...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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08
Set
10
A propósito do último programa do "Prós & Prós" na RTP1


JN


Jornalismo de "serviço"

00h30m

A entrevista "non stop" que, desde que foi condenado, Sua Inocência tem estado ininterruptamente a dar às TVs teve o mais respeitoso e obrigado dos episódios na RTP1, canal que é suposto fazer "serviço público".
Desta vez, o "serviço" foi feito a um antigo colega, facultando-lhe a exposição sem contraditório das partes que lhe convêm (acha ele) do processo Casa Pia e promovendo o grotesco julgamento na praça pública dos juízes que, após 461 sessões, a audição de 920 testemunhas e 32 vítimas e a análise de milhares de documentos e perícias, consideraram provado que ele praticou crimes abjectos, condenando-o à cadeia sem se impressionarem com a gritaria mediática de Suas Barulhências os seus advogados, o constituído e o bastonário.
Tudo embrulhado no jornalismo de regime, inculto e superficial, de Fátima C. Ferreira, agora em versão tu-cá-tu-lá ("Queres fazer-lhe [a uma das vítimas] alguma pergunta, Carlos?"). O "Prós & Contras" só não ficará na História Universal da Infâmia do jornalismo português porque é improvável que alguém, a não ser os responsáveis da RTP, possa chamar jornalismo àquilo.

publicado por TC às 16:39
De Mentiroso a 9 de Setembro de 2010 às 23:47
Nenhum destes problemas existiria se Portugal fosse uma democracia e toda a gente não disse que não confia na justiça, tal como não existe em países democráticos e onde a justiça é isso mesmo: justiça.

Veja-se uma só diferença, relativa à legislação, entre um país democrático e Portugal: o controlo do povo soberano sobre os legisladores.

Num país democrático,
o referendo (consulta popular após a legislação) é obrigatório para certos tipos de legislação mencionados nas suas constituições (variando de país para país, mas existente). Cá, para que isso possa acontecer, é invariavelmente necessário que o parlamento, o governo ou o presidente o autorizem. Pior ainda, vimos o que o Louçã pode fazer à vontade de referendo sobre os casamentos de anormais expressa pelo povo. É o cúmulo.

Nos países democráticos, nova legislação, séria mudanças nela ou mudanças na constituição só são possíveis após aprovação popular por plebiscito em que as propostas são votadas (consulta popular anterior à legislação).

Sobressai que existe um controlo sobre os políticos, inexistente em Portugal, pelo que Portugal não é nem pode ser uma democracia, mesmo sem contar com todos os outros requisitos ausentes. Além disso, que o partido no poder seja da direita ou da esquerda, fará realmente tanta diferença, uma vez que seja controlado pelo povo soberano?
Numa democracia só há um soberano: o povo. Os mandatários não são mais do que isso e nalguns países, quando não cumprem aquilo para que foram eleitos correm com eles. Não os governos inteiros, mas os indivíduos. Assim nem se arriscam!
De Mentiroso a 10 de Setembro de 2010 às 15:48
O Manuel António Pina não é honesto em muitos dos seus artigos. Por demais, muitos deles estão cheios de contrariedades. Por isso, o seu crédito só pode ser nulo ou reduzido. Aqui, também as contrariedades ressaltam aos olhos.

Afinal confiamos na justiça nacional sobre a qual só se ouvem contínuas e gerais reclamações a propósito de tudo e todos a dizer que não confiam nela, salvo os políticos, evidentemente? Temos que saber. Ou sim ou não. Ou vamos confiar nuns casos, se nos convém, e não noutros se não nos convém? O pau de dois bicos é que não pode ser, temos que saber o que queremos e o que dizemos.

Alguém pode provar que o Carlos Cruz é culpado ou inocente. Esse alguém que prove, ou então continuaremos com dúvidas insatisfeitas. Não temos elementos de prova, nem para uma conclusão nem para outra e aquilo que dissermos não passa de mera opinião. Exactamente o mesmo com este jornaleiro. Não queremos a sua opinião, queremos factos, provas.

Os «documentos e perícias» que ele menciona são altamente duvidosos dadas as circunstâncias em que têm sido usados, como e por quem.

Este seu artigo não nos espanta por se enquadrar no seu comum.

Para que isto não aconteça há que, literalmente, tomarmos conta dos políticos e da justiça.

Nem uns nem outros nos representam e o sistema representativo não só tem provado não o ser, como não segue as linhas tradicionais da democracia.

Aquilo a que os Atenienses e algumas outras cidades gregas chamaram de Democracia NÃO ERA NEM NUNCA FOI UM SISTEMA REPRESENTATIVO. O sistema representativo, tal como existe em Portugal, é um embuste criado por políticos que querem formar uma classe à parte, máfias para nos roubarem e dominarem com toda a impunidade.

Nada disto é novidade, está nos livros de de história sobra a Antiguidade Clássica. Os povos mais democráticos há muito que controlam os seus «representantes».
De Karocha a 11 de Setembro de 2010 às 01:13
http://infamias-karocha.blogspot.com/

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