...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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19
Dez
08
A vida de um País depende da eficiência do Ensino, da formação desde a mais tenra idade, da preparação para enfrentar as realidades profissionais, da entrega aos alunos de ferramentas válidas para interpretar a vida e tomar as melhores decisões em cada momento perante qualquer dificuldade.

Por isso, comungo o sentimento de Ferreira Fernandes perante as conclusões do inquérito que refere e lamento que o ministério da Educação não mostre capacidade para motivar os professores em benefício do Portugal de amanhã, pelo contrário, está a obter o efeito contrário, como o inquérito demonstra.

Vale a pena ler o pequeno mas significativo artigo:

A MAIS DRAMÁTICA DAS SONDAGENS
Ferreira Fernandes

O inquérito a professores foi feito a 1100 pessoas, um "universo", como se diz na linguagem das sondagens, que torna as conclusões credíveis. O inquérito foi organizado por uma entidade ligada à Federação Nacional dos Sindicatos da Educação que não deve regozijar-se com as conclusões, logo dando ainda maior credibilidade. E o que diz o inquérito? Que 75% mudavam de profissão se pudessem. Que 81%, se pudessem, pediam a aposentação. Que 26% voltariam a escolher a profissão de professores. Do inquérito - uma das mais dramáticas sondagens que já li sobre meu país - eu gostaria muito de acreditar, apesar dos considerandos, que ele é falso. Que três em quatro professores o sejam porque não se podem safar disso, é dramático. Que mais de quatro em cinco professores partiria já para a reforma, é dramático (considerando, o que não me parece abuso, que 81% dos professores não estão na véspera do seu 65.º aniversário). Não sei se é culpa do país, não sei se é culpa dos professores. Sei é que são conclusões desesperantes. E, já que estamos no fim da linha, só me apetece dizer: olá, 26% dos professores! Só vocês me interessam.
publicado por TC às 07:52
10
Nov
08
Sem autoridade assumida e respeitada não pode haver democracia. Porém, se a autoridade for excessiva e levada ao abuso, não será respeitada (apenas «contrariado, mas obedeço») e descamba para as atitudes ditatoriais do «quero posso e mando».

O ponto de equilíbrio ideal será governar COM a colaboração de todos manifestada através dos seus representantes formais ou informais. Quando todos colocarem os interesses da Nação, do colectivo dos cidadãos, acima de ambições pessoais e de pequenos grupos, não será difícil obter um consenso para os problemas mais significativos para a vida nacional actual e para a preparação de um futuro mais risonho.

Isso implica o cuidado permanente de não governar CONTRA os agentes das políticas decididas, mas COM a colaboração activa e eficaz desses agentes. Não se engrandece Portugal com decisões que, por não beneficiarem desse consenso, corram o risco de serem anuladas num próximo governo, pois isso traria prejuízos, com gastos inúteis de recursos essenciais, e demora na solução que se pretendia.

Estamos, neste momento, perante um facto concreto que deve ser meditado dentro destas reflexões. O caso da megamanifestação de professores e as palavras da ministra e do PM, levantam preocupações vitais para os portugueses que usam a sua capacidade de raciocínio. Dizer que não recuam na forma como a avaliação está decidida é muito grave. Nada tem de democrático. É querer o impossível, governar contra a quase totalidade dos agentes essenciais do ensino. Se tanta gente se deu ao incómodo de participar na manifestação é lógico pensar que deve haver razões profundas para tal descontentamento. Não se pode argumentar que todos aqueles professores (sempre tive respeito por estes profissionais embora tenha conhecido alguns menos válidos) são ovelhas mansas obedientes e sem vontade própria, a mando de um pequeno partido da oposição. É indispensável analisar as suas razões e procurar soluções que atinjam os objectivos de uma avaliação viável, prática (simplex) e eficaz.

De ditadura já estamos servidos e não queremos outra, por mais que queira mascarar-se de democracia.
publicado por TC às 07:52
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