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O Jardim da Celeste

...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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O Jardim da Celeste

28
Jul08

Subserviência nem sempre paga dividendos

TC
Apesar de a cimeira da CPLP ter aprovado uma importante resolução em que os oito signatários assumem o compromisso de promover e valorizar o português, ela foi ensombrada pelo desinteresse que Luanda e Maputo lhe votaram.

Angola fez questão de se sub-representar:
- Na cimeira de chefes de Estado esteve o primeiro-ministro Fernando Dias Santos em vez de José Eduardo dos Santos.
- Na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros não participou João Miranda, o chefe da diplomacia, mas antes o seu número dois, Jorge Chicoty.
- E até, num encontro de embaixadores, o representante de Luanda em Lisboa (Assunção dos Anjos) foi substituído pelo embaixador angolano em Bissau!

Maputo somou à ausência do Presidente Guebuza a da primeira-ministra Luísa Diogo, atirando assim o acidental MNE de Moçambique para a fotografia oficial da cimeira, ao lado de Lula, Cavaco e do Nobel da Paz Ramos-Horta.

Quanto a Angola, isto faz recordar o que se passou em Lunada uns dias antes, durante a visita de José Sócrates, o qual, na sua habitual linguagem hiperbólica, manifestou uma subserviência ao homem rico do petróleo, dos diamantes, dos minérios, da agricultura e pecuária e das pescas, de uma forma exagerada, como ficou descrito no post «A todos os títulos notável». Lamber botas nem sempre paga dividendos. Neste caso, Eduardo dos Santos não teve a mínima gratidão pelas palavras que lhe foram dirigidas. Esperamos que, para a boa imagem e dignidade de Portugal, este caso sirva de exemplo e de lição para futuras relações internacionais.
23
Jul08

Ali Bábá e os seus 40 amigos

TC
Hoje saíram várias notícias que me puseram a pensar. Caso raro...

Petróleo cai 20 dólares numa semana e meia
- in agência financeira iol
Comentário: E os preços dos combustíveis em Portugal? Onde está a Autoridade da Concorrência? De férias?

Galp baixa preço da gasolina e do gasóleo
- in agência financeira iol
Comentário: 1,4 cêntimos no gasóleo e 2 cêntimos na gasolina é para atirar poeira para os olhos dos burros. Quanto o crude sobe 2 ou 3 dólares ELES sobem 2 ou 3 cêntimos. E agora? Ficam por aqui? Então afinal Sr. Presidente da Galp, não é o mercado que regula os preços?

Combustíveis vendidos nas grandes superfícies são diferentes dos postos tradicionais
- in agência financeira iol

Comentário: É verdade!!! São mais baratos!!! Este Sr. Augusto Cybron só deve comer caviar. Os meus carros nunca se queixaram. Mas tb eu só faço 300 kms diários!!! Os hiper não são controlados na qualidade? Claro que são. O problema é que as GRANDES só querem é vender mais caro. Diesel Plus....combustível XPTO o tanas. Paga-se mais por algo que não dá mais economia e não é mais do que gasóleo aditivado com gasolina e óleos. Já agora.....os combustíveis da galp têm 3% de biodiesel incorporado. Que eu saiba fica ao prço da chuva produzir bio. E os preços são iguais. LADRÕES!!!
22
Jul08

Der Prozess

TC
Lamento desiludir-vos, mas não vou falar do assunto do dia. Neste preciso instante, dividimo-nos entre os que estão a cair de podres e os que estão a cair de férias. Uma qualidade, dada a nossa natureza profunda, que nem sequer impede a outra.
Pessoalmente, não vou para Praga, embora Praga seja uma cidade maravilhosa, filha de duas esquizofrenias: um tempo áureo, e barroco, e um tempo, crepuscular, que, aliás, partilha com Viena e Bruxelas.
Há um amigo meu que diz, e com imensíssima razão, que Franz Kafka, pertencente à segunda metade de Praga, caso tivesse vivido em Portugal, nunca teria tido tempo para escrever um só livro que fosse, dada a necessidade de tempo inteiro, para deslindar o seu quotidiano... kafkiano. Obviamente, isto é uma "boutade", já que a realidade é bem pior: da minha longa frequência daquela fabulosa História de Portugal, vermelha e conservadora, que o meu pai continua a ter nas suas longas estantes, há dois episódios de que me recordo, e que são, como Borges diria, um só: a imagem de D. Sebastião, à janela do Paço, a pegar-se de insultos com a arraia miúda, que, lá em baixo, no terreiro, atirava pedras uns aos outros, e uma outra, bem posterior, do magnânimo D. João V, o papador de freiras -- a família é para procriar... -- sentado, diante de uma janela, a ver a criançada, em baixo, a atirar pedras... uns aos outros.
Nunca passámos, nesta Mansão do Tédio, de atirar pedras uns aos outros.
Qualquer divertimento acima deste é demasiado subtil para o Genoma Português. Vasco Pulido Valente, em quem só admiro o brilho baço da escrita, geralmente encaracolada em redor de paradoxos, ou seja, fixada na forma, e desprezando quer o conteúdo, quer o leitor, enfim, o narcisismo, enquanto Língua, disse, algures, que nós não gostávamos de Liberdade, mas, sim, de Igualdade.
Já noutro lugar escrevi que a Igualdade Portuguesa é tentar pôr o vizinho do lado a ter tão pouco como nós, e Sócrates e a sua canalha exploraram isto até à exaustão, conduzindo o país ao presente estado de desestruturação social. Qualquer sistema, que ousasse separar o Puro do Impuro, mediante a aplicação de um sistema elementar, mas universal, de leis, seria, para o Português, uma pura violência, porque converteria o justiçado num primoroso acima do amnistiado pelo Tempo.
O Tempo, aliás, é fundamental no psiquismo jurídico português: houve uma era em que apanhar uma multa de trânsito desencadeava o pavloviano reflexo de a atirar para o fundo de uma gaveta, na expectativa de que viesse a amnistia do Natal, da visita da Irmã Lúcia, ou do aniversário da Elsa Raposo.
Uma das vítimas mais célebres da coisa, e isto passava-se nos píncaros da nossa Cultura, enfim, não nos píncaros, mas no topo de uma época morna, como ele próprio confessava, em que não havia grandes mitos que contemplássemos para cima, e falo de Cesariny, Cesariny frequentava um cinema porno em Paris, na época épica, em que os heterossexuais iam fazer o que outrora se fazia nos Banhos Romanos: "profiter" da escuridão, para que os acontecimentos se dessem. O cinema era exótico, e falo de uma Paris que nunca conheci, de há 50 anos atrás, cósmica e surreal, cheia de pequenos episódios do quotidiano... o cinema, dizia eu, tinha dois turnos, o de dia, em que eram as coisas entre homens que imperavam, e o da noite, em que, de quando em vez, as mulheres invadiam a plateia, para participar nesses pequenos satíricons, à la française.
A Escuridão é má conselheira, e embriaga-nos, pelo que, quando o Cesariny se sentou ao pé do garanhão, estava esquecido de que tinha mudado o turno, e tal como o Georges Michael foi apanhado, por um "infiltrado", a fazer uma mamada nos chichis da Califórnia, já 50 anos antes o Mário foi apanhado com a boca no trombone, porque, mal se apilcou ao instrumento, as luzes da sala acenderam-se e ouviu-se a voz "prendam-me este senhor!..."
Ser preso por estar a fazer um broche é uma coisa chata, em qualquer parte do Mundo, desde a nossa A5 até à Casa Branca, mas a verdade é que o Poeta lá seguiu para a sala de tribunal, onde, após a identificação, e se ter visto que era Português, os magistrados imediatamente tentaram ver-se livre dele, porque, para paneleiros, bem bastava a longa tradição francesa...
O Mário, coitado, não se apercebeu de que estava no Sistema Francês, de Raiz Napoleónica, e imbecil, como todos os neoclassicismos jurídicos, que acabam sempre por ser fundamentalismos morais, como o ferreira-leitismo, e acham que vêm introduzir alguma ordem na longuíssima tradição de excessos que é a Natureza Humana. Entre Napoleão, e a sua picha mole, estava uma batelada de leis, chatas e poeirentas, que teriam impedido o irmão do Rei, Duque de Orleães, de ser tratado, não por "Monsieur", mas por "Madame", ou o velho Abade de Choisy de escrever a fabulosa epígrafe das suas "Memórias", a frase mais libertária e espantosa, até Sade, que a mão humana já redigiu:"Cultivei a Natureza nas suas duas encarnações, a Feminina e a Masculina, mas sempre no registo dos seus extremos".
Pôs-se, então, a fazer o que fazia em Portugal, olhar para o relógio, à espera das 17.30 h., que era quando os tribunais tocavam a sineta da Função Pública, e as faces austeras se convertiam nos saloios pais de família, toda a gente se agitava, e era a hora de ir para casa, deixando tudo a meio. "Amanhã há mais", entre duas cervejolas e uma baforada de café.
Paris não funcionava assim, e, por mais argumentos que os advogados de defesa lhe dessem para que lhes tirasse o menino morto das mãos, o velho Cesariny, irreverente, teimoso, e escandaloso, nesses tempos, insistia em ficar calado, e dizer, "não tenho nada a alegar em minha defesa, só estava a chupar este senhor no cinema...", enquanto olhava para o relógio da sala, à espera das promissoras... 17.30 h.
Chegadas as 17.30 h., apanhou, em cima, com uma condenação napoleónica por actos contra a natureza praticados em lugar público, e uma inibição -- porque em França nunca houve... "disso" -- de pisar território sarkoziano durante umas eras.
Aqui, saltamos no tempo: já não é o poeta irreverente, que fora buscar Bréton no seu reduto, mas o homem consagrado, a quem a RTP ia dedicar um documentário, por acaso, orquestrado pela nossa amicíssima comum, Maria Elisa Domingues. Ao chegar à fronteira gaulesa, e ao passar o passaporte na base de dados, disse-lhe o guarda, aliás, disse à comitiva inteira, jornalistas, homens da câmara, convidados... "este senhor não pode entrar..."
Era o Ferreira-Leitismo Napoleónico, incrustrado de décadas, a manter incólume um obsoleto registo.
Abreviando a história, a coisa descambou em conflito, que teve de ser resolvido por via diplomática.
Desde então, a França evoluiu horrores, como diria a Betty Grafstein, e nós ficámos na mesma, aliás, estamos piores, porque já decorreram 50 anos sobre esse ansioso olhar para o relógio, à espera de que as 17.30 h. nos livrassem do pesado fardo da encenação da Justiça.
Hoje, mais uma vez, Portugal inteiro se pôs a olhar para o relógio, e, quando soaram as 17.30. todos pudémos soltar um suspiro de alívio e voltar às nossas pequenas e humilhadas vidinhas: felizmente que aquele caso, tão cheio de odores de cadáver, nunca existira. Real era apenas a plateia mundial, de olhos esbugalhados, a fitar 10 000 000 de ingénuos assobios para o ar...
20
Jul08

Ferreira Leite, Cavaco e Biancard Cruz. A Nova Ordem Interna: Ajoelhar e Servir

TC
Imagem do KAOS
Aproveito, antes de mais, para saudar todos os leitores dos nossos blogues comuns, e publicitar o novo espaço dos "The Braganza Mothers".
O que aí vem, meus amigos, é mau, lúgubre e sinistro.
Várias vezes me interroguei sobre o dia em que deveria cessar a nossa intervenção cívica, e a sociedade, plural e democrática, começar a deixar exercer, por si mesma, a sua dinâmica de acção própria. Infelizmente, Portugal entrou num estado de catalepsia social, que leva a que cada vez mais consideremos afastado o nosso objectivo. A canalha que, desde Durão Barroso, nos governa conseguiu algo de portentoso e extraordinário: fez, como muitas vezes se faz, nos hospitais, colocar o País num coma induzido. Acontece que, agora, por mais safanões que lhe dêem, ele está morto, e próximo da morte cerebral.
Durante os longos e penosos anos do Socratismo, várias vezes me perguntei sobre se seria este o cenário final, o Pior do Pior. Com a entrada de Ferreira Leite em campo, descobri que ainda podia haver um patamar inferior, chamado Eixo Cavaco-Leite, ou Eixo Cavaco-Sócrates-Leite, ou Eixo seguído de um chorrilho de palavrões, se isso vos satisfizer melhor.
Considero Ferreira Leite das coisas mais sinistras que o nosso Espectro Político produziu, só a par com o horrível Proença de Carvalho, e acho que com esta comparação já digo tudo.
Nas últimas semanas, com a inversão na Comunicação Social, que, subitamente, tirando alguns redutos de isenção, como alguns noticiários da RTP2, ou a RTP-Norte (a única que ainda consigo ver), resolveu vingar as espingardas contra Sócrates, começámos a ver o Boneco de Vilar de Maçada muito embaraçado, talvez porque não esperasse que o Patrão de Bilderberg, Balsemão, lhe começasse a tirar o tapete tão cedo. A verdade é que o está descaradamente a fazer, e só para alguém que esteja com a sensibilidade muito avariada é que Manuela Ferreira Leite é alternativa ao que quer que se ja.
O problema português é grave: com o decapitar do 25 de Abril, passámos a ter um país politica, cultural e economicamente acéfalo, com a pequena particularidade -- nós temos sempre uma cereja no topo do bolo, pior do que as inimagináveis... -- sem cabeças culturais, políticas, nem económicas, mas obscenos pescoços degolados, infestados de piolhos, com os quais somos obrigados a conviver, e que nos atiram, de dia para dia, cada vez mais para trás, no tempo e no espaço.
Quando Ferreira Leite tocou na tecla, obsoleta, da Moralidade dos Costumes, com a célebre história dos casamentos e das segregações (fala disso a mãe, divorciada, de um traficante toxico-dependente, que "a Família é para procriar"...), desde logo me soou uma sineta interior sobre que Manuela Ferreira Leite não era só o que parecia: ela era uma fachada de coisas bem mais lúgubres, que a sustentavam, como já defendi, com unhas e dentes, no Blogue Anti-Cavaco, onde, com todas as energias afrontei Cavaco Silva, e as Forças das Sombras que o apoiavam.
Não me enganava: Cavaco representa, no nosso horizonte, uma regressão, em bruto de 50 anos. Cavaco e Ferreira Leite serão, no seu todo, um século inteiro, a andar para trás.
A cereja no topo do bolo veio hoje, com a revelação -- "I'm sorry, sigilo de fontes... -- de que Biancard Cruz, muito conhecido de outros ambiente, que não posso pôr aqui, mas vocês, se pensarem um pouqinho, lá chegarão..., ia substituir o Júdice na Frente Ribeirinha... Foi só escavar um pouco, e a figura, sinistra, da OPUS DEI, começou a emergir: vinha de trás, o célebre Número Dois de muitas coisas, desde o Guterres ao Sócrates e ao Júdice, para brilhar agora, em toda a sua luz negra.
O resto deste trabalho fica para os jornalistas fazerem: nós não somos jornalistas, somos os opinadores e meditadores de todas as horas, os que levantam os rumores, e apenas esperam que a Sociedade Civil os investigue.
Sr. Sócrates, acabou de lhe sair em sorte uma pequena trégua, a não ser, como corre em certos meios, que o Senhor também esteja próximo da... "Obra", o Senhor e a Bruxa que insiste em manter na Pasta da Educação. Até que se apure a verdade vai ter, todavia, uma pequena trégua. O assunto é agora entre nós, Blogosfera, e a Bruxa do PSD, mais o seu Mandatário para a Juventude... Biancard Cruz (!)
Srª. Manuela, se se tornar claro que as Forças das Trevas que a estão a sustentar, como conseguiram o "misérable miracle" de colocar um defunto empalhado em Belém, acautele-se. Se os seus suportes estão perto da Opus Dei, tome cuidado, que a luta irá ser feroz e os blogueres são como as árvores: morrem de pé.
Sr. Sócrates, ponha-se de lado, porque, agora, o assunto é entre NÓS e ela.
19
Jul08

Processo ao estado por falta de justiça!!!

TC
O pai de uma criança abusada sexualmente foi detido esta sexta-feira no Tribunal de Santarém, depois de ter injuriado e tentado agredir um juiz e dois magistrados de Ministério Publico, informou fonte judicial. O homem terá manifestado desta forma o descontentamento com a decisão que ditou a prisão por quatro anos e meio do abusador da sua filha.
Veja a notícia completa AQUI.

Ainda há quem se admire e diga que o Dr. Marinho (Bastonário) não fala verdade.
Os juízes não fazem justiça!!!
A justiça em Portugal é só para alguns!!!

EU APLAUDO ESTE PAI. Estou solidário!!! Desde já digo a este PAI que estou disponível para contribuir com 500€ para o Estado ser processado por não garantir justiça aos seus cidadãos.

Isto não pode ficar impune. Um pedófilo ser condenado a quatro anos e meio de prisão efectiva por quatro crimes de abuso sexual!!!!! QUE MERDA É ESTA???


E se fosse a filha de um político???
E se fosse a filha de um Juiz???


Repito: 500€ de contribuição para processar o Estado. E faz-me falta. Mas não aguento mais.
18
Jul08

É preciso fazer algo...

TC
Como é do conhecimento público eu ou o autor do documento "Uma Gota no Oceano chamado Portugal". Esse documento fez com que eu me aventurasse na blogosfera e criasse o Democracia em Portugal.
Todos os dias recebo imensos emails de cidadãos anónimos e tb de identificados. Uns insultam-me, outros dão-me os parabéns e contribuem com mais material para o blog.
Hoje recebi um email de parabéns, que agradeço. Esse email trazia tb um link. Esse link é de uma página web. E está perfeita. Cá vai:

Isto é o que é preciso fazer em Portugal

http://www.bozzetto.com/freedom.htm

Obrigado J.C.
17
Jul08

Só em 2011? Sr. Sócrates, abra os olhos

TC
O nosso 1º anunciou com toda a propaganda imaginária o acordo Renault/Nissan para a produção de Veículos Eléctricos (EV). O nosso 1º foi autor da embrulhada com os 30% do imposto que afinal não havia mas que se tentou colar a ver se passava...

É uma excelente ideia. Mas pq só em 2011? É assim tão difícil? A Europa já está cheia de marcas de EVs a circular.

A minha proposta ao Sr. 1º Ministro (se for honesto e realmente quiser mudar o estado actual do país):
- Legislem rápido de forma a que se possa importar EVs sem grandes burocracias;
- Legislem rápido de forma a que a legalização de um carro convertido para EV seja célere e pouco trabalhosa.




O 1º grande passo para demonstrar vontade de lutar com o país e pelo país é facilitar a conversão.
Fazer um EV é muito fácil. Vejam a quantidade de brinquedos EVs!!!
É mais limpo, poupa-se no combustível (não há combustão!!!), poupa-se na manutenção.
Facilitem a criação de pequenos centros de conversão para EVs.
O "Fúria Verde" é um exemplo a seguir.
Eu já penso no meu Carocha EV!!!
14
Jul08

Privatizar a ordem pública???

TC
Os recentes acontecimentos na Quinta da Fonte, no concelho de Loures veio levantar uma questão demasiado séria para ser deixada a soluções de travesseiro, sem a devida ponderação. A inspiração da noite bem dormida nem sempre produz as melhores soluções. Casos muito complexos devem ser estudados por equipas multidisciplinares e, neste caso, não podem deixar de ser ouvidos os responsáveis das Forças de Segurança e os seus técnicos especializados. Nestes casos dos tiroteios, as Forças Especiais das polícias estranharam não serem chamadas a intervir, pois estão treinadas para casos de grande violência entre as quais se inclui o uso de armas de fogo.

Estranhamente, esta notícia diz que o MAI anunciou um Contrato Local de Segurança, para cinco bairros, um deles o da Quinta da Fonte, para o que prevê negociações com entidades da sociedade civil, privadas e com os líderes das comunidades cigana e africana. O objectivo é "responsabilizá-los também pelo bairro". É realmente estranho que o MAI retire às Forças de Segurança esta importante missão do Estado de manter a ordem pública e a privatize. Será que está convencido de que esta será a melhor solução?

As forças policiais, nem sempre são respeitadas, sendo muitas vezes agredidas, apedrejadas, alvejadas com tiros, chegando a perder vidas. Perante estes casos, que o ministro não ignora, interrogo-me sobre o que poderá acontecer, a estes agentes civis, sem a preparação dos agentes policiais, e que ideia têm os assessores do MAI sobre as prováveis consequências desta decisão, não só para esses seguranças mas também para as populações dos bairros.

Talvez fosse melhor o MAI colocar uma velinha na igreja mais próxima. Poderia não ter melhor efeito, mas ficaria mais barato!
11
Jul08

Sócrates, aldrabão ou simplesmente ignorante?

TC
O Sr. mente, mente, mente...
Com muita pompa e forrobodó da propaganda o nosso 1º veio mostrar um acordo com a Nissan para a produção em Portugal de Veículos Eléctricos (EV). Eu até estava a achar interessante a ideia pois já era sem tempo de se optar por um transporte que já circula em muitas estradas da Europa à uns anos.

MAS.....

Depois "acordei" para a realidade ao ouvir o aldrabão. ELE disse que "está a estudar a forma de que os VE venham a pagar apenas cerca de 30% do IA dos restantes veículos..."

MAS.....

Na legislação em vigor os EV (veículos eléctricos pros burros que ainda acreditam nesta merda de governo) pagam ZERO de imposto automóvel!!!!!!

ZERO!!!!

Esta é a forma de criar um imposto de 30% e fazer propaganda de que se vai retirar 70% de algo que não existe. Pensem comigo: 70% de 0 é Zero. É este o desconto para os EVs.

Então eu traduzo as palavras do Pinóquio: "estou a estudar a forma de criar um novo imposto pois se esta merda for para frente tou f*****.... vou perder o meu tacho.... a GALP não vai gostar nada.... mas compensa com a EDP.... e depois crio um sistema de troca de baterias com aluguer à GALP.... é isso.... isto é bom negócio....."


Agora umas perguntas que vi num local que realmente se interessa pelos EV:
1. O que é que foi assinado exactamente (memorando???) Qual foi exactamente o compromisso? E prazos?
2. Que frota é que a Nissan vai apresentar? Micras e Clio VE ou aqueles de três lugares? São veículos urbanos ou mais generalistas? De onde saiu a tal autonomia de 200km? Existem mais especificações, nem que seja como objectivos a atingir?
3. Como é que funciona este tratamento das baterias como se fossem bilhas de gás?? É este o sistema que propuseram aos israelitas ou é um acordo daqui para incluir Galps e afins? Fará sentido restringir outras companhias a este formato para combater as críticas de autonomia?

4. Esta infraestrutura publica de carregamento seria gratuita ou paga? Aparentemente na Dinamarca e em Londres planeiam que seja gratuita até os VE's serem 15% da frota total.

Actualização do post:
Hoje dia 11 já há algumas notícias referentes a este facto. A QUERCUS já disse que o Pinóquio mente. No JN e no Público.

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