...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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07
Abr
08
Como todos sabemos, o título de duque de Bragança foi criado por iniciativa de D. Pedro, 1º duque de Coimbra (regente no reinado de D. Afonso V, seu sobrinho) para o seu meio-irmão Afonso (bastardo de D. João I). Seguíram-se-lhe, por hereditariedade (sempre de pai para filho), vários duques, inclusive D. Fernando II (3º duque), que por causa de traição e conspiração com os reis católicos de Espanha, foi mandado executar pelo rei D. João II, o Príncipe Perfeito. Nesta sucessão, aparece D. João (8º duque de Bragança), que como sabemos seria o futuro D. João IV, rei de Portugal. Não foi rei porque tivesse direitos reais, ou, pelo facto, de que o ducado de Bragança lhe desse automatismo à Coroa, mas porque foi “feito” rei pelas Cortes. Portanto, a posse do título de duque de Bragança, não dá direitos à Coroa. Após, esta data, 1641, nem todos os reis que se seguíram a D. João IV foram duques de Bragança (D. Pedro II, D. Miguel, D. Luís e D. Manuel II), provando-se que o rei não tem que ser o duque de Bragança.
O primeiro duque de Bragança a ser rei, foi como já se disse, D. João IV. Acontece, que o título não era da Coroa e nem fazia parte da Lei Mental. Assim, foi de livre vontade que D. João IV juntou este título à Coroa, fixando que, dali em diante, o título e os respectivos bens do ducado seriam pertença do príncipe herdeiro (mais tarde designado príncipe real) e serviriam para garantir o seu sustento. Quando no séc. XIX, Mouzinho da Silveira acabou com os morgadios, manteve, no entanto, o morgadio do ducado de Bragança, por este manter a sua função inicial: dar sustento ao Príncipe Real.
No entanto, parece que se devem dar algumas explicações, sobre algumas situações que podem parecer incoerentes, com o que acabamos de relatar.
D. João IV tinha um filho primogénito, D. Teodósio, que era o príncipe herdeiro e também o duque de Bragança. Acontece, que D. Teodósio morre em 1653, sem filhos, ainda antes do rei D. João IV (morre a 1656). O duque de Bragança passa a ser o filho secundogénito, D. Afonso, que passou a ser o herdeiro presuntivo por morte do irmão. O reinado de D. Afonso VI foi conturbado, sendo-lhe retirada a regência, que passou para o irmão D. Pedro, mas D. Afonso IV continuou a ser Rei e duque de Bragança até morrer. Quando morre, sucede-lhe o irmão já regente, com o nome de D. Pedro II. Como D. Pedro II, foi rei sem ser duque de Bragança, também o não foi quando rei. Quando as Cortes, em 1698, reconhecem, o filho de D. Pedro II, como sucessor deste, D. João passa a ser o duque de Bragança. A partir daqui até D. Pedro V, tudo vai andando sem sobressaltos excepto, quando morre o príncipe real, sem haver príncipe da Beira, e o título passa para um irmão. Foram os casos de D. Pedro que morre com 2 anos; D. José de Bragança, que morre com 29 anos sem filhos; e de D. Francisco António, que morre com 6 anos. No reinado de D. Maria II, o Príncipe Real era o seu filho primogénito, D. Pedro, que também era o duque de Bragança. Quando D. Pedro é aclamado rei como D. Pedro V, manteria o ducado até ter filhos. Entretanto, D. Pedro V morre sem filhos e sucede-lhe o seu irmão D. Luís I. Este Rei nunca tinha sido Príncipe Real, nem Príncipe da Beira e, também não era, o duque de Bragança. Quando nasce o futuro D. Carlos I, passa a ser o Príncipe Real e também o duque de Bragança. Quando nasce o seu filho primogénito, D. Luís Filipe, o Príncipe Real, passa a ser também o duque de Bragança. Quando são assassinados, pai e filho, sucede-lhes D. Manuel II, sem ter sido Príncipe Real, nem Príncipe da Beira, nem duque de Bragança, tal qual, tinha acontecido com o seu avô, D. Luís I. Entretanto, durante este curto reinado, Portugal não chegou a ter um príncipe real e, como tal, não teve duque de Bragança. O último Príncipe Real foi D. Luís Filipe e, também, o último duque de Bragança em tempo de monarquia. Após a morte de D. Manuel II o titula passa obviamente para a princesa real D. Maria Pia meia-irmã de D. Manuel II a quem o rei concedeu privilégios de infanta da casa de Bragança, conforme a sentença do tribunal da Rota Roma confirmou em 1992, e nunca para a linha banida do ramo miguelista, que eram primos em 5 grau do rei e por esse motivo nem parentes eram à face da lei.
Acrescente-se que para preservar o estatuto de chefe de casa dinástica, se para tal legitimidade tivessem, à luz do direito internacional e assim dessa forma manter o estatuto de soberano não reinante o ex. Infante D. Miguel I e os seus descendentes, no qual se inclui Duarte Pio de Bragança nunca poderiam abdicar dessa soberania, como o fizeram ao longo de gerações. O ex. Infante D. Miguel quando em Évora monte assinou uma adenda declarando que nunca mais se imiscuiria em negócios destes reino e seus domínios, Miguel II avô de Duarte Pio quando serviu no exercito Austríaco, o seu filho Duarte Nuno quando mandou os seus partidários obedecer a D. Manuel II e Inclusive o próprio Sr. Duarte de Bragança que tendo servido voluntariamente na Força Aérea portuguesa e por esse motivo jurado bandeira, isto é jurar respeitar a Constituição e as leis da Republica Portuguesa (na qual se inclui o artigo nº288, alínea b, nº 2 “ a forma republicana constitui um limite material à própria revisão constitucional”) o tornam um cidadão igual aos outros.
O referido cidadão Duarte Pio de Bragança sendo um cidadão igual aos outros não se compreende as referencias de teor falso e ofensivo da lei dos inúmeros documentos produzidos pelo MNE onde o referido cidadão Duarte Pio de Bragança é nomeado de duque de Bragança e chefe da Casa Real Portuguesa numa clara ofensa aos preceitos legais vigentes e à sentença do Supremo tribunal de Justiça de 18-12-1990 SJ99112120809642 de 12-12-91que diz:
I- A referência e o uso de títulos nobiliárquicos portugueses, só é permitida quando os interessados provem que estavam na posse e no uso do título antes de 5 de Outubro de 1910 e que as devidas taxas foram pagas.
II- Este direito só pode ser comprovado por certidões extraídas de documentos ou registos das Secretarias de Estado, do Arquivo Nacional ou de outros arquivos ou cartórios públicos existentes antes de 5 de Outubro de 1910.
Ora tendo o Sr. Duarte Pio nascido em 13 de Maio de 1945 em Berna, não poderia obviamente estar na posse do referido título antes de 1910. Nem seu pai que nasceu em 1907, mas que estava banido e proscrito pelas leis vigentes. Sendo que o título em questão (duque de Bragança) pertencia ao príncipe D. Luís Filipe assassinado com seu pai SM. El rei D. Carlos a 1 de Fevereiro de 1908. Após a morte do rei e do príncipe real o titulo passa à coroa portuguesa e estaria reservado para o filho de D. Manuel II caso este não tivesse morrido estranhamente em 1932. Altura em que o referido titulo passa para SAR. D. Maria Pia, e em 1987 para SAR. D. Rosário de Saxe Coburgo e Bragança através da cooptação, um mecanismo raro mas possível no direito nobiliárquico internacional.
E não estando na posse nem tendo direito à mesma, cada vez que o Sr. Duarte Pio de Bragança se apresenta perante os meios de comunicação social como duque de Bragança, está a cometer uma ilegalidade e um crime atentatório das leis vigentes.
Mais informação em www.reifazdeconta.com
publicado por TC às 23:07
Já aqui tinha colocado o artigo da Sábado que está aqui à direita. Cliquem para aumentar.
Questão de Reis, questão de MNE
Desde há meses que vimos acompanhando o bizarro envolvimento do MNE e do governo português na questão da sucessão do trono de Portugal ( virtual para a républica claro está).
A bronca estalou agora no MNE através do blogue http://notasverbais.blogspot.com/ que se especializou em questões da diplomacia e que vem denunciando o escandaloso caso em que funcionários desse mesmo ministério e o ex. ministro Freitas do Amaral são acusados da produção de documentos de conteúdo falso e atentatório das leis e Constituição vigentes.

O caso promete e tem todos os ingredientes para um bom escândalo:
1º-Uma república de "monárquicos"
2º-Uma disputa sobre a sucessão
3º-Falsificação de conteúdo de documentos envolvendo um embaixador, um vice cônsul, um chefe de departamento jurídico e o ex. ministro
4º-O roubo de um documento de estado publicado num livro e na Internet. 5º-Uma tentativa de assassinato politico e pessoal
6º-Um silêncio perturbador
7º-Processos judiciais

Vale a pena ler e acompanhar aquele que será sem dúvida o próximo escândalo deste governo e que é mais uma prova de como a ditadura anda por aí, mais descarada do que seria de supor.
Ler também http://www.reifazdeconta.com/fich/crimes_mne.pdf

Abraço
Tiago
publicado por TC às 22:57


A Exma. Sra. Ministra Maria de Lurdes Rodrigues anda farta de atirar areia para os olhos do "Zé Povinho" e este, sem fazer noção do que se passa na realidade, ainda julga que a Douta Senhora deve continuar a sua senda de ataques... O que ela devia era acautelar situações como esta, por exemplo. Eis duas fotos do carro de um professor de Vila Real que foi riscado pela segunda vez... E pela segunda vez o professor teve de suportar as custas.... Acorda triste Zé!!! Peçam responsabilidades a este bando de incompetentes que mais não deviam fazer do que gerir os interesses da população uma vez que dela vivem... Ganhem vergonha pois maioria dos portugueses já têm vergonha de o ser graças às vossas incompetências e alarvices...,
JE
publicado por TC às 22:39
Sobre os Professores - a Miguel de Sousa Tavares

É do conhecimento público que o senhor Miguel de Sousa Tavares considerou 'os professores os inúteis mais bem pagos deste país.' Espantar-me-ia uma afirmação tão generalista e imoral, não conhecesse já outras afirmações que não diferem muito desta, quer na forma, quer na índole. Não lhe parece que há inúteis, que fazem coisas inúteis e escrevem coisas inúteis, que são pagos a peso de ouro? Não lhe parece que deveria ter dirigido as suas aberrações a gente que, neste deprimente país, tem mais do que uma sinecura e assim enche os bolsos? Não será esse o seu caso? O que escreveu é um atentado à cultura portuguesa, à educação e aos seus intervenientes, alunos e professores. Alunos e professores de ontem e de hoje, porque eu já fui aluna, logo de 'inúteis', como o senhor também terá sido. Ou pensa hoje de forma diferente para estar de acordo com o sistema?

O senhor tem filhos? – a minha ignorância a este respeito deve-se ao facto de não ser muito dada a ler revistas cor-de-rosa. Se os tem, e se estudam, teve, por acaso, a frontalidade de encarar os seus professores e dizer-lhes que 'são os inúteis mais bem pagos do país.'? Não me parece… Estudam os seus filhos em escolas públicas ou privadas? É que a coisa muda de figura! Há escolas privadas onde se pagam substancialmente as notas dos alunos, que os professores 'inúteis' são obrigados a atribuir. A alarvidade que escreveu, além de ser insultuosa, revela muita ignorância em relação à educação e ao ensino. E, quem é ignorante, não deve julgar sem conhecimento de causa. Sei que é escritor, porém nunca li qualquer livro seu, por isso não emito julgamentos sobre aquilo que desconheço. Entende ou quer que a professora explique de novo?

Sou professora de Português com imenso prazer. Oxalá nunca nenhuma das suas obras venha a integrar os programas da disciplina, pois acredito que nenhum dos 'inúteis' a que se referiu a leccionasse com prazer. Com prazer e paixão tenho leccionado, ao longo dos meus vinte e sete anos de serviço, a obra de sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andersen, que reverencio. O senhor é a prova inequívoca que nem sempre uma sã e bela árvore dá são e belo fruto. Tenho dificuldade em interiorizar que tenha sido ela quem o ensinou a escrever. A sua ilustre mãe era uma humanista convicta. Que pena não ter interiorizado essa lição! A lição do humanismo que não julga sem provas! Já visitou, por acaso, alguma escola pública? Já se deu ao trabalho de ler, com atenção, o documento sobre a avaliação dos professores? Não, claro que não. É mais cómodo fazer afirmações bombásticas, que agitem, no mau sentido, a opinião pública, para assim se auto-publicitar.

Sei que, num jornal desportivo, escreve, de vez em quando, umas crónicas e que defende muito bem o seu clube. Alguma vez lhe ocorreu, quando o seu clube perde, com clubes da terceira divisão, escrever que 'os jogadores de futebol são os inúteis mais bem pagos do país.'? Alguma vez lhe ocorreu escrever que há dirigentes desportivos que 'são os inúteis' mais protegidos do país? Presumo que não, e não tenho qualquer dúvida de que deve entender mais de futebol do que de Educação. Alguma vez lhe ocorreu escrever que os advogados 'são os inúteis mais bem pagos do país'? Ou os políticos? Não, acredito que não, embora também não tenha dúvidas de que deve estar mais familiarizado com essas áreas. Não tenho nada contra os jogadores de futebol, nada contra os dirigentes desportivos, nada contra os advogados. Porque não são eles que me impedem de exercer, com dignidade, a minha profissão. Tenho sim contra os políticos arrogantes, prepotentes, desumanos e inúteis, que querem fazer da educação o caixote do( falso) sucesso para posterior envio para a Europa e para o mundo. Tenho contra pseudo-jornalistas, como o senhor, que são, juntamente com os políticos, 'os inúteis mais bem pagos do país', que se arvoram em salvadores da pátria, quando o que lhes interessa é o seu próprio umbigo.

Assim sendo, sr. Miguel de Sousa Tavares, informe-se, que a informaçãozinha é bem necessária antes de 'escrevinhar' alarvices sobre quem dá a este país, além de grandes lições nas aulas, a alunos que são a razão de ser do professor, lições de democracia ao país. Mas o senhor não entende! Para si, democracia deve ser estar do lado de quem convém.

Por isso, não posso deixar de lhe transmitir uma mensagem com que termina um texto da sua sábia mãe: 'Perdoai-lhes, Senhor porque eles sabem o que fazem.'

Ana Maria Gomes
Escola Secundária de Barcelos
publicado por TC às 22:11
Henry Mintzberg (Economista Canadiano) no seu último livro, "Gestores, não MBAs" (recomenda-se vivamente a sua leitura), dá uma valente chapada de luva branca a todos aqueles pseudo-gestores, líderes e políticos, que proliferam por este mundo fora e põe a nu muitas das razões para a corrupção do sistema politico e económico, sem esquecer a Educação.
Uma passagem, chamou-me especialmente a atenção: "Os líderes são supostos envolver e motivar os outros, promover o trabalho em equipa, assumir a perspectiva de longo prazo, não é o agarrar para si mesmos a fatia de leão dos benefícios. Imaginem um Presidente-Director Geral a dizer ao seu conselho de Administração: «Temos conversado muito sobre a saúde desta empresa. Então porque razão é que eu estou a ser recompensado pelos ganhos de curto prazo na bolsa de acções? E porque razão só eu? (...) Porque não compensar todos por igual?» Isso seria liderança. E quanto disto vemos actualmente nas grandes empresas americanas?"
Pois é, imaginemos então nas Portuguesas!!!
Já agora, o que é um político senão um líder e um gestor?! Será que este senhor não quer vir dar umas lições a Portugal?
publicado por TC às 12:34
05
Abr
08
Jorge Coelho já tem tacho.

Será o futuro presidente executivo da Mota-Engil.

Houve concurso? NÃO

Não?

Mas vai haver ............................................... .................. ...................................
....................................................... ..............
...............
................ ........ ........ concursos públicos!!!!!!!!!

(actualização)
Pois é... mas afinal isto é uma retribuição de favores!
Diz o Expresso:
Coelho ‘deu’ à Mota-Engil maiores negócios das SCUT - Não há ilegalidade, mas há muita promiscuidade. A construtora passa a ter dois ex-ministros e um ex-secretário de Estado das Obras Públicas na direcção.
publicado por TC às 13:30
04
Abr
08
Recebido do amigo Soares da Cunha, com autorização para publicar.

Ao ler um e-mail que me enviaram sobre o racismo em Angola, contra os não negros, lembrei-me de duas experiências vividas, aos 18 anos, na África do Sul.

A primeira foi não me aceitarem num hotel por estar de tal modo bronzeado da praia que me julgaram mulato e, apesar de o meu Pai afirmar que era seu filho, ouviu da boca do responsável do hotel que os Portugueses tinham filhos mulatos mantendo a recusa de nos hospedarem nesse hotel. Por sorte, acabamos por não ter qualquer problema na recepção de um outro hotel e assim pudemos dormir uma noite descansada.

A segunda foi também muito estranha, pois como não estava habituado ao apartheid, entrei num edifício dos Correios pela porta mais próxima, que por sinal era a dos não brancos, mas que eu não me apercebi de tal facto.

Porque não havia ninguém a atender nesse balcão passei por uma porta de vidro de separação de outra área onde havia igualmente um balcão mas este com pessoal a atender onde procurei comprar um selo para enviar uma carta para Lisboa.

Qual não foi o meu espanto ao não me quererem atender e mandarem-me para trás para a outra sala de onde tinha vindo para aí ser atendido. Expliquei que lá não havia quem me atendesse e por isso estava ali.

Foi o cabo dos trabalhos para me fazer entender e percebessem as minhas razóes. Finalmente depois de muitas explicações acabaram por me atender desfeito que foram as dúvidas da minha etnia.

Como é de calcular, estas duas experiências nessa idade marcaram-me para todo o sempre contra todas as formas de racismo ou de exclusão social.

Assim, ao ler esse e-mail, sobre o tipo de racismo primário nele apresentado fiquei não só indignado com o que li mas também muito preocupado com o futuro da Sociedade Angolana pois desta maneira haverá um novo tipo de apartheid e agora de sinal contrário.

Aproveito para lembrar que durante o chamado "Holocausto em Angola" foram os brancos e os mulatos quem mais sofreram ainda que também muitos negros tivessem sofrido horrores.

Por outro lado e ainda que não aceite qualquer situação desse tipo, lembro que, ao falarem da História da Negritude, se estão a esquecer que eram os Sobas que vendiam os escravos aos brancos no tempo da Escravatura. E que fomos nós dos primeiros senão mesmo os primeiros a acabar com tal mercado desumano.

Por outro lado, a existência de mulatos é prova provada que o Português não é por norma racista. Existirão, infelizmente, aqueles que o possam ser mas são uma minoria para, como excepção, confirmarem a regra de não o serem.

Foi pois com muita tristeza que li esse mail eu que tanto prezo as minhas cunhadas e os meus sobrinhos que são mulatos mas merecedores de toda a consideração pelas suas qualidades profissionais e humanas.

Como Militar tive oportunidade de trabalhar com tropas de naturais de Angola, Moçambique e Guiné de diferentes etnias e sempre os respeitei e fui por eles respeitado, tendo feito grandes amigos, pelo que me repugna esta maneira de pensar.

Lembro, no entanto, que muitas dessas tropas foram, pelos então governantes do nosso País, vergonhosamente abandonadas e desprezadas aquando da “descolonização exemplar” e por tal motivo muitas delas acabaram às mãos dos responsáveis por esses novos Países enquanto outras continuam esquecidas aqui em Portugal!

Não aceito de maneira alguma qualquer tipo de Racismo ou Exclusão Social! Razão pela qual sempre estarei lutando para quebrar essas barreiras!

Soares da Cunha
publicado por TC às 21:45
Um soneto a imitar Luís de Camões (Alma minha gentil que te partiste…), recebido por e-mail, dedicado à ministra M Lurdes, com imaginação e bom humor. Dado que Camões se dirigia a uma amada falecida, será esta poesia de mau augúrio para a ministra e seus acólitos, ou de bom presságio para a qualidade do nosso ensino!!!???

OLÁ
Para a minha querida Milu, do fundo do coração.

SONETO À MANEIRA DE CAMÕES

Tão mesquinha e tão vil, tu que pariste
As normas do estatuto do docente,
Não tens nada de humano, não és gente,
Nada mais que injustiças produziste.

Se lá nesse poleiro aonde subiste
O estado do ensino tens presente,
Repara como és incompetente,
Como a classe docente destruíste.

Se pensas que esta gente está domada,
Te aceita a ti, ao Valter e ao Pedreira,
Estás perfeitamente equivocada:

Em breve encontraremos a maneira
De vos correr p'ra longe à cacetada,
Limpando a educação de tanta asneira!

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publicado por TC às 09:15
03
Abr
08
Hoje houve uma reunião entre o ME e Conselhos Executivos.
Do que lá se falou já se sabe.
O ME prometeu e exigiu!

Ficou-me uma parte na retina:

Criação grupo de trabalho para o reforço das seguintes condições:
- crédito horário
- condições de horário e remunerações dos Conselhos Executivos e de professores coordenadores de departamento curricular
- concurso de professor titular (7º/8º/9ª)

Comentário de Ramiro Marques:
O ME continua a apostar na divisão dos professores. Acena com créditos horários e suplementos remuneratórios para os PCEs e Coordenadores de departamento com o objectivo de os tornar mais dóceis e receptivos às exigências e pressões do ME. A serem aceites essas contrapartidas, abrir-se-á ainda mais o fosso entre os professores. As divisões e os conflitos vão aumentar e o ambiente nas escolas vai tornar-se infernal.

Meu comentário: os que cederem à "compra" deixarão de ter o meu respeito. E haverá muitos!!!

publicado por TC às 00:21
02
Abr
08

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

por Eugénio Rosa

Já por diversas vezes denunciámos os lucros exagerados obtidos pela EDP à custa de preços muito superiores aos praticados em outros países da União Europeia, mesmo mais desenvolvidos e com remunerações muito mais elevadas, perante a passividade, para não dizer mesmo a conivência, do governo e da Autoridade da Concorrência. Finalmente, esta última decidiu levantar um processo para averiguar porque razão o preço da electricidade em Portugal é muito superior ao preço espanhol ( 41,4% ). Mas logo o ministro da Economia veio em defesa da EDP, desautorizando aquela entidade. Por isso, interessa esclarecer mais uma vez a forma como actua a EDP e como também obtém os elevados lucros que apresenta todos os anos. É o que se faz neste estudo utilizando apenas dados do Eurostat e da Direcção Geral de Energia e Geologia do Ministério da Economia.
Qualquer pessoa sabe, por pouco que conheça de gestão empresarial, que os lucros de uma empresa são determinados pela diferença entre os proveitos que obtém pelo que vende e os custos que tem de suportar. E os preços que interessam são os chamados "preços à saída da fabrica", ou seja, os preços sem incluir os impostos, porque as receitas destes revertem para o Estado.

De acordo com os dados oficiais do Eurostat, o preço da electricidade em Portugal sem impostos era, em 2007, em média, superior em 21,1% ao preço médio comunitário.

Se a análise for feita por países a diferença, em relação a alguns deles, é ainda maior. Por exemplo, em 2007, o preço da electricidade em Portugal sem impostos era superior em 114,8% ao da Grécia; em 41,4% ao de Espanha; em 30,5% ao da Suécia; em 61,9% ao da Dinamarca, etc.
Como consequência destes preços mais elevados, cerca de 250 milhões de euros dos 1120 milhões de euros de lucros líquidos obtidos pela EDP em 2007, tiveram como origem precisamente a diferença entre o preço praticado em Portugal, que é mais elevado, e o preço médio comunitário.

Só em 2007, os cerca 4.700.000 consumidores domésticos tiveram de pagar pela electricidade que consumiram, cada um deles, mais 53,31 euros do que pagariam se o preço da electricidade em Portugal, sem impostos, fosse igual ao preço médio comunitário.

Em 2007, o preço da electricidade em Portugal era, em média, ainda superior em 21,1% ao preço médio comunitário.

Apesar da crise que grassa no País e dos sacrifícios que os portugueses estão a suportar, utilizando dados do Eurostat, da própria EDP e da Direcção Geral de Geologia e Energia do Ministério da Economia estimamos que, só em 2007, a EDP tenha arrecado cerca de 1120 milhões de euros de lucros líquidos obtidos apenas por ter vendido a electricidade que produz 21% superior ao preço médio de electricidade praticado na União Europeia.

publicado por TC às 15:06

http://dn.sapo.pt/2008/04/01/economia/bancos_pagaram_apenas_136_irc_ano_pa.html

Os bancos portugueses obtiveram em 2007 lucros de 2,4 mil milhões de euros, mais 9,1% que no ano 2006. Estes são os primeiros dados oficiais do sector, ontem divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB). Os números são referentes a uma amostra do conjunto das instituições bancárias, que representam 96,4% do activo líquido do sector em 2006.

No entanto, a crise no mercado do crédito não parece ter atingido as principais variáveis do sector. O activo líquido cresceu 12,2% em 2007, atingindo os 391 mil milhões de euros, com o crédito a clientes a subir 13,4%. Os recursos aumentaram a um ritmo mais baixo, crescendo 9% face a 2006.

As receitas de comissões e serviços aumentaram a um ritmo modesto de 6,4%, segundo a APB, enquanto os resultados obtidos em mercados de capitais subiram 4,7% face ao ano anterior. Como consequência final, o produto bancário de exploração progrediu 7,3%, para os 9,5 mil milhões de euros.

Os impostos pagos sobre os lucros caíram 28,7%, tendo a banca pago no ano passado 388 milhões de euros, referentes apenas à tributação dos resultados. Face a estes números, a taxa de IRC efectivamente paga pela banca rondou os 13,63%, relacionando o valor dos impostos sobre os lucros (correntes e diferidos) com o resultado apurado antes de impostos. Em 2006, esta taxa tinha sido de 19,42%.

As empresas em geral são taxadas em 27% (já incluindo derrama).

SEM COMENTÁRIOS ……………………………………
publicado por TC às 15:01
01
Abr
08
Notícia de última hora:

"Cavaco Silva exonera governo de José Sócrates"
in Público

"Presidente expulsa Governo"
no Correio da Manhã

"Cavaco escavaca Sócrates"
24 horas

O Presidente Cavaco Silva diz:
"...pois este governo está a trazer a desgraça ao país...",
"...estão a acabar com a escola pública...",
"...na saúde só os ricos têm cuidados com qualidade...",
"...eu tinha que acabar com esta vergonha...... se assim não fosse borrava a minha cara em bosta...",
"...já pretendia fazer isto há mais tempo mas tb tinha o rabo preso...",
"...só tenho a dizer: pega lá Sampaio."
Obrigado chefinho
publicado por TC às 15:05
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