De Frederico Maia a 15 de Setembro de 2008 às 18:55
A teoria da conspiração por vezes não faz muito sentido, outras não tem sentido nenhum.
Se os exames foram feitos por "professores", com pareceres de conselhos superiormente encabeçados por "docentes" e devidamente verificados por "doutos" intervenientes no processo democrático de educação, então a culpa, já que responsabilidade é palavra proibida em Portugal, deve ser dos pais e dos avós.
Claro, porque são as famílias que são chamadas a colaborar com o Ministério, com o Governo e com todas essas Barbáries que costumam aparecer nas críticas televisivas em alegres manifestações de sexta-feira.
Que tal um novo sistema de avaliação de mérito para descobrir como se chegou a esta situação? Com tanto e tão vasto interesse em servir melhor os alunos por parte dos nossos sindicalizados cidadãos no topo da carreira!
De Tiago Soares Carneiro a 15 de Setembro de 2008 às 20:23
Soares, excelente!!!

Só tu.
Obrigado
Abraço
Tiago
De A. João Soares a 15 de Setembro de 2008 às 20:57
Frederico Maia,
Essa avaliação da situação actual e a análise que conduza ao melhor conhecimento das causas desta derrocada, será bem vinda para as pessoas de boa vontade e grande patriotismo. Sem uma avaliação desse género, não se chegará a soluções consistentes para o problema. Aprendi na matemática que para resolver um problema é basilar saber o que se pretende, o objectivo, e, por outro lado, conhecer os dados, isto é o ponto de partida. Os atletas também usam o mesmo raciocínio, partindo da linha de chamada e procurando chegar mais longe em menos tempo. Mas os políticos nem são atletas nem gostam de matemática.
Quanto às culpas a que se refere ou à responsabilidade (palavra fora de moda como os deveres e as obrigações!) elas estão muito disseminadas por toda a sociedade, sem valores morais e sociais, com fanatismo por direitos e sem pensar em deveres que com eles façam equilíbrio. Essa diluição de culpas torna muito difícil a recuperação da queda livre em que nos encontramos.
Da tradição deste povo de brandos costumes e forte apatia, há a tradição da submissão ao ditador, o que também não favorece uma restauração da soberania do povo e uma participação activa na democracia com análises críticas daquilo que está bem e do que devia estar melhor.
Abraço
A. João Soares (http://domirante.blogspot.com/)
De A. João Soares a 15 de Setembro de 2008 às 21:01
Caro Tiago,
Agradeço as palavras estimulantes. É preciso não desistir de uma rota que consideramos correcta. Roma e Pavia não se fizeram num dia. E o povo diz que água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Espero que volte às lides aproveitando todo o apoio que recebeu de tantos comentários simpáticos.
Abraço
A. João Soares (http://domirante.blogspot.com/)