...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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31
Jul
07

É tempo de recarregar baterias, é tempo de paz, calma, lazer. Em 20 de Agosto estarei de Volta com mais energia. A todos os colaboradores e leitores deste Blog, desejo umas boas férias. Mas estarei sempre atento, pois a MIM NIGUÉM ME CALA!!!
publicado por TC às 22:25
Há dias destaquei a ideia genial do jovem Patric Figueiredo que criou um sistema de aproveitamento de livros escolares usados, por forma a que os estudantes poupem 75% na sua compra. Uma ideia muito positiva que só admira não ter sido aproveitada antes.
Com a fraqueza de um normal ser humano, para não ficar muito atrás, vou aqui expor uma ideia que poderá ser eficaz para as mulheres jovens ganharem a vida de forma simples, fácil e agradável. Ela surgiu depois de ter lido o post de Naty em A Voz do Povo, que transcrevo:

Espante-se, indigne-se

Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez dá direito a 30 dias de licença com 100% do ordenado!
Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65% do seu ordenado.
Uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe 65% do seu ordenado ... extraordinário não é?

Um comentário de visitante acrescentou: «ou um filho que tenha uma mãe a seu cargo, por razões de saúde, perde a possibilidade de faltar para assistência à família!!!!
País brilhante!!!!! Ainda querem que se promova a natalidade...»
E outro visitante comentou:
«Assim se fomenta a natalidade neste país que definha, devido aos seus líderes idiotas e sem pingo de bom senso!.
Hoje ter mais do que um filho já pode ser considerado um luxo...»

Somos um povo degenerado que aceita e acata políticos com sintomas de acentuada insanidade mental. Em dado momento, dizem que é preciso aumentar a natalidade, mas, por outro lado, como se sofressem de dupla personalidade, decretam as medidas que estão a tomar com a maior insensatez e que representam incentivo e convite ao aborto injustificado (apenas porque a mulher quer). E trata-se de mulheres incapazes de sentido maternal, ignorantes, desleixadas e moralmente descontroladas que não se deram ao cuidado de tomar as inúmeras medidas para evitar engravidar. São essas mulheres que merecem ao Estado todas as prioridades, com a passagem à frente de listas de espera de pessoas doentes, que não pagam taxas moderadoras e que espantosamente, como é dito por Naty, recebem subsídios que são negados a pessoas normais em situação de carência e a merecerem apoio.

As mulheres jovens, para colaborarem patrioticamente com estas decisões dos governantes devem copular à farta, sem o mínimo cuidado e depois abortarem, para que Portugal seja o maior entre os maiores na pouca vergonha. Mas, se olharmos isto de modo mais afirmativo, elas após o primeiro aborto devem continuar a ser simpáticas, junto de vizinhos, nos cafés e discotecas, na rua, sem restrições e, quando reiniciarem o trabalho no emprego, após a «operação», devem se simpáticas para patrões, colegas e clientes e, logo que se sintam grávidas, irem de imediato ao hospital para «despejarem e reiniciarem o ciclo, que lhes é bem remunerado, por se integrarem no espírito do legislador».

Por este andar, não tardará que nas cerimónias do 10 de Junho vejamos ser condecoradas as mulheres que mais abortos tenham feito durante o ano. E, ao fim de três anos, a que tiver sido mais vezes condecorada será elevada a comendadora da Ordem da Libertinagem do Aborto Patrocinado.

Não compreendo que respeito nos podem merecer os inteligentes autores destas decisões políticos que, no mínimo, nos parecem incoerentes e denunciadoras de ausência de bússola que indique uma direcção a seguir, falta de estratégia, de objectivos bem definidos, de directriz, de bom senso (para não utilizar palavras mais duras).
publicado por TC às 18:59
30
Jul
07
DESCULPEM
...
MAS
...
VOU
...
DE FÉRIAS.


O mês de Agosto é para a família. Neste mês o país vai ter descanço dos meus posts e comentários.

UFA (pensam os políticos) LOL

Abraço e até Setembro
Tiago Carneiro
publicado por TC às 23:02
27
Jul
07
Há muitos incrédulos acerca das minhas repetidas afirmações, ao longo do tempo, de que o mundo será melhor com a Paz obtida através da negociação e não da guerra. Por mais difícil que seja a negociação, ela terá sempre melhores efeitos do que a guerra, mesmo para o vencedor. Se todos (cada um de nós) expressarmos uma opinião sensata e construtiva, será criada uma onda de bom senso que produzirá efeito na política internacional. Embora tal resultado não seja rápido e visível de forma espectacular, ele acabará por surgir. Aliás, já há sinais positivos.

Hoje li a notícia de que a França e a Líbia assinaram um memorando de acordo sobre o nuclear civil que prevê o fornecimento de um reactor nuclear para a Líbia dessalinizar a água do mar. Segundo altos responsáveis diplomáticos dos dois países, a Líbia e a França deverão também assinar um acordo de parceria militar-industrial. Vai longe a noite em que ao largo da costa portuguesa passaram bombardeiros americanos para bombardear o palácio em que estaria Khadafi. Vai longe a data do atentado ao avião civil sobe Lockerby. As conversações, o diálogo pôs fim à desconfiança mútua e transformaram um país do «eixo do mal» num amigo.

Também a Itália, quanto ao Afeganistão, onde a guerra nada resolveu em definitivo e a violência continua, propôs a saída das tropas americanas e a entrega à NATO da gestão do problema do restabelecimento da paz. Também Putin, depois de diálogo infrutífero com os americanos quanto ao controlo de armas convencionais na Europa, prefere agora negociar com a NATO. Todos os estadistas conscientes sabem que a guerra é uma tentativa de solução apenas para casos desesperados e excepcionais, quando a negociação não conseguiu chegar a uma solução aceite pelas partes.

Também em Cuba, o Presidente Raul Castro ofereceu agora um «ramo de oliveira» ao próximo Presidente norte-americano, num gesto destinado a pacificar as relações entre os dois países, sendo a terceira vez que lança uma oferta de diálogo aos EUA desde que assumiu a presidência interina de Cuba. Isto apesar do incitamento do venezuelano Chávez às hostilidades.

Também a Índia e o Paquistão, apesar de ambos terem armas nucleares, e por isso mesmo, mantêm um relacionamento assente no diálogo permanente, com frequentes encontros entre os mais altos representantes. No mesmo sentido têm convivido as duas Coreias, com alto e baixos, mas sempre longe do ponto de não retorno.

Se todos alimentarmos o optimismo e expressarmos essas convicções apoiadas em argumentos realistas e convincentes, o mundo amanhã será mais pacífico, orientando as energias para o desenvolvimento e a felicidade das pessoas em vez de as gastar na destruição bélica.

Para mais leitura sobre este tema, podem ser consultados os posts, a seguir linkados

07Jul07 - Guerra a pior forma de resolver conflitos
14Nov06 - relações internacionais são interesseiras
29Nov06 - relações internacionais entre amor e medo
01Dez06 - Guerra de civilizações ou guerra de tradições?
02Jan07 - A Democratização nuclear é previsível

publicado por TC às 19:26
26
Jul
07
Não é necessário estar muito atento às notícias para notar as frequentes contradições e precipitações que são sinal de ausência de uma estratégia de governo com objectivos bem definidos e medidas coerentes a convergir para os superiores interesses da Nação que passam pela melhoria das condições de vida, na saúde, no ensino, na segurança, na Justiça, etc.

A contradição que hoje me chamou a atenção foi o prometido apoio a idosos do interior do País, criando condições para se manterem em casa, após melhorias nestas e visitas regulares de assistentes sociais e técnicos auxiliares. Não se vê em que linha coerente se insere esta decisão. Ela vem opor-se à política sistematicamente seguida de desertificação do interior (fecho de escolas, de maternidades, de centros de saúde, de SAP, de urgências, de tribunais, etc.). Os idosos têm pressionado os autarcas e estes, através da comunicação social, têm conseguido que, em alguns caso excepcionais, o ministro da Saúde tivesse recuado. Estas contradições, evidenciam precipitação e impulsividade nas decisões, inutilidade da enorme quantidade de assessores, ignorância da metodologia de preparação de decisões e inconsciência ou desprezo em relação às principais finalidades da governação. Estas maleitas não são exclusivas do actual governo, pois têm vindo a ser constatadas desde há alguns anos.

Outra contradição é a do caso Charrua em que a estrutura do partido do Governo apoiou a D. Margarida Moreira (conhaque é conhaque!) e, agora, a ministra arquivou o processo, depois das pressões da opinião pública largamente hostil à forma como tudo se passou. E, com o processo arquivado, fica-se à espera do puxão de orelhas à senhora que se precipitou em face de uma denúncia por SMS.

Também numa altura em que se condena de forma bem notória o trabalho infantil, se vê o Governo a utilizar um contrato com uma empresa que utiliza de forma sistemática esse tipo de exploração, para uma representação de apoio à propaganda governamental. Pode aceitar-se que o contrato das crianças foi feito por uma empresa privada, mas o Governo acabou por dar aval a essa empresa e ao seu sistema de recrutamento de menores e, o que é mais grave, é depois considerar tudo isso normal. Admira que o Governo, que tudo controla, confesse a sua ignorância desta irregularidade de uma empresa com que celebra um contrato.

Outra contradição. Já no tempo em que o actual PR era PM, o Governo começou a deixar de cumprir a compensação devida aos militares pelos sacrifícios e restrições aos sus direitos, liberdades e garantias, inseridos na denominada «condição militar». No entanto, a machadada crítica foi dada pelo actual Governo, ao comparar os militares a qualquer funcionário público (com excepção para Juizes e outros) no tocante a prestações de assistência na doença e a outros aspectos, e continuando a exigir deles a sua parte do contrato da «condição militar», com a impossibilidade de terem sindicato e impedimento de manifestarem publicamente o seu mal-estar. Como será resolvida esta contradição? São funcionários normais, semelhantes aos outros quanto aos direitos, liberdades e garantias constitucionais ou serão escravizados com condições de trabalho e de cidadania especialmente gravosas, singularmente restritivas? Se são funcionários normais porque não lhes são aplicadas condições semelhantes? Se, como é lógico, é preciso manter essas restrições, então porque lhes foram retiradas as compensações adequadas? Porque é que o Estado deixou de cumprir a sua parte no «contrato» a que é dado o nome de «condição militar»? Neste âmbito, merece ser lido e devidamente meditado o artigo do general Loureiro dos Santo publicado no Público de 23 do corrente.

Há também os casos contraditórios do apoio total (quase incentivo ou convite) ao aborto voluntário, totalmente pago pelo Estado e sem fila de espera, passando as mulheres que não têm capacidade para ser mães e mostram ignorância e desleixo na prevenção da gravidez que não desejavam, à frente das pessoas normais que têm de esperar meses para intervenções cirúrgicas graves e urgentes, e isto em contradição com as medidas agora tomadas para aumentar a natalidade com subsídios substanciais às grávidas e às jovens mães. Afinal, o que pretendem os governantes: abortos ou nascimentos?
publicado por TC às 19:41
21
Jul
07
Um cancro roubou-lhe o intestino e obrigou-a a viver com um saco preso à barriga, por onde saem as fezes, sem que tenha controlo sobre elas. Pediu aposentação, mas junta médica diz que professora «não reúne as condições necessárias»

Maria da Conceição Ferrão tem 57 anos e passou mais de metade da vida a dar aulas. Há dez anos, um cancro no cólon obrigou-a a uma operação em que lhe retiraram parte do intestino e que lhe mudou a vida. Fez quimio e radioterapia e vive com um saco colector preso à barriga, por onde lhe saem as fezes, sem que tenha qualquer controlo sobre elas. Juntas médicas declararam-na incapaz para exercer funções docentes, mas quando pediu aposentação, responderam que «não reúne as condições necessárias».

Com a serenidade de quem já vive nesta situação há 10 anos, a docente contou ao PortugalDiário a sua história. Em 1997 foi-lhe diagnosticado um cancro no cólon e foi submetida a uma colostomia, uma cirurgia em que lhe retiram parte do intestino e lhe coseram o ânus. Desde então vive com um saco colector preso à barriga, do lado de fora, por onde saem as fezes.

«Por não haver músculo, não tenho controlo sobre a saída das fezes. É como se fosse incontinente», conta. O saco vai enchendo e tem de ser trocado várias vezes, situação que se agrava quando tem descargas intestinais, cerca de uma vez por semana, altura em que «o saco enche de imediato, chegando por vezes a rebentar», sem aviso prévio, nem forma de evitar.

«Esteja onde estiver, tenho de voltar para casa e tomar banho», explicou. Depois, sente uma «enorme exaustão» e precisa de se deitar para descansar. «É difícil por isso cumprir horários, porque os intestinos não os têm», lamentou.

In: Portugal Diário

Infelizmente, parece que, nada há a fazer perante estes casos, o Governo mostra-se "Chocado", pelas afirmações do Primeiro Ministro, mas na prática nada acontece. O Governo diz que vai alterar a lei, mas o que é certo é que continuam a acentuar-se estes casos. E eu pergunto:

- E os casos, anteriores, se a nova lei entrar em vigor, serão alvo de reavaliação?

- O estado estará a contemplar, todos os casos, ou só os que lhe interessam e são mais mediáticos?

- Que solução, tem as autoridades de saúde deste miserável País, perantes estas situações desumanas, e de Insensibilidade social, moral e até de arrogância atroz por parte destas juntas médicas de malfeitores?

Não basta, Sr. Primeiro ministro, mostrar-se "chocado", não basta falar como bom falante que o Sr. é, não o nego, para a plateia a anunciar medidas imediatas, e depois demorarem anos a serem postas em prática. O Sr. tem o dever, como pessoa de bem que quer parecer, deve empenhar-se na sua resolução prioritária, já que de vidas humanas se tratam, tratam-se de vidas com família, como o Sr. tem, de vidas com responsabilidades como a do Sr., aplicando-se a velha máxima que é:

"À mulher de César, nas basta parecer séria, tem de o ser!"
publicado por TC às 11:18
20
Jul
07

Fado do CROQUETE:
Não há festa ou arraial
onde eu cá não apareça
e com minha voz garrafal
eu a todos em geral
Provoco dores de cabeça
Do meu pai a vista herdei
nesta terra só de cegos
Por ter bom olho fui "rei" rei a fingir, mas rei....
de tantos burros galegos
E agora já no final
alguém diz que o "rei" vai nu...
Acabo o meu carnaval
Vestido de croquete
Com um palito no C....
Acompanha com a música não há festa ou arraial de Beatriz Costa....
publicado por TC às 21:08
17
Jul
07
Imagem do Kaos.
Todos os dias um caso novo de alguém (ligado ao excelente e super eficiente Ministério da Educação) que sofre de doença gravíssima mas que é obrigado a trabalhar.
Já mudaram a lei.
Muito bem.
Mas e os casos passados?
Serão esquecidos?
Ninguém será punido?
Não há culpados?
Não há apoio às vitimas?
publicado por TC às 23:46
16
Jul
07

Jovem recém-licenciada nomeada administradora

A Administração do Centro Hospitalar do Nordeste Transmontano (CHNT) ficou completa a partir do início deste mês depois da nomeação de Cláudia Miranda como vogal executiva da mesma Administração.

Cláudia Miranda (ainda não tem 20 anos MENTIRA CONFIRMADA) e em termos de currículo está a construí-lo, muito ajudando a actual nomeação política para o lugar de administradora do CHNT. No seu currículo sobressaem as funções de professora substituta do Instituto Politécnico de Bragança, onde seria obrigada a deixar lugar depois de o respectivo titular regressar.
A nova administradora vai auferir o vencimento de 3 000 euros (600 contos) líquidos, acrescidos de automóvel, combustível, telemóvel e algumas despesas de representação. Entretanto, perspectiva-se já que esse vencimento venha a subir para 800 contos líquidos em virtude o actual vencimento ainda corresponder à categoria dos vogais da administração do antigo Hospital de Bragança e não à categoria de vogal de um Centro Hospitalar.
Porque é que uma jovem sem currículo é nomeada para lugar … de tanta responsabilidade???… a avaliar pelo vencimento e mordomias?... Será pelas suas eventuais futuras relações matrimoniais com o actual líder distrital da JS???...

Pela ideia que nos "venderam" dele, não nos parece rapaz de deitar a perder as suas convicções políticas por tão pouco!... Mas por que será, então?... Não conseguimos apurar. Objectivamente é o que podemos dizer.
Só para terminar, já está a ganhar como vogal da Administração desde os primeiros dias de Fevereiro, mas ainda não se apresentou ao serviço!...
publicado por TC às 15:52
É a 2ª notícia

CORRUPÇÃO DOS TRIBUNAIS - PRATICADA POR JUÍZES, TODOS ARRASTADOS À SUA PRÁTICA POR UM DOS BASTONÁRIOS DOS ADVOGADOS – Augusto Lopes Cardoso era o bastonário/advogado de Angola, PRECISAMENTE CONDECORADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NO ÚLTIMO DIA DE PORTUGAL, COM UMA GRÃ CRUZ.
publicado por TC às 15:42
13
Jul
07
Recebi há pouco um e-mail duma amiga professora de matemática contendo uma carta que ela própria recebeu e em cujo texto se descreve a situação de terror e de cobardia vivida no país real e que transparece nitidamente nalguns comentários sob formas diversas. É uma conjuntura que os blogs incluidos no perfil do autor do presente post se têm dedicado a combater exclusivamente. A situação actual é pior que a do antigamente, em que só políticos e jornalistas tinham motivo para medo. O medo presente é geral. Não resisto à tentação de a publicar aqui.


CHEIRA AO MEDO DO “ANTIGAMENTE”…

O actual governo, presidido por Sócrates, é violento. Não como outros que o foram antes. Quem não recorda, por exemplo, a violência cavaquista patente, pelo menos, em dois momentos inesquecíveis em que colocou na rua a polícia para reprimir manifestantes: uma vez, no tão célebre quanto triste episódio dos “secos” e “molhados” em que a polícia carregou sobre a polícia; outra vez foi a repressão na Ponte 25 de Abril contra quem contestava o aumento das portagens.

Era a violência física usada para que não restassem dúvidas sobre o poder de quem o detinha. Uma violência que, dada a visibilidade, chamava outros ao protesto nem que fosse para contestarem a própria violência. Contestar, na altura, custaria, quanto muito, o susto de ter de fugir à polícia, mas, para isso, bastava um pouco de argúcia e alguma preparação física.


Hoje é diferente. A polícia não actua da mesma forma. Mostra-se ao longe, identifica (de preferência sem dar muito nas vistas), anda à paisana e usa câmaras de filmar. Porém, embora a polícia se mostre menos, a violência existe talvez mais perversa, pois não deixa nódoas negras na pele. É a outra violência, a que sem deixar marcas exteriores ainda dói mais, aquela que semeia o medo e, dessa forma, contribui para que atinja os seus objectivos quem dela se serve.

Casos com o da DREN/Charrua, o da ex-delegada de saúde de Vieira do Minho, o do autor do blogue Portugal Profundo, as ameaças aos potenciais aderentes à Greve Geral ou o fortíssimo ataque que está a ser movido ao movimento sindical e aos seus dirigentes são sintomáticos do tipo de violência que procura instalar-se e que contribui para a generalização do sentimento de medo.

É o medo de falar, de dar a cara, de denunciar publicamente, de dizer as verdades, de protestar, até de comentar criticamente nem que seja à mesa do café. Sim, porque agora há, de novo, os bufos. E os bufos podem estar na mesa do lado, na secretária em frente, na esquina da rua… bufam para se prestigiarem diante do poder e, talvez assim, garantirem um bom futuro, apesar da sua mediocridade. E é neste caldo de cultura que vai crescendo o medo. O medo do processo disciplinar, do sinal vermelho no registo biográfico, do traço azul no texto, do esfumar da progressão na carreira, de perder o emprego e, assim, a casa, o carro, o futuro dos filhos…

Sócrates há dias, com o seu ar presunçoso, sorria junto de quem o contestava e, para as câmaras da televisão, informava o país de que era um “político democrático”, não fosse o país ter disso dúvidas. Mas será democrático o líder de um governo que fez regressar ao país a intolerância política, o delito de opinião, a violência que semeia o medo?!

Evitar que o medo se instale de vez é exigência que se coloca a todos os que acreditam nos valores democráticos. Nestas circunstâncias, lutar contra o medo não é só um direito que nos assiste, é um dever que se impõe a todos nós. É necessário que, sem medo, enxotemos os ditadorzecos que certas conjunturas promovem. Políticos que, ilegitimamente, abusam do poder que legitimamente conquistaram. São os salazarentos deste início de século XXI, sapato de verniz em vez de botas, que nem marcelentos merecem ser considerados.

Desconheço se um dia cairão de alguma cadeira, mas do poder tombarão sem glória, pois apenas os heróis são glorificados pelo povo. Quem ataca e fere os que menos têm e menos podem, jamais merecerá glória. Desses, o povo costuma dizer que “Deus nos livre deles!”, mas depois é o próprio povo que perde a paciência de esperar a intervenção divina e deles se livra. Estou convencido que será assim de novo…


Mário Nogueira

Professor, Coordenador do SPRC e Secretário-Geral da FENPROF


Raramente distribuo mensagens e poucas vezes envio minhas. Há cerca de um mês distribuí uma mensagem contendo uma carta num teor muito próximo do daquela que se encontra acima. Recebi a resposta seguinte:

Não costumo divulgar nada de ninguém que não conheço. No entanto li todo o conteúdo e, também não faço comentários.
É evidente que nem esta atitude nem outra do género podem ser criticáveis. O que é criticável é que pessoas que nada façam ou contribuam dum modo útil para irradicar uma situação anti-democrática que se eterniza – como é dever de todo o cidadão democrático ou que se tenha por democrata – não obstante, tenham a coragem se queixar sem cessar duma situação que se não aprovam para ela contribuem sub-reptícia e seguramente, contribuem com eficiência para a sua manuteção e lhe asseguram a continuidade. É um comportamento que corresponde à caracterização expressa na carta acima.
publicado por TC às 23:23
O Sr. Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva não é um homem de acção que tome decisões a quente, com exaltação e sem ponderação. Pelo contrário, a sua longa experiência de professor universitário, com influência da fleuma britânica, fortificou o seu feitio de ponderação, estudo aprofundado e sólida preparação das decisões. Não é pessoa para dar um salto no desconhecido e, como um atleta, tem cuidado com o ponto da chamada para o salto em comprimento e com a linha de partida dos 100 metros.

Sendo sensato e prudente por temperamento, disse que não foi à Figueira da Foz para ser candidato a líder o partido, tendo ali passado casualmente durante o passeio para fazer a rodagem do novo carro e, depois, cedido à pressão dos camaradas para se candidatar. E ninguém consegue penetrar no segredo das suas congeminações, que oculta com sucessivos «tabus» e, para melhor se proteger da tentação de responder a perguntas indiscretas, não hesita em encher a boca com grossa fatia de pão de ló. Por tudo isto, convém ter em mente que as suas palavras quando, ontem, exigiu "mais qualidade" na democracia portuguesa, exortando "alguns agentes dos poderes públicos" a ter "cuidado com as suas atitudes" constituem, provavelmente, a primeira fase de uma resolução adiada para época mais oportuna..

Embora considere que "as instituições funcionam de acordo com todas as regras democráticas", Cavaco considerou ser necessário "um esforço para desenvolver e melhorar a qualidade da democracia" e que "talvez isso requeira uma atitude diferente dos cidadãos, mas também uma atitude diferente da parte dos poderes públicos".

A estas palavras José Lello, membro do Secretariado Nacional do PS reagiu dizendo que "foi uma declaração abrangente, que retém princípios de senso comum que também subscrevo. Um dos papéis do Presidente é ser um elemento moderador e de referência da qualidade da democracia", e acrescentou que "na democracia portuguesa podemos dizer o que quisermos».

Voltando à serenidade e ponderação do Presidente, há meses que ele poderia lançar aos políticos este aviso, mas preferiu esperar que tal atitude fosse tomada pelo «treinador», o chefe da equipa governativa. A espera foi longa e deve ter sido dolorosa porque as anedotas infelizes de vários ministros foram-se repetindo, cada vez mais em concorrência com as dos humoristas Gato Fedorento e Herman José, sem que tivessem surgido medidas de contenção da parte do responsável pela equipa. Os exemplos de ministros jocosos, anedóticos e pouco dignos das cadeiras em que se sentam acabam, segundo a lógica do sistema, por ser aproveitados por bufos e caciques locais para tomarem de assalto os postos de mais representatividade da função pública, sem os dotarem de valor acrescentado.

A paciência do Sr. Presidente já não permitia esperar mais, apesar de estarmos em plena Presidência da UE. A gravidade da situação tornou inadiável o alerta e, quando terminar esta presidência, será o momento mais adequado para decisão mais expressiva. Até lá, há que observar e meditar.

Este aviso do mais alto magistrado da Nação, veio evidenciar que muitos escritos aqui colocados estão sintonizados com as suas palavras. Parabéns Sr. Presidente pela sua ponderação e sentido de Estado, mas o povo precisa também de alguma acção de quem de direito.

NOTA: O original está em Do Miradouro onde já há comentários de muito interesse.
publicado por TC às 18:19
Vou hoje criar aqui um prémio inédito neste blog.
O prémio para o PIOR TREINADOR PORTUGUÊS DE SEMPRE!!!
Somos um país com excelentes jogadores, principalmente os jovens, mas de vez em quando há uma besta que consegue estragar o trabalho de vários anos de formação nos clubes e selecções jovens.
O prémio vai para:
?????????
Ainda não adivinhou?
Vai para...

...educado...
...metódico...
...humilde...

Já sabe quem?
Só pode ser...
o melhor de todos os tempos na selecção de sub21...
o melhor de todos os tempos na selecção de sub20:

Mister ZéQue vergonha de Mundial de sub20. Os putos estiveram sempre desorientados. Eles até tem alguma qualidade mas andavam às aranhas sem saberem onde estavam, para onde passar, para onde correr, rematar??? É necessário rematar??? Só tenho pena dos míudos. Só falta agora o Sr. Zé vir fazer mais uma vergonhosa conferência de imprensa a dizer "fomos roubados". Tenha vergonha!!! Vá emborinha e de fininho.
Só espero que os sub19, que são os próximos a entrar em palco, não levem com este labrego.
Coitados dos putos.
UM REMATE À BALIZA em 90 minutos!!!
publicado por TC às 02:40
12
Jul
07
Obrigado Kaos por mais uma excelente montagem.O Sr. Tóni Costa anda a cuidar da imagem para o assalto à C.M. de Lisboa.
Não vão os racistas votar num mais branco...
Não vão os mais atentos pensar que ele tem muito tempo livre para se bronzear...

ENTÃO, vai daí e com um bom técnico de fotoshop (foste tu Kaos??? lol) altera-se a imagem verdadeira e coloca-se nos paineis publicitários de campanha uma foto muito angélica e "clarinha" para mostar transparência e pureza.
FALSO!!!
Ele é escuro!!! Bem escuro!!!
publicado por TC às 23:45
A coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Função Pública declarou, esta quinta-feira, que as alterações às leis laborais que o Governo já concretizou e as que quer impor fazem recuar os direitos dos trabalhadores da administração pública em mais de 70 anos.
No final de uma manifestação em Lisboa contra as mudanças nas políticas laborais levadas a cabo pelo Executivo, Ana Avoila alertou que, se toda a legislação for aprovada, perdem-se «30 anos de conquistas».
«É uma vergonha. O PS usa a maioria absoluta para tirar direitos aos trabalhadores para se pôr ao lado dos patrões e fazer a política da direita»
, sublinhou.

Os sindicatos contestam leis, como a da mobilidade especial, por considerem que é um primeiro passo para os despedimentos na função pública, bem como o estatuto de aposentação, que entendem ser inconstitucional.
A sindicalista adiantou que a concentração contou com a participação de «mais de dez mil trabalhadores» vindos de todo o país, enquanto um oficial da PSP que acompanhou a acção de protesto disse, por seu lado, que estiveram reunidas cerca de cinco mil pessoas.
In: Portugal Diário
De facto, estamos perante mais um grande atentado não só aos direitos dos trabalhadores da função pública, como também a todos os trabalhadores, pois é certo e sabido que os privados se regem pela cartilha do que de PIOR se faz na função pública. Também não deixa de ser verdade, que alguns privados, tem melhores condições do que a função pública, mas esses são uma gota no oceano, e quando os grandes empregadores deste país começarem a cortar, vai ser geral, ou seja, vai ser tudo pela mesma medida. Resta-me dizer, que não ficarei de braços cruzados, e que tudo farei,pelo menos no que estiver ao meu alcance para contrariar a situação. Se TODOS, fizer-mos algo, será pelo menos muito difícil ao patronato levar a sua avante. LUTEMOS, TODOS, ATÉ AO LIMITE DAS NOSSAS FORÇAS E DOS NOSSOS MEIOS PARA TRAVAR A POLÍTICA DE DIREITA, QUE VEM SENDO SEGUIDA POR ESTES ÚLTIMOS GOVERNOS DA TRETA!!!

A MIM NINGUÉM ME CALA!!!
publicado por TC às 19:01

Em 2006, nasceram em Portugal menos 4.100 bebés que no ano anterior, números que colocam as taxas de natalidade e fecundidade aos níveis mais baixos desde que há registos, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística. De acordo com os dados, divulgados pelo jornal Público a propósito do Dia Mundial da População, que hoje se assinala, no ano passado nasceram em Portugal 105.351 bebés, menos 4.106 do que em 2005, tendo o número médio de filhos por mulher caído de 1,41 para 1,36.
Com
o número médio de filhos a situar-se nos 1,36, Portugal afasta-se mais da média europeia que em 2005 era de 1,52 filhos por mulher fértil. Por outro lado, estes valores aproximam, segundo o Público, Portugal do cenário mais pessimista traçado pelo INE de que em 2050 o país terá perdido um quarto da sua população, passando para 7,5 milhões de pessoas.

Diário Digital / Lusa
11-07-2007 7:39:00

COMENTÁRIO: tenho 31 anos e tenho 3 filhas. Já contribuí muito para a média. Mereço algum benefício pois em 2050 haverá menos 2,5 milhões a pagar impostos e eu tenho muitas bocas para sustentar. Sou professor e trabalho a 150km de casa. 300 por dia!!! Vou e venho sempre!!!

Que tal um incentivo??? Colocar os professores com 2 ou mais filhos (menores de 10 anos) a trabalhar mais perto. 50 km já não era mau!!!

publicado por TC às 00:05
10
Jul
07

"Os docentes que ficarem doentes ou necessitarem de prestar assistência a familiares na mesma situação poderão ser destacados administrativamente para escolas próximas da residência ou do local de tratamento, nos anos em que não abram concursos de professores, anunciou o Governo, noticia a Lusa.

A partir de 2006, os concursos de colocação nas escolas passaram a realizar-se apenas de três em três anos, em vez de anualmente como sempre aconteceu, sendo que um professor que tenha concorrido e ficado colocado num estabelecimento de ensino estava, até agora, impedido de pedir destacamento durante esse período, mesmo que por razões de doença.

Ou seja, um professor que tenha concorrido e ficado colocado numa escola em 2006 e que tenha descoberto que está doente este ano teria de esperar até ao próximo concurso, em 2009, para pedir destacamento para um estabelecimento de ensino próximo da sua casa ou do local onde tem de realizar os tratamentos médicos.

Segundo um despacho do secretário de Estado da Educação assinado hoje, estes casos passam a estar previstos, estipulando-se que os docentes nesta situação poderão ser destacados por via administrativa, nos anos em que não abrir concurso.

De acordo com o documento, que aguarda publicação em Diário da República, os professores doentes ou que tenham de prestar assistência a familiares ou cônjuges nessa situação poderão pedir destacamento anualmente, apresentando o pedido à Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação, entre os meses de Junho e Agosto."

In: PORTUGAL DIÁRIO

Parece-me que o Governo está a fazer "mea culpa" depois de toda a agitação em torno da morte de mais um professor obrigado a trabalhar pela Junta Médica, e agora surgem estas notícias, que só pecam por tardias. O Governo, através do Primeiro Ministro, José Sócrates, afirmou hoje que as juntas médicas seriam daqui para a frente, única e exclusivamente formadas por Médicos. E foi mais longe, dizendo que sentia "chocado" com mais esta morte. Vamos ver, daqui para a frente o que é que o futuro nos dirá, pois estarei atento a estas situações.
publicado por TC às 22:42

Não sou invejoso e creio que cada um deve receber o que é justo pelo seu trabalho, mas ... apreciem a parte do Relatório e Contas 2006 da REN, que abaixo se transcreve e depois digam lá o que vos parece.


Relatório e Contas 2006 da REN

Recebi juntamente com o jornal que adquiro diariamente, um exemplar do Relatório e Contas - 2006 - da REN - Redes Energéticas Nacionais... que brevemente avaliei e com especial interesse...as remunerações dos membros do Conselho de Administração.
Para o efeito (e os dados são publicitados como manda a Lei), de pg.s 127/8 podem retirar-se as seguintes conclusões:

1 Presidente Eng.º José Penedos (PS)
4 Vogais (Vítor Baptista, Aníbal Santos, Henrique Gomes e Soares de Pinho)
Remunerações (anuais) do Presidente :
"Venc. base" 272 658
Plano comp. de reforma 45 443
Subs. alimentação 2 238
Desp. representação 8 529
Total geral = 328 868 (Euros)
Média mensal = 27 405 (Euros) «» 5 495 contos !
Remunerações (anuais ) de cada um dos 4 Vogais):
"Venc. base" 172 205
Plano comp. de reforma 28 701
Subs. alimentação 2 238
Desp. representação 8 529
Total geral = 211 673 (Euros)
Média mensal = 17 639 (Euros) «» 3 536 contos
Complementarmente...

"O Presidente e os Vogais têm direito à utilização de viatura da empresa, com um plafond de 75 mil euros e 65 mil euros, respectivamente, em relação ao qual não beneficiam do direito de opção de compra, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 121/2005." (Fim de transcrição).
Como se vê... há uma "moralização" notória...sim, porque isto de adquirir viaturas da ordem dos 15 ou 12,5 milhares de contos cada... pelo preço da "uva mijona" !!!...
Não tenho comentários a fazer!
Apreciai com os vossos olhos e talvez aqui se encontrem muitas das
razões porque o Governo precisa de ir buscar dinheiro aos mais fracos...!
Abraço do vosso amigo
publicado por TC às 16:23
09
Jul
07

Sócrates o ditador por António Barreto

«A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.

Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.

A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados.

Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.

Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.

Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá.

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.

Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas.

Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.

Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.

As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.

Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.»
publicado por TC às 20:08
Os noticiários e os jornais relataram mais um facto inédito. O primeiro-ministro inaugurou a Ponte da Lezíria sem a inaugurar. Inaugurar, no sentido da presente obra, é entregar essa obra aos seus utilizadores. Ora os utilizadores não estiveram presentes, donde a inauguração não passou de teórica. A entrega foi fictícia ou nominal. O receptor não a recebeu. Isso de dizer que estavam entidades camarárias é de menor interesse e não justifica. Seria como inaugurar um bairro social com a presença do presidente da junta de freguesia, mas sem a presença dos inquilinos! Bohf!

Segundo também lemos e ouvimos, o Zé Sousa disse não saber que havia uma demonstração para o apupar devido à quarta parte dos habitantes do concelho não ter médico. Então ele ignora factos que afectam a população a este ponto? Em que se espera três meses por uma consulta? Só um irresponsável ou um mal intencionado pode fazer tal afirmação.

Então para que quer o governo os parasitas «de confiança» que para nada servem senão para viverem à conta de apoiarem o partido? Não o informam nem tratam deste assunto? Os competentes estão no desemprego porque aqueles que estudaram, muitas vezes com sacrifícios, não puderam obter os empregos que lhes deviam ser entregues por concurso. Os seus empregos foram dados a nomeados, parasitas corruptos incapazes que abandalham e desorganizam a administração pública e todos os cargos do Estado. Como se conhece. Há cerca de 4000 neste caso, enquanto os competentes engrossam as fileiras do desemprego. A corrupção cria desemprego entre os cidadãos honestos e competentes.
publicado por TC às 00:23
06
Jul
07
Desde que me lembro de olhar para a política dos sucessivos governos vejo o seguinte:
ANTES E DEPOIS DA POSSE
ANTES DA POSSE
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE
Basta ler este mesmo texto, DE BAIXO PARA CIMA!
publicado por TC às 03:16
05
Jul
07
Mais um que pode dizer que nasceu na ambulância!
E na IP4


AQUI
publicado por TC às 18:13
04
Jul
07
publicado por TC às 14:25
No próximo ano, a McDonald's em Portugal pode passar a usar biodiesel feito com a reciclagemdo seu óleo usado.Os supermercados da Jerónimo Martins foram os únicos que continuaram a comprar o produto ecológico depois da subida de preço provocada pelo uso da matéria-prima na produção de biodiesel, avança o «Diário Económico».
Comer num restaurante McDonalds e comprar sabão azul e branco no Pingo Doce poderão parecer acontecimentos sem qualquer ligação. Não são.
As 40 mil toneladas de óleo usado, por mês, nos restaurantes portugueses da cadeia norte-americana são recicladas pela empresa portuense Socipole e transformadas no sabão de marca branca vendido nos supermercados do grupo Jerónimo Martins.
Os sabões «ecológicos» já tiveram mais clientes no mercado português. No entanto, o «aumento exponencial» do preço das matérias-primas para produção de biodiesel, nomeadamente os óleos provenientes da restauração, tornou o custo deste produto desinteressante, assumiu Mário Cruz, responsável da Socipole.
Assim, no próximo mês, a Socipole vai passar a usar 40 a 50% dos óleos usados na McDonald¿s para produzir biodiesel que será vendido a frotas particulares.
E, dentro de um ano, a McDonald¿s Portugal poderá ser uma das frotas a utilizar o seu óleo usado como combustível, à semelhança do que já acontece com a sua congénere britânica, assumiu a responsável de comunicação da marca de «fast-food».
«O aumento da produção de biodiesel veio distorcer o preço das matérias-primas deste combustível», alertou Mário Cruz.
Apesar da subida de preço, o Pingo Doce mantém-se como cliente da empresa do Porto, há três anos, pela «confiança» na Socipole e pela experiência neste negócio.
O porta-voz do Pingo Doce explica que o sabão azul e branco é um produto de procura estável, no qual os ganhos vêm do volume de vendas e não do preço. «É um mercado sem oscilações de procura», explica o porta-voz do grupo Jerónimo Martins. «Mas é essencial no nosso cabaz de produtos».
COMENTÁRIO: isto é que é utilização inteligente de recursos. As grandes cadeias internacionais já abriram os olhos e verificam que podem poupar. Para quando medidas de fundo no nosso país para a utilização (legal) de combustíveis biológicos? Srs. Governantes!!! Abram os olhos e não permitam mais que os lobbies do petróleo controlem o mercado.
publicado por TC às 11:55
03
Jul
07
Após ter escrito o post anterior tenho que dizer isto pois a PIDE anda aí outra vez:
Cláusula de salvaguarda: Este post não está a ser enviado durante o horário de trabalho; não está a ser enviado de um computador de um organismo público; não está a ser enviado de nenhum gabinete, nem mesmo do interior de uma instituição da administração pública; não existe nenhum bufo por perto; não é um comentário jocoso; não é um insulto; não trata o Ex.mo e Il.mo Sr. Primeiro-Ministro com sentido depreciativo e injurioso; garante a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas pela tutela; não demonstra grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres gerais de lealdade e correcção; não viola o dever de lealdade; não procura atingir o Sr. primeiro-ministro; aliás, eu amo o Sr. Primeiro-Ministro; Viva o Sr. Primeiro-Ministro!!!)
Festas do Barrete Verde, em Alcochete
publicado por TC às 21:14
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