De Anónimo a 1 de Setembro de 2007 às 18:41
Veto do PR ( ao Governo e à GNR - a borrada deste governo, aliás duas borradas, a saber:
a) A da promoção do general (há seis meses, quis abandonar a GNR para ir chefiar o Exército, ganhar mais uma estrela; hádem ter-lhe prometido a estrela na mesma, quando o não nomearam e levaram a continuar na Guarda).
b) A super borrada da futura «Guarda costeira», que o país é grande e o défice/desperdício o seu profeta – uma GNR com uma Guarda-Fiscal (que devia estar nas Finanças), uma Guarda Costeira a substituir uma Armada sem guerras para travar, uma Força de Bombeiros por falta de confiança (?) no Corpo de Bombeiros, campanhas no Iraque a substituir o glorioso exército português, o que mais se verá. Se calhar, até terá alguma lógica, elevar o general da «segurança interna» a um nível hierárquico superior. Neste sítio, com o topo mal frequentado, uma decisão política, pode servir para justificar toda e qq asneira.

Veto Presidencial à Lei Orgânica da GNR – dois pontos:

6. Desde logo, não se vislumbra qualquer fundamento coerente para esta alteração na estrutura de comando da Guarda, não sendo esta comparável, na complexidade estrutural e nas exigências funcionais e operacionais, com o Estado-Maior-General das Forças Armadas e com os três ramos das Forças Armadas.
A atribuição do posto de general ao comandante-geral da Guarda Nacional Republicana não é uma mera questão protocolar ou de forma. Muito diferentemente, na atribuição do posto de general ao comandante-geral da Guarda Nacional Republicana estamos perante matéria de fundo, que representa uma alteração significativa relativamente ao regime actual e que contende seriamente com o equilíbrio existente no seio das chefias militares e com a organização da defesa nacional.

15. A nova Unidade de Controlo Costeiro da Guarda Nacional Republicana assumirá missões que actualmente são cometidas à Marinha portuguesa, quer como força militar, quer no âmbito do Sistema da Autoridade Marítima, o que reclama articulação entre as duas estruturas e regulamentação desta articulação e da repartição dos respectivos empenhos de meios.
Contendendo as missões daquela Unidade de Controlo Costeiro da Guarda com a organização da defesa nacional, considera-se que a articulação entre a Guarda e a Autoridade Marítima Nacional deve ser regulada, no mínimo, através de decreto regulamentar e não por portaria com prevê o Decreto nº 160/X.

PS: o PS/Governo, pode satisfazer perfeitamente a ambição do general: enviá-lo uns meses para o Iraque ou Afeganistão, para no final o promover. Por distinção.

josef
De SILÊNCIO CULPADO a 1 de Setembro de 2007 às 20:57
Ainda bem que o PR descolou do domínio socretiano. A democracia agradece. Mas não basta. Há muito a fazer e cada um de nós tem que ter a consciência disso. Este blogue levanta questões muito importantes e é um bom contributo para o debate, a vários níveis, de temas que não nos devem passar ao lado.
De A. João Soares a 2 de Setembro de 2007 às 06:52
Agradeço as visitas e os comentários de Anónimo e Silêncio culpado.
Sugiro a visita aos comentários da versão deste post colocada em Do Mirante (http://joaobarbeita.blogspot.com/).
A pergunta mais aguda que me surge é: Para que serve uma força de segurança militar, com tanto peso burocrático e tão complexa estrutura de comando? A GNR surgiu em período em foi considerado conveniente uma força forte para evitar os desacatos do pós revolução republicana (foi criada em 3 de Maio de 1911). É dos tempos em que eram colocados militares do Exército na PSP, na GNR, nas administrações de todas as grandes empresas, na Pide, na Legião Portuguesa, na censura. Interrogo-me se ainda é considerado racional manter esse modelo antiquado com sucessivos remendos mal ajustados às condições actuais do País e do mundo.
Abraços
De A. João Soares a 3 de Setembro de 2007 às 06:12
Vale a pena ler a entrevista do General Tomé Pinto (http://dn.sapo.pt/2007/09/02/nacional/seria_muito_grave_o_insistir_mesma_o.html) no Diário de Notícias
De E.Adriano a 3 de Setembro de 2007 às 21:55
Mas então o que é que Vossa Ex. tem contra os G.N.R. por mim são uma banda musical que aprecio desde que editaram o famoso single " Quero Ver Portugal na CEE ".
Sendo assim e uma vez que já lá estamos devemos ser um pouco mais civilizados ou concorda que se deve empregar a força bruta quando os manifestantes são pacificos?


Cumprimentos e a luta continua.
De A. João Soares a 4 de Setembro de 2007 às 17:41
Caro Adriano,
Para quem apenas leu a última linha do post, o seu comentário está uma maravilha de humor e espírito rejuvenescido pelas férias!!!
Se desejar ver comentários diferentes, sugiro que visite o mesmo post em Do Mirante (http://joaobarbeita.blogspot.com/)
Um abraço
De M. Relvas a 13 de Setembro de 2007 às 13:15
O general agora é culpado?Talvez...

Quem manda? Não é o governo?

É preciso ser sério.Concordo em muitos pontos de vita, menos na culpabilização do general -Per Si, ou o anónimo josef (sei quem é) sabe coisas que são internas de mais, mas que podem ser supostas...

Um abraço na coerência sem anonimatos infantis