De Maio a 20 de Abril de 2008 às 19:16
Só podemos confiar em nós! (http://cantigasdomaio.blogspot.com/2008/04/s-podemos-confiar-em-ns.html)
Quando toca a marchar, muitos não sabem que o inimigo marcha à sua frente.
Cartilha de Guerra Alemã, Bertolt Brecht

Travámos uma das lutas mais participadas e intensas de que há memória. Estivemos unidos e mobilizados como nunca. Fizemos a mais grandiosa manifestação de professores que alguma vez aconteceu. Conquistámos as atenções da comunicação social e conseguimos a simpatia da maior parte dos fazedores de opinião. Toda a oposição política, da direita à esquerda, e mesmo algumas personalidades do partido do poder, estiveram connosco. Pusemos o Primeiro-Ministro à beira de um ataque de nervos e a Ministra da Educação com a demissão à vista. Em suma, tivemos tudo para vencer o combate e, afinal, acabámos por morrer na praia.
Quem ganhou em toda a linha foi Sócrates. Segurou Maria de Lurdes Rodrigues e mantém, no essencial, a sua política educativa e o seu modelo de avaliação. Por isso, canta vitória (http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/292620).
Nós, pelo contrário, temos é razões para estar desiludidos, indignados, revoltados. Não apenas porque nenhum dos principais objectivos da nossa luta foi alcançado mas, sobretudo, por termos sido utilizados como moeda de troca e vergonhosamente traídos. De forma calculista, ignóbil, pérfida. Ao mais alto nível, como aqui (http://educar.files.wordpress.com/2008/04/expresso-2.jpg) é relatado.
Caso para perguntar: com dirigentes destes quem precisa de inimigos?
Infelizmente, só podemos confiar em nós. É o que iremos fazer!
De Anónimo a 20 de Abril de 2008 às 21:37
À falta de tabaco e de Prozac na nossa instituição, devemos aproveitar para cantar o:

Bilu, Bilu, Biluzinha,
 Ai como eu adoro a Miluzinha...

Nós aqui achamos a Milu tão sexy que já pedimos ao sr. director para mandar colocar no refeitório um poster da Milu quando estava a falar na Assembleia de S. Bento da Porta Aberta. O sr. director até achou interessante, mas ficou de estudar o assunto, já que receia manifestações anarquizantes por parte dos internados em virtude do sex appeal da retratada.
De Arrebenta a 20 de Abril de 2008 às 23:08
Sobre o que está a acontecer no "As Vicentinas de Braganza", agradecia que nos visitassem, e se pronunciassem, caso vos interesse o nosso novo dilema/problema

http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2008/04/nota-constitucional.html#links
De JG a 20 de Abril de 2008 às 23:59
Lembram-se da reforma de Roberto Carneiro?

Quando foi introduzida a reforma de Roberto Carneiro, a retenção era extraordinária e apenas aplicada quando se reconhecia que a mesma era útil para o aluno.
Depois veio uma Ministra da Educação de seu nome Ferreira Leite que introduziu novamente a reprovação até aos dias de hoje.
Sempre defendi a progressão automática com exame a todas as disciplinas no 9º ano. Quem tinha aproveitamento ingressava no Ensino Superior, quem não o tinha era encaminhado para o Ensino Profissional.
Mas não se convençam que os professorem podem ensinar alunos que não querem aprender! É dos livros.
De Joana Dalila Santos a 21 de Abril de 2008 às 11:06
Interessa é ficar bem vista nas médias europeias. Custe o que custar.
De A. João Soares a 22 de Abril de 2008 às 06:13
E, desta forma, se contribui para um Portugal mais desenvolvido, mais competitivo na economia mundial!!!
Com esta falta de preparação de base, nem para emigrantes serviremos. A não se que se emigre à nascença!!!
Tudo isto devido aos governantes que temos tido depois da data que em breve vamos comemorar. Estão de parabéns os políticos que parece terem jurado destruir o rectângulo.
Abraços
O post e os comentários são esclarecedores do estado crítico a que chegou este rectângulo que até podia ser «um jardim à beira-mar plantado»!!!
A fúria legislativa não passa disso: fazer leis e mais leis que nada resolvem, que apenas servem para dificultar a vida às pessoas com o maior sadismo e que, quando estas se manifestam contra, mostrar a «humildade » de os governantes recuarem.
Mas é preciso dizer as coisas com clareza: cada recuo é uma prova de incompetência, de desleixo, de incapacidade para estudar os assuntos antes de fazer a lei, de desconhecimento do País real. E isto acontece apesar da quantidade inexplicável de assessores parasitas que povoam os gabinetes e que não são capazes de evitar os erros de que temos sido vítimas.
Enfim, temos governantes virtuais que vegetam com os pés no ar.

Abraços
A. João Soares