...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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Mai
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O António José Seguro hoje está com sorte, porque vai ter o arraial de porrada adiado, à pala da Stôra de Mirandela...

Acontece que eu hoje estou com o cio e venho fazer o Encómio de Bruna Real, professora de para lá detrás do sol posto, que acordou um dia, de manhã, e descobriu em que país é que realmente vivia.
Rezam as crónicas que então se pôs debaixo dos sombreros refletores, e deixou disparar os flashes sobre as tisnadas mamas, e isso saiu tudo impresso, em papel caro, no Mês de Maria, como se de uma nova taveirada se tratasse.

Uma coisa chamada "Torre de Dona Chama", se fosse em Madrid, Barcelona, ou até Sevilha, teria uma lanterna vermelha à porta, uns néons, umas montras de gajas descascadas, e seria o nome ideal para uma Casa de Putas genialmente batizada; sendo outra esta eira... Portugal, decidiram lá dar, imagine-se... aulas.

Como é público, defendo que o melhor da Escola é o que se aprende com o corpo, pelo que, quanto melhor o corpo, melhor deverá ser a lição. Acontece que Bruna Real é um avião, e eu adorava ter música com a pichota a bater-lhe o ritmo entre aqueles timbales morenaços..., pronto, já descarrilei, mas é bem verdade.

O dia a dia das professoras é decadente: saem de camas onde pernoitam com inválidos do Comércio e da Indústria, e vão, como naquela ilustração da vaca, que anda a gerar tanta polémica em redor da "Civilização", atrás de um monótono badalo, que pontua o saltar de aula em aula, diante de plateias de gerações perdidas, que só estão ali à espera do rápido chegar do fim de semana, e da discoteca, e regressam depois a casa, tipo Luísa, sobe que sobe, sobe a calçada, para ainda irem cozinhar massa de qualidade média, e feijão bichado, e alimentarem aquelas bocas tão mal educadas, que estão, como passarinhos, à espera de que a mãe docente regurgite o seu alimento. Isto, repetido durante três períodos, chama-se Ano Letivo, e corresponde sempre à perda de um ano de vida e, pelo menos, a um retrocesso de dois, dado o elevadíssimo nível anticultural, assegurado, por televisões, vídeogames, emplastros ministerais, e  permanentes Finais da Taça que rodeia os... alunos.

Ora a Bruna cansou-se, foi aos classificados, e encontrou "procura-se figurante, com boa aparência e cabeça desinibida, para sessão fotográfica em revista de grande tiragem". Quando chegou lá, percebeu que a queriam entre nua e seminua, e comparada, num lapso infinitesimal, a monotonia das campainhas e o estrelato do papel couché, tirou as mamas para fora e mostrou que um bom corpo vale muitas licenciaturas, o que é verdade, pelo menos, desde Cleópatra VII, Semíramis e Nitócris.

Diz-se que, no momento da nossa passagem para o Além, a Vida é rebobinada numa espécie de anti Manoel de Oliveira, e passa a Imensidão na brevidade de um milésimo de segundo, e a Bruna deverá ter visto a diferença entre aquelas cadeiras de fórmica, todas riscadas de palavrões, as mesas, com cábulas, mal apagadas por auxiliares de educação amblíopes, os tetos furados e cheios de amianto, onde chove, quando chove, e por onde os pardais entram e voam, quando o sol os chama, as paredes escuras, de humidade, o quadro negro, com a ardósia toda partida, no canto de baixo, e um ponteiro manchado a meio, pelas mãos sujas de gerações de totós, que pensaram ensinar alguma coisa naquele espaço. A verdade é que nada se ensina em Portugal, muito menos àqueles desgraçados da terreola, incapazes de aprender um Prelúdio de Rachmaninov, mas, em contrapartida, capazes de meterem o dedo no nariz, enquanto tentavam ver mais qualquer coisinha, sempre que o decote da stôra se arrojava.

A Bruna cansou-se disso, e resolveu fazer como a outra, "relaxa e goza", lançou-se toda para trás, em cima de uns cadeirões "kitsch", a imitarem Luís XVI, mas cromossomaticamente afetados por Jeff Koons, umas cores quentes, a chamarem ao Jugendstil, de Klimt, e, em vez de corpos esquálidos, atirou as medidas redondas para cima dos forros, e disse, sou toda vossa, e a Música passou a ser outra.

Dado o estado de desastre da Educação em Portugal, arruinada por uma neurótica, Lurdes Rodrigues, que apanhava, na "Casa Pia", com baldes gelados, para acordar, de manhã, e a Sorrisos de Camelo, a "Leopoldina" das Aventuras da Educação no País da Cauda da Europa, é bom começar a ver que as professoras se despem, e que ainda há gajas com corpo capaz, a lecionar, e não uma infindável brigada de baixas psiquiátricas, esgotamentos, mal casadas, pergaminhos e osteoporoses, a falarem de Gil Vicente, das crises da Molécula, do múltiplo da Fração e da Educação Sexual, como um rosário de doenças venéreas.

Estou a adorar imaginar com que sorriso de dromedário a sinistra Isabel Alçada irá falar deste caso...

Bruna Real cansou-se, e foi brincar às pastorinhas, tal qual a Maria Antonieta Joana Josefa de Lorena, Arquiduquesa de Áustria, e Rainha de França, mais as suas amigas de "rave", as Princesas de Lamballe e Polignac. Deitou-se nua, no seu Luís XV, e depois espojou-se no Luís XVI, versão cabeleireiro, enquanto atirava o cabelo para trás, e dizia, hoje está quente aqui, não está?...
Pois estava, e, no dia seguinte, ao soar a sineta rouca da Torre de Dona Chama (!) mal ela sabia que os alunos já vinham a arder, cada um com as fotocópias na mão, e os telemóveis carregados de miniaturas e mms daquele maravilhoso Evangelho da Lascívia, a Paixão Segunda Bruna, que vai vender milhões, assim nos ajude o engenho e a arte, e, quando ela berrou, dá-me o telemóvel já, o Antoninho, a jogar blhar de bolso, estendeu-lhe logo o Nokia, muito coçado, e lá estava ela, toda espojada, no canapé, uma Recamier da perna aberta e mama estendida.

Diz-se que a indisciplina é inversamente proporcional à autoridade do professora na aula: em Maio de 2010, Bruna Real inaugurou uma pedagogia avançada, muito para lá da Escola Finlandesa, e das metralhadoras nas salas de aula americanas: ou vocês calam-se, ou eu dispo-me!..., e o ruído na sala dispara então para níveis muito próximos do Eyjafallajokull, quando está de flatulências, ultrapassando as portas da escola, e levando a fechar a própria autarquia, por poluição sonora, próxima do nível da dor e da morte.

Vão perdoar-me a má língua, mas sendo a responsabilidade da contratação da Bruna Real, da Câmara local, fica por saber se ela foi contratada, por se saber que, mais tarde ou mais cedo acabaria nua, ou se começou nua, e foi por isso engajada, porque este país é o maior especialista nesse tipo de assessorias.

A resposta, suponho, também fará parte do Terceiro Segredo de Fátima, se não for já do Quarto..., quarto, cardinal, entenda-se, e não quarto da Bruna.

O evento merece chave de ouro: para lá das fronteiras pedagógicas, ela, que nunca conseguira que os alunos lhe trouxessem, a tempo, o "Frère Jacques" fotocopiado, para poderem desafinar em conjunto, viu-os, mansamente, todos com a revista fotocopiada no bolso, pelo que a coisa pode ir já da Música para o Português, por exemplo, para tanto, bastando que a "teacher" ponha as mamas de fora e anexe a cada mamilo um Canto do Cegueta dos "Lusíadas", e até o "Memorial" entrará melhor, se tiver um púbico no rodapé.
No fundo, esta revolução ultrapassa o "Magalhães" e porá o Sistema de Ensino a funcionar em rede, com as titulares, todas descascadas, a animarem as salas de docência, as diretoras de turma a receberem os pais austeros com as tetas em cima da mesa, e o Albino Almeida, esse carrapato, a babar-se diante dos novos manuais.

Bruna Real pecou por não ter apostado mais alto: o número de Maio da "Playboy" devia ter sido lançado em Fátima, na Procissão do Adeus, quando as mulheres-javali agitam os lencinhos brancos.
Teria sido lindo: o Patriarca da Pedofilia, a arrastar as artroses no seu papamóvel, e ela aparecia, como a Rainha de Sabá, transportada em ombros, numa cadeira neo Zsa Zsa Gabor, por cristianos ronaldos, nus, pelados e nakeds, e a multidão das ratas de sacristia abria-se então, como o Mar Vermelho, perante Moisés, e o Povo Eleito, o que diariamente vive destes encantos e fantasias -- olha, a Stôra de Música, com a rata toda à mostra!... -- conseguia passagem, diante do Santuário, para a margem segura da sua verdadeira essência.

Parabéns, pois, Bruna Real. :-)

Parabéns, Portugueses: sede bem vindos à Realidade :-)

(Afinal o Quarteto era de mamas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:22
07
Ago
08
Imagem do KAOS
A "Estação Burra" já não é o que era, e, às vezes, uma pequena notícia é capaz de nos tirar do torpor, e tirou-me.
Diz o "Diário de Notícias" que Berlusconi, um vadio ordinário, decidiu mandar substituir o quadro que estava na sua salinha de Conferências de Imprensa, onde se representava uma "Verdade", do séc. XVIII, com o peito à mostra, por uma réplica (!) com as maminhas tapadas...
Eu sei, e ele também sabe, e todos nós sabemos que é uma vera chatice, de cada vez que o rosto-mor da Mafia Italiana bota faladura, lhe aparecer, por detrás uma iconográfica Verdade, com as mamas de fora: é uma rábula imediata, ao nível da parábola do rei-vai-nu. Berlusconi sabe que está nu, tão nu que se lhe consegue ver a filigrana dos ossos e os arredores todos só com uma mirada.
Faz aquilo que Fátima nunca fez, e ninguém, desde os Anos Castanhos das décadas de 20 e 30 do século passado se atreveu, que é tornar-se num miraculado, reles até à quinta casa, e inimputável, já que, como naquela célebre frase do Senado Italiano (têm de procurar, porque eu estou de férias), mesmo que Benito, perdão, Berlusconi mate a própria mulher, nunca poderá ser acusado (!).
A isto chama-se "Civilização" e a Itália está a começar a deitar as cartas de um novo baralho, já há muito anunciado por Sarkozy, Sócrates, Durão, Bush e outros crápulas afins.
Como César, mas um césar de palheiro, "Silvio" Mussolini colocou o exército nas ruas para patrulhar o problema da Imigração (!), o que deixa supor que quem tenha cara de imigrante possa imediatamente ser sujeito a comodidades como aquelas que os Chineses ofereceram aos jornalistas ocidentais, os Judeus diariamente concedem aos Palestinianos, Mugabe pratica no seu coio discretamente sustentado pelo Bloco dos Exploradores de Riquezas Naturais, José Eduardo dos Santos faz às visitas non-gratas, Bush cultiva em Guantanamo, e Fidel, antes de estar em coma induzido, oferecia aos seus melhores amigos. Eu sei que falham nomes na lista: o Maior Português de Sempre mandava-os fritar para o Tarrafal, e agora emerge uma Cultura, que breve será cartilha nas escolas, de que se-não-tens-a-mesma-cor-do-que-eu-vou-te-já-denunciar-porque-podes-ser-um-imigrante-disfarçado. (Uma ideia para Lurdes Rodrigues, claro)

Em Socio-Política isto tem o mesmo nome do que na Culinária, e chama-se "Sopa-da-Pedra", anti-dietética e capaz de fazer estoirar qualquer estômago delicado.
Ora, eu sou um estômago delicado, e sei bem quantos açúcares pairam naqueles pratos da "Casa das Sopas", desde que me ofereceram um pacote da base com que "aquilo" é feito, e eu nem quis acreditar, ao ler a composição: era um misto da carga calórica de meio quilo de sorvete com os óleos, as gorduras e mais uma série daqueles célebres "E-mais-uns-números" que faziam as minhas colegas de Química deitar as mãos à cabeça.

Berlusconi é um sabujo, e a Itália está a caminho de se tornar num Estado-Pária: o primeiro ensaio foi Nápoles, cidade de luz maravilhosa, e tão desgraçada como as ruínas de Lisboa, que esteve meses sem recolha de lixo, e ninguém deu por isso. Suponho que em Portugal, onde as vizinhas fazem a triagem recicladora atirando tudo pela janela, como desde a Idade Média -- são sábias, desculpem-me lá: elas já sabem que quando o saco estoirar nas traseiras dos quintais, os vidros vão para um lado, o plástico voa para a esquerda, o papel gorduroso para a direita, e os resíduos orgânicos imediatamente serão devorados pelos "pitt-bulls" e os lulus-lambe-ratas das donas da rua do lado. A isto chama-se separar, para reciclar, sem grande investimento,
mas isto era apenas um comentário em "voz-off", porque o que me fez realmente saltar a tampa foi a censura da mama da outra, tão-só porque isso me faz lembrar eras sinistras, santas inquisições e fariseísmo, na sua quinta-essência.

Do ponto de vista social, quando os sistemas entram em agonia, refugiam-se no moralismo: o II Império, como uma "Olympia" em cada quarto, também punha as saias até aos pés, e impedia os dignitários de se coçarem (!) defronte do Príncipe de Marly, meio-irmão de Napoleão-o-Pequeno, enquanto, no outro lado do Canal da Mancha, a pseudo-viuvinha se escondia em Balmoral, entregue nos braços de um cocheiro, e depois descaiu nas lascívias de grupo dos bandos de indianos com quem andava amigada em "time-sharings" e "swings", ah, sim, enquanto cá fora, era oficialmente um luto que durou quarenta anos, e acabou nas bebedeiras-para-esquecer de Eduardo VII, em Paris, no Jack-o-Estripador (porque quanto mais carregares na tecla da repressão moral, mais a explosão dos arredores se dará...) e numa Guerra Mundial, sem precedentes.
Em moralidade, somos canónicos, e é um velho produto que poderemos sempre exportar: tradicional, genuíno e generalizado. No interior de cada um de nós, jaz, em crisálida, uma mãe-de-bragança, sempre dispota a vir para a rua, aos gritos, a apontar o dedo e a dizer: "foi-aquele!..."

Sendo objectivo, Benito Berlusconi fez muito bem me tapar a mama daquela pintura, por duas razões: a primeira, pelo que vi na foto, de raspão e mázinha, porque o quadro não presta; a segunda, porque o peito da mulher é para amamentar, não para estar a ser exibido, em directo, nas televisões mundiais, sempre que o mafioso regurgita faladura. A moda, obviamente, veio para ficar: está tudo em Foucault: "Il ya eu, au cours de l'âge classique, toute une découverte du corps comme objet et cible du Pouvoir", e entre a Opressão e a Libertação, jogaram-se todos os pequenos poderes. Em suma: em terminologia médica, um ciclo de Sístole/Diástole, no qual entrámos agora na época da contenção... para os outros. Um gajo, que enriqueceu a vender programas badalhocos de televisão, com gajas completamente descascadas, com cara de tipo ordinário e passe L123 de casas de alterna, uma espécie de Pinto da Costa, mas dotado de um lustre e de uma potencialidade que só séculos de Mafia, genuína, poderiam assegurar, e com o velho "pathos" italiano, e o "Glamour", sim, esse inegável, é verdade que Berlusconi, rasca, tem o verniz de uma Cultura que produziu séculos e séculos de extremo bom-gosto, aliás, a Itália, mesmo nas crises, sempre foi sumptuosa, e Berlusconi tem, ao contrário de Pinto da Costa, essa radiação inata do verniz do corpo negro: estamos no cenário de Milão, que dita a Moda do Supra-Sumo, e nós, aqui, na perpétua Cultura do Garrafão.

Por mim, já sabem que sou bastante radical: sempre que cheira a Moral, saco logo do revólver, por uma razão bastante simples, que, como Nietzsche já preconizara, me coube em sorte. É muito difícil viver acima da Moral, e o esforço que implica essa irreversível ascensão já o sofri penosamente, ao longo da minha existência de exilado interior. Implica um código próprio de valores, pessoal e intrasmissível, por vezes partilhado, mas só por osmose. Petrónio, "arbiter elegantiorum", sabia quanto isso custava, e tinha toda a razão. Afora isso... sim, sou. na vida real, um ferrenho ferreira-leitista: acho que o casamento é para procriar; que a maminha da Verdade italiana ou é para dar de mamar, e então têm de pintar ali uma boquinha sequiosa de anjinho rafaelita, ou TAPAM-NA JÁ, e a pilinha, objectivamente, é para urinar, sim, pois é.
Olha, a propósito... Berlusconi, olha lá para aqui... 'tás a ver?... Já a tirei para fora: abre lá a tua falsa boquinha... Upa!..., vê lá se não te mancha o fato Armani!...
(Pentágono no "Arrebenta-Sol", no "A Sinistra Ministra", o "Democracia em Portugal", o "KLANDESTINO" e "The Braganza Mothers" )
publicado por TC às 01:57
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