...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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20
Mar
08
Mais uns meninos bem educados. Estes dizem os palavrões às prestações!!! Um diz "CA", outro diz "RA" e outro diz "LHO". CA-RA-LHO!!!!!


Mais e mais e mais... são todos bons meninos.


+ um CEF. Agora é uma aula de Inglês. Assim vale a pena dar oportunidades a estes jovens. Agora eles terão um futuro risonho. Já fazem parte da estatística.
publicado por TC às 23:12
Hoje de manhã recebi o vídeo da Professora de Francês que queria tirar o telemóvel a uma aluna. Fui criticado pela sua divulgação.
Vejo agora que fiz bem em divulgar. Já passou nas TVs tb. Será que viram aqui???
Não era a primeira vez.
Resolvi então perder algum tempo e procurar mais alguns exemplos dos alunos que os Professores Portugueses têm que aturar.
Indisciplina, é para mim, o cancro do ensino.

Neste vídeo pode-se ver um aluno a acender um cigarro na aula!!!


Durante uma aula de CEF (as que foram criadas para melhorar as estatísticas) de Matemática.


Uma aluna resolve "tripar" com a stora.
publicado por TC às 22:50
19
Mar
08
In Ramiro Marques
"Acabei de saber por uma colega indignada que hoje, na sua escola – do concelho de Sintra, foi chamada ao CE, assim como os seus colegas contratados, tendo-lhes sido comunicado que segundo recentes directivas do ME, iriam ser avaliados e que para dar início ao processo, deveriam antes redigir um documento no qual teriam de dizer expressamente "quero"ser avaliado.
Como é óbvio, os colegas nem queriam acreditar e lá foram argumentando como puderam mas nada ...Ordens da tutela às quais temos de obedecer!
Se pensarmos que estamos em período de interrupção escolar e que os professores tem menos capacidade de se juntarem e de discutirem, só nos podemos indignar e denunciar!. A Sra. Ministra vai poder anunciar à comunicação social que o processo de avaliação decorre com toda a normalidade e que até foram os professores que a pediram. Eles estão a sair do armário."
COMENTÁRIO:
Os Professores querem esta avaliação? NÃO. Esta não querem. Mas vão ter!!! Obrigados e mais nada...
Eu não assinaria o "quero". Ou mudavam os palavrões ou nada feito. E eu sou teimoso. Temos que ser TODOS!!!
publicado por TC às 15:56
18
Mar
08
Está mais que visto!!!! O objectivo é DINHEIRO. Poupar!!! Não é melhorar a Educação... Atiram poeira para os olhos do povo: "osprofs ganham muito e não fazem nada"..."não querem ser avaliados"...

Uma comissão avaliadora por escola, com profs de várias áreas, pais, alunos (no secundário), executivos.
Mas com regras bem diferentes das estabelecidas.
Com créditos horários para os avaliadores não terem de faltar às suas aulas.

Investir é a solução.
Investir!!!!!!!!
publicado por TC às 09:51
17
Mar
08
Na sexta-feira fiz parte de uma reportagem da RTP onde mostra que a vida de Professor não é fácil.
Vejam AQUI.
(se alguém souber "sacar" o vídeo e puder enviar .... tiago.democracia@gmail.com)
publicado por TC às 22:49
09
Mar
08























imagem do Kaos (para não variar)
100.000 é muita fruta!!! É relevante!!!Olha o Jorge Esperança (nosso membro)!!!
publicado por TC às 01:59
04
Mar
08
Desculpem-me incomodar-vos mais uma vez mas sinto-me obrigado a esclarecer (e desabafar) algumas coisas que o Sócrates e a lurdes andam a esconder:

Permitam-me então que apresente as tais fraudes políticas:

1- O inglês no ensino básico bem como a expressão musical ou dramática de que este governo tanto se gaba
Sabem quanto ganham esses professores? 7 às vezes 6euros à hora a recibos verdes (sei que existiu pelo menos uma câmara municipal a fazer uma espécie de leilão para ver quem aceitava o valor mais baixo!!!????) e ainda têm de se deslocar de escola em escola sem qualquer apoio na
doença e claro sem subsídio de férias e natal. Sem um contrato onde o estado ou as câmaras assumam as suas responsabilidades.
O tal investimento provocou um desemprego massivo em ATLs que já existiam e empregou pessoal qualificado de uma forma vergonhosamente precária.

2- Os cursos profissionais.
Para estes governantes basta imprimir e enviar uns programas para as escolas para criar cursos profissionais.
Investir em material e formação aos professores não interessa (os professores já são obrigados a fazer formação para progredir mas têem de a pagar do seu bolso!!???)
Dou um exemplo na minha área, as TIC apareceu um curso onde devo leccionar entre outras coisas 3D Studio Max, um programa caríssimo e cuja formação de centenas de horas custa à volta de 500€uros. Mas acham que se preocuparam em pagar formação aos professores? Não, enviam o programa a gente que se desenrrasce e depois avaliam-nos. (Isto é que é pensamento estratégico)

3- A prova de acesso à docência
Pois eu sou engenheiro informático e já dou aulas à 4 anos mas para ter as habilitações completas para leccionar inscrevi-me na universidade pública (FCUP) para obter uma licenciatura de informática reconhecida como habilitadora para a docência. 1000 €uros de propinas/ano mais gasolina e portagens e tempo gasto (investido? ) para ser um professor qualificado. Agora mudou, o curso só ainda não chega. Apresentam-nos umas novas provas de acessos
à docência (3 no meu caso) nas quais a nota mínima é 14 (aqui realmente não há facilitismo). Se tirar 20 em duas provas e 13 numa já não posso dar aulas!! Quer então isto dizer que o curso da
FCUP não vale nada??
Que uma universidade pública e os seus cursos de docente são uma fraude???
Mas eu dou aulas há 4 anos!!! Será que sou um terrorista??
Mas eles têem-me explorado bem no ano passado dei aulas a 5 disciplinas diferentes e este ano tenho 15 turmas!
Se eu tirar 13 nas tais provas e não servir para ser professor então todos os alunos que eu passei até agora foram a avaliados por uma pessoa não qualificada!!?!??

No decreto lei sobre as tais provas, reparem na segunda página no ponto 3 do artigo 5º:

3) A componente comum da prova pode, ainda, avaliar conhecimentos e a capacidade de reflexão sobre a organização e o funcionamento da sala de aula, da escola e do sistema educativo.

Vou ter de me pronunciar sobre o que acho desta fantochada !? e vou ser avaliado pela minha opinião!!??? Tou lixado

4- A avaliação dos professores
Para ser professor é preciso passar por muitas provas específicas mas depois qualquer colega de qualquer disciplina me poderá avaliar.
Eu sou, além de professor contratado numa escola, estagiário noutra e no meu estágio tenho uma orientadora formada em TIC e com experiência que assiste a,pelo menos, 15 aulas que lecciono para me avaliar.
Sei que é impossível um professor de Matemática opinar objectivamente sobre as metodologias de um professor de TIC e vice versa.
Mas meus senhores, com este processo, teremos por exemplo professores de Educação Física a avaliar professores de Música. (Já não percebo nada, é preciso cursos e provas mas depois qualquer um pode opinar sobre o meu trabalho???)
Isto esquecendo que são colegas e que há grandes amizades ou conflitos.
Isto para não falar de que se um professor apanha uma turma com as notas inflacionadas no ano anterior, se as corrigir prejudica a sua avaliação.

5 - Gestão escolar
As escolas têem-se gerido muito bem na sua maioria, todos os estudos o confirmam e ninguém os desmente.
Este executivo esquece-se das pessoas e agarra-se a uns números que dizem muito pouco.
"Diminuímos o abandono" "Aumentamos o sucesso" heheheh claro então se o professor é prejudicado se o aluno abandonar ou chumbar se o aluno pode faltar à vontade (onde é que está a valorização do mérito?)

Então já perceberam não é?
É necessário um gestor numa escola com mais poderes que o conselho pedagógico cujos membros até agora são eleitos, para continuar estas políticas de números, sem sentido e que vão
condenar o país a muito curto prazo.
A escola é onde se constrói o futuro. Acabando com a democracia nas escolas, premiando o facilitismo em vez do mérito, controlando os professores com burocracia em vez de lhes dar autonomia e formação teremos concerteza um futuro pouco risonho.

6- A "integração" de alunos com deficiência no ensino normal.
Vou falar do meu caso pessoal. Não tenho nem me foi dada na universidade capacidade e conhecimentos para trabalhar com alunos que têem necessidades educativas especiais. Claro que me podem dar formação e me poderei adaptar.
Mas o que aconteceu foi que tenho vários alunos com atrasos bastante acentuados e que necessitam de um apoio especializado ou pelo menos individualizados. Ora eu tenho-os "integrados" numa turma com mais dezanove alunos!
Eu tento, mas não consigo dar-lhe nem a atenção nem o estímulo que eles mereciam. E quando o faço, porque tenho de o fazer não só porque me mandam mas porque sou humano, estou a descurar oresto da turma e vice-versa. (Isto não é investimento na educação. O TGV é que é absolutamente decisivo para o país? mas reduzir o número de alunos por turma nem por isso.)

7- Uma questão de princípio
Ouvi há uns dias um representante das escolas privadas falar que a avaliação já existe em muitas delas mas de uma forma completamente diferente.
Eles partem de um princípio: Vamos melhorar a escola.
E todo o processo não é condenatório para ninguém mas sim para descobrir falhas e oportunidades de melhoria.
Claro que assim todos contribuem e assumem as suas imperfeições. E os resultados apareceram e as melhorias foram notórias.

No caso deste governo começamos por um fim: Vamos poupar dinheiro.
Vamos falar de "premiar o mérito" vamos dizer que os professores ganham muito e como anda toda a gente mal vão logo concordar em bater nestes gajos.
A verdade é que
Um professor nunca ganhará tanto como um mau deputado que ainda nem se licenciou e só lá está por ser do partido, um professor nunca ganhará tanto como um péssimo secretário de estado ou como uma péssima ministra que em vez de falar com as pessoas para construir algo melhor num estilo de liderança moderno entra a atacar os os seus recurso humanos como se estes fosses uma cambada de "malandros" cheios de previlégios que na verdade deviam ser os direitos de qualquer trabalhador qualificado e previlégios esses que não chegam aos pés dos adquiridos por centenas de boys em cargos de nomeação directa.

Dividir para reinar assim vai o estado da nação
Acomodar o povo a lógicas irreais sem contestar e com muito medo
O motor da economia são 400 mil desempregados
Se queres, queres, senão... há mais miseráveis que esperam para ser explorados.
Se é para dizer bem ok, agora se for para discordar já consideramos uma manifestação e tens de preencher muita papelada
SAÚDE, EDUCAÇÃO, JUSTIÇA E SEGURANÇA?? para isso não há dinheiro
TGV, ALCOCHETE, FUTEBOIS E CONSTRUÇÕES isso é que é porreiro

Para mim isto é simplex

ASSIM COMO ESTÁ
NÃO É PORREIRO PÁ
publicado por TC às 21:32
02
Mar
08

"Valentim Loureiro e presidente da Confap elogiam ministra" (Lusa&RTP)

O autarca acusou os professores de estarem a manifestar-se por quererem chegar ao topo da carreira sem serem avaliados.
Obrigado Anãozinho!!! Só este cromo da bola poderia dar mais força aos professores.
Ó ladrão militar/corruptor de árbitros - Nós queremos ser avaliados!!! DDDDDAAAAAAHHHHHHHHHH
Para este palhaçote só isto:










Cliquem na imagem para ver a credibilidade das palavras do Valentão

"Não entendemos nem aceitamos qualquer tentativa de afastar a nossa ministra da Educação" Albino Almeida.
Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).
PÚBLICO»

Imagem do Kaos

Estes Srs. merecem muita credibilidade sim senhor!!! São um exemplo!!!

publicado por TC às 17:53
27
Fev
08
Eu vou.
Eu não sou sindicalizado.
Eu detesto TODOS os partidos políticos.
Eu pago impostos.
Eu tenho filhos.
Eu quero um Portugal que tenha futuro.
Eu quero um povo que sirva para mais do que apoiar a selecção da bola.
Eu vou a Lisboa num SÁBADO!!!
Vou do Porto!!!
Vou gastar o MEU dinheiro e o MEU tempo.

P.S. - todos os que não são professores DEVEM ir tb. Só quem se importa com a Educação...

publicado por TC às 15:57
26
Fev
08
Passa já a palavra!!! Estamos de Luto pela Educação

Se és professor, educador ou te identificas com a causa defendida por esta classe de trabalhadores:
Coloca uma bandeira preta na janela da tua casa (pode ser pano de forro preto, leve para voar e sinalizar), como sinal de solidariedade e de união.
Passa a palavra por msg, sms, jornais locais ou até nacionais e também na blogosfera.

Não te esqueças…
Passa a palavra
publicado por TC às 10:34
12
Fev
08
De autor desconhecido, recebido por e-mail de pessoa de confiança. Merece atenção devido ao bom português e ao pormenor da análise de um problema de relevância.

E se ela (*) fizesse uma mínima ideia do que está a fazer?

(*)... ela e a União Europeia. De facto ela não passa de uma lacaia da U.E.

O sistema educativo não estava famoso, mas não precisava, Senhora Ministra da Educação, de aparecer para estragar o resto!

Vem, V/ Exa., perguntar agora o que estão 30 professores a fazer numa sala de professores?
Sabe que também me coloco (e coloquei aqui) essa questão muitas vezes? E sabe o que estão lá a fazer?
O que V/ Exa. mandou: a cumprir horário!
Não aumentou a carga horária dos docentes?
Esqueceu-se, foi?

Tal como as utilíssimas «aulas de substituição» em que V. Ex.ª coloca um professor de Matemática a substituir um de Educação Física e vice-versa.
V/ Exa. Manda e os professores obedecem! Não têm alternativa, não é verdade?

Pode, portanto, V/ Exa. orgulhar-se dos resultados obtidos!
Eles são a consequência da sua «reforma»!

Mas não se preocupe pois vão piorar!
Com o escabroso Estatuto da Carreira Docente que V/ Exa. inventou, os resultados só podem evidentemente piorar! Nenhuma reforma, nunca, se conseguirá impor por decreto-lei nem contra a vontade da maioria dos envolvidos!
Os professores, obedientemente, cumprem e cumprirão sempre as suas ordens! Contrariados… muito contrariados… mas cumprirão! Não lhes pode é pedir que, apesar de tudo, as cumpram de sorriso nos lábios, felizes, contentes e totalmente envolvidos com as suas orientações! Não há milagres!
Cumprirão e ponto final! Que é o que V. Exa. quer?
Não se pode, portanto, queixar.
Continue a mandar assim e verá a tal curva de crescimento em queda absoluta.
É que não pode V/ Exa. exigir que se cumpram 35 horas de serviço na escola e se venha para casa preparar fichas de trabalho… apontamentos… actividades…estratégias… visitas de estudo… grelhas… avaliações… relatórios… currículos alternativos…programas adaptados… trabalhos em equipa… etc.… etc.… etc.•
V/ Exa. Tem família?
Saberá, porventura, o que é a dor de um pai que se vê obrigado a negligenciar a educação e o crescimento do seu próprio filho para acompanhar os filhos dos outros?
Esquece V/ Exa. que os professores também são pais?
Também são pais, Senhora Ministra! Pais!

Que estabilidade emocional pode um professor ter se V/ Exa. resolve, 30 anos depois de Abril, impedir os professores de acompanharem os seus próprios filhos ao médico … à escola… aos ATLs?
Não têm os pais que são professores os mesmos direitos dos outros pais?

Conhecerá V/ Exa. a dor de uma mãe que se vê obrigada a abandonar o seu filho, prometendo-lhe voltar dali a uma semana?
E quer V/ Exa. motivação natural?
Com a vida familiar desfeita?
Não é do conhecimento público que os professores são os maiores clientes dos psiquiatras?
E que é entre os professores que se encontra a maior taxa de divórcios?
Porque será, Senhora Ministra?
Motivação?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a fazerem de auxiliares de acção Educativa?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a estarem na escola mesmo sem alunos?
Motivação como se V/ Exa. obriga a cumprir 35 horas na Escola mesmo não tendo esta os meios essenciais para que se possa trabalhar.
Motivação, como? Se temos que pagar fotocópias, tinteiros para as impressoras da Escola… canetas… papel?
Motivação, como? Se o clima é de punição e de caça aos mais frágeis?
Motivação, como? Se lava as mãos como Pilatos e deixa tudo à deriva passando toda a responsabilidade para as escolas?

Não é função de V/ Exa. resolver os problemas?
Não seria mais produtivo trabalhar ao lado dos professores?
Motivação, como? Se de cada vez que abre a boca para as televisões fá-lo para tentar virar toda a sociedade portuguesa contra a classe?
Motivação, como? Se toda a gente percebe que o seu objectivo é dividir para esfrangalhar a classe e poupar uns cobres?
Quer lá V. Exa. saber da qualidade do Ensino para alguma coisa!.... Quer é poupar!
O que vale é que por todo o país a opinião pública – e principalmente os Pais – já se estão a aperceber disso.

Motivação, como? Se V/ Exa. tem feito de tudo para isolar os professores dos alunos, dos pais, dos Sindicatos, da sociedade em geral?•
E fica V/ Exa. admirada com os resultados?
Não eram estes os resultados que esperava obter quando tomou posse e iniciou a sua cruzada contra os professores?
A sua estratégia é a mesma daqueles professores que V/ Exa. acusa de não estarem preocupados com os resultados escolares dos seus alunos.

Sabe, Senhora Ministra da Educação?...
O sucesso não depende do manual… como não depende de decretos-lei!
O sucesso depende do envolvimento que o professor consegue com os seus alunos!
Depende da capacidade de motivar!
Depende da capacidade de o professor ir ao encontro dos interesses dos seus alunos.
Depende da relação professor-aluno! - a tal que V/ Exa. queria que fosse avaliada por alguém de fora da escola!
A mesma que, se fosse feita a V/ Exa., daria nota zero.

E, já agora, Sra. ministra, já que a esmagadora maioria (quase totalidade) dos seus colegas de governo são reformados – alguns até duas vezes – siga-lhes, por favor, o exemplo.
Eu não me importo de trabalhar até aos setenta se V. Exa. se reformar já - mas da política!
Pode ser?

Publicado também em Do Miradouro
publicado por TC às 17:24
11
Fev
08
(Clica na imagem para aumentar)
DESAFIO ao Governo
Vou fazer aqui várias propostas sérias para o nosso Governo melhorar a Educação em Portugal:
(É um facto que a Educação na Finlândia é a melhor da Europa)
Copiar TODO o sistema de ensino da Finlândia.
a)- Copiar o sistema de Avaliação dos Professores na Finlândia (onde não são avaliados pelo desempenho dos seus alunos);
b)- Copiar os vencimentos dos Professores, Auxiliares, Educadores da Finlândia (tendo em conta a percentagem dos seus ordenados com os dos Ministros);
c)- Copiar o sistema de colocação dos Professores na Finlândia;
d)- Copiar o nº de Professores/Psicólogos/Ensino Especial por aluno na Finlândia;
e)- Copiar o nº de alunos por sala nas escolas da Finlândia;
f)- Copiar os Edifícios Escolares da Finlândia com tudo o que de equipamento têm (não esquecer de retirar os suportes dos skis);
g)- Copiar a responsabilização dos pais Finlandeses na Educação e Acompanhamento Escolar dos seus filhos;
h)- Copiar as regras de conduta de todos os intervenientes no Processo Ensino/Aprendizagem (na Finlândia);
i)- Copiar as penalizações/sanções a que todos os Finlandeses estão sugeitos quando não cumprem com as suas Obrigações para com a Escola.

Fácil!!! Copiar é Fácil!!!
Copiem quem sabe.
Os Finlandeses sabem o que é EDUCAÇÃO. Copiem.

Novo desafio: vamos fazer uma permuta de governo entre os países. EU PROMETO QUE APRENDO FINLANDÊS.
Abraço
Tiago Soares Carneiro

publicado por TC às 19:57
02
Fev
08
Boa noite,

Peço-lhe, por favor, dedique uns minutos à leitura desta missiva, já que é imperioso alertar o país para o estado calamitoso para o qual resvala, irremediavelmente, a Educação em Portugal, caso não se faça nada em contrário. Sou professora e não alimento nem a ilusão nem a pretensão de conseguir mudar muito. Mas V. Excia tem os meios para promover essa mudança.

Vai-me permitir a brutalidade do discurso, mas a situação é gravíssima, muito mais do que transparece tibiamente para o exterior, e este governo incompetente, cínico e prepotente vai conseguir destruir, não apenas o presente, mas, mais gravosamente, o futuro. E não, não estou a ser dramática. Antes estivesse.

1º ponto - Avaliação do desempenho dos professores.

Deve ficar bem claro que os professores querem ser avaliados! Cansados estamos todos de sermos enxovalhados em praça pública, porque nada no sistema distingue os maus profissionais dos bons! Não queremos é esta avaliação. E não é por capricho. É por ser abusiva, quase que surreal, de tão distante que está do conhecimento objectivo da realidade escolar. É despótica e brutal em todos os âmbitos, desde a planificação à implementação... chegando, neste caso, a ser perigosa. A incompetência e falta de lisura dos senhores que comandam o Ministério da Educação são gritantes e raia o patético. Não só insultam os professores, mas insultam (e é bom que todos se consciencializem disso) todos os portugueses, sempre que tentam passar a imagem de competência e profissionalismo.

Passemos aos factos, que poderá constatar com toda a facilidade (e nem os mencionarei todos, por serem tantos).

É pedido, digo, exigido, às escolas que, num prazo de 20 dias, a contar da data de publicação do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro seja implementado o processo de avaliação dos professores com base em documentos, despachos, grelhas, recomendações que, decorridos quinze dias sobre aquele prazo, não foram tornados públicos:

· Faltam as recomendações do Conselho Científico ("os avaliadores procedem, em cada ano escolar, à recolha, através de instrumentos de registo normalizados, de toda a informação que for considerada relevante para efeitos da avaliação do desempenho. Os instrumentos de registo referidos no número anterior são elaborados e aprovados pelo conselho pedagógico dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas tendo em conta as recomendações que forem formuladas pelo conselho científico para a avaliação de professores." - artigo 6º, ponto 1 e 2);

· sem aquelas recomendações, o Conselho Pedagógico não pode elaborar e aprovar os tais "instrumentos de registo", nem se pode proceder à observação de aulas (artigo 17º);

· o regime da "observação de aulas" raia o absurdo, não porque os professores vejam inconveniente em serem observados (são-no, todos os dias), mas pela violência que representa para o avaliador. Invocando um Decreto Lei que, expressamente, referia que a redução dos departamentos para quatro apenas teria efeitos no concurso para titular (200/2007), o Ministério agora exige o que não é apontado neste despacho 2/2008: a reorganização dos departamentos naqueles quatro, instalando mais confusão num processo já de si tão escabroso e provocando a aglomeração grande número de docentes em cada um desses quatro departamentos. O meu, e do qual fui eleita coordenadora, entenda-se também, "avaliadora" (Departamento de Línguas), tem 31 professores. O das Ciências, por exemplo, tem quarenta e muitos professores. Como é possível que uma pessoa consiga assistir a três aulas por ano lectivo (neste ano, generosamente, apenas serão duas) de 30 professores? Além disso, como é possível acompanhar as planificações das aulas, diárias, desses trinta professores, reunir com cada um, definir objectivos, estratégias e instrumentos? Tudo isto mantendo um horário completo (sim, porque os avaliadores não têm redução alguma da sua componente lectiva, nem tão pouco qualquer alteração no seu salário, nem direito a horas extraordinárias), tendo o dever maior de cumprir com as suas turmas (que, para mim, é o realmente importante! Eu sinto-me responsável pelas minhas cinco turmas do 11º ano!), ao que acresce todo o trabalho burocrático e administrativo do Conselho Pedagógico, onde tenho assento e... as minhas próprias planificações! Sim, porque eu também serei avaliada, duplamente, como professora e como avaliadora! Poderei vir a tornar-me uma competentíssima avaliadora, mas, certamente, me tornarei numa pior professora. E isso é o que mais me angustia, porque eu gosto de dar aulas!

· é certo que no artigo 12º é apontada a possibilidade do coordenador "delegar as suas competências de avaliador noutros professores titulares, em termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.". Está bom de ver que... falta esse despacho.

· O que falta, por parte do Ministério, não se fica por aqui: falta o despacho que aprova as fichas de avaliação (artigo 35º), como falta o despacho relativo às ponderações dos parâmetros de avaliação (nº 2, artigo 20º), como falta o despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no nº 4 do artigo 21º, como falta a portaria que define os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção (nº 4 do artigo 29º), como falta o diploma que rege a avaliação dos membros dos conselhos executivos que não exercem funções lectivas (nº1 do artigo 31º).

· no artigo 8º pode ler-se: 1 -- A avaliação do desempenho tem por referência:a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativoe no plano anual de actividades para o agrupamento deescolas ou escola não agrupada;b) Os indicadores de medida previamente estabelecidospelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamentequanto ao progresso dos resultados escolaresesperados para os alunos e a redução das taxas de abandonoescolar tendo em conta o contexto socioeducativo.2 -- Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola nãoagrupada, por decisão fixada no respectivo regulamentointerno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenhatambém por referência os objectivos fixados no projectocurricular de turma.

Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de todas a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos, autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.

2º ponto - Postura do Ministério da Educação

Creio que os aspectos já apontados seriam suficientes para traçar o negro perfil dos órgãos responsáveis pela área de educação, mas este Governo colocou a fasquia bem alta, daí que tenhamos notícia de algumas pérolas de... escapam-me já as classificações.... e que passo a enunciar (pelo menos, as que eu conheço pelos meios de comunicação social:

· Há dois dias atrás, a Sra Ministra respondeu aos jornalistas, a propósito do, chamemos-lhe, mal-estar manifestado pelas escolas, com a candura que caracteriza o seu discurso, que estavam reunidas todas as condições para se proceder à avaliação do desempenho e que o Ministério daria todo o apoio necessário (não encontrei a citação exacta).

No dia seguinte, é comunicado, através do site do Dgrhe (http://www.dgrhe.min-edu.pt/), que "a contagem dos prazos definidos no artigo 24º do Decreto Regulamentar 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores". Então, não estava tudo a decorrer com normalidade? Até se perdoaria este "lapso" não estivesse o documento eivado de muitas outras arbitrariedades!

· As cerejas no topo do bolo, porque são duas, chegaram hoje com as afirmações do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira: «Os conselhos pedagógicos podem produzir os seus instrumentos sem essas recomendações. Não é obrigatório que as recomendações existam. O decreto regulamentar diz tendo em conta as recomendações que forem formuladas. Se não forem formuladas...»,

(http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=77274)

Creio que nem será necessário comentar uma declaração deste tipo... diz na lei, mas se não aparecerem as recomendações...

Extrapolando: aqueles despachos em falta... se não aparecerem... as escolas improvisarão, que já vão tendo prática disso.

· A outra cereja prende-se com o tal "Conselho Científico". Aliás, está prevista para hoje a apresentação das famigeradas "recomendações". O grotesco desta aparente prova de competência está bem expressa em mais uma afirmação do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, que refere que, estando "em funções há vários meses", a presidente do Conselho Científico, esta elaborará as recomendações!

(http://dn.sapo.pt/2008/01/25/sociedade/ministerio_improvisa_solucoes_para_r.html)

Se isto não é um insulto a tudo o que são os princípios de um estado democrático, já não sei mais o que pensar!

Ora, lê-se no documento aprovado em Conselho de Ministros que regulamenta o Conselho Científico que "Este órgão consultivo será constituído por um presidente, cinco professores titulares em exercício efectivo de funções na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário, cinco individualidades em representação das associações pedagógicas e científicas de professores, sete individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação e por três representantes do Conselho de Escolas (http://www.min-edu.pt/np3/1459.html).

· Por fim, o próprio Conselho Nacional de Escolas, criado para trabalhar em conjunto com o Ministério da Educação, levando para a mesa de trabalho a experiência de quem lida directamente com as escolas e seu funcionamento prático, tem feito várias recomendações às quais o Ministério não dá ouvidos

(http://jn.sapo.pt/2008/01/25/nacional/conselho_escolas_quer_adiar_avaliaca.html).

O que prova que este Conselho foi criado, apenas, para o Ministério poder invocar uma relação de lisura com as escolas que não acontece de todo. Em anexo, colocarei as propostas apresentadas por este Conselho.

3º e último ponto - Qualidade de ensino.

Este é, a meu ver, o aspecto mais terrível desta arquitectura que o Ministério montou. Custa-me, na verdade,acreditar que pessoas de bem ajam com tanta leviandade e desprezo pelo futuro do país e é esta a razão da premência do meu apelo:

- esta torrente de grelhas, recomendações, parâmetros, planificações diárias, instrumentos, registos e afins esgotarão os professores num trabalho inglório e improdutivo, pois não estarão a trabalhar para os alunos, mas para a sua avaliação;

- o mais grave, ainda, gravíssimo! A subordinação da avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira ao sucesso dos alunos (artigo 16º):

5 -- Para o efeito da parte final do número anterior o docente apresenta, na ficha de auto -avaliação, os seguintes elementos:

a) Resultados do progresso de cada um dos seus alunos nos anos lectivos em avaliação:

i) Por ano, quando se trate da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;

ii) Por disciplina, quando se trate dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;

b) A evolução dos resultados dos seus alunos face à evolução média dos resultados:

i) Dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;

ii) Dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;

c) Resultados dos seus alunos nas provas de avaliação externa, tendo presente a diferença entre as classificações internas e externas.

Tenho a certeza que reconhece de imediato o perigo que isto constitui... nada mais fácil para um professor que "produzir" sucesso. Aliás, estou convicta de que é essa a intenção deste Governo, para assim poder ostentar, com orgulho, as grelhas e os números e o inquestionável sucesso destas medidas... porque os números estão acima de qualquer dúvida!

E, na verdade, tudo estará podre, sob essa capa de êxito. O sistema público de ensino passará a ser um faz-de-conta, um recinto para entreter os jovens... aqueles que não puderem pagar uma escola privada, que lhes garantirá um ensino exigente.

E não olhe com esperança para a alínea c!... a avaliação externa só existe em algumas disciplinas e em alguns níveis de ensino. Como vê... mais um factor de desigualdade entre professores: uns nunca passarão por essa bitola e serão, com toda a certeza, professores de sucesso! E já nem falo do que é subordinar a qualidade do desempenho de um professor à heterogeneidade das turmas que encontra (ambiente familiar e social, motivações pessoais, capacidades cognitivas, enfim, muitos dados em jogo). Eu já tive boas, menos boas e más turmas: será que a minha competência varia tanto?

Peço perdão pela extensão desta carta, mas o problema é por demais sério e, infelizmente, as arbitrariedades são tantas que não as consegui reduzir a menos.

Creia-me, preocupada, mas esperançosa, no poder que a comunicação social exerce sobre a opinião pública. Neste momento, o problema não é só dos professores, é do país inteiro. É uma cidadã, professora e mãe que lhe escreve.

Com elevada estima,

Fátima Inácio Gomes

Professora de Português do quadro da Escola Secundária de Barcelos

Coordenadora do Departamento de Humanidades

Coordenadora do Departamento de Línguas (de acordo com o decreto 200/2007)

COMENTÁRIO: este país caminha para o abismo. Este governo voltará a ganhar em 2009. O povo cego só se preocupa com as novelas e o futebol. O FUTURO ESTÁ A SER DECAPITADO!!! Acordem! Os Professores não querem salvar a pele, querem ensinar, querem formar, querem educar. Mas... NÃO LHE É PERMITIDO. Eu tb sou Professor (10 anos) e sinto que cada vez mais caio no abismo da falta de educação e ignorância. Eu sou melhor Professor do que era há uns anos mas os meus alunos sabem menos! PORQUÊ???

publicado por TC às 17:06
23
Jan
08
Petição contra a Prova de Ingresso na Carreira Docente
Senhor Presidente da Assembleia da República, no passado dia oito de Novembro foi aprovado em Conselho de Ministros o projecto de decreto regulamentar que estabelece as regras relativas à prova de avaliação de conhecimentos e de competências necessária para o ingresso na carreira docente.
Os peticionários abaixo-assinados, professores e outros cidadãos, de todos os quadrantes da sociedade portuguesa, vêm-se opor a uma prova que:
a) desvaloriza a formação dos professores, bem como as instituições formadoras e seus docentes;
b) anula a experiência acumulada dos professores nos seus anos de serviço lectivo;
c) desvaloriza a avaliação anual de que os professores contratados são alvo;
d) contradiz em absoluto o facto incontornável de os consecutivos Ministérios da Educação, incluindo o actual, terem considerado os professores contratados profissionalmente competentes para leccionarem, estabelecendo contrato, para agora pôr essa competência em causa;
e) por fim, desvaloriza ainda todo o trabalho realizado até agora em prol da Escola e dos Alunos, trabalho esse feito em condições precárias (quer pessoais como profissionais), facto esse habitual nos actuais professores nos primeiros anos de serviço.
Conscientes de que este pedido se fundamenta no exercício de uma cidadania empenhada e participativa, os signatários esperam de Vossa Excelência a tomada de medidas com a urgência que a gravidade da situação justifica, nomeadamente a inclusão da referida prova nos próprios cursos via ensino, como requisito obrigatório de conclusão de licenciatura e a não aplicação da mesma a docentes já profissionalizados.
ASSINA A Petição
publicado por TC às 14:00
13
Jan
08
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Isto está cada vez melhor.
publicado por TC às 12:43
10
Jan
08

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Portugal, o país dos Doutores analfabetos!!!
publicado por TC às 14:51
06
Dez
07
Clica na imagem para aumentar
publicado por TC às 23:47
03
Dez
07

Ao contrário da Economia, da Justiça ou da Saúde, em que são habitualmente chamados a pronunciar-se os profissionais da área respectiva, na Educação todos se sentem habilitados a dar palpites sobre o sector e sobre as reformas que são ou não necessárias. Cada vez mais, o estatuto da Educação se assemelha ao do futebol: como toda gente deu pontapés na bola na infância e na adolescência, acha que domina a arte de colocar a bola no fundo da baliza. Na Educação, também todos passámos pelos bancos da escola e/ou somos pais e, por isso, nos sentimos habilitados a dar palpites sobre Educação e a fazer os mais definitivos diagnósticos sobre o sector.

Basta ligar a televisão ou um qualquer jornal, para vermos políticos, economistas, psicólogos, psiquiatras, advogados, jornalistas ou fabricantes de garrafas a pronunciarem-se de cátedra sobre o assunto. E aqui reside o principal erro que se comete em Portugal em matéria de Educação. Há a ideia generalizada de que este não é uma matéria que exija especialização. Contudo, qualquer professor consciente sabe que, pelo contrário, é um sector que exige uma enorme especialização e experiência.

Há muitos anos atrás, quando um grupo de adolescentes queria formar uma banda de garagem, quem ficava a tocar bateria era quem não sabia tocar nenhum outro instrumento. Hoje a bateria é motivo de teses de mestrado, mas numa época de pouco conhecimento considerava-se que qualquer pessoa era capaz de dar umas batidas nos pratos. Na política portuguesa também é assim: para ministro da Justiça escolhe-se um advogado ou um juiz, para a pasta da Economia escolhe-se um economista, para a pasta da Saúde vai um médico ou professor de Saúde Pública. Para a Educação, vai qualquer um. Não é necessário nem especialização nem o conhecimento do sector. Extraordinário!

Ninguém se lembraria de escolher um veterinário para ministro das Finanças, mas toda a gente achou natural que a economista Manuela Ferreira Leite ascendesse à pasta da Educação. Também toda a gente achou normal que os engenheiros mecânicos Couto dos Santos e Marçal Grilo (este com algum contacto com o sector) passassem a inquilinos do prédio da 5 de Outubro. Ou que David Justino, autarca e professor do ensino superior, ocupasse as mesmas funções.

Nada mais pacífico, por isso, que Santana Lopes tivesse convidado uma especialista de telecomunicações para o cargo, com os resultados trágicos que se conhecem. Posto isto, quem se admiraria ao ver José Sócrates convidar uma professora de Sociologia, sem qualquer currículo conhecido na área do ensino básico ou secundário para o cargo? Aliás, parece que todas as profissões dão excelentes currículos para ministro da Educação, excepto uma: a de professor dos ciclos de ensino respectivos!
...
Mário Lopes.

Vale a pena (MESMO) ler o resto AQUI

COMENTÁRIO: O melhor texto sobre os podres da Educação em Portugal!!! Comprovem AQUI os comentários de quem já leu. Todos os meus colegas que já leram me dizem que aqui está realmente os pontos fulcrais da (des)Educação.
publicado por TC às 00:23
28
Nov
07
Clica na imagem para aumentar
publicado por TC às 23:00
26
Nov
07
Vejam ISTO
publicado por TC às 22:49
20
Nov
07
publicado por TC às 22:03
CLIQUE na imagem para aumentar
OBRIGADO SRA. MINISTRA!!! Agora sim, ser professor, é uma profissão com futuro.
publicado por TC às 21:58
14
Nov
07

O Parlamento Europeu defendeu hoje, ao aprovar um relatório sobre o papel do desporto na educação por 590 votos a favor, 56 contra e 21 abstenções, que a educação física deve ser obrigatória na escola primária e secundária, com pelo menos três aulas por semana. O relatório da Comissão da Cultura e da Educação do PE refere que em Espanha, Portugal e Itália os níveis de excesso de peso e de obesidade são superiores a 30% nas crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos.

O PE propõe que o horário escolar inclua, pelo menos, três aulas de educação física por semana, "embora as escolas devam, na medida do possível, ser incentivadas a ultrapassar este objectivo mínimo" para que haja um "equilíbrio" entre as actividades físicas e intelectuais durante o período escolar.

Os eurodeputados exortam os Estados-Membros a investir em instalações desportivas de qualidade nos estabelecimentos de ensino e nos centros de treino e afirmam ser favoráveis à "concessão de incentivos aos clubes desportivos" que celebrem acordos de colaboração com escolas, estabelecimentos de ensino, centros de jovens, e outras organizações comunitárias ou de voluntariado envolvidas em projectos no domínio da aprendizagem ao longo da vida.

O aumento da obesidade em toda a Europa, nomeadamente entre os jovens, é alarmante e constitui uma grande preocupação no domínio da saúde pública. O número de crianças da União Europeia com excesso de peso e obesidade aumenta em mais de 400.000 por ano, para além dos mais de 14 milhões de cidadãos europeus que já têm excesso de peso (incluindo, pelo menos, 3 milhões de crianças obesas), indica o relatório de Pál SCHMITT (PPE/DE, HU).

De acordo com os dados do relatório, a obesidade afecta actualmente 21 milhões de crianças na UE. Na UE-27, o excesso de peso afecta quase uma em cada quatro crianças. Em Espanha, Portugal e Itália os níveis de excesso de peso e de obesidade são superiores a 30% nas crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos. As percentagens do aumento do excesso de peso e da obesidade na infância variam, com a Inglaterra e a Polónia a registarem os maiores aumentos. Em termos gerais, as crianças estão em pior forma física do que a geração dos anos 70 e 80.

"Não é tanto o aumento da dose de calorias que provoca o excesso de peso, mas a inactividade física: as crianças não comem mais, mexem-se menos", afirma o relator.

Nos últimos anos, o tempo atribuído à educação física em toda a UE diminuiu gradualmente: desde 2002, foi reduzido de 121 para 109 minutos por semana para a escola primária e de 117 para 101 minutos para a escola secundária.

Consultar
http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+REPORT+A6-2007-0415+0+DOC+XML+V0//PT&language=PT
Relatório do Parlamento Europeu sobre o papel do desporto na educação

Consultar
http://www.europarl.europa.eu/activities/expert/eStudies/download.do?file=16041
Dados sobre a educação física em cada um dos Estados-Membros da UE

COMENTÁRIO: Até que enfim que há gente a pensar no desporto como excelente remédio para a falta de saúde. Fico à espera SENTADO para ver quando é que serão tomadas medidas em Portugal...

publicado por TC às 16:05
08
Nov
07
À Sra Dra Fátima Campos Ferreira

Os meus respeitosos cumprimentos:

Para vosso conhecimento envio cópia da carta aberta por mim endereçada ao Sr. Presidente da República.

Grato pela atenção

Carta aberta ao Senhor Presidente da República Portuguesa

Ílhavo, 22 de Outubro de 2007

Senhor Presidente da República Portuguesa

Excelência:

Disse V. Excia, no discurso do passado dia 5 de Outubro, que os professores precisavam de ser dignificados e eu ouso acrescentar: "Talvez V. Excia não saiba bem quanto!"

1. Sou professor há mais de trinta e seis anos e no ano passado tive o primeiro contacto com a maior mentira e o maior engano (não lhe chamo fraude porque talvez lhe falte a "má-fé") do ensino em Portugal que dá pelo nome de Cursos de Educação e Formação (CEF).
A mentira começa logo no facto de dois anos nestes cursos darem equivalência ao 9º ano, isto é, aldrabando a Matemática, dois é igual a três!
Um aluno pode faltar dez, vinte, trinta vezes a uma ou a várias disciplinas (mesmo estando na escola) mas, com aulas de remediação, de recuperação ou de compensação (chamem-lhe o que quiserem mas serão sempre sucedâneos de aulas e nunca aulas verdadeiras como as outras) fica sem faltas. Pode ter cinco, dez ou quinze faltas disciplinares, pode inclusive ter sido suspenso que no fim do ano fica sem faltas, fica puro e imaculado como se nascesse nesse momento.
Qual é a mensagem que o aluno retira deste procedimento? Que pode fazer tudo o que lhe apetecer que no final da ano desce sobre ele uma luz divina que o purifica ao contrário do que na vida acontece. Como se vê claramente não pode haver melhor incentivo à irresponsabilidade do que este.

2. Actualmente sinto vergonha de ser professor porque muitos alunos podem este ano encontrar-me na rua e dizerem: "Lá vai o palerma que se fartou de me dizer para me portar bem, que me dizia que podia reprovar por faltas e, afinal, não me aconteceu nada disso. Grande estúpido!"

3. É muito fácil falar de alunos problemáticos a partir dos gabinetes mas a distância que vai deles até às salas de aula é abissal. E é-o porque quando os responsáveis aparecem numa escola levam atrás de si (ou à sua frente, tanto faz) um magote de televisões e de jornais que se atropelam uns aos outros. Deviam era aparecer nas escolas sem avisar, sem jornalistas, trazer o seu carro particular e não terem lugar para estacionar como acontece na minha escola.
Quando aparecem fazem-no com crianças escolhidas e pagas por uma empresa de casting para ficarem bonitos (as crianças e os governantes) na televisão.
Os nossos alunos não são recrutados dessa maneira, não são louros, não têm caracóis no cabelo nem vestem roupa de marca.
Os nossos alunos entram na sala de aula aos berros e aos encontrões, trazem vestidas camisolas interiores cavadas, cheiram a suor e a outras coisas e têm os dentes em mísero estado.
Os nossos alunos estão em estado bruto, estão tal e qual a Natureza os fez, cresceram como silvas que nunca viram uma tesoura de poda. Apesar de terem 15/16 anos parece que nunca conviveram com gente civilizada.
Não fazem distinção entre o recreio e o interior da sala de aula onde entram de boné na cabeça, headphones nos ouvidos continuando as conversas que traziam do recreio.
Os nossos alunos entram na sala, sentam-se na cadeira, abrem as pernas, deixam-se escorregar pela cadeira abaixo e não trazem nem esferográfica nem uma folha de papel onde possam escrever seja o que for.
Quando lhes digo para se sentarem direitos, para se desencostarem da parede, para não se virarem para trás olham-me de soslaio como que a dizer Olha-me este!" e passados alguns segundos estão com as mesmas atitudes.

4. Eu não quero alunos perfeitos. Eu quero apenas alunos normais!!! Alunos que ao serem repreendidos não contradigam o que eu disse e que ao serem novamente chamados à razão não voltem a responder querendo ter a última palavra desafiando a minha autoridade, não me respeitando nem como pessoa mais velha nem como professor. Se nunca tive de aturar faltas de educação aos meus filhos por que é que hei-de aturar faltas de educação aos filhos dos outros? O Estado paga-me para ensinar os alunos, para os educar e ajudar a crescer; não me paga para os aturar! Quem vai conseguir dar aulas a alunos destes até aos 65 anos de idade?
Actualmente só vai para professor quem não está no seu juízo perfeito mas se o estiver, em cinco anos (ou cinco meses bastarão?...) os alunos se encarregarão de lhe arruinar completamente a sanidade mental.
Eu quero alunos que não falem todos ao mesmo tempo sobre coisas que não têm nada a ver com as aulas e quando peço a um que se cale ele não me responda: "Por que é que me mandou calar a mim? Não vê os outros também a falar?"
Eu quero alunos que não façam comentários despropositados de modo a que os outros se riam e respondam ao que eles disseram ateando o rastilho da balbúrdia em que ninguém se entende.
Eu quero alunos que não me obriguem a repetir em todas as aulas «Entram, sentam-se e calam-se!»
Eu quero alunos que não usem artes de ventríloquo para assobiar, cantar, grunhir, mugir, roncar e emitir outros sons. É claro que se eu não quisesse dar mais aula bastaria perguntar quem tinha sido e não sairia mais dali pois ninguém assumiria a responsabilidade.
Eu quero alunos que não desconheçam a existência de expressões como obrigado", "por favor" e "desculpe" e que as usem sempre que o seu emprego se justifique.
Eu quero alunos que ao serem chamados a participar na aula não me olhem com enfado dizendo interiormente "Mas o que é que este quer agora?" e demorem uma eternidade a disponibilizar-se para a tarefa como se me estivessem a fazer um grande favor. Que fique bem claro que os alunos não me fazem favor nenhum em estarem na aula e a portarem-se bem.
Eu quero alunos que não estejam constantemente a receber e a enviar mensagens por telemóvel e a recusarem-se a entregar-mo quando lho peço para terminar esse contacto com o exterior pois esse aluno "não está na sala", está com a cabeça em outros mundos.
Eu sou um trabalhador como outro qualquer e como tal exijo condições de trabalho! Ora, como é que eu posso construir uma frase coerente, como é que eu posso escolher as palavras certas para ser claro e convincente se vejo um aluno a balouçar-se na cadeira, outro virado para trás a rir-se, outro a mexer no telemóvel e outro com a cabeça pousada na mesa a querer dormir?
Quando as aulas são apoiadas por fichas de trabalho gostaria que os alunos, ao sair da sala, não as amarrotassem e deitassem no cesto do lixo mesmo à minha frente ou não as deixassem "esquecidas" em cima da mesa.
Nos últimos cinco minutos de uma aula disse aos alunos que se aproximassem da secretária pois iria fazer uma experiência ilustrando o que tinha sido explicado e eles puseram os bonés na cabeça, as mochilas às costas e encaminharam-se todos em grande conversa para a porta da sala à espera que tocasse. Disse-lhes: "Meus meninos, a aula ainda não acabou! Cheguem-se aqui para verem a experiência!" mas nenhum deles se moveu um milímetro!!!
Como é possível, com alunos destes, criar a empatia necessária para uma aula bem sucedida?
É por estas e por outras que eu NÃO ADMITO A NINGUÉM, RIGOROSAMENTE A NINGUÉM, que ouse pensar, insinuar ou dizer que se os meus alunos não aprendem a culpa é minha!!!

5. No ano passado tive uma turma do 10º ano dum curso profissional em que um aluno, para resolver um problema no quadro, tinha de multiplicar 0,5 por 2 e este virou-se para os colegas a perguntar quem tinha uma máquina de calcular!!! No mesmo dia e na mesma turma outro aluno também pediu uma máquina de calcular para dividir 25,6 por 1.
Estes alunos podem não saber efectuar estas operações sem máquina e talvez tenham esse direito. O que não se pode é dizer que são alunos de uma turma do 10º ano!!!
Com este tipo de qualificação dada aos alunos não me admira que, daqui a dois ou três anos, estejamos à frente de todos os países europeus e do resto do mundo. Talvez estejamos só que os alunos continuarão a ser brutos, burros, ignorantes e desqualificados mas com um diploma!!!

6. São estes os alunos que, ao regressarem à escola, tanto orgulho dão ao Governo. Só que ninguém diz que os Cursos de Educação e Formação são enormes ecopontos (não sejamos hipócritas nem tenhamos medo das palavras) onde desaguam os alunos das mais diversas proveniências e com histórias de vida escolar e familiar de arrepiar desde várias repetências e inúmeras faltas disciplinares até famílias irresponsáveis.
Para os que têm traumas, doenças, carências, limitações e dificuldades várias há médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros técnicos, em quantidade suficiente, para os ajudar e complementar o trabalho dos professores?
Há alunos que têm o sublime descaramento de dizer que não andam na escola para estudar mas para "tirar o 9º ano".
Outros há que, simplesmente, não sabem o que andam a fazer na escola…
E, por último, existem os que se passeiam na escola só para boicotar as aulas e para infernizar a vida aos professores. Quem é que consegue ensinar seja o que for a alunos destes? E por que é que eu tenho de os aturar numa sala de aula durante períodos de noventa e de quarenta e cinco minutos por semana durante um ano lectivo? A troco de quê? Da gratidão da sociedade e do reconhecimento e do apreço do Ministério não é, de certeza absoluta!

7. Eu desafio seja quem for do Ministério da Educação (ou de outra área da sociedade) a enfrentar ( o verbo é mesmo esse, "enfrentar", já que de uma luta se trata…), durante uma semana apenas, uma turma destas sozinho, sem jornalistas nem guarda-costas, e cumprir um horário de professor tentando ensinar um assunto qualquer de uma unidade didáctica do programa escolar.
Eu quero saber se ao fim dessa semana esse ilustre voluntário ainda estará com vontade de continuar. E não me digam que isto é demagogia porque demagogia é falar das coisas sem as conhecer e a realidade escolar está numa sala de aula com alunos de carne, osso e odores e não num gabinete onde esses alunos são números num mapa de estatística e eu sei perfeitamente que o que o Governo quer são números para esse mapa, quer os alunos saibam
Estar sentados numa cadeira ou não (saber ler e explicar o que leram seria pedir demasiado pois esse conhecimento justificaria equivalência, não ao 9º ano, as a um bacharelato…).
É preciso que o Ministério diga aos alunos que a aprendizagem exige esforço, que aprender custa, que aprender "dói"! É preciso dizer aos alunos que não basta andar na escola de telemóvel na mão para memorizar conhecimentos, aprender técnicas e adoptar posturas e comportamentos socialmente correctos.

Se V.Excia achar que eu sou pessimista e que estou a perder a sensibilidade por estar em contacto diário com este tipo de jovens pergunte a opinião de outros professores, indague junto das escolas, mande alguém saber. Mas tenha cuidado porque estes cursos são uma mentira…

Permita-me discordar de V. Excia mas dizer que os professores têm de ser dignificados é pouco, muito pouco mesmo…

Atenciosamente

Domingos Freire Cardoso
Professor de Ciências Físico-Químicas
Rua José António Vidal, nº 25 C
3830 - 203 ÍLHAVO
Tel. 234 185 375 / 93 847 11 04
E-mail: dfcardos@gmail.com

NOTA: Como vai o nosso ensino!!! Como serão os cidadãos de amanhã? Como será a produtividade da nossa economia? E a sua competitividade? Como sobreviverão as futuras gerações na economia globalizada?
publicado por TC às 06:39
06
Nov
07
Requisitos a preencher (cumulativamente) pelos opositores ao Concurso de Melhor Professor Nacional
a) Ser capaz de soletrar a expressão "Maria de Lurdes Rodrigues, Vossa Excelência", em pelo menos 34 línguas diferentes;
b) Ser especialista em vénias;
c) Nunca ter ousado pronunciar o nome de Sinistra em vão (de escada);
d) Ter feito um requerimento ao ME a pedir o prolongamento da idade da reforma até aos 77 anos, com uma redução de ordenado de 5% em cada ano subsequente aos 65.;
e) Ter realizado 95 % do total de substituições da escola, declarando no jornal escolar que o fez porque trabalha por gosto;
f) Ter sido coordenador de três departamentos diferentes, sempre com a aura de excelência visível em qualquer actividade;
g) Declarar já ser capaz de ser um "genérico", sem estar à espera que o diploma legal surta efeito, demonstrando um espírito de iniciativa muito para além do comum na indústria farmacêutica;
h) Leccionar 4 turmas de LPO, mais três de Inglês, 7 de Matemática (...), colaborar com a professora de apoios em actividades por si delineadas, substituir a psicóloga escolar nas suas faltas e impedimentos, acompanhar os encarregados de educação quando estes acompanham os filhos à escola;
i) Ser portador de um espírito de missão reconhecido e atestado por um número mínimo de 112 docentes, 11245 discentes e 1124765 displicentes;
j) Ser o director do jornal escolar, o webmaster da página escolar, o coordenador dos directores de turma; o Presidente do Executivo, do Pedagógico, da Área de Projecto, do Estudo Acompanhado, da Comissão de Acompanhamento das Actividades Gratuitas de Substituição;
l) Ter uma pós-graduação em salamaleques genéricos, um mestrado genérico em agachamento prolongado, um doutoramento mais genérico em "louvar a sinhoura";
m) Ter publicado pelos menos dois artigos em jornais nacionais, defendendo a instituição do prémio e criticando os que, malevolamente, tem vindo a afirmar que com o dinheiro roubado em ordenados se poderiam instituir 232589 prémios daquele montante;
n) Ter apresentado publicamente uma proposta inovadora de reconversão das carreiras: a do professor, a do professor titular e a do professor titular plus, com critérios de progressão baseados na excelência e no número de vezes que cada professor é capaz de dizer "Vossa Excelência" por minuto;
o) Ser um arauto do Portugal Moderno e da Escola Pública de Qualidade, do rigor, da excelência, do trabalho que liberta, da valorização em horário pós-laboral, da exigência e ser capaz de demonstrar que as medidas para os professores são boas, eles é que têm uma limitada capacidade de entendimento...
p) Ser capaz de escrever um texto com alíneas até ao "p".
publicado por TC às 22:23
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