...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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30
Jun
10




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Pronto, acabou a praga das vuvuzelas, e acabou demasiado tarde, para o meu gosto.
Agora, é altura de cair na real, e a real é impiedosa.

Vou começar por vos mentir e escrever um pouco à Hans Christian Andersen, para que fiquem embalados, e depois apanhem ainda com mais força com tudo aquilo que vos vou despejar em cima.

Portanto, era uma vez um país decadente, governado por uma "Princesa" esquizofrénica e com tiques paranóides, que vivia isolada numa Torre do Héron Castilho, e tinha uma mãe muito boazinha, Jeová, que todos os dias lhe dizia que o Fim do Mundo era uma coisa "natural", portanto, podia continuar em frente, porque todo o desenrolar já vinha previsto nos números atrasados da "Sentinela". Essa "Princesa" era muito infeliz, porque vivia cercada de fadas que lhe faziam conspirações negras, quando o coração dela era puro e sucateiro, e tinha uma abóbora no duodeno, que se transformava em impostos, sempre que soavam as doze badaladas da meia noite. A "Princesa" sofria muito, porque não havia macho que a satisfizesse, e ela vingava-se nos seus súbditos, que, entretanto, já estavam tão fartos de golpes baixos, de vilania e de mentira que achavam todos que a "Princesa" se tinha de ir embora, e ser substituída por qualquer coisa, nem que fosse a Maya, em dia de profecias.

E aqui acaba o conto de fadas, e começa a História recente, que assim reza: o primeiro grande corrupto em grande escala que governou Portugal depois do 25 de Abril (excluo Soares, porque era de meios mais limitados) chamava-se Aníbal Cavaco Silva, e fez desaparecer, durante dez anos de Vergonha Absoluta, aquilo que a Europa para cá mandava, com o nome de "Fundos Estruturais", o que, se me não falham os conhecimentos etimológicos, eram dinheiros infraestruturais, para criar os alicerces sobre os quais se deveria erguer o novo Portugal, membro da abastada família europeia.

Cavaco, como todos os mentores da Corrupção, não roubava, fechava os olhos aos roubos, que eram tutelados por criminosos de lesa-pátria cujos nomes, entre muitos, aqui relembro: Torres Couto, Mira Amaral, Ferreira do Amaral, Miguel Cadilhe, Fernando Catroga, João de Deus Pinheiro, Dias Loureiro, Oliveira e Costa, e, só para pôr mais um, o pior de todos, Cardoso e Cunha.

Passados 10 anos, Portugal tinha destruído a sua infraestrutura ferroviária, tinha vendido os Têxteis, a Agricultura, a Metalúrgia, as Pescas, e tinha-se tornado num importador puro, ao nível das audácias do Sr. D. João V, só que este João não era João, era Aníbal, e era plebeu, e plebeu da plebe mesmo plebe, e natural de Boliqueime.

O sr. Aníbal, caso tenham esquecido, acabou num dia em que os Portugueses, povo com matriz de Toureiro, o resolveu tourear, a sério, no Garrafão da Ponte, acho que por causa de 25 tostões (!), se me não falha a memória...

Cavaco, um cobarde, sempre com as mãos transpiradas, teve medo de que os camionistas, os "motards", os audaciosos do volante, os anarquistas, a juventude, os peões e as padeiras exaltadas agarrassem em chuços e lhe fossem buscar a cabeça a S. Bento, pelo que, quando, pelo telefone laranja, o criminoso Dias Loureiro lhe perguntou, "Sr. Primeiro Ministro, posso mandar disparar?...", o Aníbal e a sua vergonhosa Maria de "Centro Esquerda" taparam os ouvidos, e responderam, em coro, "sim...", muito baixinho, mas semioticamente afirmativo, o que infaustamente fez relembrar aos Portugueses, e muito corretamente, os tempos negros da Ditadura.
Estavam, de novo, em Ditadura, e o Ditador, era, desta vez, o Gasolineiro de Boliqueime, que tinha de ser apeado, e o foi, passados uns poucos meses.

Portugal, anestesiado por estas porcarias em que vive permanentemente imerso, a morte do sinistro Saramago, a visita do criminoso Ratzinger, e os passeios da Seleção dos Narcisos pela África do Sul, esqueceu-se de que a boca se não alimenta diariamente dos reflexos dos vidros baratos das orelhas do Cristiano Ronaldo, senhor de uma pele que espelha gerações de fome e miséria, e com umas pernas iguais às do meu avô, antes de ir desta para pior, mas quis o Fado, primo do Futebol e de Fátima, que o sedativo da África do Sul tivesse terminado hoje, o que vai obrigar os Portugueses a olhar, de frente, para os presentes grandes responsáveis pela ruína do seu periclitante bem estar, dos seus escassos bens adquiridos em tempos de vacas ligeiramente gordas, e para o enorme montante de dívidas que tiveram de contrair, porque, em vez de serem aplicados nas estruturas de um país produtivo, culto e civilizado, tinham desaparecido em alcatrão roubado das estradas, em automóveis de grande cilindrada, em vivendas com piscina, em "Fundações", em "off-shores", em Bancos Suíços, em Universidades fantasma, em submarinos, em BPNs e BPPs, em paneleiros e putas de gabinete, pleonasticamente chamados de "assessores", entre 6000, 8000 e 10 000 € por mês, em Zeinais Bavas, em Mexias, em Vítores Constâncios, em Jardins e, sobretudo, em irreversíveis DESERTOS.

Num programa inacreditável, chamado "Prós e Contras", eu, que só vejo os noticiários da RTP2, a pornografia do Goucha e alguns concertos da madrugada, assisti a qualquer coisa de surreal, que era um merceeiro, a quem tratavam por "Sr. Secretário de Estado (!)", a defender que ia haver "des petites bestioles", em Inglês, "chips", que iam ser atracados às matrículas dos carros, para pagarem estradas que já tinham sido pagas várias vezes, com os dinheiros desviados para gerações de ladrões de Estado, inseridos no célebre Latrocínio Autónomo das Estradas.
A pergunta natural, porque desapareceram as fronteiras, é como é que iriam ser inseridos no sistema, em períodos de fluxo turístico, e em rotinas de fortíssimo tráfego mercantil de estrada, num país onde o Cavaco destruiu as vias férreas e o TGV se tornou obsoleto, mesmo antes de existir, todos os incautos que se aventuram neste retângulo de marginalidade, desrespeito pelo cidadão e pela Lei, a que insistem em chamar "Portugal".~

Ora, acontece que o merceeiro tinha resposta para tudo, mas num crescendo de calibre que haveria de pôr Kafka, se fosse vivo, a tirar de ali ideias para um excelente romance póstumo, que nunca se atreveria a escrever. Há limites para o Humor Negro, e para a crítica, através do discurso surreal.

Acho que já me alonguei demais, e vou, portanto, direito à mensagem.
Com os "Narcisos" corridos da África do Sul, o País sobreendividado, as famílias falidas, o Desemprego em rota crescente, a Classe Política a ser ocupada por criminosos, que, ou roubam gravadores ou roubam o que calha, mas roubam sempre e impunemente, o Sistema Judicial refém das cabalas secretas que nos governam, Maçonarias, Pedofilias, Lobbies Gay, Bilderbergers, Traficantes de Armas, Droga, Plutónio e Corpos, o Sr. Sócrates, uma pálida filigrana daquela mulher histérica, que berrava há três anos que estávamos no bom caminho, arrisca-se a ter o seu Garrafão nas Scut, mas um Garrafão em grande, disseminado pelo país inteiro, e com a rolha a saltar nas ocasiões mais imprevistas.

A isto chama-se "Direito de Indignação", e está constitucionalmente previsto.
É uma metáfora que diz que a alma de um Povo, quando esgotados todos os recursos democráticos, jurídicos e de negociação, tem o direito de obrigar o Poder a ajoelhar na rua.
Cavaco, um cobarde, teve um filho da puta que mandou disparar sobre a multidão.
Sócrates, um rato, cercado de ratos, arrisca-se a ver-se sozinho, quando a turba o decidir obrigar a pôr as rótulas na calçada portuguesa.

Os Portugueses vão entrar de férias, e estão forçados a ficar em casa, sem poderem espairecer fora de aqui. São muito e descontentes. Talvez encontrem o seu divertimento de Verão.
Por mim, podem dar já o pontapé de saída: será um dos melhores golos a que assistirei, na minha, não muito longa, mas profundamente desiludida vida.

(Em cada Scut, uma... Vuvuzela, a começar no "Arrebenta-Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:14
15
Mai
10


Imagem do KAOS

Deus foi moderno e generoso, com Portugal: não ao fim de sete, mas de quatro, dignou-se puxar o autoclismo, e terminar com o gorgulho, no sifão.
Agora, que a coisa acabou, e posso voltar a respirar, confesso que tinha, pendurado, nesta parede atrás de mim, um cronómetro, que, segundo a segundo, me dizia quanto mais tempo ainda iria durar esta insuportável náusea.

Fez-se o vómito, e a náusea foi-se, mas por cá deixou semente.

Comparável à vinda de Ratzinger a Portugal, só o episódio das Bodas de Canãa, em que, sentada à mesa, quando questionada a Galileia Câncio se mais vinho havia, os servos lhe encolheram os ombros, dizendo que vazias estavam as ânforas.
Cristo era um pragmático, como em tudo, e, para evitar o que milénios depois aconteceu a Maria Antonieta, não se atreveu a dizer aos convivas que papassem brioches, mas foi à medicina homeopática, onde, como toda a gente sabe, basta que haja um cheirinho do princípio ativo, que, mal se misture coma água, reganha toda a sua alma e essência, e fez passar por vinho água de lavar garrafas. A verdade é que foi milagre, e as pielas de Canãa não só satisfizeram a gente reles que por lá andava, e que empochou litros e litros de água, convencidos de que se tratava de Dão Meia Encosta, como passou para a História, como exemplo de como fazer muito, sem quase nada.
Evidentemente, os tempos eram outros, e Ratzinger, que está visivelmente muito mais para lá do que para cá, e que, desacreditado mundialmente, teve de se vir banhar, para renascer, como um leproso, no Ganges do povo mais ignaro da Europa, veio à nossa Canãa para transformar o pouco vinho que ainda havia em água da mais choca, enfim, diretamente engarrafada da Ribeira dos Milagres, em dia em que o Dias Loureiro está de soltura.
Tivémos vários milagres, o primeiro, o do Benfica, que dançou, como um solzinho, a anunciar que o Papa vinha cá; depois, Ratzinger chegou mesmo, sem ter sido necessário desencadear o "Plano B", já com Aura Miguel ajeazada, e de sela no lombo, caso a Islândia se lembrasse de vomitar a sua bancarrota, na forma de cinzas vulcânicas, e fazemos aqui uma pausa de solidariedade, porque o relincho que Aura Miguel soltou, quando soube, que, afinal, não ia ser montada pelo Papa, entre Roma e Lisboa, é memorável, é uma coisa linda, e brevemente disponibilizarei o mp3 que conseguimos gravar: é algo entre aquela gravação mono da Callas, na "Casta Diva", e a gargalhada que a Clara Pinto Correia solta, naquele dia em que foi fazer de hipopótamo ao "Dança Comigo", enfim.
O segundo milagre, mais profundo, foi pôr um país laico, republicano e socialista a preparar merendas para um líder espiritual de uma seita, atualmente duvidosa, e gastar uns centavos, para mostrar que, apesar de pobres, continuávamos servis e honrados. Eu, um romântico, à espera de que o outro, mal pusesse os Pradas em Figo Maduro, fosse algemado, e levado para a Judiciária... não, toda a gente ajoelhou, beijou o chão, e mostrou que era crente, coisa que nos fica bem, e é incomensurável com o tratamento abaixo de cão dado ao Dalai Lama, que, saiba eu, nunca fez autos-de-fé, nunca andou a anatemizar abortos, perseguir bonzos bichas, nem a encavar criancinhas,
ah, sim,
esse foi o Terceiro Milagre, e, eventualmente, o melhor de todos, porque ficou explicado porque é que meia Classe Política, Industrial e Cultural não tinha sido indiciada no "Casa Pia"... não, não era milagre do Tribunal da Relação, mas a Santa com Cara de Saloia que tinha chamado o assunto diretamente a si. Parece que se sentou em cima de uma azinheira,  e, enquanto o solzinho dançava, foi riscando a lista telefónica toda, até só ficar o nome do "Bibi".
"Este fica", disse ela, e assim se fez, e Deus viu que era bom.

Portanto, ficámos a saber que a Pedofilia fazia parte do Terceiro Segredo de Fátima, e, agora, sou eu a lamentar que a visita de Ratzinger tenha sido visita de médico, porque, bem conversada a coisa, e ouvido Vítor Constâncio, também o BPN e o BPP teriam sido encaixados no Terceiro Milagre, e mais a "Independente", a "Moderna", o "Freeport", a Maddie, o "Furacão", o "Apito Dourado" e até, por que não?, o negócio "PT/TVI".

Acho que isto é um pouco Parménides: no fundo, tudo se pode incluir no Terceiro Segredo de Fátima, e devíamos ter aproveitado a boleia, embora os nossos ilustres comentadores devam perceber a mensagem, e juntar às justificações de tudo o que é injustificável, em Portugal, em mais uma categoria, para além das causas naturais e dos milagres da fé, que são agora as coisas devidas aos "franchisings" do Terceiro Segredo.

Como diriam os Brasileiros, bem larga deve ser a buceta do Terceiro Segredo...

O restos são rodapés: Ratzinger, que já não consegue distinguir uma barata de um anjo de Rafael, lá levou umas caixas de doces de ovos e umas fitas do Bonfim, fabricadas em Boleiqueime. Não sei como se diz Boliqueime em Alemão, mas deve ser tão foleiro como em Português, e foi lindo ver aquele Presépio, o Jumento presidencial, a vaquinha corcunda e as crias, em duas gerações de palhinhas, a serem apresentadas ao cota, responsável por 50 anos de divórcio entre a sociedade civil e as aberrações dogmáticas de um bando de jarretas pedófilos e de consciência pesada. Só faltou a estrela e os Reis Magos, mas Don Juan Carlos estava internado, e o Estrela da Amadora recusou-se a vir participar em vergonhosas teatradas.
As pontes foram lindíssimas e houve duas tolerâncias de ponto a suportá-las, com a contrapartida de se deixar cair a terceira travessia do Tejo, e regredirmos ao tempo do "nós cá somos mais modestos", do Maior Português de Sempre, enquanto se aproveitava o Benfica e o Ratzinger para um ensaio geral do que vai ser o atirar de Portugal para condições de vida equivalentes às de meio século atrás.
Pequeníssimo milagre, foi ter-se perdido a tusa de adjetivar e insultar Sócrates: Sócrates parece agora uma vela castanha, meio derretida, daquelas da bruxaria de Fátima, e o mais espantoso, não sei se é milagre, se o solzinho a dançar, cheio de ecstasy, é que está tudo flácido: Sócrates, o Partido, ou a sombra de partido que ainda se encosta nele, e a sombra de uma sombra, que é um outro partido, chamado PSD, que, em dois meses, se converteu na mera muleta da muleta de Sócrates. Passos Coelho, um crente, aprendeu, com Ratzinger, a pedir perdão, e suponho que, doravante, sempre que sejamos estrangulados, a retórica política, falsa e obscena, passará a ser substituída por uma coisa bem mais afetuosa, que é  o Perdão: perdoa-me diminuir-te o salário, perdoa-me continuar a pagar balúrdios ao monhé Zeinal Bava, perdoa-me ter deixado ir Constâncio para o BCE sem ter sido vergastado primeiro, perdoa-me não ires ter Subsídio de Natal em 2010, perdoa-me, enfim... etc...
Portanto, não sei mais o que dizer, mas queria fazer um elogio à Igreja Portuguesa, visivelmente cismática, e ao nosso Cardeal Patriarca, que teve a ombridade de votar contra a eleição de Ratzinger, e que continua a amparar, na sombra, o enorme desastre social, iniciado pelo Pai do Monstro, Cavaco Silva, e vivido agora, pelo Monstro do Filho, Sócrates, e deixar, ainda, dois mimos: o primeiro, para o Camarada Saldanha Sanches, a quem dediquei o minuto de silêncio em que vocês têm estado de boca fechada, a ler os horrores que eu escrevi atrás; o segundo, para o meu poetrastro preferido, um carrapato chamado Manuel Alegre, a única coisa que ainda insiste em andar em bicos de pés, num pântano onde já só se vêem olhos e pontas de cabeças, como no Inferno de Dante. Parece que a criatura, o grande democrata, o generoso, o livre pensador, o regenerador da Coisa Podre, quer iniciar a sua desgraçada descida ao Hades, com um processou generalizado (!): odiou que se tivesse lançado, na Net, o boato (?) de que se punha, com a sua voz avinhada da Rádio Argel, a revelar, aos terroristas escarumbas, onde estavam as tropas portuguesas. Na altura, li a história e achei divertida. Achei que, mesmo falsa, até se enquadrava bem no percurso de um medíocre, que chamou ao criminoso internacional, José Eduardo dos Santos, Presidente dos sem pernas e com minas, o "Afonso Henriques Angolano".
É pena não existir Deus, porque devia ter-te caído imediatamente um raio em cima, ó meu pobre rimador de rimas feitas, mas não te preocupes, porque estás bem a jeito, e muito a tempo.
Contas feitas, talvez até faças, também, parte do Terceiro Segredo de Fátima...
Keep it cool, baby :-)

(Quarteto pagão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:09
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