...este é um espaço que revela alguns "pecados" do povo tuga. Os nossos políticos são do pior... e o povo manso releva...
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15
Mai
10


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Deus foi moderno e generoso, com Portugal: não ao fim de sete, mas de quatro, dignou-se puxar o autoclismo, e terminar com o gorgulho, no sifão.
Agora, que a coisa acabou, e posso voltar a respirar, confesso que tinha, pendurado, nesta parede atrás de mim, um cronómetro, que, segundo a segundo, me dizia quanto mais tempo ainda iria durar esta insuportável náusea.

Fez-se o vómito, e a náusea foi-se, mas por cá deixou semente.

Comparável à vinda de Ratzinger a Portugal, só o episódio das Bodas de Canãa, em que, sentada à mesa, quando questionada a Galileia Câncio se mais vinho havia, os servos lhe encolheram os ombros, dizendo que vazias estavam as ânforas.
Cristo era um pragmático, como em tudo, e, para evitar o que milénios depois aconteceu a Maria Antonieta, não se atreveu a dizer aos convivas que papassem brioches, mas foi à medicina homeopática, onde, como toda a gente sabe, basta que haja um cheirinho do princípio ativo, que, mal se misture coma água, reganha toda a sua alma e essência, e fez passar por vinho água de lavar garrafas. A verdade é que foi milagre, e as pielas de Canãa não só satisfizeram a gente reles que por lá andava, e que empochou litros e litros de água, convencidos de que se tratava de Dão Meia Encosta, como passou para a História, como exemplo de como fazer muito, sem quase nada.
Evidentemente, os tempos eram outros, e Ratzinger, que está visivelmente muito mais para lá do que para cá, e que, desacreditado mundialmente, teve de se vir banhar, para renascer, como um leproso, no Ganges do povo mais ignaro da Europa, veio à nossa Canãa para transformar o pouco vinho que ainda havia em água da mais choca, enfim, diretamente engarrafada da Ribeira dos Milagres, em dia em que o Dias Loureiro está de soltura.
Tivémos vários milagres, o primeiro, o do Benfica, que dançou, como um solzinho, a anunciar que o Papa vinha cá; depois, Ratzinger chegou mesmo, sem ter sido necessário desencadear o "Plano B", já com Aura Miguel ajeazada, e de sela no lombo, caso a Islândia se lembrasse de vomitar a sua bancarrota, na forma de cinzas vulcânicas, e fazemos aqui uma pausa de solidariedade, porque o relincho que Aura Miguel soltou, quando soube, que, afinal, não ia ser montada pelo Papa, entre Roma e Lisboa, é memorável, é uma coisa linda, e brevemente disponibilizarei o mp3 que conseguimos gravar: é algo entre aquela gravação mono da Callas, na "Casta Diva", e a gargalhada que a Clara Pinto Correia solta, naquele dia em que foi fazer de hipopótamo ao "Dança Comigo", enfim.
O segundo milagre, mais profundo, foi pôr um país laico, republicano e socialista a preparar merendas para um líder espiritual de uma seita, atualmente duvidosa, e gastar uns centavos, para mostrar que, apesar de pobres, continuávamos servis e honrados. Eu, um romântico, à espera de que o outro, mal pusesse os Pradas em Figo Maduro, fosse algemado, e levado para a Judiciária... não, toda a gente ajoelhou, beijou o chão, e mostrou que era crente, coisa que nos fica bem, e é incomensurável com o tratamento abaixo de cão dado ao Dalai Lama, que, saiba eu, nunca fez autos-de-fé, nunca andou a anatemizar abortos, perseguir bonzos bichas, nem a encavar criancinhas,
ah, sim,
esse foi o Terceiro Milagre, e, eventualmente, o melhor de todos, porque ficou explicado porque é que meia Classe Política, Industrial e Cultural não tinha sido indiciada no "Casa Pia"... não, não era milagre do Tribunal da Relação, mas a Santa com Cara de Saloia que tinha chamado o assunto diretamente a si. Parece que se sentou em cima de uma azinheira,  e, enquanto o solzinho dançava, foi riscando a lista telefónica toda, até só ficar o nome do "Bibi".
"Este fica", disse ela, e assim se fez, e Deus viu que era bom.

Portanto, ficámos a saber que a Pedofilia fazia parte do Terceiro Segredo de Fátima, e, agora, sou eu a lamentar que a visita de Ratzinger tenha sido visita de médico, porque, bem conversada a coisa, e ouvido Vítor Constâncio, também o BPN e o BPP teriam sido encaixados no Terceiro Milagre, e mais a "Independente", a "Moderna", o "Freeport", a Maddie, o "Furacão", o "Apito Dourado" e até, por que não?, o negócio "PT/TVI".

Acho que isto é um pouco Parménides: no fundo, tudo se pode incluir no Terceiro Segredo de Fátima, e devíamos ter aproveitado a boleia, embora os nossos ilustres comentadores devam perceber a mensagem, e juntar às justificações de tudo o que é injustificável, em Portugal, em mais uma categoria, para além das causas naturais e dos milagres da fé, que são agora as coisas devidas aos "franchisings" do Terceiro Segredo.

Como diriam os Brasileiros, bem larga deve ser a buceta do Terceiro Segredo...

O restos são rodapés: Ratzinger, que já não consegue distinguir uma barata de um anjo de Rafael, lá levou umas caixas de doces de ovos e umas fitas do Bonfim, fabricadas em Boleiqueime. Não sei como se diz Boliqueime em Alemão, mas deve ser tão foleiro como em Português, e foi lindo ver aquele Presépio, o Jumento presidencial, a vaquinha corcunda e as crias, em duas gerações de palhinhas, a serem apresentadas ao cota, responsável por 50 anos de divórcio entre a sociedade civil e as aberrações dogmáticas de um bando de jarretas pedófilos e de consciência pesada. Só faltou a estrela e os Reis Magos, mas Don Juan Carlos estava internado, e o Estrela da Amadora recusou-se a vir participar em vergonhosas teatradas.
As pontes foram lindíssimas e houve duas tolerâncias de ponto a suportá-las, com a contrapartida de se deixar cair a terceira travessia do Tejo, e regredirmos ao tempo do "nós cá somos mais modestos", do Maior Português de Sempre, enquanto se aproveitava o Benfica e o Ratzinger para um ensaio geral do que vai ser o atirar de Portugal para condições de vida equivalentes às de meio século atrás.
Pequeníssimo milagre, foi ter-se perdido a tusa de adjetivar e insultar Sócrates: Sócrates parece agora uma vela castanha, meio derretida, daquelas da bruxaria de Fátima, e o mais espantoso, não sei se é milagre, se o solzinho a dançar, cheio de ecstasy, é que está tudo flácido: Sócrates, o Partido, ou a sombra de partido que ainda se encosta nele, e a sombra de uma sombra, que é um outro partido, chamado PSD, que, em dois meses, se converteu na mera muleta da muleta de Sócrates. Passos Coelho, um crente, aprendeu, com Ratzinger, a pedir perdão, e suponho que, doravante, sempre que sejamos estrangulados, a retórica política, falsa e obscena, passará a ser substituída por uma coisa bem mais afetuosa, que é  o Perdão: perdoa-me diminuir-te o salário, perdoa-me continuar a pagar balúrdios ao monhé Zeinal Bava, perdoa-me ter deixado ir Constâncio para o BCE sem ter sido vergastado primeiro, perdoa-me não ires ter Subsídio de Natal em 2010, perdoa-me, enfim... etc...
Portanto, não sei mais o que dizer, mas queria fazer um elogio à Igreja Portuguesa, visivelmente cismática, e ao nosso Cardeal Patriarca, que teve a ombridade de votar contra a eleição de Ratzinger, e que continua a amparar, na sombra, o enorme desastre social, iniciado pelo Pai do Monstro, Cavaco Silva, e vivido agora, pelo Monstro do Filho, Sócrates, e deixar, ainda, dois mimos: o primeiro, para o Camarada Saldanha Sanches, a quem dediquei o minuto de silêncio em que vocês têm estado de boca fechada, a ler os horrores que eu escrevi atrás; o segundo, para o meu poetrastro preferido, um carrapato chamado Manuel Alegre, a única coisa que ainda insiste em andar em bicos de pés, num pântano onde já só se vêem olhos e pontas de cabeças, como no Inferno de Dante. Parece que a criatura, o grande democrata, o generoso, o livre pensador, o regenerador da Coisa Podre, quer iniciar a sua desgraçada descida ao Hades, com um processou generalizado (!): odiou que se tivesse lançado, na Net, o boato (?) de que se punha, com a sua voz avinhada da Rádio Argel, a revelar, aos terroristas escarumbas, onde estavam as tropas portuguesas. Na altura, li a história e achei divertida. Achei que, mesmo falsa, até se enquadrava bem no percurso de um medíocre, que chamou ao criminoso internacional, José Eduardo dos Santos, Presidente dos sem pernas e com minas, o "Afonso Henriques Angolano".
É pena não existir Deus, porque devia ter-te caído imediatamente um raio em cima, ó meu pobre rimador de rimas feitas, mas não te preocupes, porque estás bem a jeito, e muito a tempo.
Contas feitas, talvez até faças, também, parte do Terceiro Segredo de Fátima...
Keep it cool, baby :-)

(Quarteto pagão, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:09
13
Abr
10


Imagem do Kaos

Vamos começar por cima, e descer até à pocilga, o que, de acordo com Hermes Trimesgisto, é exatamente o mesmo.

Sou Europeu, Português, Maior, Adulto, Vacinado, Não-Ateu e Não-Cristão, ex-votante, para nunca mais, do Partido Socialista, e venho, ao abrigo dos valores do Iluminismo e da Liberdade de Expressão, arrasar duas detestáveis figuras da nossa contemporaneidade.

Joseph Ratzinger é um Alemão, o que já não augura coisa boa, para nós, que gostamos muito mais das brisas do Mar Latino.
Da Alemanha, vieram os três pretextos para os maiores holocaustos do séc. XX: Duas Guerras Mundiais, que quase iam irradicando, da Europa, a Humanidade e a Cultura, o flagelo de Marx, o flagelo das sequelas de Nietzsche e o horrível Mito da supremacia do Caucasiano.
Faltava-nos, ainda, esta cereja, chamada Ratzinger, que, à medida que se vai tornando evidente, foi, nada mais, nada menos, do que o cérebro negro e a eminência parda que esteve por detrás de todo o progressivo e irrecuperável divórcio entre a Igreja do pós-Guerra e a Humanidade.

Ratzinger está para a Igreja como Rasputine esteve para os dias finais do Czarismo: move os cordéis da sombra e é totalmente insensível às marionetes que os seus gestos fazem sucessivamente arder.
A Igreja apenas conheceu um Papa grandioso, enorme, generoso e vidente, na segunda metade do séc. XX, Chamou-se João XXIII, o Cardeal Roncalli e, infelizmente, durou pouco.
Não é do meu tempo, mas tenho, por ele, a mais sincera das reverências, e talvez houvesse conseguido o difícil milagre de me fazer Cristão, tivéssemos nós sido contemporâneos.
Compreendeu, pela emoção, e pelo pragmatismo, duas coisas que nos parecem imediatas, mas não o são: 1) que a Igreja é uma invenção do Homem; 2) Que a aparente incompatiblidade entre Crentes, Agnósticos e Ateus se resume afinal a arranjos linguísticos elementares. Para o Crente, Deus existe mesmo; para o Agnóstico, ou, melhor, para o Humanista, para tornar a base mais lata, Deus é aceite como uma necessidade humana da infinita miséria do macaco nu; para o Ateu, Deus é uma excrescência do percurso para a Razão, mas não mata, nem mói ninguém, e é compatível com o são convívio das sociedades.
Creio que o que acabei de escrever não justificaria quaisquer guerras religiosas, quaisquer perseguições, nem quaisquer fundamentalismos: como pregou o Profeta Jesus, nos seus espantosos Evangelhos, "Não chateies e também não serás chateado".

A seu modo, e muito à maneira grega, João XXIII compreendeu que o Homem estava no centro do processo, e, discretamente, colocou "Deus" e a Igreja ao serviço do Homem, o que faria o simultâneo contento de Crentes, Agnósticos e Ateus.
Morreu precocemente, e foi substituído pela "Marquesa" Montini, usualmente conhecido por Paulo VI, nascido em berços de seda, e totalmente alheio à Modernidade, convencido de que podia integrar a longa linhagem de aristocratas sumos-pontíficies, como era tradição italiana.
Caiu no erro, e já na sombra minava Ratzinger, de inverter os termos, e de tentar colocar a Igreja e o Homem ao serviço de Deus, sabendo já que "Deus" pouco tinha, nos conturbados Anos 60, de consensual.
Foi a época dos anátemas contra os divórcios, as derivas sexuais, e quem lhe deu o bem justo cheque-mate foi Peyreffite, uma "madame", escritora e diplomata parisiense, que lhe chapou na imprensa com o nome do amante, se não me engano, o filho varão de um industrial italiano. (A coisa vem toda contada em "Propos Secrets", e quem ainda souber francês neste miserável país, que o leia).
Acobardado, e caçado na sua varanda de S. Pedro, Paulo VI caiu no erro de o ameaçar de excomunhão, naquelas feiras do relógio a que a Basílica do Vaticano assiste todos os domingos.
Dizem os contemporâneos que nunca choveram tantos telefonemas em Paris, e Peyreffite subiu à glória, enquanto "Madame" Montini mergulhava nas trevas, dizendo que "os homossexuais deviam ser todos lançados aos ratos (!)"

Creio que o que queria era ser comido por um rato, mas morreu antes disso.

A conspiração da sombra continuou então, com a execução, à velha maneira renascentista e borghiana, do Cardeal Luciani, Patriarca de Veneza, que queria abandonar o Palácio Papal, e vir viver para um apartamento de Roma, com "jeans", e na boa linha de despojamento do Cristo.
Durou um punhado de dias, enquanto a Igreja saltava de escândalo em escândalo, assassinatos de Aldo Moro, enforcamento do Presidente do Banco Ambrosiano, colocação a nu das ligações entre a Mafia Episcopal e as Lojas Maçónicas viradas para o Crime, como a célebre P2.

Ratzinger, um cobarde, que tinha tido o pavor de que as sequelas de Maio de 68 destruíssem, de vez, o peso opressor da Igreja sobre os Povos, enveredou então pelo Fundamentalismo, aproveitando a boleia do que se estava a passar no Irão.
Como intelectual, sibarítico, inteligente e florentino, entendeu que a melhor maneira seria transformar a Fé numa Crendice, para anestesiar as bases, e evitar sobressaltos de cúpula: a sua genial invenção apareceu através de um rústico, ex-mineiro polaco, João Paulo II, que, ao longo do seu sinistro Pontificado, permitiu a propagação da Sida, pelo aconselhamento do não-uso do preservativo, em pleno auge da epidemia, esmagou as subtis conquistas da sociedade civil, e, definitivamente, incompatibilizou o livre pensamento com os chavões da Igreja.

Os grandes tempos do Culto tinham terminado, e começavam os miseráveis tempos da Crendice, com pastorinhas santas, balas perdidas, transformadas em milagres, uma chusma de merceeiros elevados à categoria de beatos, e sempre um severo "não" a tudo o que não fossem as aberrações comportamentais da castração do corpo humano, composto por todas as suas partes, exceto pelo... sexo.
A sua maior criação, para o meu gosto pessoal, foi a do preservativo de rendas (!), ao qual a Igreja, e creio que a Joana Vasconcelos também não, não se opunham...
Fosse Breton vivo, e esta ia diretamente para a "Antologia do Humor Negro".

O que Ratzinger fez com João Paulo II roça a imoralidade, a indignidade, a impiedade e o sadismo: sabendo da estrutura primária do Polaco, utilizou-o em todas as frentes, vendendo viagens, banha da cobra e sorrisos, enquanto inoculava nas multidões os mais perversos princípios contra-natura a que a Humanidade assistiu, em pleno séc. XX. Para o fim, fê-lo sofrer, enquanto corpo, oferecendo-nos horríveis imagens desumanas de um homem em sofrimento, às ordens da impiedade de uma sombra, sempre de nome Ratzinger.
Após vinte anos desta monstruosidade, como muito bem diz Laura "Bouche", não havia onde arrumar o carcinoma, tais eram as suas metástases, e o Conclave resolveu então empurrar a vérmina Ratzinger para o lugar onde menos poderia provocar estragos, paradoxalmente, a Cadeira de São Pedro.

Retomando a metáfora, era Rasputine que passava de Monge a Czar.

Vamos agora subir um patamar: muitas vezes, a História tem sido injusta nos seus processos: a Revolução Francesa deveria ter sido contra Luís XV, e não contra Luís XVI; o 25 de Abril deveria ter ocorrido contra Salazar, e não contra Caetano; a queda do Comunismo deveria ter ocorrido com Estaline e não com Gorbachov, "and so on".

Hoje, quando diversas vozes se erguem na Grã-Bretanha, para uma condenação do ser que se intitula "Bento XVI", mas continua a ser o homem Joseph Ratzinger, cabeça de todos os males que entretanto ocorreram dentro da Igreja, na estrutura social, e na destruição do nível emocional que deveria ligar os Cristãos à sua Fé, uma culpa com meio século de prolongamento e agonia, essas vozes britânicas estão, por uma das raras vezes da História, a exigir que a Culpa caia sobre o verdadeiro Culpado.

A personalização do Problema Ratzinger na Pessoa Ratzinger é dos momentos mais oportunos da nossa Contemporaneidade, já que se trata de caçar o rato no momento em que julgou atingir o instante mais alto da sua impunidade.
Nunca a Humanidade, desde os Bórgias, assistiu a este escândalo de se ver, ela própria, Humanidade, mais a Igreja, e "Deus", seja Isso o que for, ao serviço de um mortal, de ar maligno, fisionomia de cadastrado, com Lombroso o leria, e de seu nome Josef Ratzinger.
Nós precisamos de ar puro, e não podemos aceitar que nos venha visitar um réptil, com palavras de condenação sobre a vida sexual dos outros, os divórcios, a liberdade de nascer e morrer, o puritanismo da condenação do outro, quando encobriu um dos mais miseráveis crimes de que o Homem é capaz: a violência das pulsões sexuais da Besta Pénis sobre o frágil corpo das crianças, dizendo, ao mesmo tempo "que os pedófilos deviam ser todos afogados", não, alma negra, Ratzinger, nós, esse nível, de impiedade e hipocrisia, não permitimos, e esperamos que tenhas, já em Lisboa, o ensaio daquilo que te espera na tua visita (?) ao Reino Unido: condenação, rejeição e profundo mal-estar.
Pela minha parte, tudo farei para que tal suceda.

O final é um pouco mais abaixo: é por Igrejas como a de Ratzinger que assistimos a autos-de-fé.
O Sistema Judicial Português, inquinado por uma revolução que nunca sofreu, pelo menos, desde os tempos da Santa Inquisição, está-se a preparar para afrontar a Opinião Pública através de uma das mais escandalosas provocações a que teremos assistido: na véspera da constituição de uma Comissão Parlamentar, para chamar à pedra o cidadão José Sócrates, por presumíveis atos de Lesa-Estado, vai haver peões que, no Baixo Vouga -- lamento, mas não tem metro perto, logo, não sei onde fica, nem sequer se existe... -- vão destruir provas e testemunhos da nossa História presente.

Uma Opinião Pública madura exigiria que se montassem piquetes de vigilância, dia e noite, para impedir, à porta dessa sinistra Comarca, a consumação desse miserável sinal do nosso atraso: o auto-de-fé da queima das Escutas de José Sócrates, no "Face Oculta".

Cidadãos, a iniciativa é vossa.

(Quarteto sinfónico "a la Brahms", no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
publicado por TC às 02:05
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