclusos.
Agora,queria tambem comentar o comentário do Sr. Anonimo,que fala das pessoas que introduzem a droga nos E. P's..
Das três, uma, ou é ignorante ou esteve preso ou tem láalgum familiar ou amigo. Ouve lá ó revoltado, tem juizo e vê mais longe. Todo o Homem é falivel.