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O Jardim da Celeste

...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...

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O Jardim da Celeste

23
Jan10

É duro ser Professor em Portugal!!!

TC
É duro ser Professor em Portugal

Como sabem os Sindicatos dos Professores fizeram recentemente um "acordo" com o Ministério da Educação para alguns pontos do Estatuto da carreira Docente.
Os Professores cederam em algumas coisas e o Ministério noutras.

Agora está a haver nova negociação para a redução dos horários lectivos dos docentes de forma a aumentar a QUALIDADE do ensino.
Em todos os jornais online surgem comentários ridículos de pessoas que de EDUCAÇÃO sabem zero mas não se coíbem em exprimir as maiores barbaridades, dando seguimento à falsa propaganda feita pela anterior dona da pasta da Educação... para descredibilizar os professores...
"...são os mais bem pagos da Europa..."
"...são os que trabalham menos horas..."

É MENTIRA!!! CAMBADA DE IGNORANTES!!!

Tendo surgido várias notícias a comparar os salários dos professores portugueses com os restantes colegas europeus e a indiciar que éramos bem pagos, aqui se demonstra a "verdade" desse facto.

Quanto às horas que os Professores Portugueses passam nas escolas:
Retirado do MUP - Movimento Mobilização e Unidade dos Professores
OCDE
Professores portugueses têm dos horários mais carregados

Segundo o relatório 'Education at a Glance 2009', da OCDE, professores nacionais passam mais tempo nas escolas do que média da UE e OCDE. Apesar de calendário mais curto.
Os professores do ensino público português dão mais horas de aulas por ano (684 a 855) e passam mais tempo na escola (1261 horas) do que a maioria dos colegas da OCDE e da União Europeia (a 17). Isto, com um calendário escolar mais curto. Ou seja: têm menos dias de trabalho anuais. Mas acabam por fazer mais horas. Os números constam do relatório Education at a Glance 2009, da OCDE, e baseiam-se em dados de 2007.
O estudo atribui às escolas portuguesas 171 dias de aulas em todos os ciclos, contra médias que chegam aos 187 dias na UE e da OCDE. Na realidade, o número oficial de dias de aulas no ensino obrigatório português é de 180. E o valor avançado corresponderá a uma média ditada pelo facto de as aulas do 9.º ao 12.º anos acabarem uma a duas semanas mais cedo por causa dos exames nacionais.
Em todo o caso, o ano lectivo português é indiscutivelmente mais curto. Serão os professores compensados com mais dias de férias do que os colegas estrangeiros? Mário Nogueira, líder da Fenprof, defende que não.
E acrescenta que para quem tem alunos nos exames nacionais o trabalho até é maior: "Em época de exames, passam todo o dia nas escolas, entre vigilâncias de provas e as aulas que dão aos seus alunos de outros anos, por exemplo do 7.º e 8.º anos", afirma.
O mesmo relatório avança outro indicador mais favorável aos professores portugueses. De resto, até aparentemente contraditório com os restantes: o tempo de trabalho "estatutário" (com e sem serviço) em Portugal é de 1432 horas anuais. Um valor inferior em quase duas centenas de horas às médias de OCDE e da UE.
Mas Paulo Guinote, autor do blogue A Educação do meu Umbigo, defende que esse dado estará ligado à forma como é contabilizada a chamada componente individual de trabalho - o número de horas dedicadas a tarefas como preparar aulas e corrigir testes.
"É possível que noutros países essas horas entrem na contagem do tempo total e em Portugal não, porque entre nós esse trabalho é geral mente feito em casa", explica. "Já em alguns países nórdicos, por exemplo, há uma tradição de não levar trabalho para casa."
Mário Nogueira admite a mesma explicação: "Se os professores portugueses dão mais aulas e passam mais tempo ao serviço da escola, é óbvio que não trabalham menos do que os outros", diz. E acrescenta: "Aliás, se os professores fizessem todas as 35 horas semanais na escola, provavelmente não teriam tempo para cumprir todas suas as tarefas administrativas. Nem as escolas teriam espaço para os acolher ao mesmo tempo."
Carlos Pato, líder do Sindicato de Professores no Estrangeiro e docente no Luxemburgo confirma que os colegas deste país "têm cargas horárias menos pesadas", aproveitando os intervalos "por exemplo, para fazerem as reuniões que em Portugal acontecem para lá dos horários dos professores e que muitas vezes não são contabilizadas".
Ministério da Educação e sindicatos estão actualmente a negociar a revisão dos horários. Já a reorganização do calendário escolar não está, pelo menos para já, em cima da mesa.
In Diário de Notícias.

COMENTÁRIO: É engraçado que de Futebol e Educação todos sabem muito e todos opinam. Nunca vejos estes espertos a darem as suas opiniões quando se trata de um artigo de Enegia Nuclear ou Arte Contemporânea...

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